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O TDAH E O FUTURO: PAIS, NÃO IMPONHAM CARREIRAS AOS SEUS FILHOS.

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NOTA DO AUTOR (2026) Este texto é um desabafo sobre o custo invisível de tentar ser quem não somos. Reviver minha passagem traumática pelo Direito e o sonho interrompido da História me faz reafirmar: o TDAH sem paixão é um motor sem combustível. Escrevo para que outros não precisem abandonar seus cursos pelo caminho por estarem no lugar errado, sufocados por expectativas que nunca foram suas. Qualquer pai ou mãe que se preze sonha com um filho de sucesso. Sucesso profissional, social e financeiro. Mas poucos desses pais se lembram de perguntar aos filhos se é este o sucesso que eles desejam para a própria vida. Nada de novo: há dezenas de gerações os pais tentam interferir no futuro de seus filhos. Infelizmente, um bom percentual de vidas é estragado pela prepotência e arrogância dos pais . Hoje, a forma de agir mudou; ficou mais sutil. Desde os três anos, as crianças são matriculadas em aulas de balé, inglês, informática e futebol — uma agenda cheia de tarefas que dirigem a vida para ...

RITALINA É DROGA DA OBEDIÊNCIA? DESABAFO DE QUEM VIVEU O CAOS DO TDAH SEM TRATAMENTO.

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"O tratamento não cria robôs; ele liberta o potencial que a hiperatividade aprisiona no caos." Nota do Autor 2026 Em 2026, vejo que o preconceito mudou de cara, mas ainda resiste. Hoje, com 65 anos, reitero: o remédio não me tirou a personalidade, ele me deu as rédeas dela. O lamento pelo tempo perdido ainda dói, mas serve de combustível para alertar novos pais. Poucas c oisas têm o dom de me irritar tanto quanto essa conversa de que a Ritalina é a droga da obediência ou que o governo, ou os laboratórios, ou as escolas, querem transformar as crianças em autômatos. Quem afirma isso é, no mínimo, um cretino! Ninguém que fale uma a sneira desse tamanho passou pela horrorosa experiência de ser hiperativo. Eu fui um aluno horroroso! Eu latia na sala de aula, cacarejava, cantava, jogava bolinha papel, implicava com todo mundo, fugia pela janela enquanto os professores estavam de costas escrevendo no quadro. Infernizava a todos, alunos e professores. Dezenas de vezes fui retirado d...

HIPERATIVIDADE NÃO É MÁ ÍNDOLE!

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Estive pensando nas 'loucuras' que fazia quando criança. Creio que é a primeira vez que faço isso. Jamais entrei numa aventura com a noção de qual seria o resultado. As coisas aconteciam. E como aconteciam! Eram apenas fruto de atitudes inpulsivas, comportamentos inconsequentes. Uma sucessão de atitudes dessas, fatalmente desaguavam em consequências desastrosas. Me expus ao risco inúmeras vezes, jamais com a noção exata daquele risco. Andava de bicicleta como um louco, apostava corridas com carros, descia ruas sem freio. Hoje, sinto um 'medo retrospectivo' por muitas das coisas que fiz.