TDAH: DO AMOR E OUTROS DESASTRES
Pode parecer pessoal...
Você procura a culpa em suas atitudes, em seu comportamento e não encontra. Não há explicação, eu não tenho explicação. Não procure dentro de você, está dentro de mim.
Muitas vezes fugi de vergonha pelo que falei ou pela maneira como agi, noutras pra poupar você de aturar tanta inconstância. Esse é o meu mundo. Um mundo de dúvidas e medo, mas de certezas absolutas e atitudes inconsequentes.
As pressões, as exigências me desequilibram, me desesperam, tento agir dentro dos padrões, e falho. Sempre falho. Posso explodir por nada, absorvo-me em pensamentos sem sentido, valorizo o pueril negligenciando o essencial.
Penso e sinto em espiral, como um tornado: arrebatador, grandioso, capaz de te arrancar do chão. Mas, se você não se preparou, posso destruir tudo à sua volta.
Mas juro, não é pessoal; o que eu digo é verdadeiro; é o que eu sinto.Mas muitas vezes perco o controle da língua, das atitudes... me deixo levar pelos mesmos caminhos que já te fizeram sofrer. Mas eu também sofro, e duas vezes. Sofro por te perder, e sofro por errar de novo, da mesma forma; incapaz de enxergar que estava trilhando o mesmo caminho.
Não me julgue insensível ou frio se ao nos reencontrarmos eu parecer indiferente. É somente uma estratégia interna de sobrevivência.Preciso seguir, e seguirei. Minha mente se inunda de pensamentos balsâmicos pra que eu me anestesie de sua ausência. Mas tudo pode ruir se você disser a palavra certa, ou fizer 'aquele' gesto, aquele sorriso... Mas tem que ser ali, naquele exato momento, naquele lugar, do contrário...
Claro que sofro; perdi você... Mas já me perdi de mim mesmo tantas vezes; e sobrevivi...
Você também sobreviverá...
Essa é a vida: encontros e desencontros; rasgar-se e remendar-se, nas sábias palavras de Guimarães Rosa.
Minha vida é assim...
Adoro essa música que tá tocando agora... Me lembra um monte de coisa boa. Preciso sair... Encontrar gente...
Nossa, tenho que mandar lavar o carro! Acho que vou no shopping; lá eu lavo o carro, vejo um monte de gente bonita. Ah, posso até comprar aquele livro que eu vi a resenha... Como é que ele chama mesmo. Ô cabeça, meu Deus... Esse meu celular tá uma porcaria; acho que vou trocar ele hoje, agora. Tô meio apertado, mas eu mereço. Faço um sacrificiozinho, entro no cheque especial... Mas vale a pena!
É isso! Partiu shopping... Bora, celular novo...
E você já é passado...
Mas não é nada pessoal...

Impressionante... Tão eu...
ResponderExcluirTão nós, Aline...
ExcluirSomos todos assim, uns mais outros menos. Mas todos muito parecidos.
Abraços
Alexandre
Kkkk,tão eu TB....
ExcluirE eu então? Kkkk
ExcluirSim, Aline, "Impressionante... é tão eu..."
ResponderExcluirMas, quanto mais eu me identifico com este comportamento, mas eu acho que minha Lineuzinha não é deste mundo, sequer da nossa galáxia. Me aguentar, me aturar, me suportar, me seguir e, acima de tudo, me segurar, por 34 anos, não é tarefa possível para uma humana não.
Andava desconfiando, mas agora tenho quase certeza que ela deve ser de outra dimensão, de uma bem longe da nossa, tipo 20a.
Walter, meu irmão! Você já pensou na possibilidade de sua esposa ser uma santa mandada pra salvar sua alma???
ExcluirPense nisso amigo!
Abração
Alexandre
Acabei de descobrir que tenho TDAH .Queria perguntar se apaixonar-se loucamente e depois desencantar da pessoa sem grandes razões é algo típico do TDAH. Além disso, eu não me recomponho facilmente após uma desilusão, geralmente quero mudar tudo na minha vida, quer me tornar outra pessoa...
Excluireu demoro um tempinho pra me recompor depois de um fora, passar a raiva que senti por ser rejeitado e tals. sei como é
ExcluirKkkkkkkk... DEMAIS....Alexandre, além de sentir como se fosse o relato de vários dos meus relacionamentos findos.... o final é cômico e verdadeiramente TDAH.
ResponderExcluirMas não é assim, Siege? É exatamente desse jeito que funciona. De repente começamos a pensar em outras coisas e a dor passa e levantamos e vamos viver.
