Postagens

Mostrando postagens com o rótulo NAMORO TDAH

O TDAH QUE PEDE AJUDA: A VERDADE NOS RELACIONAMENTOS

Imagem
  A Jornada Solitária Em geral agimos sozinhos. Pelo próprio rótulo que acompanha o TDAH, a maioria de nós, portadores do transtorno, luta sozinho e em silêncio contra os nefastos sintomas da doença. O maior problema disso é que, ao contrário de muitas doenças, os efeitos do TDAH afetam diretamente todos os que nos cercam e enormemente a família .  Através do blog conheci um amigo de TDAH que se auto denominava Peregrino TDAH. Ele escrevia um blog excelente chamado Jornal TDAH. Peregrino conheceu uma moça, apaixonaram-se e ele me confidenciou que jamais contaria a ela sua condição. Abandonou o blog e mergulhou nesse relacionamento. Nunca mais tive notícias dele e, espero, que esteja tudo bem. Mas acho difícil. Muito difícil. Controlar-se sem medicamento e sem apoio é uma tarefa insana . A Verdade ou os Rótulos   Como esconder por anos a fio a desatenção patológica, a impulsividade crônica, a dificuldade de lidar com o dinheiro, a desorganização... Pensando seriamente, nã...

TDAH, INIMIGO ÍNTIMO

Imagem
Em 2026, vivemos na era do "descarte" rápido de relações e empregos. Para o TDAH, essa tendência é um veneno, pois valida nossa inclinação natural de enxergar monstros onde existem apenas desafios. Republico este texto para alertar sobre o "Inimigo Íntimo": aquela voz que distorce a realidade para nos dar uma desculpa confortável para romper. O autoconhecimento é a única arma capaz de drenar esse abcesso antes que ele exploda e destrua o que levamos anos para construir. A Gestação de uma Tragédia É como um abcesso, começa como um pequeno grão e com o tempo enche-se de pus até romper numa explosão de consequências imprevisíveis.  De repente, um sorriso do cônjuge -que antes era lindo - transforma-se num esgar irônico e ofensivo. A sabedoria do chefe soa num belo dia como arrogância humilhante. A voz desagradável de um único professor começa a contagiar todo o curso.  Sem que o portador perceba, a mente TDAH começa a fomentar pensamentos, conclusões e i...

O TDAH E O AMOR ETERNO: BODAS DE PRATA TDAH - É RARO, MAS ACONTECE.

Imagem
Cenário das Bodas de Prata de Walter e Simone " Nota de Atualização (Dezembro de 2025): Revisitando esta reflexão de 2016, percebo como a busca por estímulos do TDAH pode ser confundida com falta de afeto. Mas, como mostram os amigos Walter e Simone, o segredo não é a busca pela novidade em outras pessoas, mas a descoberta da intensidade dentro do mesmo relacionamento. O amor para o TDAH exige foco, mas quando encontra um porto seguro, torna-se a base necessária para a nossa estabilidade em todas as outras áreas da vida." A Mente Inquieta e o Desejo de Tudo Quanto dura a eternidade para um TDAH? Quanto dura aquele amor que juramos eterno? Estamos preparados para amores duradouros? Podemos viver com apenas um parceiro? Nossa mente inquieta e insatisfeita sempre sonha com vários parceiros; não, vários ainda é insuficiente, sonhamos com todos. Com os possíveis e mais ainda com os impossíveis; sonhamos com aqueles que podem nos fazer mais felizes, mas também com aqueles qu...

EU AMO UM(A) TDAH : AMAR SEM PERDER O AMOR PRÓPRIO.

Imagem
                                                                          Se abraçam, mas não se encontram. Nem todo desencontro é visível — às vezes, ele vive nas sombras. ( Nota de atualização 2025: Este post aborda o lado de quem ama um TDAH. Um guia sobre a importância do tratamento, o respeito ao amor-próprio do parceiro e a diferença entre os sintomas do transtorno e o comportamento oportunista.) "Ele é tão distante." "Ela é fria."  "Ele não me escuta."  "Do nada, ela explode."  "O que posso fazer pra ajudar meu(minha) namorado(a) TDAH?" Esses são comentários e e-mails que recebo com frequência; essa semana foram três, e ainda estamos na quarta-feira. Já falei sobre isso e, em geral, não alivio pro nosso lado. Quando a pessoa chega a me escrever é porque o outro já tem o diagnóstico...

