O TDAH FELIZ
Eu tenho consciência da sombra, da dor, da morte, dos prejuízos causados pelo TDAH; mas sou feliz.
Instintivamente fazemos um balanço do ano e da vida no dia do nosso aniversário, pelo menos eu faço. E ano após ano esse balanço tem sido positivo, e esse ano não foi diferente
Muitos dirão: mas depois de tantos posts sofridos, tantas lamurias esse cara vem falar que ta tudo bem, que ele é feliz?
Pois é, aprendi que a felicidade é algo muito mais amplo do que os revezes ocasionados pelo TDAH. As tragédias pessoais, ou mesmo a consciência que tenho das mazelas de nosso cruel país ou do mundo não têm o poder de me infelicitar.
Muito se diz que não existe felicidade, mas momentos felizes; discordo, eu sou feliz no sentido amplo da palavra e da vida. Sou feliz por estar vivo e saudável, por ter minhas filhas, minhas irmãs e meus pais.
Não estou fazendo o jogo do contente, detesto esse tipo de comportamento, mas apenas expondo minha maneira de sentir minha vida. Gosto de pensar na vida como uma grande jornada; e o prazer da caminhada, o explorar novos caminhos, o descortinar de novas paisagens é muito mais prazeroso e importante do que as quedas, as topadas, as câimbras, ou seja lá o que tive de enfrentar nessa caminhada. Ser TDAH não aumentou ou diminuiu minha sensação de felicidade; assim como me dificultou em muitos momentos, me proporcionou prazeres intensos em outros.
O TDAH dificultou-me a vida, mas não inviabilizou-a.
Como eu seria sem o TDAH? Jamais saberei. Pior ou melhor? Nunca poderei julgar isentamente.
Pra que me entregar a essa doença?
Vivi 50 anos com TDAH e sem diagnóstico, quantos mais viverei com o diagnóstico e a consciência de que posso ser uma pessoa melhor? Que posso fazer da minha jornada algo mais prazeroso e mais leve?
Ou por outro lado, que a consciência do TDAH possa melhorar minha convivência com as pessoas que amo?
Com ou sem TDAH os seres humanos falham, magoam e são magoados, claro que a doença potencializa nossas chances de erro, mas não posso vincular minha vida a isso.
Eu sou muito maior do que o TDAH; eu sou muito melhor do que os erros que cometi; eu sou muito mais do que as mágoas que causei.
Cheguei aos 53 anos de muita luta, e muitíssimo prazer; de muita dor e muitíssimo amor; de muita solidão e muitíssima convivência prazerosa. Com ou sem TDAH, cheguei aos 53 anos feliz!
E ninguém jamais vai me tirar isso!

oooooOOoooo Amigo, me perdoa o sumiço, mergulhei ou fui puxada para o olho de um furacão intenso como todo TDAh q se prese! kkkkkk Mas um furacão delicioso, diga-se de passagem! kkkkk Deus é muito delicioso! kkk #amo. Amigo e em falar em Deus, é tão bom carregar o sopro divino e poder respirar mais um ano, ne? Feliz Aniversário pra gente que é feliz sendo quem somos! Feliz aniversario p gente que é incompreendido por compreender diferente as coisas! Feliz reerguer a cabeça, feliz bater de asas, feliz respiração para todo nós!
ResponderExcluirOi Mari!!!!
ExcluirQue bom que você está bem, fico muitíssimo feliz de saber.
Obrigado por suas palavras e feliz vida pra todos nós.
Some não, amiga!
Abração
Alexandre
Mari Brilho é meu novo nome (Mari, do blog tdazices) eu mudei pq criei um outro blog e achei que era hora de mudar! kkkkkkkkkk
ResponderExcluirQual o endereço do blog? Sobre o que você fala no blog, Mari Brilho?
ExcluirQuero conhecê-lo!
Abraços
Alexandre
Feliz Aniversário !!!
ResponderExcluirFoi bom retornar para te felicitar,sucesso!!!
Vanesca
Feliz aniversário , e que seja muito mais feliz ainda , por muitos e longos anos
ResponderExcluirOi Sylvie, muito obrigado!
ExcluirAcho que vou comemorar um aniversário por mês, quanta gente querida que está de volta ao blog.
Por favor, Sylvie, não desapareça assim não.
