Diante do pelotão de fuzilamento de minha consciência, eu me recordo do dia em que experimentei o fracasso. O fracasso é gelado, cinza, indiferente, mas houve um tempo em que ele, como outros sentimentos, precisava ser nomeado. Hoje não mais; hoje o fracasso é facilmente sentido e reconhecido. 65 anos em busca de uma felicidade que apenas retornou dor e solidão. Sucessivas explosões de fúria, tempestades intensas de pensamentos intrusivos e autodestrutivos e o eterno recomeçar. A solidão do recomeço. O recomeçar na dor do arrependimento, o recomeçar no autoflagelo da culpa, o recomeçar na aridez das incertezas. E o tempo passa. As tentativas falham. A culpa aumenta. E a dor não cessa. Em alguns momentos, a vida parece próspera, beirando a felicidade. O tempo fecha. A chuva chega — fria, implacável, intermitente, interminável. Aqueles dias de sol e brisa fresca já são distantes, substituídos por mofo e bolor que precisam ser eliminados imediatamente. Na ânsia de eliminar o bolor e o mof...
Assim somos nós!
ResponderExcluirOu eu, pelo menos.
Mas ainda que doa, não sei se vale a pena viver de maneira árida e indiferente.
As dores são enormes, mas os prazeres indescritíveis.
Abraços
Alexandre
Bom dia !
ResponderExcluirQue barra hein!
Olha é difícil da palpite, ainda mais de longe.
Em primeiro lugar, é importante que você queira mudar. Analise-se e tente enxergar onde está errando, onde o TDAH age em você. Depois tente mudar aquilo que acende o estopim; é ciúme, é pressão sobre sua vida pessoal, é falar sobre o passado, sei lá, em qualquer relacionamento na vida existem coisas que nos ferem que nos incomodam. Tente descobrir o que é e converse com ele. Abra o jogo com ele como abriu comigo. A verdade revela as pessoas, você vai saber inclusive se vale a pena investir nesse relacionamento.
Não é fácil conviver conosco, mas valemos a pena.
Não desanime, use esse tratamento como uma tábua de salvação.
Leia sobre o TDAH, como ele age, como ele se manifesta, e você poderá agir com mais racionalidade quando surgirem os fatos concretos.
Ontem fiz uma típica: gastei mais do que devia num jantar com a namorada. Mas o fiz de forma consciente, sabendo que estava cedendo ao TDAH e aos prazeres imediatos. Não estou me cobrando hoje, eu pensei em alternativas para repor esse dinheiro.
Entendeu?
De qualquer forma, amores veem e vão. Não existe amor único e ninguém morrer de amor, nem por falta dele. Não é saudável deixar que uma única pessoa, seja ela quem for, seja a responsável pela felicidade da sua vida.
Abraços
Alexandre
Obrigado e conte comigo, se eu puder fazer alguma coisa.
ResponderExcluirAbraços
Alexandre
Hoje, consciente do que tenho e corretamente medicado consigo ter a clareza necessária para fazer a contabilidade das perdas que o TDAH provocou na minha vida, e com elas, aprender a melhorar o daqui para frente. De todas as perdas, a que mais dói e infelizmente é irreversível, é a de um relacionamento maravilhoso de 4 anos que vive com o melhor ser humano que pode existir nesse mundo, mas entre diagnósticos errados, medicações horríveis, comportamentos explosivos e impulsivos, consegui de maneira "brilhante" dinamitar minha relação. É o meu maior arrependimento, a minha maior perda, e que que mais me faz questionar como tudo poderia ter sido diferente se eu estivesse sendo devidamente diagnosticado e tratado na época..Enfim, é a vida que segue..Diego.
ResponderExcluirBem Diego, desculpe-me se serei o pior tipo de sincero que existe: provavelmente essa pessoa não deve ser tão perfeita e maravilhosa quanto você diz; a sua culpa por ter estragado um relacionamento tão bom deve ter dourado essa pessoa e sua péssima memória apagou seus defeitos.
ExcluirFique tranquilo, amigo, nosso infinito poder de sedução o levará a novos relacionamentos; procure não detoná-los, a culpa que nos corrói depois é cruel.
Abraços
Alexandre