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Mostrando postagens com o rótulo AUTOCONHECIMENTO

FELIZ ANO VELHO! O TDAH E A ARQUEOLOGIA DA ALMA EM 2026

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O ano mal começou e já começou velho. Algumas decisões já não foram cumpridas, outras foram devidamente procrastinadas. Vem à mente o velho poema do imortal Carlos Drumond de Andrade sobre o Ano Novo: "Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre." É isso, só é novo se nos renovarmos, se fizermos diferente. Serei um homem novo?  Não completamente, claro, mas parcialmente novo? Hoje, 10 de janeiro de 2026, ainda não. As prioridades ainda estão confusas, a vida meio à deriva...  Ressaca das festas? Já não serve mais de desculpa. A vida segue mesmo com as festas, principalmente a vida interior. A arqueologia interior, a escavação da própria alma não pode parar, não deve parar. A vida vivida no automático - pelo menos no nosso caso, TDAHs - acaba em desastre. Como mencionei na metáfora do Navi...

A FUSÃO DOS SINTOMAS DO TDAH: POR QUE ELES NÃO AGEM SOZINHOS?

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TDAH: Os sintomas não são uma salada, são um patê: Em geral vemos os sintomas do TDAH sendo tratados de forma estanque, como se fossem individuais, cada um ao seu tempo e sua hora. Nada mais errôneo. O TDAH não é como uma salada, onde os ingredientes vêm separadamente numa mesma tigela, não, o TDAH é um patê, onde os ingredientes são homogeneizados transformando uma fusão de sabores em um novo sabor. Tornando as reações dos portadores ainda mais complexas e potencialmente mais lesivas a nós mesmos e a quem nos cerca. O Ciclo do Caos: Um exemplo real O cenário: Meio da manhã, dia atribulado. Pressão no trabalho e prazos apertados. Soa a notificação: Pagar conta . Sua reação: Um olhar rápido e o desprezo pela notificação. Mas você foi "precavido" e programou três lembretes. O problema é que, quando o cérebro está cheio, o lembrete vira ruído. O som se repete, o chefe cobra, o telefone toca... e surge o lembrete de aniversário do "Fulano". "Desinstala essa merda...

TDAH DE FORA PRA DENTRO: O diagnóstico tardio e o autoconhecimento

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"É preciso sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós" ( José Saramago )  É preciso sair para mergulhar em si mesmo? Prego aqui nesse espaço, há quinze anos, que o melhor auxiliar no tratamento do TDAH é o autoconhecimento. E tentarei explicar o porquê. O Ciclo de Justificativas e Falhas no TDAH Em geral, levamos a vida aos trambolhões, levamos uma vida reativa, uma vida na defensiva. Desde pequenos erramos mais que os outros, somos punidos ou advertidos mais que os outros e, com isso, nos justificamos mais que os outros, tentamos mais que os outros. E, normalmente não conseguimos. A adolescência e a vida adulta em nada diminuem essa vida de justificativas e tentativas frustradas. Só nos erguemos para repetir as quedas anteriores num redemoinho infinito de desacertos. Inconscientemente criamos estratégias para minimizar as falhas e, em vão, tentamos acompanhá-las para que funcionem. Como poderemos envoltos nesse turbilhão nos autoconhecer? Mu...

PROCRASTINAÇÃO: O CERNE DO TDAH - ENTRE O QUERER E O DEVER.

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Nota do Autor (2026): Atualização: Este post é um registro bruto do fluxo de pensamento TDAH. Ele captura o momento exato em que a mente decide adiar o importante pelo imediato, gerando um ciclo de culpa que revisitamos em "A Batalha contra a Preguiça". Bem... Bem, bem... Melhor começar agora... Não. Primeiro vou limpar a piscina. Depois volto e escrevo. Mas pode ter alguém esperando que eu escreva alguma coisa. Mas isso é um blog, eu escrevo quando posso, ou tenho vontade. A piscina tá ali me esperando. De mais a mais, eu devo ter no máximo uma meia dúzia de leitores, são seis e meia da manhã. Limpar a piscina é mais importante. O Canto da Sereia do Adiamento Mas eu queria muito escrever sobre a procrastinação. Acho importante as pessoas saberem o que é e como funciona. Como sofremos com esses adiamentos contínuos. A piscina tá ficando prá trás. E eu não escrevo. Vou limpar a piscina. Daqui a pouco eu volto. Eu gosto de aspirar a piscina, me desliga um pouco. Enquanto eu fi...

