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Mostrando postagens com o rótulo HIPERATIVIDADE

TDAH E O PARADOXO DOR E SONHO: A FUGA PARA A FANTASIA COMO ANESTESIA

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Quando a vida se acinzenta.  Quando tudo se perdeu.  Quando de tudo se abriu mão.  Quando nada parece ter sentido.  Surge o TDAH em sua plenitude.  A realidade árida é sobreposta por feéricos sonhos que se sobrepõem e se antepõem a esquálida vida cotidiana.  Não há momentos de tédio ou de reflexão, ao menor sinal de desocupação, uma fantasia salta diante dos olhos.  O TDAH que destruiu a realidade oferece os lenitivos para que essa dor não pareça tão lancinante.  Saltando de fantasia em fantasia não se sente a dor, mas não se aprende com ela.  Seguimos dopados, anestesiados pela overdose ficcional e blindados a qualquer chance de aprendizado com a dor e a vida. Imunes à dor, mas por isso mesmo, com o peito aberto e exposto à novas e intermináveis dores.  Saiba mais sobre a abordagem científica do TDAH acessando o site da   ABDA - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO DÉFICIT DE ATENÇÃO. "Assim como nos cinemas, a nossa mente TDAH às ...

TDAH DE FORA PRA DENTRO: O diagnóstico tardio e o autoconhecimento

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"É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós" ( José Saramago )  É preciso sair para mergulhar em si mesmo? Prego aqui nesse espaço, há quinze anos, que o melhor auxiliar no tratamento do TDAH é o autoconhecimento. E tentarei explicar o porquê. O Ciclo de Justificativas e Falhas no TDAH Em geral, levamos a vida aos trambolhões, levamos uma vida reativa, uma vida na defensiva. Desde pequenos erramos mais que os outros, somos punidos ou advertidos mais que os outros e, com isso, nos justificamos mais que os outros, tentamos mais que os outros. E, normalmente não conseguimos. A adolescência e a vida adulta em nada diminuem essa vida de justificativas e tentativas frustradas. Só nos erguemos para repetir as quedas anteriores num redemoinho infinito de desacertos. Inconscientemente criamos estratégias para minimizar as falhas e, em vão, tentamos acompanhá-las para que funcionem. Como poderemos envoltos nesse turbilhão nos autoconhecer? Mu...

O TDAH E O TORNADO MENTAL: Entenda a hiperatividade mental no adulto.

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Um turbilhão de sensações, sentimentos, pensamentos, se confrontam, se sucedem, se atropelam, se chocam e entrechocam, se encerram e reiniciam. A mente esgota-se , o corpo exaure-se , a vida pesa , o cansaço domina como se a hiperatividade mental adulta ainda fosse aquele frenesi físico da infância e adolescência. O Impacto da Inquietude Mental no Foco e nas Emoções O foco é abalroado por pensamentos desconexos, ideias estapafúrdias, sentimentos Inconvenientes, sempre em horas e locais impróprios, gerando reações desproporcionais, consequências funestas, falas intempestivas, risos inexplicáveis, choros incompreensíveis. Erguido pelo tornado mental, em outros momentos a mente bóia num torpor quase irreal, entrando  em um estado de inércia meio hipnótico , incapaz de respostas razoáveis, de fluxos contínuos de pensamento, de concatenação de ideias. O Duelo Mental pela Normalidade O TDAH experiente cria artifícios exteriores para manter a aparência de normalidade . Balbuc...

O TDAH E O FUTURO: PAIS, NÃO IMPONHAM CARREIRAS AOS SEUS FILHOS.

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NOTA DO AUTOR (2026) Este texto é um desabafo sobre o custo invisível de tentar ser quem não somos. Reviver minha passagem traumática pelo Direito e o sonho interrompido da História me faz reafirmar: o TDAH sem paixão é um motor sem combustível. Escrevo para que outros não precisem abandonar seus cursos pelo caminho por estarem no lugar errado, sufocados por expectativas que nunca foram suas. Qualquer pai ou mãe que se preze sonha com um filho de sucesso. Sucesso profissional, social e financeiro. Mas poucos desses pais se lembram de perguntar aos filhos se é este o sucesso que eles desejam para a própria vida. Nada de novo: há dezenas de gerações os pais tentam interferir no futuro de seus filhos. Infelizmente, um bom percentual de vidas é estragado pela prepotência e arrogância dos pais . Hoje, a forma de agir mudou; ficou mais sutil. Desde os três anos, as crianças são matriculadas em aulas de balé, inglês, informática e futebol — uma agenda cheia de tarefas que dirigem a vida para ...

HIPERATIVIDADE NÃO É MÁ ÍNDOLE!

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Estive pensando nas 'loucuras' que fazia quando criança. Creio que é a primeira vez que faço isso. Jamais entrei numa aventura com a noção de qual seria o resultado. As coisas aconteciam. E como aconteciam! Eram apenas fruto de atitudes inpulsivas, comportamentos inconsequentes. Uma sucessão de atitudes dessas, fatalmente desaguavam em consequências desastrosas. Me expus ao risco inúmeras vezes, jamais com a noção exata daquele risco. Andava de bicicleta como um louco, apostava corridas com carros, descia ruas sem freio. Hoje, sinto um 'medo retrospectivo' por muitas das coisas que fiz.

DEPOIMENTO TDAH - UM NOVO AUTOR NO BLOG.

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Com o que aconteceu ontem  fiquei muito chateado, prá baixo. Hoje está muito difícil de levar. Acabei pegando carona na internet da minha filha e comecei a pesquisar sobre TDAH, tratamentos textos e etc. Encontrei no site:  http://www.tdah.org.br  o depoimento que transcrevo abaixo e que me levou às lágrimas. Hoje os tempos são outros e o Beto acabou encontrando tratamento e controle. Espero daqui há quatro anos poder encerrar meus textos da mesma forma que ele. Ou melhor ainda, sequer precisar de escrever sobre esse assunto. Apenas viver. Viver de uma forma diferente, construtiva e produtiva. TDAH - UM DEPOIMENTO No último Congresso Internacional da ABDA, apresentei durante uma palestra um texto escrito por meu filho para a cadeira de filosofia do curso de economia da PUC-RJ. O texto, cuja avaliação implicava em nota, foi solicitado a cada aluno pelo professor da cadeira, com o objetivo de conhecer um pouco da trajetória pessoal da turma. Ele, meu f...