O TDAH E A EXPLOSÃO DE FÚRIA INCONSEQUENTE

Imagem
A semente do Caos De repente, uma estranha onda começa a subir por nosso corpo. A cabeça lateja, martelada por incessantes perguntas: quem é ele pra me dizer isso? Quem ela acha que é pra me desafiar dessa forma? Cretino! Tá pensando que sabe mais do que eu? A Tensão Interna Conter as palavras parece impossível. Ondas de impropérios batem contra os dentes tentando romper o silêncio que a boca fechada tenta manter. As imagens vão perdendo a nitidez toldadas por uma cortina vermelha... O cérebro parece que vai explodir: Quem ele pensa que é para interferir assim na minha vida? Que regrinha ridícula é essa que inventaram agora? Querem me tolher? O coração acelera os batimentos e sobe pela garganta empurrando as palavras que tentam romper o silêncio. A Percepção Distorcida Por trás da cortina vermelha seu patrão/esposa/irmão/mãe/pai/namorado continua falando incessantemente, já não podemos entender direito suas palavras, mas sabemos que doem como facas na alma. Estranhas assoc...

O TDAH, O AMOR E A IMPULSIVIDADE

Imagem
- Eu te amo! - Que lindo! Tão rápido... - Amor à primeira vista. ... - Como assim, acabou? - Acabou, terminou, chegou ao fim! - Mas ontem você disse que me amava! - Ontem...

O AMOR ARDOR DO TDAH

Imagem
Nota de atualização 2025: Se o amor no TDAH pode ser dor, ele também é ardor — uma força que infla, ocupa e renasce. Este poema traça o caminho da entrega absoluta até o inevitável recomeço, marcando a intensidade rítmica de quem sente tudo em dobro. Força Entrega Ânsia Riso Prazer Delírio Sonho Despertar. Crer Sentir Crescer Inflar Ocupar. Tomar Preencher Transbordar Afogar Sufocar Sobreviver. Reviver Reavivar Reencontrar Reacender Renascer Recomeçar . Viver com tamanha intensidade exige autoconhecimento e equilíbrio. Descubra como gerenciar a impulsividade emocional no site da ABDA: Associação Brasileira do Déficit de Atenção

MEMÓRIAS DE UM AMOR TDAH: Esquecimento e Intensidade.

Imagem
( Nota de atualização 2026: Este poema aborda o paradoxo da memória no TDAH. Como é possível guardar a intensidade de um beijo ou de um cheiro, mas perder a conexão com o rosto ou o nome? Uma reflexão sobre as lacunas que o transtorno deixa na nossa história afetiva.) Não te esqueci, apenas não me lembro. Lembro-me de um certo beijo; um certo cheiro; uma certa dor. Não sei se te pertencem; ou à mim e à minha imaginação delirante. És tão bela que julgo impossível, teres sido minha, e eu tê-la esquecido. Sinto na boca o sabor de um beijo, um beijo inesquecível. Que recebi de quem mesmo? Não sei. Mas não esqueci... Apenas não me lembro

TDAH, EU? VERGONHA E MEDO DA MEDICAÇÃO. Quando o preconceito destrói.

Imagem
Nota de Atualização 2026:  o estigma sobre a medicação ainda sobrevive, alimentado por desinformação digital e pelo medo de "perder a essência". Mas a verdadeira perda de essência não está no remédio; está na vida que se esvai entre explosões de fúria e prazos perdidos. Republico este texto para lembrar que tratar o TDAH não é "virar robô", é finalmente conseguir assumir o controle do próprio sistema operacional antes que ele delete seus arquivos mais preciosos. O Monólogo do Caos Eu tenho vergonha de contar que eu tenho TDAH. Como vou falar isso pra minha namorada? Pros meus amigos? Pro pessoal da faculdade? Todo mundo vai me sacanear, tomando remédio de louco! Não vou tomar isso, não! Mesmo que eu não conte pra ninguém esse remédio vai me deixar igual a um robozinho, quem me conhece vai sacar  na hora que eu tô dopado. O Labirinto da Negação Porra, eu não sou doido, trabalho, estudo, namoro, agora vem um médico qualquer e fala que eu tenho essa porcaria dessa...

TDAH EXAGERADO, DO "8 OU 80": QUANDO O MEDO É O ÚNICO FREIO.

Imagem
Nota de Atualização 2026: A maior vitória do tratamento não foi a "calma", mas a segurança. Hoje não preciso mais ter medo de mim mesmo. O exagero ainda faz parte de quem eu sou, mas agora ele é canalizado para o que me faz bem, sem o risco de eu me perder no caminho. Sem Meio-Termo Exagerado! Eu sou mesmo exagerado! Esse sou eu. Eu e quase todos os TDAH's do mundo. Não sou uma pessoa de meios-termos. Ou amo, ou odeio. Na minha adolescência comecei a perceber essas características passionais da  minha personalidade. Aos quatorze anos aprendi a fumar e, em poucos meses era um fumante inveterado. Apaixonei-me eterna e mortalmente uma dúzia de vezes e, em todas elas, mergulhava de corpo e alma afastando-me dos amigos e até da família. Comecei nesta época a perceber esse tipo de comportamento e a temê-lo. A Intuição do Descontrole Nunca mencionei isso a alguém, mas já naquela época eu sabia que era diferente dos meus amigos. Eu não conseguia ter absoluto controle so...