O TDAH E A MENTE FERVILHANTE!

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Atualização 2026: A  metáfora do "Frankenstein mental" é atemporal. Com o excesso de informações e estímulos da vida moderna, nossos pensamentos fragmentados se fundem com ainda mais velocidade. Republiquei este conteúdo hoje para reforçar a importância de identificarmos o "bebê Frankenstein" antes que ele tome as rédeas da nossa vida. O autoconhecimento continua sendo nossa melhor tecnologia. O Nascimento dos Monstros Mentais   Somos acossados cotidianamente por um turbilhão de pensamentos que se sucedem, se sobrepõem, se chocam, se engalfinham, se confrontam. Pensamentos opostos, incongruentes, conflitantes, beligerantes que se mutilam e se esquartejam. Na mente fervilhante os fragmentos se amontoam e se fundem, transformando-se em pensamentos novos; irreconhecíveis. Verdadeiros Franksteins mentais. Como todo monstro, esse Frankstein nos assombra e nos impressiona. Dificilmente nos livramos dele. A mente convulsionada por esse turbilhão de pensamentos começa a ...

O TDAH E O EXERCÍCIO DO PERDÃO

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Nota de Atualização 2026: Este texto foi escrito originalmente em 2016, em um momento de profunda descoberta sobre como o autoperdão é a ferramenta mais difícil — e mais necessária — na caixa de ferramentas de um TDAH. Ao relê-lo hoje, percebo que a "pedra de Sísifo" continua lá, mas a forma como eu olho para ela mudou. Decidi reindexar esta reflexão com uma diagramação mais moderna e pontos mais claros, pois acredito que a mensagem do autoconhecimento misturado à autocompaixão nunca foi tão urgente. Se você vive se esmagando pelo que não conseguiu terminar, este texto é para você. O Mito de Sísifo e a Autopunição Não vou falar sobre perdoar nosso semelhante, mas o autoperdão; o perdoar-se a si próprio. O TDAH é mais ou menos como o Mito de Sísifo, aquele que deveria empurrar uma pedra morro acima e ao atingir o cume, a pedra rolava e ele deveria começar de novo. Quantas vezes nos aproximamos de atingir uma meta, um sonho, a conclusão de um trabalho, e destruímos tu...

UM TDAH SEM RITALINA: O RISCO DE INTERROMPER O TRATAMENTO POR CONTA PRÓPRIA.

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 "Sem o tratamento adequado, a vida se torna pesada, lenta e pegajosa." Nota do Autor 2026:  A  arrogância é um grande inimigo no tratamento do TDAH. A medicação é a ferramenta que mantém toda a engrenagem funcionando. Tentar ser produtivo sem ela é como tentar nadar em areia movediça. Sei lá por que, ou quando, achei que a Ritalina não estava fazendo mais efeito. Decidi do alto da minha sapiência e arrogância (sem consultar minha médica) que eu iria suspender meu medicamento. E assim fiz. Por coincidência co meçara alguns meses antes a tomar um complexo vitamínico, o Centrum Select; minha médica me disse que isso poderia me ajudar a me manter sem a Ritalina , quando a informei que já estava há uns três meses sem remédio. A Sabotagem Silenciosa Mas o TDAH é ladino, inteligente. Os sabotadores que me fizeram acreditar que a Ritalina era desnecessária, me ajudaram a esquecer de comprar o Centrum. Passei a tomá-lo com enormes intervalos e passava semanas sem tomar quand...