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TDAH, POBREZINHO DESAJUSTADO...

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Incrível como existem pessoas grosseiras e infelizes nesse mundo. Mesmo quando estão com a razão podem estragar tudo o que dizem com sua amargura, grosseria e preconceito. Recebi um comentário no meu último post cujo teor é aceitável até o ponto em que nos rotula de 'pobrezinhos desajustados'. Esse rótulo infeliz denota preconceito, falta de educação, desconhecimento e ignorância de uma pessoa que escondeu-se confortavelmente no anonimato. Concordo plenamente que nenhuma mulher (ou ser vivo) seja obrigado a aceitar ou suportar maus tratos, principalmente os físicos. Mas daí afirmar que nos 'escondemos' atrás do TDAH é uma agressão ignominiosa. Além da falta de caráter de esconder-se para vir num espaço dedicado ao debate franco e honesto, simplesmente para injetar seu veneno e sua estupidez, seu comentário só demonstra o atraso da medicina brasileira. Em qualquer país mais evoluído esse debate já foi ultrapassado sendo esses dinossauros do conhecimento já prati...

MEU AMOR É TDAH! E AGORA? DICAS PARA RELACIONAMENTO E CONVIVÊNCIA.

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( Nota de atualização 2025:  Este texto é uma resposta sincera às perguntas de parceiros(as) que buscam entender o "manual de instruções" de um relacionamento com TDAH. Um guia prático sobre limites, explosões, silêncios e a intensidade de amar alguém com o transtorno.)   Recebo sempre um monte de comentários e perguntas sobre como conviver em um relacionamento com alguém com TDAH. A maioria vem de namoradas em busca de um mapa da mina que as leve à paz celestial ao lado de uma pessoa que amam, mas que não entendem. Vamos ao mapa da mina: se alguém tiver me mande, eu também não tenho. Sempre digo a mesma coisa, ou quase: Manual de sobrevivência em um relacionamento com TDAH A)  Evite o confronto direto:  Na maioria dos casos não conseguimos discutir num nível elevado de educação e partimos para a ignorância; quando o  Tsunami do TDAH  começa não temos limite. Ofendemos o 'oponente', no caso a namorada do TDAH, até a oitava geração. B)  A press...

A CURA DO TDAH

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Um dos maiores sonhos dos portadores de TDAH, ou o maior sonho, é a cura definitiva. Infelizmente, cientificamente isso ainda não é possível. Ainda que você se encharque de remédios, faça terapia, faça coaching, a cura ainda não está ao seu alcance. O que a medicina e a psicologia conseguiram foi melhorar a convivência com o TDAH. Mas isso é o bastante? Aí está a chave da 'cura'. Se o que você almeja é ficar igual ao seu irmão, ao seu pai ou ao seu marido ou esposa, desista; ainda não chegará lá. Mas você quer mesmo chegar, ser igual a eles? A melhor forma de cura é você aprender a conviver com você mesmo. Aprender a se conhecer. Aprender a se respeitar e respeitar sua doença. Mergulhe em você mesmo, conheça-se minuciosamente. Em quais situações você procrastina? O que dispara aquele desânimo quase paralisante? Em que momento do dia você é mais disperso? O que te irrita ao ponto da explosão? Procure motivar-se. Recentemente fui promovido no trabalho...

O TDAH E A FALTA DE NOÇÃO: POR QUE O TEMPO E O DINHEIRO DESAPARECEM?

