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Mostrando postagens com o rótulo TDAH E DINHEIRO

A LENDA DO PRÍNCIPE COM TDAH: O MONSTRO DA INSATISFAÇÃO E O CASTELO DA SOLIDÃO

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Nota do Autor (Atualizada em 2025): Escrevi esta lenda há anos, mas ela nunca foi tão atual. Ela fala sobre o "custo invisível" do TDAH não tratado: a insatisfação crônica que corrói sonhos e patrimônios. Muitos de nós crescemos ouvindo que éramos "príncipes" (cheios de talento), mas acabamos nos sentindo mendigos de nossa própria vontade. Se você já se sentiu um estranho no seu próprio castelo, esta lenda foi escrita para você. C onta a lenda que no interior de um reino distante vivia um príncipe jovem, belo, rico e muito, muito triste. Vivia solitário em seu castelo, cercado de luxo e tristeza. O príncipe não foi assim na sua vida inteira. Na adolescência foi um rapaz ativo, cheio de amigos e sonhos. Ele não sabia, mas no fundo de sua alma ele cultivava um monstro que mais tarde o dominaria: a insatisfação. Ao atingir a idade adulta o príncipe perdeu-se. Encantou-se e frustrou-se com vários cursos superiores; experimentou várias profissões; das mais ...

E AGORA, JOSÉ ? O TDAH E O DESERTO DO ISOLAMENTO

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Nota do Autor (Atualizada em 2025): Peço licença ao mestre Carlos Drummond de Andrade para emprestar seus versos imortais. Este poema nasceu de um momento de desamparo, quando a gente percebe que nem a Ritalina, nem o Coaching, nem a Terapia são muletas eternas. No fim do dia, somos nós e o nosso cérebro. É um texto sobre o peso de continuar, mesmo quando tudo parece ter mofado. E agora, José? A ritalina acabou, a terapia acabou, o coaching encerrou, E agora, José? e agora, você? como vai viver, você que esquece, você que adia, você que se irrita, e agora José? está sem mulher, está sem emprego, está sem tratamento, e agora José? você não deve beber, você não deve fumar, se controlar você não consegue, a motivação esfriou, a cura não veio, a vida nova não veio, o novo emprego não veio, só veio a utopia, e tudo acabou, e tudo fugiu, e tudo mofou, e agora José? E agora José? sua doce ilusão, seu instante de sonho, seu devaneio e realidade, a conta venc...

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA PARA QUEM CONVIVE COM TDAHs.

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"Conhecimento e empatia: as ferramentas essenciais do manual de convivência TDAH."                  " Nota de Atualização (Dezembro de 2025): Escrevi este 'manual' em 2017 para ajudar      familiares e parceiros a entenderem que nossos comportamentos não são falta de caráter,   mas biologia pura. Hoje, a ciência explica muitos desses itens através de conceitos como Disfunção Executiva , Cegueira Temporal e a Busca por Dopamina .  Revisitando estas 17  regras, percebo que a empatia e o conhecimento continuam sendo os melhores manuais de  sobrevivência para qualquer relacionamento."                  As Regras de Convivência e                           Funcionamento                        1) HIGIENE DO SONO: Cuidado ao acordá...

O TDAH E A FALTA DE NOÇÃO: POR QUE O TEMPO E O DINHEIRO DESAPARECEM?

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 "No TDAH, o tempo e o dinheiro parecem obedecer a leis da física diferentes do restante do mundo."                             Nota do Autor 2026   O lho para este texto e dou risada, mas com um olho no extrato bancário. A "fada do dinheiro" continua não existindo, mas hoje uso alarmes para tudo — inclusive para me lembrar de que o dinheiro que vejo na conta hoje já está comprometido com o amanhã. Sempre imaginamos que a Ritalina (ou qualquer outro medicamento) vai mudar nossas vidas, vai transformar-nos em dínamos de eficiência e perfeição. Mas existem várias facetas do TDAH em que os remédios não atuam. Você tem noção de tempo? E u não. Principalmente médio e longo prazo. Sempre sou surpreendido pelas datas e eventos. De nada vale me convidar, ou agendar algo comigo com antecedência. Aliás, quanto mais antecedência, pior. Trinta dias me parecem uma eternidade, algo tão longínquo... De repente, chegou...

O TDAH E A DOR NO BOLSO.

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Dizem que a frase é do ex-ministro Delfim Netto, não sei, mas ele era um exímio frasista e essa frase parece com ele: ' o órgão mais sensível do corpo humano é o bolso'. Não para um TDAH. Gastamos mais do que devemos, do que podemos e 'do que queremos'. E assim como na procrastinação , ficamos com culpa, a consciência dói, dói. A cada conta que surge, pensamos: se eu não tivesse feito aquela viagem; ou, se eu não tivesse comprado aquela roupa... Mas, assim como na procrastinação, os dias passam, a dor da consciência some, e repetimos o erro anterior. Aliás, essa é uma característica típica do TDAH, não aprendemos com os nossos erros. A necessidade de usufruir imediatamente supera a 'lembrança da dor'  passada. Mesmo que o passado tenha acontecido há apenas uma semana.