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TDAH E O PARADOXO DOR E SONHO: A FUGA PARA A FANTASIA COMO ANESTESIA

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Quando a vida se acinzenta.  Quando tudo se perdeu.  Quando de tudo se abriu mão.  Quando nada parece ter sentido.  Surge o TDAH em sua plenitude.  A realidade árida é sobreposta por feéricos sonhos que se sobrepõem e se antepõem a esquálida vida cotidiana.  Não há momentos de tédio ou de reflexão, ao menor sinal de desocupação, uma fantasia salta diante dos olhos.  O TDAH que destruiu a realidade oferece os lenitivos para que essa dor não pareça tão lancinante.  Saltando de fantasia em fantasia não se sente a dor, mas não se aprende com ela.  Seguimos dopados, anestesiados pela overdose ficcional e blindados a qualquer chance de aprendizado com a dor e a vida. Imunes à dor, mas por isso mesmo, com o peito aberto e exposto à novas e intermináveis dores.  Saiba mais sobre a abordagem científica do TDAH acessando o site da   ABDA - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO DÉFICIT DE ATENÇÃO. "Assim como nos cinemas, a nossa mente TDAH às ...

O TDAH, O AMOR E A IMPULSIVIDADE

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- Eu te amo! - Que lindo! Tão rápido... - Amor à primeira vista. ... - Como assim, acabou? - Acabou, terminou, chegou ao fim! - Mas ontem você disse que me amava! - Ontem...

O AMOR ARDOR DO TDAH

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Nota de atualização 2025: Se o amor no TDAH pode ser dor, ele também é ardor — uma força que infla, ocupa e renasce. Este poema traça o caminho da entrega absoluta até o inevitável recomeço, marcando a intensidade rítmica de quem sente tudo em dobro. Força Entrega Ânsia Riso Prazer Delírio Sonho Despertar. Crer Sentir Crescer Inflar Ocupar. Tomar Preencher Transbordar Afogar Sufocar Sobreviver. Reviver Reavivar Reencontrar Reacender Renascer Recomeçar . Viver com tamanha intensidade exige autoconhecimento e equilíbrio. Descubra como gerenciar a impulsividade emocional no site da ABDA: Associação Brasileira do Déficit de Atenção

MEMÓRIAS DE UM AMOR TDAH: Esquecimento e Intensidade.

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( Nota de atualização 2026: Este poema aborda o paradoxo da memória no TDAH. Como é possível guardar a intensidade de um beijo ou de um cheiro, mas perder a conexão com o rosto ou o nome? Uma reflexão sobre as lacunas que o transtorno deixa na nossa história afetiva.) Não te esqueci, apenas não me lembro. Lembro-me de um certo beijo; um certo cheiro; uma certa dor. Não sei se te pertencem; ou à mim e à minha imaginação delirante. És tão bela que julgo impossível, teres sido minha, e eu tê-la esquecido. Sinto na boca o sabor de um beijo, um beijo inesquecível. Que recebi de quem mesmo? Não sei. Mas não esqueci... Apenas não me lembro