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Mostrando postagens com o rótulo DELÍRIO TDAH

O SONHO DA MEGA SENA: UM DELÍRIO TIPICAMENTE TDAH

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                                                                                Uma das características que mencionei no post "25 coisas sobre mim com e sem TDAH" é a infinita capacidade que tenho de sonhar durante o banho. Talvez o sonho que mais tenho é: o que eu faria se ganhasse na Mega Sena. Um sonh o duplamente TDAH. Mas não é aquela coisa genérica de "se eu ganhar vou ajudar minha família, os amigos, umas instituições de caridade". Não! A Anatomia de um Plano Mi lionário Em primeiro lugar, fico pensando em como seria minha reação ao saber que ganhei. Morro de medo de passar vergonha, portanto eu iria conferir umas 75 vezes, em sites diferentes, até ter certeza de que ga nhei mesmo. Outra coisa é que eu só penso em ganhar sozinho; jamais me imaginei dividindo o prêmio com alguém. Q...

O TDAH E A MENTE FERVILHANTE!

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Atualização 2026: A  metáfora do "Frankenstein mental" é atemporal. Com o excesso de informações e estímulos da vida moderna, nossos pensamentos fragmentados se fundem com ainda mais velocidade. Republiquei este conteúdo hoje para reforçar a importância de identificarmos o "bebê Frankenstein" antes que ele tome as rédeas da nossa vida. O autoconhecimento continua sendo nossa melhor tecnologia. O Nascimento dos Monstros Mentais   Somos acossados cotidianamente por um turbilhão de pensamentos que se sucedem, se sobrepõem, se chocam, se engalfinham, se confrontam. Pensamentos opostos, incongruentes, conflitantes, beligerantes que se mutilam e se esquartejam. Na mente fervilhante os fragmentos se amontoam e se fundem, transformando-se em pensamentos novos; irreconhecíveis. Verdadeiros Franksteins mentais. Como todo monstro, esse Frankstein nos assombra e nos impressiona. Dificilmente nos livramos dele. A mente convulsionada por esse turbilhão de pensamentos começa a ...

ESTATUTO DO TDAH: MANIFESTO PELA LIBERDADE DE SER QUEM SOMOS.

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Nota de Atualização (2026) - Este texto de 2014 foi inspirado no poema ESTATUTOS DO HOMEM de Thiago de Mello. O Artigo 13 continua sendo o meu favorito: esquecer o que nos fere é o que nos permite renascer sem cicatrizes a cada manhã.  1- Fica decretado que todo TDAH têm direito ao silêncio, ao recolhimento e à tristeza sem ser questionado. 2 - Fica reservado ao TDAH o direito de mudar de ideia, de caminho, de vida... 3 - É dado ao TDAH o direito a devaneios, elucubrações, sonhos e pensamentos delirantes a qualquer hora, a qualquer dia, em qualquer lugar. 4 - Fica decretada a extinção completa e absoluta da necessidade de decisões e atitudes imediatas por parte dos portadores de TDAH. 5 - É absolutamente proibida a definição de espaços, gavetas, armários, escaninhos, latinhas ou caixinhas para que o TDAH guarde seus objetos. Ou suas ideias. Ou sua vida... 6 - A partir desta data está descartada a necessidade do portador de TDAH aprender com seus próprios erros. Cada si...

O PODER REVOLUCIONÁRIO DE SONHAR: O TDAH E A GAVETA DOS SONHOS

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                                                                              O Nascimento de um Sonho Sonho e sonho muito. Sonho sempre. Como agora, sonho com esse post que nasce, que daqui a pouco criará seus próprios caminhos; será admirado, ignorado ou desprezado por quem o ler. Mas a partir do momento em que ele for concluído não será mais sonho. E aí sonho de novo. E de novo. E de novo, de novo. Claro, dirão os desagradáveis de plantão: sonhos não concretizados não são nada. E daí? Sonhos são como filhos: mesmo que não sejam um sucesso na vida, os amamos do mesmo jeito. Assim são os sonhos. Os realistas que me perdoem, mas são todos uns chatos. Sonhar é viver! Sonhar é desgarrar-se do lodo da vida e navegar em nuvens de prazer e satisfação. E pouco importa se eles um dia virarão...

