PARECE AMOR, MAS É TDAH!





Haja Ritalina!
Haja Venvanse!
Haja Concerta!
Quando a alma explode, os olhos brilham, a boca seca, o coração dispara...
Parece amor...
Mas é TDAH!
A tensão explode no peito...
O brilho febril dos olhos diante de nossos medos...
A boca seca que antecede o gesto destrutivo...
À beira do precipício, prestes a atirar anos de vida estável fora, o coração bate freneticamente na garganta...
Mas nenhum desses avisos já tão conhecidos, nos impedirá de concluirmos o derradeiro gesto, o passo definitivo que detonará tudo aquilo que, a custo de muito suor, construíramos.
Olhar para trás é como ver as imagens de uma guerra: terra arrasada, corpos despedaçados, vidas destruídas, sonhos em frangalhos...
Mas a natureza nos deu uma miopia na alma, que nos impede de perceber os detalhes desse dramático quadro do que fizemos de nossas vidas, e por isso, não sentimos remorsos.
Um pouco de culpa, um tanto de arrependimento; mas não remorso. Esse só sente quem enxerga com detalhes a destruição que causou.
Como o escorpião da lenda, que ferroa o sapo que o ajuda a atravessar o rio, distribuímos dor por onde passamos e a quem nos estendeu a mão...
Imagine ser escorpiano e TDAH; como eu. É muita intensidade pra ser domada.
Mais do que os medicamentos, o reconhecimento dos erros cometidos e a aceitação do TDAH nos dá a chance única de construirmos um futuro diferente pra nossas vidas e também, pra vida daqueles que amamos.
Sim, também amamos. De verdade!
Ao infinito e além!!!

Comentários

  1. Sim, obrigada pela informação! Hj tive a sensação que o efeito estava passando, mas foi devido a minha irritação, mas mesmo assim, nada comparado a antes da medicação. Eu já li que esse medicamento pode ser tomado duas vezes ao dia. Mas vou esperar retornar ao médico. Mas até agora noto muitas mudanças boas. A concentração melhorando ainda. Estou feliz. Meu receio da ritalina é que sou hipertensa e é uma das contra indicações. Quero muito me adaptar ao bupropiona.
    Enfim... vamos que vamos..
    Abraço
    Paula

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  2. Mais uma vez, obrigada! O que eu queria mesmo era a Ritalina, mas vou esperar os próximos rs. tb tem a questão da hipertensão.
    Vou aproveitar muito essa nova fase. Realmente me sinto defasada.
    Estou notando que agora minha casa está sendo o reflexo da minha mente. Está extremamente ORGANIZADA! Eu não consigo mais deixar as coisas pelo caminho e por fazer. Eu já estava depressiva, acordava sempre mal humorada, com as pessoas que mais me querem bem. Hj estou feliz, sem tristezas, sem mal humor, sem agressividade. Estou tendo paciência com minha filha de 2 anos. São muitas mudanças. Pra quem está de fora, não vê nada, mas pra nós, é maravilhoso. E fico me perguntando como seria se eu tivesse sido medicada desde cedo.... tudo seria diferente.
    Paula

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  3. Nossa, toda criança até os 5 anos só precisa de amor. Não se deve brigar com elas até esa idade. Até os 5 anos se vocÊ a trata bem, ela vai ter confiança sem você sempre, e ela não vai ter nenhum problema de ficar tensa perto de você. Se você agora está bem orientada na vida, e ela vai te copiar, então ela vai copiar alguém estruturado.

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  4. As crianças precisam de amor e limites! E quem tem que dar, são os pais.

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  5. Destruir quem me ajudou, esquecer quem precisa contar comigo e ferroar quem me estendeu a mão é comigo mesmo, faço isso a vida toda. Nunca consegui retribuir amor com amor. Recebo amor e dou muito sofrimento em troca. Sempre assim.

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    1. A gente dá o que a gente tem! Talvez te falte amor, amor no coração, te falta paz. Ou o ser humano evolui pelas Leis naturais da vida ou vai evoluir pela dor. O poder da escolha está nas suas mãos. Busque a paz, o amor, busque o auto-conhecimento, busque cuidar do espírito. Busquei a Deus ou algo que te eleve de forma positiva.
      Abraço.

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  6. Bom dia Alexandre,

    Gostaria de fazer um breve relato de minha história como TDAH, pois seu blog me inspirou.

    Fui diagnosticado com TDAH e disléxico aos 17 anos de idade, após ser expulso da escola. Nunca me importei muito com o diagnostico pois sempre tirei boas notas na escola e sempre tive facilidade em aprender, porém aprendia de um jeito diferente dos demais, sempre aprendi apenas ouvindo, escrever ou ler me atrapalhava, tanto que usei meu caderno da 8ª série até o final da minha faculdade e mais de 60% dele ainda está em branco e 30% do que tem nele é desenho pra passar o tempo.

    Pra mim eu já havia tirado de letra a dislexia e o TDAH, era só tocar a vida e assim o fiz, porém com 24 anos (dias de hoje) descobri que não é bem assim. Namorei uma menina com quem fiquei dois anos e jurava que iria passar o resto da minha vida com ela, porém há 5 meses atrás tudo acabou e eu sem entender muito bem o que havia acontecido, mas sabendo que era culpa minha, decidi voltar para a psicologa que havia me diagnosticado aos 17. Ela me pediu para que eu entendesse melhor esse tal de TDAH, fosse atrás, lesse algumas coisas e foi ai que encontrei seu blog, há uma semana atrás e descobri que meu TDAH não influenciou minha vida escolar, pois criei mecanismos que me fizeram passar a fase da escola e da faculdade de letra, porém ele influenciou totalmente o meu relacionamento.

    Sou tudo o que você descreve que um TDAH é num relacionamento, com relação ao amor e fiquei feliz por ter descoberto isso e ter entendido o que aconteceu para que meu relacionamento chegasse ao fim, só fiquei triste porque se eu tivesse levado isso a sério antes e tivesse explicado para ela com certeza estaríamos juntos ainda.

    Mas a vida segue...

    Virei fã do seu blog.

    TUDO DE BOM!!!

    André Felipe da Silva

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    Respostas
    1. Bem vindo ao nosso mundo, Felipe!
      O caminho que sua Psicologa deu é o que considero mais eficaz. Eu o uso da seguinte maneira: Cada decisão que tomo, cada atitude, eu penso se sou eu ou se é o TDAH que está agindo. Se concluo que é a doença, sigo outro caminho.
      Abraços
      Alexandre

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