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Mostrando postagens com o rótulo DERROTA

A FUSÃO DOS SINTOMAS DO TDAH: POR QUE ELES NÃO AGEM SOZINHOS?

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TDAH: Os sintomas não são uma salada, são um patê: Em geral vemos os sintomas do TDAH sendo tratados de forma estanque, como se fossem individuais, cada um ao seu tempo e sua hora. Nada mais errôneo. O TDAH não é como uma salada, onde os ingredientes vêm separadamente numa mesma tigela, não, o TDAH é um patê, onde os ingredientes são homogeneizados transformando uma fusão de sabores em um novo sabor. Tornando as reações dos portadores ainda mais complexas e potencialmente mais lesivas a nós mesmos e a quem nos cerca. O Ciclo do Caos: Um exemplo real O cenário: Meio da manhã, dia atribulado. Pressão no trabalho e prazos apertados. Soa a notificação: Pagar conta . Sua reação: Um olhar rápido e o desprezo pela notificação. Mas você foi "precavido" e programou três lembretes. O problema é que, quando o cérebro está cheio, o lembrete vira ruído. O som se repete, o chefe cobra, o telefone toca... e surge o lembrete de aniversário do "Fulano". "Desinstala essa merda...

A LENDA DO PRÍNCIPE COM TDAH: O MONSTRO DA INSATISFAÇÃO E O CASTELO DA SOLIDÃO

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Nota do Autor (Atualizada em 2025): Escrevi esta lenda há anos, mas ela nunca foi tão atual. Ela fala sobre o "custo invisível" do TDAH não tratado: a insatisfação crônica que corrói sonhos e patrimônios. Muitos de nós crescemos ouvindo que éramos "príncipes" (cheios de talento), mas acabamos nos sentindo mendigos de nossa própria vontade. Se você já se sentiu um estranho no seu próprio castelo, esta lenda foi escrita para você. C onta a lenda que no interior de um reino distante vivia um príncipe jovem, belo, rico e muito, muito triste. Vivia solitário em seu castelo, cercado de luxo e tristeza. O príncipe não foi assim na sua vida inteira. Na adolescência foi um rapaz ativo, cheio de amigos e sonhos. Ele não sabia, mas no fundo de sua alma ele cultivava um monstro que mais tarde o dominaria: a insatisfação. Ao atingir a idade adulta o príncipe perdeu-se. Encantou-se e frustrou-se com vários cursos superiores; experimentou várias profissões; das mais ...

TDAH: ENTRE O SONHO E A REALIDADE: VIVENDO NO MUNDO DA LUA

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Nota do Autor 2026: Ao reler este texto, percebo que a "cachoeira de imagens" que descrevi ainda é turbulenta. A grande mudança é que hoje não tento mais parar a queda d'água; tento apenas construir margens mais sólidas. O sonho continua sendo um alento, mas a maturidade no TDAH é aprender a colocar os pés no chão, mesmo que a cabeça insista em flutuar. Ganhar na mega sena. Ser sorteado no bingo. Encontrar um velho conhecido na rua procurando alguém exatamente com o seu perfil para contratar para um excelente emprego. O acidente que o deixa quase à morte e leva as pessoas da família a o valorizarem e reconhecerem os próprios julgamentos a seu respeito. O amor imortal que não se cansa, não se desgasta, não fenece. O reconhecimento, ainda que tardio, da Academia Brasileira de Letras. Um olheiro anônimo de uma grande gravadora que descobre seu desconhecido talento musical. Ou simplesmente um fato que, inesperadamente, resolva os maiores problemas que enfrenta...

O TDAH E O FUTURO: PAIS, NÃO IMPONHAM CARREIRAS AOS SEUS FILHOS.

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NOTA DO AUTOR (2026) Este texto é um desabafo sobre o custo invisível de tentar ser quem não somos. Reviver minha passagem traumática pelo Direito e o sonho interrompido da História me faz reafirmar: o TDAH sem paixão é um motor sem combustível. Escrevo para que outros não precisem abandonar seus cursos pelo caminho por estarem no lugar errado, sufocados por expectativas que nunca foram suas. Qualquer pai ou mãe que se preze sonha com um filho de sucesso. Sucesso profissional, social e financeiro. Mas poucos desses pais se lembram de perguntar aos filhos se é este o sucesso que eles desejam para a própria vida. Nada de novo: há dezenas de gerações os pais tentam interferir no futuro de seus filhos. Infelizmente, um bom percentual de vidas é estragado pela prepotência e arrogância dos pais . Hoje, a forma de agir mudou; ficou mais sutil. Desde os três anos, as crianças são matriculadas em aulas de balé, inglês, informática e futebol — uma agenda cheia de tarefas que dirigem a vida para ...

TDAH, ENFRENTE-SE OU NÃO MUDARÁ JAMAIS!