ExcluirSimples assim.
Abraços
Alexandre
Eu também sempre sou superficial . Sei que qualquer tipo de relacionamento, tanto namoro, amizade e familiar é muito delicado, exige muita seriedade, sensibilidade, cuidado, atenção, saber falar e agir na hora certa, etc. Como já sei que não vou ser muito presente, e vou falhar em muitas coisas, prefiro evitar a proximidade e ser bem superficial mesmo.
ResponderExcluirO vídeo é bem feito e as colocações interessantes, vale à pena assistir.
ResponderExcluirMas ... o Dr. Danielle Riva não quer que nós nos mediquemos em casos de sofrimentos.
No fundo, ele não diz, exatamente, qual o mal que faz tomar um antidepressivo para superar, por exemplo, a dor da perda de um ente querido.
Ou seja, de modo inverso, ele não explica qual a vantagem de suportar uma dor, um momento difícil, ao invés de usar medicação para ajudar a superar isto.
Ou seja, ter sempre critérios para essas coisas, pois o certo mesmo era nem precisar de remédio nunca, mas como não tem jeito, e tem efeitos colaterais, só tomar se realmente precisar. E para saber se precisa, você precisa de critérios.
ResponderExcluirDepois de muito ler a respeito do TDAH, ontem fui psiquiatra e hoje tomei Ritalina pela primeira vez. Não sei se eh o efeito ou um placebo psicológico, mas pela primeira vez consegui me desligar dos pensamentos, fiz uma viagem de 2h, com o som do carro desligado só pra sentir a incrível sensação de silêncio dentro da cabeça. Achei isso incrível!!! Parabéns pelo blog
ResponderExcluirA Ritalina tem um efeito impressionante pra descansar a cabeça da gente. Aproveite mesmo amigo, você começa a trilhar uma nova vida.
ExcluirParabéns
Alexandre
Mudou completamente, me sinto muito melhor, mais confiante. No inicio tudo parece ser novidade e você meio que fica dependente dela, mas com o passar dos dias essa "novidade" vai passando e passa a ser uma coisa do dia a dia. Semana passada eu conseguia trabalhar até tarde da noite, hoje não consigo. Deixei de procrastinar as coisas, faço tudo na hora, muitas coisas ao mesmo tempo, muita agilidade, memoria deu uma melhorada, humor melhorou. Com isso passei a ser uma pessoa normal e no final do dia fico exausto, só penso em ir para casa dormir.
ExcluirAs mudanças são perceptíveis desde o primeiro dia, para ajudar anoto tudo no celular e fico andando com um caderno para anotar as coisas.
Lembre-se: Não tome nada sem indicação médica.
Que bom, mas eu digo mais com relação a você se sentir nos locais onde está, pois o TDA-H, como você bem sabe, não percebe às vezes onde está, pois só presta atenção nas imagens da mente, e passa por locais e os olha, mas não os vê, pois ele está lá, mas não está. E você? Quando você está em algum lugar com a "Rita", você se sente nesse lugar?
ExcluirWalter, encontrar um grupo de iguais nessa luta foi como reencontrar aquele amigo, aquele irmão que sabe o que vc sente até memo diante de um simples gesto. Sinergia pura.
ResponderExcluirBacana vc ter e de longa data alguém lhe ama e lhe quer bem, mesmo com todo o TDAH no caminho. Rs rs Para seres como nós isso tem de ser motivo de orgulho.
De idas e vindas, amores e desastres, vai chegando um tempo q o coração cansa. Mas mesmo assim, mais uma vez vem ele (o TDAH), e contra nossa vontade, faz começar tudo de novo. Como se fosse a primeira vez....
Oi Ana! Sei lá, amiga, viver fora dos padrões custa muito caro! A humanidade é padronizada e cobra de seus membros esse comportamento. Acabamos vivendo meio que marginalizados, mal vistos e criticados.
ResponderExcluirSei lá se vale a pena.
Abraços
Alexandre
Engraçado, sempre sonhei com relacionamentos sérios e duradouros. minha mãe conta que com 12/13 anos eu falava que seria um maridão. E sou mesmo! Adoro estar casado. O problema é que meu nível de tolerabilidade é muito baixo. Ou não, nem sei se é tolerabilidade, é uma coisa que de repente da um click e tudo desmorona.
ResponderExcluirEstranho, muito estranho.
Mas luto todo dia contra isso. Uma hora vou descobrir a fórmula da estabilidade. Aí publico aqui.
