Nota do Autor 2026 E ste post encerra uma jornada de dezenas de relatos. Decidi que, aos 65 anos, meu foco é a qualidade de vida. Se o remédio traz foco, mas rouba a paz com ansiedade, a conta não fecha mais para mim. Avalio o uso de novos medicamentos e outras estratégias de tratamento do TDAH. O Despertar: De uma Velha Revista ao Diagnóstico Ao ser diagnosticado com TDAH há quinze anos, a desatenção, a falta de foco e o desânimo de viver tomavam minha mente. Era um momento particularmente difícil, de perdas muito grandes e, consequentemente, de luto. Perdido, encontrei nas páginas amarelas de um exemplar antigo da revista Veja uma entrevista com a Dra. Ana Beatriz em que me vi retratado com uma fidelidade absurda. Da leitura daquela entrevista para minha primeira consulta com a Dra. Valéria Modesto não demorou 24 horas. Ali mudei minha vida. Daquela consulta, de mais de três horas de duração, nasceu este blog e uma nova trajetória. Melhor? Pior? Jamais saberei. Mas, com cert...
Assim somos nós!
ResponderExcluirOu eu, pelo menos.
Mas ainda que doa, não sei se vale a pena viver de maneira árida e indiferente.
As dores são enormes, mas os prazeres indescritíveis.
Abraços
Alexandre
Bom dia !
ResponderExcluirQue barra hein!
Olha é difícil da palpite, ainda mais de longe.
Em primeiro lugar, é importante que você queira mudar. Analise-se e tente enxergar onde está errando, onde o TDAH age em você. Depois tente mudar aquilo que acende o estopim; é ciúme, é pressão sobre sua vida pessoal, é falar sobre o passado, sei lá, em qualquer relacionamento na vida existem coisas que nos ferem que nos incomodam. Tente descobrir o que é e converse com ele. Abra o jogo com ele como abriu comigo. A verdade revela as pessoas, você vai saber inclusive se vale a pena investir nesse relacionamento.
Não é fácil conviver conosco, mas valemos a pena.
Não desanime, use esse tratamento como uma tábua de salvação.
Leia sobre o TDAH, como ele age, como ele se manifesta, e você poderá agir com mais racionalidade quando surgirem os fatos concretos.
Ontem fiz uma típica: gastei mais do que devia num jantar com a namorada. Mas o fiz de forma consciente, sabendo que estava cedendo ao TDAH e aos prazeres imediatos. Não estou me cobrando hoje, eu pensei em alternativas para repor esse dinheiro.
Entendeu?
De qualquer forma, amores veem e vão. Não existe amor único e ninguém morrer de amor, nem por falta dele. Não é saudável deixar que uma única pessoa, seja ela quem for, seja a responsável pela felicidade da sua vida.
Abraços
Alexandre
Obrigado e conte comigo, se eu puder fazer alguma coisa.
ResponderExcluirAbraços
Alexandre
Hoje, consciente do que tenho e corretamente medicado consigo ter a clareza necessária para fazer a contabilidade das perdas que o TDAH provocou na minha vida, e com elas, aprender a melhorar o daqui para frente. De todas as perdas, a que mais dói e infelizmente é irreversível, é a de um relacionamento maravilhoso de 4 anos que vive com o melhor ser humano que pode existir nesse mundo, mas entre diagnósticos errados, medicações horríveis, comportamentos explosivos e impulsivos, consegui de maneira "brilhante" dinamitar minha relação. É o meu maior arrependimento, a minha maior perda, e que que mais me faz questionar como tudo poderia ter sido diferente se eu estivesse sendo devidamente diagnosticado e tratado na época..Enfim, é a vida que segue..Diego.
ResponderExcluirBem Diego, desculpe-me se serei o pior tipo de sincero que existe: provavelmente essa pessoa não deve ser tão perfeita e maravilhosa quanto você diz; a sua culpa por ter estragado um relacionamento tão bom deve ter dourado essa pessoa e sua péssima memória apagou seus defeitos.
ExcluirFique tranquilo, amigo, nosso infinito poder de sedução o levará a novos relacionamentos; procure não detoná-los, a culpa que nos corrói depois é cruel.
Abraços
Alexandre