MEU AMOR É TDAH! E AGORA? DICAS PARA RELACIONAMENTO E CONVIVÊNCIA.
(Nota de atualização 2025: Este texto é uma resposta sincera às perguntas de parceiros(as) que buscam entender o "manual de instruções" de um relacionamento com TDAH. Um guia prático sobre limites, explosões, silêncios e a intensidade de amar alguém com o transtorno.)
Recebo sempre um monte de comentários e perguntas sobre como conviver em um relacionamento com alguém com TDAH. A maioria vem de namoradas em busca de um mapa da mina que as leve à paz celestial ao lado de uma pessoa que amam, mas que não entendem.
Vamos ao mapa da mina: se alguém tiver me mande, eu também não tenho.
Sempre digo a mesma coisa, ou quase:
Manual de sobrevivência em um relacionamento com TDAH
A) Evite o confronto direto: Na maioria dos casos não conseguimos discutir num nível elevado de educação e partimos para a ignorância; quando o Tsunami do TDAH começa não temos limite. Ofendemos o 'oponente', no caso a namorada do TDAH, até a oitava geração.
B) A pressão é o gatilho da explosão: Não conseguimos conviver muito tempo sob pressão. Até tentamos atender às exigências e pressões da pessoa amada mas, de repente explodimos. Imagine um cavalo dócil que, de repente, empina, corcoveia e atira seu cavaleiro ao chão. Sem nenhuma explicação aparente, apenas cansou daquela vida.
C)Respeite o silêncio e a introspecção: Normalmente estamos 'viajando' em nós mesmos. Apenas isso. Noutras vezes, podemos estar meio cabisbaixos, tristonhos, mas isso passa, em geral sem ajuda de ninguém.
D) Sem meio-termo: Oito ou oitenta: O que gostamos, amamos; o que não gostamos, odiamos; simples assim. Tente respeitar isso, principalmente aquilo que odiamos. Uma ótima maneira de brigar com um TDAH é tentar obriga-lo a gostar do que odeia e vice versa.
E) Goste de emoções fortes, goste de montanha russa: assim será sua vida. Não conseguimos viver linearmente, precisamos e procuramos emoções fortes e variadas. Isso pode ser através de sexo, esportes radicais, brigas conjugais, músicas, ou simplesmente mudar radicalmente de vida sem avisar à ninguém. Nem a nós mesmos.
F) O paradoxo do medo e da fuga: Temos muitos medos, muitos mesmo. Podemos temer o futuro; podemos temer mudanças; podemos temer confrontos; podemos temer riscos. Mas caminhamos celeremente em direção a todas essas situações. Incoerência? Sim, bem vindo ao mundo TDAH. No capítulo confrontos, muitos de nós opta pela fuga, e deixa a namorada a ver navios desaparecendo por longos períodos, para um dia voltar como se nada tivesse acontecido, morrendo de saudades e amor.
G) A fragilidade por trás da armadura: Sofremos de forte sentimento de inferioridade. Dias hão que somos menos do que um pano de chão; esses são os dias bons. Os ruins, bem, nos dias ruins somos aquele caldo negro e nojento que sai do pano.
H) Cuidado, frágil. Vá com calma, parecemos fortes e inexpugnáveis mas somos frágeis como cristal Bacarat. E valemos tanto quanto.
Por que ainda assim vale a pena amar alguém com TDAH?
Por tudo o que disse você pode estar pronto pra fugir de seu TDAH amado, mas lembre-se: há algo em cada um de nós que não vai deixá-la fugir simplesmente. Já está enredada numa teia fina de amor, sedução, admiração, prazer, carinho e uma boa dose de surpresa sem a qual ninguém vive bem.
Não desanime, seu TDAH é complicado, volúvel, turrão, inconstante, mas acima de tudo é arrebatador!
Se você convive com alguém com TDAH e quer entender melhor os aspectos científicos do transtorno, acesse a ABDA: Associação Brasileira do Déficit de Atenção.