Abraços
Alexandre
kkkkkkkk
ResponderExcluirEsqueci de falar que isso é para a gente não achar que temos uma vida tão ruim assim. Tem gente ouvindo vozes muito mais próximas do real, e acabam se confundindo e isso também atrapalha e muito a vida delas.
ResponderExcluirLembram-se do Tesla? Em sua juventude ele também era prejudicado pelo próprio cérebro que criava objetos na cabeça dele, e ele acabava vendo coisas onde não havia nada. Depois com o tempo ele dominou isso.
ResponderExcluirUma coisa que ajuda o profissional ser realmente bom é dar toda a informação, orientação e diretrizes corretas. O Brasil é um país sem critérios. Quanto mais critério você der para o profissional, melhor ele será. Não necessariamente eles são sempre desonestos. Faltam critérios para todos.
ResponderExcluirSe você já dá os critérios desde a infância e/ou adolescência, os critérios vão ficar cada vez mais simplificados, assimilados na cabeça das pessoas, o que vai evitar a pessoa de ficar na tentação de não usa-los, pois ela não teve tempo suficiente para se preparar, se organizar.
Essa 20a dimensão dessas mulheres aí não seria simplesmente uma mulher sendo uma mulher? Ao invés de viverem apenas para elas, deixando de serem 100% mulheres e agindo de forma mais feministas? Ou falei alguma besteira? Não sei, comigo algumas mulheres têm mais paciência por serem as menos egoístas. Geralmente são as que gostam de crianças e velhinhos. As outras já são aquelas que, apesar de sentirem coisas parecidas que as outras sentem, aprenderam a cuidar mais de suas próprias vidas.
ResponderExcluirEle sai com os amigos, mas não com você? Ele não está com cabeça para você?
ResponderExcluirMe senti uma boba com sua pergunta, mas sim... Ele diz que não consegue satisfazer minhas demandas e tem muito medo de falhar comigo. Com os amigos não se sente pressionado, não é nenhuma "obrigação". Ele falou dia desses que estragou minha vida...
ResponderExcluirE estragou?
ResponderExcluirE essa pressão que ele sente é com uma namorada ou com você especificamente?
Há algumas horas ele terminou tudo novamente. Todos os sonhos desconstruidos mais uma vez. Estou péssima e sem chão. Me sentindo horrível depois de tudo que ele me falou... Já tenho a tendência de me culpar e ainda arranjo alguém que pra se sentir melhor precisa que eu carregue a culpa de tudo que deu errado. Aprendi muito aqui, mas agora essa realidade não me pertence mais.
ResponderExcluiriiiiih, respondi acima sem ver este comentário.
ExcluirCONCLUSÃO: Vítima do TDAH n° 1.256.365.2365.2365 e contando...
( A mulher que tem um ex namorado, noivo não sei ) Vou também tentar auxiliar a ela pois também sou um TDA-H e já ''chutei o balde'' de muitas relações que poderia ser duradouras''
ExcluirA questão simples em um relacionamento sério e o compromisso, a responsabilidade. Eu pelo menos não tenho nada disso, quando não estou mais interessado em um relacionamento eu acabo em questão de 5 segundos sem muitas explicações e dialogos, não faço o papel de formal e conciliador. Realmente não faço questão com a opinião pública dos demais, se não quero mais e porque não quero. Fim.
Porem, não quer dizer que amanha eu possa mudar de ideia e voltar com o relacionamento, compreende esta instabilidade emocional dos TDAH's? É Só nos sentirmos pressos e confusos que nem pensamos direito sobre nossas palavras e conclusões ditas.
Por isso mesmo e mai mil que não quero ter uma companheira a longo prazo, muito menos casar e ter filhos ( Tenho pavor de compromissos e responsabilidades ) mas se amanhar mudar de ideia, eu mudo rsrsrsr.
Outro trecho:
ResponderExcluir"Para o psicólogo Piers Steel, porém, o que mais explica a procrastinação é o fato de valorizarmos muito mais o momento presente que a imaginação de um suposto futuro. Tanto que é muito mais fácil adiar tarefas que exigem tempo (acabam com o nosso tempo presente) e que resultam em recompensas pouco claras para um futuro distante. Muitos de nós evitamos ao máximo uma tarefa porque a consideramos chata, sem sentido ou no mínimo desconectada dos nossos interesses pessoais. Assim, deixamos tudo para amanhã, nos entretendo com algo que cause um alívio mesmo que temporário. Por isso, um jeito de evitar a procrastinação é tornar as tarefas mais legais, se concentrando no que elas têm de bom e na recompensa que ela traz se for realizada antes (veja o quadro ao lado)."