Abraços
Alexandre
Que legal seu post !!!! Eu tenho quase sua idade e me identifiquei bem com o q vc escreveu... Bem legal, grande inspiração... FELIZ ANIVERSÁRIO !!!!
ResponderExcluirDepois de um longo periodo depressivo, me vejo quase uma pessoa normal, mas felicidade é muito subjetivo... mas gostei muito do texto ... abraco!
ResponderExcluirEm primeiro lugar, Alexandre, um FELIZ aniversário, no sentido absoluto da palavra!! Em segundo, eu queria entender por que temos a tendência, quase que incontrolável, do isolamento social? Fico pensando e tentando chegar a alguma resposta: será que é depressão (tenho TAG + depressão como comorbidades do TDAH)? Será simplesmente tédio das pessoas? Será pela dificuldade de manter o foco e a atenção num dialogo? Ou será pq temos que "fingir" interesse em pessoas e conversar desinteressantes, fingir que prestamos atenção e interagimos naturalmente com as conversas? Ou será por termos que fazer um esforço enorme pra nos manter "emersos" de nossos pensamentos? Gostaria de propor uma discussão sobre os motivos que nos levam ao isolamento social...
ResponderExcluirBeijo, Karol
Oi pessoal
ExcluirPrimeiramente, parabéns Alexandre, e continue sempre com o blog, esclarecendo sobre o tdah e encorajando seus portadores a continuar com o tratamento.
Eu disse um pouco sobre isolamento no post anterior, no meu caso é um pouco de cada coisa: vergonha de me expor, de me acharem estranha. Me isolo também pela minha dificuldade em dar a atenção que as pessoas gostam de receber... poder lembrar de tudo, observar, reparar, absorver o que falam e perceber o que não falam, ter iniciativa ao invés de esperar que me avisem as coisas, aprender com os erros, enfim, essa minha dificuldade me faz entrar em conflitos o tempo inteiro. Sempre crio conflitos, ou por me acharem preguiçosa, ou por me acharem egoísta, por nunca prestar atenção em ninguém. Já criei prejuízos - alguns muito graves e irremediáveis - então se não posso ajudar, prefiro me isolar. Tenho medo de ser interpretada pelo que parece ser mais "lógico" para os outros - quando uma pessoa vai mal nos estudos, por exemplo, é mais "lógico" pensar que é irresponsabilidade do que pensar que pode ter algo a mais. Medo de decepcionar quem está confiando em mim, ou de não poderem contar comigo, já que tenho dificuldade pra ajudar até a mim mesma.
E o principal, gostar de ficar só, preguiça de gente mesmo, não gosto de participar e interagir, sei que não é certo mas é só assim que me sinto bem.
Fe
Bem Karol e Fe, cada caso é um caso. Eu sou ótimo no convívio social; converso bem, sou simpático, muito bem informado. Só não gosto do convívio social. Adoro ficar em casa, assistir TV , ler, trabalhar nos meus celulares, acessar a internet. É disso que eu gosto, e ponto final.
ExcluirTenho uma característica ainda mais restritiva: gosto de me relacionar com minha esposa/namorada/ficante. Tenho pouquíssimos amigos; de conviver e visitar nenhum.
Sou assim desde adolescente. Nem sei se sei ou se posso mudar isso, mas amo ficar em casa com quem amo. rsrs
Tenho preguiça de imaginar sair de casa...
Abraços
Alexandre
Tenho muita dificuldade de acompanhar o ritmo dos outros, não sou ágil, sou sempre a última a perceber algo e não consigo ter iniciativa nem pro trivial - tudo tem que ser avisado, não consigo pensar em nada além do que me pedem. Minha lentidão pra tudo me faz ser uma pessoa difícil de conviver. Pior que não consigo perceber quando estou errando, pra mim estou fazendo o que precisa ser feito, mas pra quem convive comigo, me acham lenta que chega a irritar.
ExcluirMinha lentidão e dificuldade de adaptação é um dos maiores motivos pra eu querer me isolar.
Fe
Os links acima referem-se a vídeos do youtube com o objetivo de denegrir a psiquiatria e o TDAH. Sâo vídeos primários que tentam desmoralizar doenças reconhecidas pela OMS (Organização Mundial da Saúde). O direito de ser anti TDAH é sagrado, mas postar esses links aqui, num espaço dedicado àquelas pessoas que sofrem com a doença é no mínimo antiético, cínico e cruel.
