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Mostrando postagens com o rótulo RECONSTRUINDO A VIDA

TDAH, A VIDA À DERIVA

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Nota de 2026 : Resgatando a essência do blog, hoje quero compartilhar um texto de 2017 que explica por que, por muito tempo, este espaço se chamou "A Vida à Deriva". Mesmo em fase de reconstrução, é preciso olhar para o barco sem remos que todos nós já fomos um dia. O primeiro título que dei ao blog foi esse: A VIDA À DERIVA. Era assim que eu me sentia na época, e é assim que todos nós já nos sentimos em alguns momentos da vida.   Em vários momentos pensei em desistir... Mas como desistir? Não existe essa possibilidade na vida...   Sempre recebo e-mails com esse sentimento. As pessoas se sentem perdidas, sem saber que rumo tomar, ou melhor, que rumo dar à vida. Exatamente como na foto acima, um barco sem remos perdido no meio do nada.   E o que provoca essa sensação?   A sucessão de falhas. Ao descobrir que cometeu o mesmo erro, por desatenção, por inobservância das regras, por não se ater aos detalhes, por não se lembrar de já ter vivenciado situa...

VOCÊ TEM TDAH? ESCREVA UM BLOG, AJUDA NO TRATAMENTO.

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Dia desses recebi um email de minha médica dizendo que vinha acompanhando meus posts e que já estava na hora de termos uma nova consulta. Na consulta ela comentou que detectou em meus posts uma grande variação de humor que não vinha sendo freada pela ritalina. Discutimos sobre o assunto longamente. Fomos até na infância e, decidimos alterar minha medicação e posologia. Confesso que foi muito bom. Do receio do princípio, nada restou. Tenho estado mais animado, mais confiante e mais tranquilo.

O TDAH E A AUTO CONFIANÇA

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É muito, muito difícil ser auto confiante quando se passou a vida inteira sendo chamado de peste, preguiçoso, egoísta, voado, elétrico, esquecido, etc,etc,etc. Quando crescemos - em idade - trazemos conosco toda essa bagagem de 'elogios' e estímulos. Não estou aqui para criticar ninguém ,muito menos meus pais. Eu mereci cada rótulo desses. O problema é que, na minha infância não existia TDAH ( não existia nem TV em cores ! ), muito menos tratamento. Um menino com eu fui, não era taxado de hiperativo, era taxado de peste, levado, mosquito elétrico, essas coisas. Mas isso mina a auto estima de quem é chamado assim. Quando essas características atravessam a infância e perduram por toda a vida. você começa a se achar incapaz, inferior, incompetente. A auto estima fica abaixo do pano de chão. A confiança no 'taco', imagina pra onde vai.

O TDAH E A IMATURIDADE DAS SOLUÇÕES MÁGICAS.

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Viver à espera de um milagre! Esse é um sentimento recorrente na vida de um portador de TDAH. Esperamos o messias, o salvador da pátria. Vivemos à expectativa de que algo aconteça e mude o rumo de nossas vidas. Uma repentina oferta de emprego em uma empresa maravilhosa, sem cobranças e com altos salários; a princesa (ou o príncipe) encantado ao dobrar a esquina, linda, compreensiva, inteligente, perfeita, rica, independente, equilibrada; encontrar um dinheiro em local inesperado que nos salve daquele aperto em que nos encontramos; ser descoberto pela globo - ou pela seleção brasileira - e surpreender o mundo com um talento que nem a gente mesmo sabia que tinha. Soluções mágicas, essa é a verdade. E imediatas.

AÍ VOU EU!

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Quando tudo parecia perdido, renascer. Quando a queda parecia definitiva, reerguer. Quando parecia estar paralisado, retomar. Quando parecia ter chegado ao fim, recomeçar. Quando tudo parecia destruído, reconstruir. Quando tudo parecia rompido, reatar. Quando parecia ter desistido, reassumir. Quando parecia ser o fim, ressurgir. Quando parecia derrotado, reagir. Quando tudo parecia um caos, reorganizar. Quando parecia em desespero, refletir. Quando parecia abandonar, reencontrar. Quando a chama parecia morrer, reavivar. Quando parecia a morte, reviver. Assim é a vida do TDAH.