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65 ANOS DE SOLIDÃO: A SAGA DO ETERNO RECOMEÇO

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Diante do pelotão de fuzilamento de minha consciência, eu me recordo do dia em que experimentei o fracasso. O fracasso é gelado, cinza, indiferente, mas houve um tempo em que ele, como outros sentimentos, precisava ser nomeado. Hoje não mais; hoje o fracasso é facilmente sentido e reconhecido. 65 anos em busca de uma felicidade que apenas retornou dor e solidão. Sucessivas explosões de fúria, tempestades intensas de pensamentos intrusivos e autodestrutivos e o eterno recomeçar. A solidão do recomeço. O recomeçar na dor do arrependimento, o recomeçar no autoflagelo da culpa, o recomeçar na aridez das incertezas. E o tempo passa. As tentativas falham. A culpa aumenta. E a dor não cessa. Em alguns momentos, a vida parece próspera, beirando a felicidade. O tempo fecha. A chuva chega — fria, implacável, intermitente, interminável. Aqueles dias de sol e brisa fresca já são distantes, substituídos por mofo e bolor que precisam ser eliminados imediatamente. Na ânsia de eliminar o bolor e o mof...

O TDAH E A SÍNDROME DO AVESTRUZ : A VONTADE DE SUMIR APÓS MAIS UM ERRO.

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Nota do Autor (Atualizada em 2025): Escrevi este texto em um dia de cansaço profundo. A "Síndrome do Avestruz" é aquele desejo de enfiar a cabeça na areia para não encarar as consequências da nossa desatenção. Releio isso hoje e vejo o quanto o diagnóstico tardio nos sobrecarrega com o peso de erros passados. Se você se sente "trôpego" pelas cobranças da vida, saiba que essa exaustão tem nome e tem tratamento. Você não está sozinho nessa "convulsão mental". Depois do milionésimo erro por desatenção, inocência ou negligência, a pessoa começa a acreditar que quem está certo é o avestruz: a qualquer ameaça enfia a cabeça na areia para não ver as consequências... É isto; a maior recorrência na vida de um portador de TDAH são as infinitas repetições de erros, muitas vezes tolos mas de consequências sérias. E aí a pessoa começa a se questionar quanto a tudo; à vida, aos tratamentos, aos medicamentos, à sua própria escolha de vida... Não há remédio que cure...