ResponderExcluirNÃO RECOMENDO NEM RECONHEÇO QUALQUER VALIDADE DESSES VÍDEOS.
Abraços
Alexandre
Os links acima referem-se a vídeos do youtube com o objetivo de denegrir a psiquiatria e o TDAH. Sâo vídeos primários que tentam desmoralizar doenças reconhecidas pela OMS (Organização Mundial da Saúde). O direito de ser anti TDAH é sagrado, mas postar esses links aqui, num espaço dedicado àquelas pessoas que sofrem com a doença é no mínimo antiético, cínico e cruel.
ResponderExcluirNÃO RECOMENDO NEM RECONHEÇO QUALQUER VALIDADE DESSES VÍDEOS.
Abraços
Alexandre
Grande Rafael!
ResponderExcluirObrigado por sua presença.
Esse espaço é nosso, amigo, e ando pensando em mudá-lo um pouco. Ando sem tempo para me dedicar e estava pensando em colocar ideias e posts de outros portadores, o que você acha?
Um abração
Alexandre
Gente estou apanhando demais da vida, estou entrando na luta todo dia contra mim mesmo, mudança de comportamentos e atitudes enfim aquelas coisas que dizem ser o tal do TDHA, na verdade nem sei se sou TDHA estou na guerra de PsicologoXNeuroPisicologoXPsiquitra, a psicologa diz que sim total certeza já fazemos tratamento a mais de 1 ano, o neuro para déficit de atenção deu que não, nos teste de 6 sessões deu um bom QI, a psiquiatra diz que é por que eu não tive pai, sinceridade me identifico demais TDHA, mas o que está me deixando mais triste é a tal da depressão, desde adolescente preocupado com essa incógnita da minha vida quem sou eu, por eu sou assim, a depressão passou despercebida e me pegou de tal forma, que agora os meus comportamentos me jogam pra baixo, sou nocauteado várias vezes.
ResponderExcluirÉ difícil, tranquei faculdade, curso técnico incompleto estou voltando para terminar após 5 anos e apanhando muito, um relacionamento de 3 anos mas que na verdade só tivemos de vai e voltas, uma tristeza por não conseguir uma definição, aquela dúvida que a gente carrega é ou não é, cabeça dura demais, não consigo parar de pensar eu queria só que minha mente se aquetasse.
Há coisas que dependem de mim e há coisas que não dependem.
ExcluirOs meus pensamentos e a minha vontade e as minhas paixões dependem de mim. O que se refere aos outros e ao mundo não dependem de mim.
Se me aflijo com o que não depende de mim, só posso enfraquecer-me. Tudo quanto possa fazer em bem dos outros não deixo de fazer.
Mas eu sou o meu amigo que precisa lutar por mim. Se me aflijo com o que é meu, a culpa é minha, pois posso vencer o que depende de mim.
Todas as vozes que venham de mim, contra mim, não são minhas. Porque o que é meu, trabalha por mim. Ouvirei as minhas vozes que falam a linguagem do meu bem, e repudiarei, com o meu desprezo, as vozes que não falam a sua linguagem.
Sou eu que faço a minha força ou a minha fraqueza. Lutarei por mim e pelo meu bem.
Quando me surge uma ideia dolorosa, preocupadora, minha inimiga, dir-lhe-ei:
Tu és apenas uma ideia e nada és do que pretendes representar.
Boa noite, amigo.
ResponderExcluirNão consegui entender exatamente o que você quis dizer.
Creio que seu diagnóstico é simplista e foca apenas um lado da questão. Se a pessoa procura a terapia para 'modificar, melhorar ou remover' algo, já podemos ver uma importante e benéfica vertente da terapia.
Mas você 'esqueceu-se' de citar os milhões de pacientes com depressão, bipolar, tendências suicidas, toc e sei lá quantas doenças são amenizadas e 'normalizadas' através da terapia.
Estamos enfrentando uma onda de descrédito à psicologia e à psiquiatria no Brasil; um grupo resolveu desacreditar doenças aceitas em todo o mundo, inclusive reconhecidas pela OMS, e pregar a cura dessas doenças através da simples vontade.
Temos que tomar muito cuidado, caça as bruxas nunca deu nenhum tipo de resultado positivo.
Abraços
Alexandre
Um babaca, né!
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