Pressionar um TDAH não é das melhores ideias. Nós mesmos já damos conta de nos cobrar e pressionar à exaustão e, quando aparece uma cobrança externa, por mínima que seja, ela certamente nos fará explodir, na tentativa de nos livrar rapidamente. Frustrar expectativas alheias é, para nós, muito dolorido. Se você conseguir viver com ele, sem cobranças e com reforço positivo (ao invés de cobrar, ressaltar os pontos positivos dele), creio que pode ter um bom relacionamento! Esperto ter ajudado em algo.
ResponderExcluirObrigada Ana (minha xará), me propus a fazer isso depois que ele foi diagnosticado. Queria ajudar. Me coloquei à disposição para estudar com ele para as provas de faculdade. Acho que sempre fui muito companheira. Mas o limiar de tolerância dele é muito baixo pra qualquer erro que eu venha a cometer com ele. E agora ele desistiu de tentar levar o namoro adiante. É a sexta vez em cinco anos que ele termina comigo dizendo não dar conta de levar a relação adiante. Daqui alguns meses ele pede pra voltar.
ResponderExcluirO termino pra mim é devastador. Como não tenho tdah, não consigo entender seus motivos e a oscilação rápida demais entre o amor intenso que ele diz sentir por mim ao me procurar e o total desprezo e até ódio que ele demonstra alguns meses depois. Me propus a ler e estudar o tema, e ainda sou psicóloga. Mas nada foi capaz de dissuadir sua decisão de se separar de mim mais uma vez. Apesar do grande amor que sinto por ele, estou cansada de sofrer. Carregar uma culpa que não é só minha. Se eu tivesse descoberto esse diagnóstico a mais tempo talvez tivéssemos uma chance. Mas acho que infelizmente foi tarde demais pra nos. Abraço a todos e boa sorte! Ana.
ResponderExcluirNós estamos sempre procurando sensações fortes. É ou tudo ou nada. Se for algo médio, não será suficiente.
ResponderExcluirEssa raiva dele aí deve ser dele mesmo, diante de você, e não só de você.
No meu caso, por exemplo, eu fico com raiva de ser tão dependente. Eu acabo me odiando, e em seguida, fico com ódio da vida, quando percebo que eu não posso ter culpa disso, já que eu nunca quis ter esse problema, bem como ninguém quer ter. E como ninguém quer ter e eu acabo criando problema para os outros por causa disso, eu acabo me afastando. Daí as pessoas vêm querendo ajudar e eu sabendo que elas não vão entender, eu as trato mal, para ficarem longe e o problema se minimiza, pois fica só em mim.
No caso dele, ficando com os amigos, ele deve achar que minimiza o problema para todo mundo.
Anônimo, e esse ódio que vcs sentem pela vida e pelos outros passa e vcs "caem na real"? Ele me falou que "se eu pudesse pedir pra vc sumir três meses e voltar depois..."! Mas é uma coisa difícil de se escutar quando ama alguém. Dentre outras coisas que ele falou que magoam demais... Ele pega todos os meus "erros" cometidos durante o tempo de namoro e os enumera pra mim, dizendo que nunca vou mudar e etc... Não tem como não sentir uma culpa absurda pelo fim do relacionamento.
ResponderExcluirc
ResponderExcluirSiege B.,
ResponderExcluirFico grado de, em um dia ruim para mim, ler depoimentos como o do Rafael P. acima e o seu.
Obrigado a vocês todos.
Apenas anoto que esta falta de informação que nos massacrou até a fase adulta, no meu caso até os quarenta anos, eu tento a felicidade (se é que posso usar esta palavra) de tentar corrigir com o meu filho TDAH, dando a ele não só todas as informações e companheirismo, como o conhecimento que os longos anos de sofrimento me trouxeram.
OBS: E o que é que o COOOOOOOORNO do meu filho faz com tudo isto? óbvio que, sendo TDAH e com 21 anos, ele faz o seguinte: "ânh? o que? o que foi que o Sr. falou? peraí que estou passando de nível no jogo."
Enfim, mas alguma coisa fica, nós sabemos que fica, e é com isto que conto.
Obrigada Ana, de coração! Da um alívio no peito (mesmo que momentâneo). Isso tudo mexeu tanto comigo que estou até cogitando a tornar esse assunto um objeto de estudo. Como psicóloga eu poderia me especializar. Acho que na minha cidade não há nenhum especialista. Quem sabe isso tudo não me traga algo bom. Agrade muito a paciência e disponibilidade em responder. Grande abraço! Ana.
