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Mostrando postagens com o rótulo SAÚDE MENTAL

MANIFESTO DO AMOR TDAH : UM MERGULHO NA INTENSIDADE DOS RELACIONAMENTOS.

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      Nota do Autor: Entre o Hiperfoco e a Sobrevivência ​No TDAH, amar é hiperfoco. Mergulhamos fundo, sem limites entre o "eu" e o "nós". Mas essa entrega tem um preço: quando há rejeição, a dor é física e o cérebro aciona a névoa mental como defesa. ​O manifesto abaixo descreve esse ciclo. Se você já sentiu que "não esqueceu, apenas não se lembra", entenda: esse abafamento emocional é o seu transtorno estancando o sangue para você seguir em frent e. Talvez algumas pessoas reconheçam algo de si mesmas neste texto.

O TDAH E O TORNADO MENTAL: Entenda a hiperatividade mental no adulto.

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Um turbilhão de sensações, sentimentos, pensamentos, se confrontam, se sucedem, se atropelam, se chocam e entrechocam, se encerram e reiniciam. A mente esgota-se , o corpo exaure-se , a vida pesa , o cansaço domina como se a hiperatividade mental adulta ainda fosse aquele frenesi físico da infância e adolescência. O Impacto da Inquietude Mental no Foco e nas Emoções O foco é abalroado por pensamentos desconexos, ideias estapafúrdias, sentimentos Inconvenientes, sempre em horas e locais impróprios, gerando reações desproporcionais, consequências funestas, falas intempestivas, risos inexplicáveis, choros incompreensíveis. Erguido pelo tornado mental, em outros momentos a mente bóia num torpor quase irreal, entrando  em um estado de inércia meio hipnótico , incapaz de respostas razoáveis, de fluxos contínuos de pensamento, de concatenação de ideias. O Duelo Mental pela Normalidade O TDAH experiente cria artifícios exteriores para manter a aparência de normalidade . Balbuc...

TDAH: O PERIGOSO HÁBITO DE SE ACOSTUMAR A SER MENOS

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                          Nota do Autor (Atualizada em 2025): Este texto é uma releitura de um poema de Marina Colasanti, adaptado para a nossa dura realidade de quem convive com o TDAH. Escrevi isso em um momento de profunda reflexão sobre como o transtorno vai "comendo as beiradas" da nossa autoestima se não tomarmos cuidado. Se você sente que está se acostumando a ser "menos", este texto é um abraço e um alerta. A gente se acostuma, mas não deveria... A gente se acostuma a esquecer... E porque esquece, se acostuma a ser criticado... E porque é criticado, começa a se fechar... E por se fechar, começa a evitar as pessoas... E por evitar as pessoas, prefere o isolamento... A gente se acostuma a procrastinar, a adiar o que teme, depois o que é complexo, depois o que é simples, depois... A gente se acostuma a perder... Perdemos o emprego, perdemos a pessoa amada, perdemos o rumo, perdemos a auto estima, perdemo-nos de nós ...

O TDAH E A DOR DO PASSADO: POR QUE VIVEMOS SEM OLHAR PARA TRÁS?

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Nota do Autor (2026): Atualização: Este texto reflete a desconexão emocional que muitos de nós sentimos. Hoje, a neurociência explica isso como uma falha na consolidação da memória episódica, mas na pele, a sensação é exatamente esta: uma vala nebulosa.  O seu passado dói? O meu não. Duro dizer isso, mas é a verdade. As pessoas que passaram por minha vida, os lugares em que vivi, as empresas em que trabalhei, ocupam hoje um local nebuloso e distante. Relembro-os sem dor ou emoção especial. Jamais volto a um ex-local de trabalho, a uma ex-casa... Apenas fizeram parte da minha vida. Obviamente, tenho consciência de que contribuíram para quem sou hoje, reconheço o que fizeram por mim, mas emocionalmente... Não olho para trás, apenas sigo adiante. A Desconexão com a Nostalgia Aqueles posts do Facebook e Instagram alusivos ao passado — se você comeu isso ou aquilo, se você usou essa ou aquela roupa — não me emocionam. São apenas curiosidades. Assim como não dói, o passado não serve co...

PENSANDO COMO UM TDAH: O QUE SÃO AS FUNÇÕES EXECUTIVAS NA PRÁTICA

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O diabo desta vida é que entre cem caminhos temos que escolher apenas um, e viver          com a nostalgia dos outros noventa e nove. Fernando Sabino Li com muito interesse um texto sugerido pelo leitor Walter Nascimento sobre as dificuldades do TDAH com as funções executivas. Preciso e cirúrgico, o texto aponta essas 'disfunções executivas' como o cerne do TDAH, no que eu concordo plenamente. Ao discorrer sobre cada uma dessas disfunções, o texto mostra ter sido escrito por um não TDAH ao incorrer num erro primário: não pensar como um TDAH. Vamos direto ao ponto: O MITO DA INIBIÇÃO NO TDAH E A IMPULSIVIDADE COGNITIVA INIBIÇÃO: aqui abordada como contraponto à impulsividade, a inibição é aquilo que faria com que pensássemos antes de agir. E essa é, na minha opinião, a falha do texto. Os portadores de TDAH pensam antes de agir, sim. Só não sabemos qual caminho seguir. Eu sou uma pessoa até mesmo lenta para me decidir, peso mil vezes, analiso cada camin...