Muitos artigos desses deveriam estar na sociedade, inclusive com os sintomas que deixam a pessoa "normal", ou seja sem transtorno com vontade de sumir. Meu marido, tinha atitudes bizarras sem saber... Como para uma pessoa sem transtorno, entender que o TDAH 3,meu marido não conseguiu ver que me rejeitou sexualmente por quase 3 anos? Só sabe dormir... Não passea... Rebate tuuuudo que eu digo.... É pessimista... Grosso... Impulsivo... Em algumas conversas não aceita ser questionado... Me deixa falando sozinha... Comete pra sempre os mesmos erros... As coisas são uma bagunça... Perde de um tudo... Esquece tudo todo dia... Não consegue manter sua palavra... Tem atitudes de crianças, afffffff e por aí vai! Meu filho tem TDAH 1, mas devido a educação é bem mais malável, só tira notas altas, só me traz problema no esquecimento excessivo.
ResponderExcluirVal Felix,
ExcluirO que é TDAH 3 e TDAH 1? foi erro, algo pessoal, ou uma classificação que eu desconheço?
Seu marido toma medicação? digo isto porque alguns dos sintomas descritos por você, em mim, melhoraram muito após a medicação, mas outros, infelizmente, continuam os mesmos.
Camila, Camila ...
ExcluirSe você convencesse ela a participar ia ser ótimo.
Melhor ainda é a cena de vocês duas se conhecendo e conversando sobre nós.
Vocês lá: "facínora, bobão, apaixonante, miserável, imprestável, admirável, me fez isto, me fez aquilo, chorei de raiva disto, chorei de emoção daquilo ..."
E nós cá, felizes por vocês darem um tempo pra gente, e, melhor, se estivermos com a televisão ligada, vendo coisa muito mais emocionante, tipo: guerra nas estrelas, jornada nas estrelas, ou qualquer outro filme de ficção científica super importante.
Bjs
Walter,
Excluirserá que sua esposa permite que vc me passe o contato dela? ou o perfil dela no face, ou algo do tipo rs eu adoraria ter contato com ela, tente convence-la ;-) quem sabe ela me cede essa honra :D quando conto para o meu namorado que tenho contato com vcs TDAHs e as companheiras (os) ele discretamente faz uma carinha de feliz pelo meu interesse no assunto mesmo não demonstrando rsrs...
Outros pontos importantes:
ResponderExcluir- A falta de atenção aos detalhes. Não esperar que a pessoa perceba que o outro emagreceu. Esquecer o aniversário e datas importantes. Não lembrar do que ele pediu, esquecer o que ele quer. O que é visto pelo outro como descaso ou até mesmo como afronta.
- A lentidão, causada tanto pela falta de concentração quanto pelo desânimo e medo. O que faz a pessoa não ser tão parceira e não colaborar e participar o tanto que o outro espera.
O outro tem todo direito de ficar magoado com esse comportamento, mas também não precisa ficar torturando psicologicamente, já que esses acontecimentos vão se repetir sempre, não importa o quanto a pessoa for criticada. Assim o relacionamento pode terminar em guerra e muita mágoa de ambos os lados.
Enquanto um lado se desgasta em ter que conviver com uma pessoa, na visão dele, totalmente desajustada, o outro lado também se desgasta, tenta mostrar que não tem más intenções, tenta se corrigir e não consegue. Acaba sendo muito dolorido para os dois lados.
ExcluirSem dúvida! Vira um cabo de guerra. Um lado só cobra e outro só se justifica; é horrível. Depois que descobri o TDAH sempre aviso às namoradas logo no princípio do relacionamento. Noutras vezes dou o endereço do blog logo que noto um certo interesse da pessoa por mim. Quer me conhecer? Acesse meu blog, se não voltar a me procurar ou não retornar minhas ligações é por que ficou com medo. kkk
ExcluirNão sou do tipo que esqueça de aniversários ou não note mudanças de corte de cabelo ou coisa que o valha. Sou do tipo inconstante, irritável e caseiro em excesso. Amo ler, ficar horas no computador ou no celular. Isso irrita muita gente.