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Nota de Atualização 2026 : Este texto causou polêmica quando o escrevi, mas o tempo provou que eu estava certo. O TDAH só para de nos dominar quando paramos de tratá-lo como uma desculpa e passamos a tratá-lo como um sintoma que pode, sim, ser combatido com consciência e estratégia. O Perigo de Tratar o TDAH como uma "Entidade" Onde quer que se reúnam mais de dois TDAHs o tema é sempre o mesmo: os erros recorrentes, as falhas intermináveis... Indefectível também o tom lamuriento, como um refém absolutamente à mercê de seu carrasco. Nos grupos de TDAH das redes sociais é comum alguém postar possuir um dos sintomas do transtorno e receber de volta dezenas, centenas de comentários no mesmo tom de lamúria e desânimo. Confesso que perdi um pouco o interesse por esses grupos, até mesmo pelo TDAH, doença incurável que é. Cansei de me bater contra uma Rocha intransponível, um monólito do mais puro granito que eu sequer consegui infligir um sofrimento, uma dor. Pedra não sofre,...

O TDAH E A SÍNDROME DO AVESTRUZ : A VONTADE DE SUMIR APÓS MAIS UM ERRO.

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Nota do Autor (Atualizada em 2025): Escrevi este texto em um dia de cansaço profundo. A "Síndrome do Avestruz" é aquele desejo de enfiar a cabeça na areia para não encarar as consequências da nossa desatenção. Releio isso hoje e vejo o quanto o diagnóstico tardio nos sobrecarrega com o peso de erros passados. Se você se sente "trôpego" pelas cobranças da vida, saiba que essa exaustão tem nome e tem tratamento. Você não está sozinho nessa "convulsão mental". Depois do milionésimo erro por desatenção, inocência ou negligência, a pessoa começa a acreditar que quem está certo é o avestruz: a qualquer ameaça enfia a cabeça na areia para não ver as consequências... É isto; a maior recorrência na vida de um portador de TDAH são as infinitas repetições de erros, muitas vezes tolos mas de consequências sérias. E aí a pessoa começa a se questionar quanto a tudo; à vida, aos tratamentos, aos medicamentos, à sua própria escolha de vida... Não há remédio que cure...

DOR, MUITA DOR NA VIDA DE UM TDAH.

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Escrever esse blog tem sido muito bom para que eu detecte onde estão meus comportamentos viciados e autodestrutivos. Por outro lado, tem sido duro revolver meu passado mais íntimo; e não é apenas uma revisão de fatos, mas uma revisão de comportamentos e sentimentos pretéritos. Tenho tentado ser imparcial, verdadeiro e cru. Mas olha, é muito difícil. Desnudar certos comportamentos, sentimentos que eu vivi em silêncio, em segredo.Relendo a postagem sobre a montanha russa amorosa, vi ali retratado quase um psicopata. Um cara frio, insensível, cruel. Um sujeito que eu não sabia, ou não queria saber que existia. Mas que agia com carta branca em minha vida . Dei a ele o direito de tripudiar sobre a vida e o sentimento das mulheres que amei. Posso por a culpa no   TDAH , mas fui omisso. Jamais enxerguei o mal que causei a essas mulheres que tão importantes foram em minha vida. Ou não queria enxergar. Talvez, o salvo conduto do TDAH tenha me feito olhar para trás e enxergar o rastr...

UM TDAH EM PLENA FORMA!

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O que aconteceu com minha internet ontem foi um típico comportamento TDAH . Tenho no notebook uma internet móvel da VIVO. Há cerca de três meses eu cheguei a conclusão que deveria cancelar sua assinatura – pela qual pago  cerca de cem reais mês – e comprar um modem desbloqueado e um chip da TIM, que cobra apenas cinqüenta centavos por dia de uso da internet.Bem, até comprei os chips. O modem não. Há cerca de um mês, mudei de residência e não me lembrei de alterar o endereço na VIVO. No último dia 27 de dezembro recebi uma mensagem da VIVO informando que não havia recebido o pagamento de minha fatura .Qual providência tomei ? Nenhuma. Acreditei haver pago a fatura com atraso e por isso a mensagem. Eu estava errado. Como sempre. Estou sem internet desde ontem, vou passar o fim de semana sem ela. Estou escrevendo no Word, depois passo para o blog. A repetição de um comportamento corriqueiro.   Quantas vezes fiz a mesma coisa?   Nem sei, já perdi as contas. Acabei de cai...

ESCARPAS E ABISMOS; A VOLATILIDADE DO TDAH.

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Ontem e hoje não foram bons dias. Cheguei atrasado a um encontro ontem. Saí de casa com o horário cronometrado, andei um ou dois kilômetros e descobri que havia esquecido a carteira. Até continuaria sem ela apostando que não seria parado em nenhuam blitz da polícia. Só que eu não tinha nenhum centavo no bolso. Nem para pagar o estacionamento. Resultado: voltei para casa em desabalada carreira. Desci do carro correndo e percebi que esqueci, lá dentro, a chave de casa. Voltei para buscá-la. O pior, ainda em casa, antes de sair, notei que a carteira não estava onde deveria. Dei uma olhada por cima, não a vi, e imaginei que ela estivesse no carro. Fui confiando nisso, mas não conferi ao entrar no carro. Dancei. Perdi metade do horário marcado. Um sentimento de derrota se apossou de mim . Achei que já havia superado esta etapa. Mas, se   TDAH   não tem cura, creio ser normal esse tipo de situação. Uma escalada íngreme com alguns tropeços e deslizes ao longo da subida. Não po...