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Mostrando postagens com o rótulo POEMA TDAH

TDAH: O PERIGOSO HÁBITO DE SE ACOSTUMAR A SER MENOS

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                          Nota do Autor (Atualizada em 2025): Este texto é uma releitura de um poema de Marina Colasanti, adaptado para a nossa dura realidade de quem convive com o TDAH. Escrevi isso em um momento de profunda reflexão sobre como o transtorno vai "comendo as beiradas" da nossa autoestima se não tomarmos cuidado. Se você sente que está se acostumando a ser "menos", este texto é um abraço e um alerta. A gente se acostuma, mas não deveria... A gente se acostuma a esquecer... E porque esquece, se acostuma a ser criticado... E porque é criticado, começa a se fechar... E por se fechar, começa a evitar as pessoas... E por evitar as pessoas, prefere o isolamento... A gente se acostuma a procrastinar, a adiar o que teme, depois o que é complexo, depois o que é simples, depois... A gente se acostuma a perder... Perdemos o emprego, perdemos a pessoa amada, perdemos o rumo, perdemos a auto estima, perdemo-nos de nós ...

TDAH, VIVER PARA AMAR!

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                                                Praia do Acaica, Piúma - ES Há quem acumule dinheiro, Há quem acumule conhecimento, Há quem acumule títulos. Eu? Eu acumulo amor. Não rasgo dinheiro, Não desprezo o conhecimento, Muito menos os títulos... Nada disso me fascina, Só o amor me faz vibrar a alma, Só o amor me toca o coração, Me sinto pleno quando amo Mais criativo Mais motivado Mais feliz... Amar transforma a vida Amar faz a vida melhor... Porém, Não duvide do meu amor, Não tripudie do meu amar, Isto fere de morte uma almardente... E não há salvação! Sei que o mundo despreza tal entrega, Sei que muitos hão de zombar de mim, O que me importam os cartesianos ? Nada! Absolutamente nada! Sou irrecuperável, sou vítima do TDAH: Transtorno Do Amor Hiperativo! Este texto faz parte da série sobre relacionamento com TDAH. Acesse a página completa: TDAH, Amor e Relacion...

E AGORA, JOSÉ ? O TDAH E O DESERTO DO ISOLAMENTO

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Nota do Autor (Atualizada em 2025): Peço licença ao mestre Carlos Drummond de Andrade para emprestar seus versos imortais. Este poema nasceu de um momento de desamparo, quando a gente percebe que nem a Ritalina, nem o Coaching, nem a Terapia são muletas eternas. No fim do dia, somos nós e o nosso cérebro. É um texto sobre o peso de continuar, mesmo quando tudo parece ter mofado. E agora, José? A ritalina acabou, a terapia acabou, o coaching encerrou, E agora, José? e agora, você? como vai viver, você que esquece, você que adia, você que se irrita, e agora José? está sem mulher, está sem emprego, está sem tratamento, e agora José? você não deve beber, você não deve fumar, se controlar você não consegue, a motivação esfriou, a cura não veio, a vida nova não veio, o novo emprego não veio, só veio a utopia, e tudo acabou, e tudo fugiu, e tudo mofou, e agora José? E agora José? sua doce ilusão, seu instante de sonho, seu devaneio e realidade, a conta venc...

O MEDO NO TDAH: O MURO QUE NOS SEPARA DA VIDA.

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Nota de Atualização 2026 : O muro da canção de Chico Buarque que cito no poema, parecia alto porque eu ainda não tinha as ferramentas para saltar. Hoje, com o diagnóstico e o tratamento, percebo que a aventura do lado de lá não é ilegal nem imoral: é apenas a vida me esperando. O medo não é mais o dono do meu bosque. Eu queria o mundo e não tenho nada. Eu queria o amor livre, e sou seu prisioneiro. Eu queria todo amor do mundo, mas só tenho o medo. O medo do caminho. O medo da chegada. O medo de alcançar. O medo. Somente o medo. O medo da culpa. O medo da vida. O medo da morte. O medo do nada. O medo de tudo. O medo do concreto. O medo do abstrato. O medo da conquista. O medo da perda. "Junto à minha rua havia um bosque, Que um muro alto proibia, Lá todo balão caía, toda maçã nascia, E o dono do bosque nem via. Do lado de lá tanta aventura Eu a espreitar na noite escura..."  Não salte o muro! É ilegal. É imoral. É desleal. O medo. Sempre ele. O m...

AMOR TDAH: INTENSIDADE, RENÚNCIA E LIBERDADE PARA VOAR(?)

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"Forjar asas para o outro é a forma mais dolorosa e pura de amar." Nota do Autor 2026: Esta crônica reflete a fenomenologia do afeto no TDAH. Análises contemporâneas sugerem que a regulação emocional é tão central ao transtorno quanto a desatenção, explicando a entrega "desmedida" descrita no texto.

QUEM SOU EU ? TDAH, IDENTIDADE E ESCOLHA.

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Nota de Atualização 2026: Em um mundo saturado de algoritmos que tentam prever cada passo nosso e rótulos que insistem em nos encaixar em caixas diagnósticas, a pergunta "Quem sou eu?" torna-se um ato de resistência. Republico este texto para lembrar que, para além do transtorno e das expectativas sociais, existe uma essência que só se valida através da escolha e do desejo. No final das contas, o TDAH é parte do que enfrentamos, mas não é a soma do que somos. Sou o que sinto ou o que me ensinaram a sentir? Sou meus desejos ou a culpa que me foi inculcada? Sou meus sonhos ou os pesadelos que me foram impostos? Sou minha busca ou a caixa em que fui colocado? Sou minha capacidade de amar ou o amargor da insatisfação? Sou paixão ou repressão? Sou criatividade ou fúria? Sou a vida que ferve ou a letargia que corrói ? Sou o meu caminho ou sigo a rota que me foi indicada? Sou o que quis ou o que fizeram de mim? Sou o que sou ou a imagem que fazem de mim? Sou quem eu quer...