Abraços
Alexandre
Oi gente, tenho medo de falar para as pessoas próximas que tenho tdah. Como falar sem ter vergonha? Obrigado
ResponderExcluirAmigos Léo e Walter a ABDA tem uma frase que gosto muito:
ExcluirVIVA NÃO DANO MUITAS EXPLICAÇÕES:
SEUS AMIGOS NÃO PRECISAM,
SEU INIMIGOS NÃO VÃO ACREDITAR,
E OS ESTÚPIDOS NÃO VÃO ENTENDER.
É isso, eu tenho um blog com quase meio milhão de acessos e na empresa em que trabalho ninguém sabe que tenho TDAH.
Abraços
Alexandre
Ola. Estou adiando isso há muito tempo, e acho que esta na hora de pedir ajuda.
ResponderExcluirDescobri que tenho tdah há mais ou menos 1 ano. Eu vi primeiramente o nome dda,mas também tenho hiperatividade,mesmo que seja um pouco. Estou escrevendo, sem planejamento, pq se não escrever agora,vou continuar adiando,então,vou tentar ser rápido.
Eu sempre fui muito confuso, para não dizer anormal. Não sei definir, por mais que leio textos sobre tdah,depoimentos,acho que sou uma pessoa que é difícil de se descrever,assim,acredito,todos que tem a síndrome.
Não vou falar sobre os transtornos que isso me causou, pq.... Mas chega uma hora,ouvindo uma musica,caminhando ou andando de bicleta para mais um dia chato penso: whats the hell,eu preciso mudar. O mudar no momento, é contar para minha família que tenho isso, e que preciso de ajuda. È muito confuso dizer, explicar aqui,acho que só quem tem esse "problema" pode entender. Já chorei muito, mesmo não sabendo que tinha isso, sabia que algo tava errado. Como era possível não alcançar nada que queria,ser compreendido,opinar??
Sou adolescente, e estou no primeiro ano do ensino médio, nunca tive problemas na escola com notas,mas sempre navego quando o professor fala,chego atrasado. E no geral, percebi que estou no momento que o tdah esta atrapalhando de verdade minha vida. Eu não odeio ter isso, pelo contrario, acredito que isso me faz ser melhor, apesar das consequências. Também venho dizer que realmente tenho, não estou confundindo com problemas pessoais. Eu li sobre o assunto é disse: esse sou eu. Sei mais nem menos.
Não tenho diagnóstico, pelo fato da minha família não saber, sendo ela que ira me acompanhar, comprar o que preciso. Mas eu não sei como fazer isso. Eu sou muito bobão sabe? Não sei se vão botar fé nisso. Não sei se vão pensar que é uma desculpa. Se chegarem a falar isso um dia, acho que viro outra pessoa, vou despertar uma fera em mim, junto que uma tristeza profunda. No mesmo ano que descobri, eu ia ver uma medica para tratar a minha sinusite.
Tomei coragem dos céus, e comentei todo desajeitado se eu podia fazer o teste de dda. Ela, acho que não conhecia muito o assunto, disse que isso só é percebido pelos pais e professores. Não insisti no assunto, sai do consultório, com minha mãe junto, e me senti como se tivesse levado um soco na cara. Eu chorei na volta para casa,em silencio,pensando que nunca conseguiria realizar meus sonhos e ser feliz. Eu havia planejado dois meses para falar isso. Falar que eu poderia ter dda,nada mais. É triste ver como isso parece algo tratado como " só infantil".
Acho que foi isso que me fez não tentar comentar outra vez. Mas eu criei corajem novamente, lendo mais sobre, descobrindo mais. Eu não POSSO desistir. E peço sua ajuda, como, como dizer para minha família, com meu comportamento normal, sempre fazendo piada, visto como crianção,chato,arrogante. Como?
