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Mostrando postagens de novembro, 2013

O TDAH, A RITALINA E A CRIATIVIDADE

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Nota do Autor (2026): Este texto é uma resposta a um medo que muitos de nós compartilhamos. Anos depois, reafirmo: o tratamento não deve apagar quem somos, mas remover o ruído para que nossa criatividade possa, enfim, ser executada. Se você se sente "mentalmente aleijado", talvez o que falte não seja suspender o remédio, mas abandonar a busca por uma normalidade que não nos pertence. Recebi o comentário de um leitor narrando suas primeiras experiências com a Ritalina. Empresário, ele conta que a Ritalina embotou sua criatividade, deixando-o sem estímulo e desinteressado por sua própria empresa. Como de costume, quero deixar claro que não sou médico, psicólogo, ou mesmo um estudioso do assunto; esse blog trata das minhas experiências, sensações e sentimentos. A Pressão pela Normalidade: O verdadeiro carrasco da Criatividade Não é a Ritalina, amigo, é a pressão que você se impôs. A pressão por uma normalidade que jamais vai chegar; a pressão para ser uma nova pessoa ...

O TDAH EM BUSCA DE SI MESMO: O DIAGNÓSTICO QUE LIBERTA

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Nota de Atualização 2026 : Não luto mais contra moinhos de vento; luto contra sintomas reais com ferramentas reais. Se você acabou de descobrir que é TDAH, não lamente o tempo perdido, celebre a luz que acabou de chegar.  Eu x TDAH  Ainda me surpreendo comigo mesmo. Sou capaz de atitudes que não imaginava, de sentimentos inesperados, de reações surpreendentes. Mas quando uma pessoa amada se descobre TDAH e se entristece com isso só tenho um conselho: mergulhe-se em si mesma. Foi assim que aprendi a controlar uma série de reações que me pareciam incontroláveis. Escavando minha mente consegui separar o Alexandre do TDAH e hoje consigo enfrentar a doença ou deixar que ela aja por mim e com minha concordância. Sim, muitas vezes me deixo levar pelo TDAH! Sim, muitas vezes quero viver ou sentir aquilo que o TDAH está me oferecendo. Isso é um retrocesso? Não, não acredito. Uma coisa é saltar em um precipício sem saber que é um precipício, sem saber o que te espera ao fim d...

O TDAH FELIZ

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Eu tenho consciência da sombra, da dor, da morte, dos prejuízos causados pelo TDAH; mas sou feliz. Instintivamente fazemos um balanço do ano e da vida no dia do nosso aniversário, pelo menos eu faço. E ano após ano esse balanço tem sido positivo, e esse ano não foi diferente Muitos dirão: mas depois de tantos posts sofridos, tantas lamurias esse cara vem falar que ta tudo bem, que ele é feliz? Pois é, aprendi que a felicidade é algo muito mais amplo do que os revezes ocasionados pelo TDAH. As tragédias pessoais, ou mesmo a consciência que tenho das mazelas de nosso cruel país ou do mundo não têm o poder de me infelicitar. Muito se diz que não existe felicidade, mas momentos felizes; discordo, eu sou feliz no sentido amplo da palavra e da vida. Sou feliz por estar vivo e saudável, por ter minhas filhas, minhas irmãs e meus pais. Não estou fazendo o jogo do contente, detesto esse tipo de comportamento, mas apenas expondo minha maneira de sentir minha vida. Gosto de pensar n...

O TDAH NÃO SOU EU

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Não sou conformismo Sou experimentação Não sou estabilidade Sou inquietação Não sou aceitação Sou revolução Não sou lago Sou arrebentação Não sou fúria Sou paixão Não sou represa Sou explosão Não sou hermético Sou exposição Não sou descanso Sou transformação Não sou certeza Sou indefinição Não sou morte Sou mutação Não sou vida Sou transição Não sou artista Sou criação Não sou sabedoria Sou interrogação Não sou coletivo Sou solidão Não sou TDAH Sou libertação