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Mostrando postagens com o rótulo TDAH NO TRABALHO

TDAH NO TRABALHO: Os Riscos de Revelar o Diagnóstico na Era da Produtividade

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O Império do Útil e o Fim da Sensibilidade Vivemos a era da utilidade. Tudo deve ser útil e utilizável. Inclusive pessoas e sentimentos.  Já tivemos uma das melhores publicidades do mundo, ganhamos prêmios com propagandas icônicas e sensíveis. Hoje a propaganda é simplória e superficial: isso custa tanto em tantas parcelas. As listas de melhores livros é deprimente: nos primeiros lugares estão livros de colorir ou autoajuda, literatura, quando está entre os dez mais vendidos, fica lá no fim. O que isto tem a ver com o TDAH?  Tudo.  Nós, e nossos devaneios, não combinamos com os tempos de utilidade.  Nós, e nossas falhas de memória, não combinamos com o tempo da produtividade.  Nós, e nossa impulsividade, não combinamos com o tempo do massacre aos direitos trabalhistas. O Mito do "Pense Fora da Caixa"  Ahhhh, dirão os candidatos a coach, mas as empresas querem funcionários que pensem fora da caixa. Mentira! As empresas querem e contratam quem obedece cegamen...

TDAH: A ARMADURA DO HIPERFOCO E A LIBERDADE DE SE REINVENTAR

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Nota do Autor 2026:  o hiperfoco pode ser uma gaiola de ouro. Muitas vezes nos prendemos ao que fazemos bem para não encarar o medo de sermos medíocres em algo novo. Mas, como mostro aqui, a verdadeira força do TDAH não está em focar em uma coisa só, mas na capacidade infinita de renascer quando o foco se quebra. Em dezembro de 2018 publiquei um post sobre a beleza de se observar uma TDAH trabalhando hiperfocada.  Pois bem, a pandemia, a ganância e a obtusidade da elite brasileira usurparam o hiperfoco desta TDAH. Iniciou-se ali um processo que ainda não terminou, mas que desnudou toda a riqueza, complexidade e dificuldade que um portador - neste caso portadora - tem em libertar-se do hiperfoco. A Usurpação do Foco: Quando o Mundo Externo Invade a Mente Passada a perplexidade inicial, todos os sentimentos estão exacerbados nesse período de caos em que vivemos, esta portadora deparou-se com situações inusitadas em sua vida: eu sou alguém além daquele hiperfoco? Conseguirei dese...

TDAH: O LUTO DO DIAGNÓSTICO E A LUTA PARA SAIR DAS CORDAS

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                                                                                                Nota do Autor 2026 : Reli este texto com os olhos de quem já atravessou esse ringue. Em 2026, entendo que aquele homem de 50 anos, recém-diagnosticado e acuado nas cordas, não precisava "arrancar as raízes" com tanta violência. O TDAH não é uma planta venenosa, é o solo onde meu edifício foi construído. A luta não é para extraí-lo, mas para aprender a reformar as colunas sem derrubar a casa. Se você recebeu seu diagnóstico hoje, respire: a decepção faz parte da cura. A Ilusão do Tratamento Mágico   Há pouco mais de um mês fui diagnosticado como portador de   TDAH . Naquele momento foi um alívio. Encontrei a razão de meu comportamento autodestru...

O TDAH E O MEDO DO FRACASSO: A INSEGURANÇA EXECUTIVA

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  Nota de Atualização 2026: O "medo do fracasso" não some, mas ele perde a força quando paramos de ignorar nossas ferramentas de apoio. Se você precisa de dez alarmes para ter certeza de que fez algo, use-os. A segurança vem da estratégia, não da memória. A Dúvida que Dispara o Coração   Está tudo certo, é o mesmo trabalho que é feito há dois anos e o chefe faz uma pergunta corriqueira sobre o trabalho: os lançamentos estão em dia ? Ou : Você encaminhou aquele e-mail ? Nesse instante bate uma dúvida... Os batimentos aceleram, as borboletas se agitam no estômago e vem a resposta : Sim. Mas um sim sem convicção. Um sim que traz em seu bojo o medo de haver erros, um medo de faltar lançamentos, de o tal e-mail ter tido uma resposta que não foi percebida... E assim , segue a vida. Uma vida povoada de dúvidas ,de incertezas, de desconfiança em relação a nós mesmos . Fiz mesmo? E o pior, o contrário também é possível. Há muito tempo não retruco mais quando me dizem que fiz ou di...

TDAH, INIMIGO ÍNTIMO

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Em 2026, vivemos na era do "descarte" rápido de relações e empregos. Para o TDAH, essa tendência é um veneno, pois valida nossa inclinação natural de enxergar monstros onde existem apenas desafios. Republico este texto para alertar sobre o "Inimigo Íntimo": aquela voz que distorce a realidade para nos dar uma desculpa confortável para romper. O autoconhecimento é a única arma capaz de drenar esse abcesso antes que ele exploda e destrua o que levamos anos para construir. A Gestação de uma Tragédia É como um abcesso, começa como um pequeno grão e com o tempo enche-se de pus até romper numa explosão de consequências imprevisíveis.  De repente, um sorriso do cônjuge -que antes era lindo - transforma-se num esgar irônico e ofensivo. A sabedoria do chefe soa num belo dia como arrogância humilhante. A voz desagradável de um único professor começa a contagiar todo o curso.  Sem que o portador perceba, a mente TDAH começa a fomentar pensamentos, conclusões e i...

TDAH: NOVE PASSOS PARA VOCÊ FRACASSAR NA VIDA. O GUIA DEFINITIVO!

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Nota de Atualização 2026:  O sarcasmo foi a ferramenta que encontrei para mostrar o quão ridículo é o nosso esforço em tentar ser "normais" sem ajuda. Se você se identificou com algum desses passos, talvez seja hora de começar a fazer exatamente o oposto. Lembre-se, não deixe nenhum dos passos sem cumprir ou não poderei garantir que vá fracassar retumbantemente! Não posso ser responsabilizado se você, mesmo cumprindo o tutorial aqui descrito, ainda obtiver algum sucesso na vida. As vezes a sorte não está a nosso favor... 1) NÃO SE TRATE: Essa é a base de tudo! Ignore ser um TDAH, melhor ainda, não acredite que exista o TDAH. Acredite que a Ritalina é um veneno e que os médicos estão mancomunados com os grandes laboratórios para ganhar milhões à suas custas. 2) CONFIE NA SUA MEMÓRIA: Acredite piamente que anotar é besteira, você irá se lembrar. Some-se a isso o fato de você não tomar os remédios e estará dando um grande passo em direção ao buraco. 3) ISOLE-SE: Isso é...

A FALTA QUE A RITALINA ME FAZ.

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                                                                                                                 Nota do Autor (2026) Este relato pertence ao início da minha jornada de descoberta. Hoje, olhando para trás, percebo que a "falta que ela me faz" (a medicação) não era uma dependência, mas a peça que faltava para que as engrenagens da minha capacidade técnica pudessem finalmente girar. Reescrever a vida aos 50 requer coragem, mas requer, acima de tudo, aceitar as ferramentas que a ciência nos oferece. Aos cinquenta anos, me descobri portador de TDAH. Seis meses após o diagnóstico, premido pela falta de dinheiro, resolvi mudar de vida; apostei tudo em uma nova profissão. Fui estudar e, após muito...