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 "No TDAH, o tempo e o dinheiro parecem obedecer a leis da física diferentes do restante do mundo."                             Nota do Autor 2026   O lho para este texto e dou risada, mas com um olho no extrato bancário. A "fada do dinheiro" continua não existindo, mas hoje uso alarmes para tudo — inclusive para me lembrar de que o dinheiro que vejo na conta hoje já está comprometido com o amanhã. Sempre imaginamos que a Ritalina (ou qualquer outro medicamento) vai mudar nossas vidas, vai transformar-nos em dínamos de eficiência e perfeição. Mas existem várias facetas do TDAH em que os remédios não atuam. Você tem noção de tempo? E u não. Principalmente médio e longo prazo. Sempre sou surpreendido pelas datas e eventos. De nada vale me convidar, ou agendar algo comigo com antecedência. Aliás, quanto mais antecedência, pior. Trinta dias me parecem uma eternidade, algo tão longínquo... De repente, chegou...

O TDAH, A PERFEIÇÃO E O PERFECCIONISMO

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Alguns dias atrás escrevi um post sobre a perfeição. Nele eu dizia que nós TDAHs não deveríamos almejar ou não almejamos a perfeição, mas sim o suficiente ou o razoável. Não queremos a perfeição, queremos apenas concluir o necessário; eu disse naquele post. Num dos comentários, um atento leitor chamou minha atenção para um post meu de maio do ano passado. Nele eu abordei o perfeccionismo. Aparentemente eu dizia o oposto do que disse acima. Mas não! Quando eu abordei a questão do perfeccionismo, eu chamei a atenção para uma auto sabotagem em nossas tarefas, nossos sonhos. Para exemplificar: eu amo escrever. Tenho vários esboços de livros, para adultos e crianças. Um livro de contos inteiro; e um esboço, ou um rascunho de um romance que é minha grande paixão. Pois é, o perfeccionismo do TDAH entra aqui. Esse livro jamais estará pronto, nunca atingirá o ponto de me satisfazer por que eu sonho em ser prêmio Nobel de literatura; e não apenas escrever um livro. Eu quero ser um Gab...

O TDAH E AS PERDAS

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Viver é perder! A cada escolha pressupõe-se uma perda. A cada passo adiante, deixa-se algo para trás. A cada passo atrás, deixa-se de ganhar algo que viria adiante. Alice, minha amiga do excelente blog: ALICE LUTA DIARIAMENTE CONTRA OS JAGUADARTES, retornou ao blog com um texto triste e sofrido. Perdeu uma amiga amada, mudou de emprego e cidade, afastou-se da família e dos amigos. Quanta perda... Fiquei pensando nisso. Quanta perda; a família que ficou, o emprego que já conhecia, a cidade a qual já estava acostumada, isso sem falar na perda de uma pessoa amada que é insubstituível, mas nunca é por nossa escolha. E estou me perguntando: Como escolher? O que é perda ou ganho? Alice conseguiu um novo emprego, um novo desafio, novos horizontes e a possibilidade de novas conquistas. Mas como abrir mão das histórias e pessoas passadas? Largar tudo e seguir é um ato de impulsividade? Ou ficar e abrir mão de possíveis novas conquistas é um ato de covardia e medo? Largar uma pseudo ...

TDAH EM FUGA DA VIDA...

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Uma palavra... Um gesto... Um silêncio... Pouca coisa, quase nada. E nosso mundo desaba... Pernas e braços adquirem um peso jamais sentido. Mover-se é um desafio. Parecemos viver em câmera lenta num mundo que segue a mil por hora. O teto parece querer nos esmagar; até respirar parece difícil. Fugir nos parece a única alternativa. Mas fugir pra onde? Fugir de quem? E a vida? E as responsabilidades? E os filhos? E os pais? E vamos nos arrastando. O causador, ou causadores, daquele estado de ânimo deplorável parecem continuar flanando alegremente pela vida; completamente alheios ao enxovalhamento causado em nossas almas. É isso! Na alma! Não é um desânimo apenas físico, não! A alma está ferida! A mente está entorpecida! O que fazer, meu Deus? Agrido? Emudeço? Aceito? Um confronto titânico agita a nossa mente. Agredimos e podemos perder o emprego. Falamos umas verdades e os companheiros/ companheiras nos abandonam. Recordamos que, da última vez que isso aconteceu, ...