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MANIFESTO DO AMOR TDAH : UM MERGULHO NA INTENSIDADE DOS RELACIONAMENTOS.

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      Nota do Autor: Entre o Hiperfoco e a Sobrevivência ​No TDAH, amar é hiperfoco. Mergulhamos fundo, sem limites entre o "eu" e o "nós". Mas essa entrega tem um preço: quando há rejeição, a dor é física e o cérebro aciona a névoa mental como defesa. ​O manifesto abaixo descreve esse ciclo. Se você já sentiu que "não esqueceu, apenas não se lembra", entenda: esse abafamento emocional é o seu transtorno estancando o sangue para você seguir em frent e. Talvez algumas pessoas reconheçam algo de si mesmas neste texto.

O TDAH E A DOR DO PASSADO: POR QUE VIVEMOS SEM OLHAR PARA TRÁS?

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Nota do Autor (2026): Atualização: Este texto reflete a desconexão emocional que muitos de nós sentimos. Hoje, a neurociência explica isso como uma falha na consolidação da memória episódica, mas na pele, a sensação é exatamente esta: uma vala nebulosa.  O seu passado dói? O meu não. Duro dizer isso, mas é a verdade. As pessoas que passaram por minha vida, os lugares em que vivi, as empresas em que trabalhei, ocupam hoje um local nebuloso e distante. Relembro-os sem dor ou emoção especial. Jamais volto a um ex-local de trabalho, a uma ex-casa... Apenas fizeram parte da minha vida. Obviamente, tenho consciência de que contribuíram para quem sou hoje, reconheço o que fizeram por mim, mas emocionalmente... Não olho para trás, apenas sigo adiante. A Desconexão com a Nostalgia Aqueles posts do Facebook e Instagram alusivos ao passado — se você comeu isso ou aquilo, se você usou essa ou aquela roupa — não me emocionam. São apenas curiosidades. Assim como não dói, o passado não serve co...

TDAH: ESQUECI DA RITALINA : RELATO DE UMA MANHÃ CINZENTA

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Nota do Autor (Atualizada em 2025): Este pequeno relato é a continuação do meu post mais lido aqui no blog. Decidi mantê-lo assim, curto e direto, porque ele descreve exatamente o "contraste" que o TDAH sente. Sem o tratamento, o mundo perde o brilho e a produtividade trava; com ele, a química se equilibra. Importante: Este é um relato pessoal de 2012. Nunca interrompa ou altere seu tratamento sem orientação médica. Hoje aconteceu algo pouco comum, saí de casa sem tomar a ritalina. Estávamos em cima da hora, eu e Marina, e quando me lembrei já estava dentro do carro. Deixei para tomar quando chegasse na loja, e esqueci. Foi uma manhã atípica, arrastada, cinzenta e tristonha; as 10:30 minha inquietação me impeliu pra fora da loja e saí para bater pernas e tomar um café. Durante este bate pernas lembrei=me da ritinha, eu estava sem ela. Nem por isso desisti do meu expresso carioca ( aqui em JF esse é o nome dado ao café expresso mais fraco), na volta à loja tomei minha rita...

A RITALINA E SEUS EFEITOS: O QUE APRENDI EM ANOS DE TRATAMENTO

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Nota do Autor 2026: Este relato reflete minha jornada pessoal com o Metilfenidato. Em 2026, com tantas opções terapêuticas, a lição continua a mesma: o remédio ajusta a química, mas quem ajusta a vida é você. Se os efeitos parecem estranhos no início, não interrompa por conta própria; o ajuste fino entre dosagem e organismo é um processo, não um evento instantâneo. Expectativa vs. Realidade: O erro dos "três comprimidos" Recebi em outro post um comentário sobre os efeitos da Ritalina ; o leitor comentava que havia tomado apenas três comprimidos em dias não consecutivos e queixava-se de estar mais desatento e com mais sono. Como sempre gosto de lembrar NÃO SOU MÉDICO, OU PSICÓLOGO, falo por experiência própria como portador de TDAH.  A ritalina não é perfeita, a ritalina não resolve todos os nossos problemas no primeiro dia ( aliás não os resolve nunca), a ritalina possui efeitos colaterais. A Ritalina é Ferramenta, não Solução Absoluta Temos que ter em mente o seguinte...