O TDAH E A VERDADE: QUANDO O PENSAMENTO SE TORNA REALIDADE

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A Usina Infindável de Memórias O que é verdade? Não sei... De verdade? Hoje existem fatos que não sei ao certo se existiram, se os vivi, ou se são apenas sonhos ou criações fantasiosas de uma usina infindável de sentimentos, sensações e memórias. Repeti tantas vezes as mesmas histórias que hoje acredito nelas. Mas elas aconteceram? Claro. Que sim, ou que não? Bem, aí já não sei responder. Mas afinal, pouco importa. Se vivi ou não, é problema meu. Se sinto, vivi. E ponto final. Mas terei vivido? Por que duvido de mim mesmo, de meus sentimentos, da minha história de vida? Sei lá, ás vezes me bate uma dúvida danada. Fico a recordar de fatos  e sentimentos e me pergunto: fulana existiu? ciclano fez, realmente, parte da minha vida? Amei tanto assim? Sofri isso tudo mesmo? Como posso estar aqui hoje, escrevendo um blog, andando, vivendo? Onde estão os pedaços de mim que ficaram pelo caminho? Como e onde estarão as pessoas que um dia foram fundamentais em minha vida?...

AS LOUCAS IDEIAS DE UM TDAH!

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Nota de Atualização (2026):  Reviso este texto de 2011 e sorrio. Quinze anos depois, a fila de ideias na minha porta continua grande. Algumas eu deixo entrar, outras ainda se perdem, mas continuo agradecendo por ter uma mente que, mesmo sem freios, nunca está fechada para o novo. A Odisseia de uma Ideia Brilhante Essa noite eu tive um sonho. Um sonho real e, como todos os sonhos, abstrato. Sonhei que eu era uma ideia, uma grande ideia. Eu buscava incessantemente uma cabeça para entrar. Como era difícil! Eu, uma ideia brilhante, fascinante, não encontrar uma única mente aberta a mim. Vagava de cabeça em cabeça, de alma em alma, ninguém me queria. Pior, ninguém me notava. Por vezes achei ter encontrado a mente ideal. Mas, foram apenas lampejos.   Não fui reconhecida. Não desisti, continuei vagando na aridez das mentes. Ninguém imagina como pode ser desértico o clima de certas cabeças. Cabeças concretas, sólidas, impermeáveis a qualquer novidade. Outras não, a ment...

QUEM SOU EU ? TDAH, IDENTIDADE E ESCOLHA.

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Nota de Atualização 2026: Em um mundo saturado de algoritmos que tentam prever cada passo nosso e rótulos que insistem em nos encaixar em caixas diagnósticas, a pergunta "Quem sou eu?" torna-se um ato de resistência. Republico este texto para lembrar que, para além do transtorno e das expectativas sociais, existe uma essência que só se valida através da escolha e do desejo. No final das contas, o TDAH é parte do que enfrentamos, mas não é a soma do que somos. Sou o que sinto ou o que me ensinaram a sentir? Sou meus desejos ou a culpa que me foi inculcada? Sou meus sonhos ou os pesadelos que me foram impostos? Sou minha busca ou a caixa em que fui colocado? Sou minha capacidade de amar ou o amargor da insatisfação? Sou paixão ou repressão? Sou criatividade ou fúria? Sou a vida que ferve ou a letargia que corrói ? Sou o meu caminho ou sigo a rota que me foi indicada? Sou o que quis ou o que fizeram de mim? Sou o que sou ou a imagem que fazem de mim? Sou quem eu quer...