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TDAH: POR QUE A DESATENÇÃO É MUITO MAIS DO QUE UM SIMPLES ESQUECIMENTO?

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Nota de 2026 : Relendo este texto, sorrio ao lembrar do celular "perdido" na mala, mas fico sério ao lembrar do contrato mal lido. A desatenção no TDAH é um custo invisível que pagamos em dinheiro, tempo e relacionamentos. Hoje, mais do que nunca, reitero: o diagnóstico não é um salvo-conduto para o erro, mas o manual de instruções para pararmos de nos autoflagelar. Desatenção é muito mais que esquecimento. Desatenção é olhar sem ver, escutar sem ouvir, ler sem entender...     Escrevi um post semana passada sobre um novo sintoma que descobri sobre o TDAH. Até descobrir que foi desatenção minha, e não um novo sintoma.    Eu tinha que entregar o celular de uma cliente e o coloquei na mala. Chegando ao destino não encontrei o celular entre as minhas coisas. Fiquei arrasado, na minha mente eu me via colocando o aparelho entre roupas macias para protegê-lo. Pensei, minha mente está criando situações. E escrevi sobre isso. Horas depois a namorada encontrou o ce...

O TDAH E A SÍNDROME DO AVESTRUZ : A VONTADE DE SUMIR APÓS MAIS UM ERRO.

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Nota do Autor (Atualizada em 2025): Escrevi este texto em um dia de cansaço profundo. A "Síndrome do Avestruz" é aquele desejo de enfiar a cabeça na areia para não encarar as consequências da nossa desatenção. Releio isso hoje e vejo o quanto o diagnóstico tardio nos sobrecarrega com o peso de erros passados. Se você se sente "trôpego" pelas cobranças da vida, saiba que essa exaustão tem nome e tem tratamento. Você não está sozinho nessa "convulsão mental". Depois do milionésimo erro por desatenção, inocência ou negligência, a pessoa começa a acreditar que quem está certo é o avestruz: a qualquer ameaça enfia a cabeça na areia para não ver as consequências... É isto; a maior recorrência na vida de um portador de TDAH são as infinitas repetições de erros, muitas vezes tolos mas de consequências sérias. E aí a pessoa começa a se questionar quanto a tudo; à vida, aos tratamentos, aos medicamentos, à sua própria escolha de vida... Não há remédio que cure...

SOU TDAH! E DAÍ?

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Nota do Autor 2026: O  entendimento sobre o TDAH evoluiu de um simples "transtorno de déficit" para uma compreensão mais ampla sobre a neurodivergência . Hoje, o foco não está apenas em "corrigir" o indivíduo com medicação, mas em como o ambiente (trabalho, escola e casa) pode ser adaptado para acomodar mentes que funcionam de forma diferente. Ser diagnosticado com TDAH pode ser um divisor de águas na vida; ou nada. O que fazer com este diagnóstico? ​Pode ser uma belíssima justificativa para erros passados e futuros. Pode ser a chave para uma mudança de vida. Mas, na maioria dos casos, não serve para absolutamente nada. Esperar por milagres ou contos de fadas é uma característica típica do TDAH. Ao ser diagnosticado e tomar meia dúzia de comprimidos de Ritalina, e não acontecer o milagre, o remédio é abandonado e o diagnóstico esquecido. E a vida se arrasta como sempre. Quase nunca volta à mente a existência do transtorno; a não ser para justificar atitudes injus...

TDAH PARALISANTE

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Quando o barulho mental é tão alto que o corpo perde o comando Nota do Autor (2026)   Este texto descreve a exaustão de lutar contra o próprio cérebro. A paralisia não é preguiça; é o resultado de uma mente que processa tudo ao mesmo tempo e acaba travando o corpo. Escrevi isso para que você saiba que não está sozinho no sofá, mas que o "amanhã" só muda quando paramos de esperar que as circunstâncias externas (o diploma, o novo emprego) resolvam o conflito que está dentro de nós.

MITOS SOBRE A RITALINA: ENTRE A MÁ-FÉ E A IGNORÂNCIA NO TDAH

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Nota do Autor 2026: Este texto foi escrito em resposta a uma onda de desinformação que, infelizmente, ainda ressoa em 2026. A "demonização" do Metilfenidato ignora a realidade dolorosa de quem vive sem foco. Hoje, mais do que nunca, precisamos defender o tratamento baseado em evidências. O maior perigo para um TDAH não é o remédio; é a negligência disfarçada de ideologia. Tem circulado um texto no Facebook, aliás, voltou a circular porque é um texto antigo publicado por uma revista chamada Saber Viver Mais, escrito por Roberto Amado, com base em informações de um site chamado Antropo Sofy e replicado por outra página chamada Resiliência Humana (ufa), chamando a Ritalina de droga, de similar à cocaína, da classe das anfetaminas... Ritalina não é "Cocaína Legal" Um amontoado de asneiras sem fim. O texto certamente foi escrito por uma pessoa que não tem a menor ideia do que é ser portador de TDAH. Nunca conviveu com uma criança hiperativa e acaba por produzir ...

TDAH, QUEDA E ASCENSÃO

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                                                A névoa do TDAH: quando a mente perde o rumo                                  Nota do Autor (2026) Este texto é um retrato fiel de como o TDAH nos prega peças. Na época, a euforia de construir cada móvel da minha loja era o combustível que me mantinha de pé. Hoje, olho para trás com a maturidade de quem sabe que a loja fechou. O fechamento não apaga a vitória da execução, mas ensina que o nosso maior desafio não é o "renascer das cinzas", mas sim o sustentar do fogo no dia a dia cinzento da rotina. Sigo aprendendo que a Fênix precisa, acima de tudo, de estratégia para não precisar queimar-se tantas vezes. É como uma névoa que chega lentamente e vai se adensando pouco a pouco. A lentidão do processo causa a falsa impressão de adaptação vi...

TDAH, COMO DESTRUIR UM GRANDE AMOR

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Nota do Autor (Atualizada em 2025): Este texto é um dos meus relatos mais duros e honestos. Ele descreve o "ciclo de descarte" que muitas vezes o TDAH impõe aos seus parceiros sem perceber. Hoje, a psicologia explica isso através da busca incessante de dopamina: o novo é excitante, o rotineiro é "insuportável". Escrevi isso para que você, TDAH, reconheça o padrão antes de destruir sua vida, e para que você, parceiro, entenda que o problema não é você. A mecânica se repete... De repente, aquela pessoa que se amava até ontem, hoje não serve mais. E começa um processo de destruição de sua imagem. Aquela pequena cicatriz que no começo era um charme vira uma aberração estética; incomoda, causa repulsa. As roupas são feias, os amigos estranhos... E a família? Essa não salva ninguém; formação de quadrilha.    Uma simples escolha de marca de sabão em pó vira um desprestígio e uma falta de consideração imperdoável.    A Busca por Defeitos e a Mudança de Percepção ...