O TDAH, A RITALINA E A CRIATIVIDADE

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Nota do Autor (2026): Este texto é uma resposta a um medo que muitos de nós compartilhamos. Anos depois, reafirmo: o tratamento não deve apagar quem somos, mas remover o ruído para que nossa criatividade possa, enfim, ser executada. Se você se sente "mentalmente aleijado", talvez o que falte não seja suspender o remédio, mas abandonar a busca por uma normalidade que não nos pertence. Recebi o comentário de um leitor narrando suas primeiras experiências com a Ritalina. Empresário, ele conta que a Ritalina embotou sua criatividade, deixando-o sem estímulo e desinteressado por sua própria empresa. Como de costume, quero deixar claro que não sou médico, psicólogo, ou mesmo um estudioso do assunto; esse blog trata das minhas experiências, sensações e sentimentos. A Pressão pela Normalidade: O verdadeiro carrasco da Criatividade Não é a Ritalina, amigo, é a pressão que você se impôs. A pressão por uma normalidade que jamais vai chegar; a pressão para ser uma nova pessoa ...

TDAH: ESQUECI DA RITALINA : RELATO DE UMA MANHÃ CINZENTA

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Nota do Autor (Atualizada em 2025): Este pequeno relato é a continuação do meu post mais lido aqui no blog. Decidi mantê-lo assim, curto e direto, porque ele descreve exatamente o "contraste" que o TDAH sente. Sem o tratamento, o mundo perde o brilho e a produtividade trava; com ele, a química se equilibra. Importante: Este é um relato pessoal de 2012. Nunca interrompa ou altere seu tratamento sem orientação médica. Hoje aconteceu algo pouco comum, saí de casa sem tomar a ritalina. Estávamos em cima da hora, eu e Marina, e quando me lembrei já estava dentro do carro. Deixei para tomar quando chegasse na loja, e esqueci. Foi uma manhã atípica, arrastada, cinzenta e tristonha; as 10:30 minha inquietação me impeliu pra fora da loja e saí para bater pernas e tomar um café. Durante este bate pernas lembrei=me da ritinha, eu estava sem ela. Nem por isso desisti do meu expresso carioca ( aqui em JF esse é o nome dado ao café expresso mais fraco), na volta à loja tomei minha rita...

A RITALINA E SEUS EFEITOS: O QUE APRENDI EM ANOS DE TRATAMENTO

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Nota do Autor 2026: Este relato reflete minha jornada pessoal com o Metilfenidato. Em 2026, com tantas opções terapêuticas, a lição continua a mesma: o remédio ajusta a química, mas quem ajusta a vida é você. Se os efeitos parecem estranhos no início, não interrompa por conta própria; o ajuste fino entre dosagem e organismo é um processo, não um evento instantâneo. Expectativa vs. Realidade: O erro dos "três comprimidos" Recebi em outro post um comentário sobre os efeitos da Ritalina ; o leitor comentava que havia tomado apenas três comprimidos em dias não consecutivos e queixava-se de estar mais desatento e com mais sono. Como sempre gosto de lembrar NÃO SOU MÉDICO, OU PSICÓLOGO, falo por experiência própria como portador de TDAH.  A ritalina não é perfeita, a ritalina não resolve todos os nossos problemas no primeiro dia ( aliás não os resolve nunca), a ritalina possui efeitos colaterais. A Ritalina é Ferramenta, não Solução Absoluta Temos que ter em mente o seguinte...

TRATE O TDAH APESAR DA SUA FAMÍLIA: COMO SEGUIR SOZINHO SE FOR PRECISO

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Nota do Autor (2026): Este post nasceu de desabafos que recebi há anos e que ainda são atuais. O apoio da família é o cenário ideal, mas não pode ser a condição para sua melhora. Se eles não entendem, trate-se para que os seus resultados falem por você. O "recall" do TDAH é um direito seu, use-o mesmo que precise caminhar com as próprias pernas por um tempo.   Recebo muitos comentários, vários deles por email, contando os sintomas de cada um e muitas vezes desabafando sobre suas dificuldades com o TDAH. Na maioria dos casos eles reclamam da falta de apoio da família, da dificuldade de manter o tratamento sozinho. Tenho oferecido minha solidariedade, meu apoio, mas nada disso substitui o carinho e a atenção dos familiares. Eu poderia transformar esse post numa tribuna para criticar aquelas famílias que não apóiam ou ignoram os portadores, deixando-os absolutamente sós nessa luta contra uma mente confusa e em constante ebulição. Mas do que isso iria adiantar? Na quase totalida...