Obrigado por responder,logo respondo a sua resposta.
ExcluirOlá anónimo,
ResponderExcluirCara, guenta firme aí.
Achei super intrigante e até mesmo divertido ler o seu texto, e quero muito discutir o assunto com você, até porque seu texto me lembra várias coisas em minha vida.
Mas pelo meus comentários que fiz acima, você já deve ter visto que hoje não é dos meus "melhores dias".
Deixa eu botar o juízo em dia que eu volto para lhe dar minha opinião, que vai ser a melhor de todas, claro, pois, se você é novo aqui, saiba logo que sou o "Doutor Sabe Tudo".
Gente, desculpa, mas continuo achando que alguns comportamentos e atitudes que alguns de vocês descrevem aqui correspondem mais à síndrome borderline, bipolaridade ou transtorno obsessivo-compulsivo.
ResponderExcluirE sou o contrário de vcs, não consigo revidar de jeito nenhum. Tenho até vontade de ser mais "agressiva", não fisicamente, mas no sentido de ter respostas na ponta da língua, ao invés de me deixar influenciar pelos argumentos dos outros.
ExcluirNão acho que somente o tdah - mesmo conhecendo a sua natural impulsividade, extrema falta de foco e desorganização - seja capaz de fazer tanto estrago. Vcs, sobretudo homens, parem de se esconder atrás desse diagnóstico e vão tratar essa agressividade exagerada. Que história é essa de mulher aguentando homens abusivos e, ainda por cima, procurando uma receita para conviver com falta de respeito e até agressão física? Mulheres, protejam-se!, não fiquem suportando homens violentos que depois se arrependem e choram. Querem ajudar, ajudem! Mas corram para o psiquiatra, pois esse "pobrezinho desajustado que explode porque não tem controle de si mesmo" pode causar danos irreparáveis a vocês e aos seus filhos.
ResponderExcluirNossa falou tudo. Como e complicado fazer um relacionamento dar certo, tudo um mundo fantastico e do nada o conto de fadas vai por agua abaixo. Um belo dia acorda e ve que nao ggosta mais daquela pessoa.
ResponderExcluirPerfeito, Nathalia!
ExcluirGrande Walter!
ResponderExcluirQue bom que você está de férias, assim não deixa os amigos do blog sem resposta. Estou uma negação. A nova função está me esgotando, não sobra quase nada pro blog.
Abração e obrigado pela força!
Alexandre
Graaaande Alexandre, desejo-lhe sucesso no seu trabalho.
ResponderExcluirQuanto ao Blog, fique tranquilo, você continua sendo fantástico como sempre.
OBS: Fui muito mal interpretado, acredito até que de forma intencional, por uma anônima que quis interpretar de forma literal a seguinte frase que escrevi aí em cima: "O que esta mulher suportou, apanhou, sofreu, não foi pouco não. Mas, diga-se, ela também bateu muito, ...".
Sei que a maioria entendeu a metáfora, mas vou melhor explica-la no post seguinte, respondendo à anônima.
Anônimo , estou em fúrias com meu filho, ele acha que é conformismo , e Melindre ... Relacionamento já nem me atrevo mas .. acho que faço algo de muito errado , pois meus relacionamentos são Recalcitrantes!
ResponderExcluirPreciso conhecer a Lineuzinha urgentemente!!!! kkkkkkkkkkkkkkkk (Ass.: Uma namorada desesperada de um TDAH) Detalhe tenho 35 e ele 38 estamos nos batendo a quase 2 (fazemos 2 anos de namoro em 03/02/2015 e ficamos separados 6 meses, sem nenhum contato de mar/14 a set/14) Ele já teve 2 casamentos! Estou tentando ser a 3ª e se Deus quiser a última vitima!!! kkkkkkk Detalhe 2: Se ele aceitar o tratamento. Até agora ainda está desgovernado! rsrrsrsrs
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