ResponderExcluirObrigada também Walter, pelo acolhimento aqui no espaço de vcs. Não tentei "adestra-lo", eu me propus a mudar para aceitar suas "esquisitices". Rsrs. Claro que não conseguiria da noite pro dia, mas ele não teve paciência, sofreu e preferiu se afastar.
ResponderExcluirPõe ele para trabalhar, ao menos um mês ou dois. É nisso que ele vai acordar e ver o problema real dele.
ResponderExcluirRespondendo à Ana, a "anônima":
ResponderExcluirCom relação ao ódio da vida e tal, eu falei mais por mim memso. Cada um é cada um. Eu só tentei te dar uma possibilidade de interpretação para as atitudes dele. Esse ódio costumava passar sim, mas era porque eu estava em uma fase que achava que finalmente haviaentendido alguma coisa a mais e qu o problema já não mais existia. Como isso ia e voltava várias vezes, aí sim, eu caí na real, e percebi que ninguém iria me entender mesmo. O "Barulho" é silencioso, pois só nós mesmos "ouvimos". Não é igual a um esquizofrênico, que praticamnte ouve realmente as coisas, já que amente dele parece ter vida própria e fica fazendo barulho. No TDA-H é mais o cérebro criativo que não sabe filtrar as coisas e fica "jogando na tela" e você é obrigado a assistir, e muitas vezes dá muito prazer mesmo. Isso nos vicia.
O que eu tenho percebido é que as pessoas aos poucos estão se abrindo para o problema e vendo que ele existe sim, que não somos nada do que aparentamos ser. Preguiçosos, desonestos ou sonsos no sentido ruim, etc.
Acho que uma coisa que você poderia pedir a ele é que ele leia este blog, principalmente os comentários. Se ele não quiser, aí você estuda mesmo e quando voltarem, você será outra pessoa. Talvez com mais paciência e compreensão demonstradas ele não te largará mais. Rs.
Talvez também esses seus "erros" que ele enumera seja o excesso de memória do passado. Eu pelo menos ainda tenho mania de ficar revisitando o passado. às vezes eu até tiro umas conclusões absurdas baseado no que eu lembrei. Quando vou ver na realidade não é nada daquilo. Talvez você que é normal também já tenha cometido isso ou até outras coisas que um TDA-H comete, mas nós cometemos mais. Estamos muito mais aprisionados pela mente do que as pessoas normais.
Na minha opinião, pelo que tenho lido, pelo menos da religião católica, é que nós fomos criados realmente como animais racionais. Portanto, ao mesmo tempos que temos uma consciência, também temos uma parte do cérebro que é igual à dos animais, e que é irracional. Essa parte irracional é que a consciência deve tomar as rédias e mantê-la subjugada. É nela que estão a Ira, a fantasia, os nossos desejos.
ResponderExcluirNo caso do TDA-H a Fantasia toma conta, e ela pode tanto criar imagens que nso causa desejos quanto também histórias hipotéticas que geram o medo, no caso de fobias, ou a Ira, no caso de injustiças.
O que a Igreja nos pede é fazer jejum de fantasia. Assim que você perceber, você tenta dizer "não". Você (ou ele, no caso) precisa fortalecer esse "não". Como isso é muito difícil, talvez o remédio ajude. Mas eu não sei de casos de pessoas que deixaram de ter o problema fazendo isso. Na verdade já ouvi falar de pessoas que deixaram sim, mas eu não tenho a informação de que o diagnóstico era verdadeiro ou se era apenas mais um achando que tinha o problema, tomou o remédio, melhorou, e viveu feliz para sempre, pois a mente dela nem estava tomando tanta conta dela.
A Igreja fala também do pecado capital da Acídia, que nós conhecemos como preguiça, mas não é uma preguicinha de dia frio embaixo de cobertor, mas uma mente fugidia, que só quer saber de prazeres, e por isso foge muito dos grandes esforços.
ResponderExcluirNo TDA-H, ao mesmo tempo que quer fugir dos esforços, quer realizar grandes coisas a partir de um grande esforço, mas sempre desiste depois de tanto planejar o plano perfeito. E então começa outro, a partir de mais uma nova ideia dentre tantas outras que empolgou a pessoa, e ela planeja, planeja, começa e não vai para frente de novo.
FRANK!!!!! Onde você estava, meu amigo???
ResponderExcluirSenti tanto a sua falta!!! Também estive longe, afastado...
Poxa, que prazer!
Bem vindo de volta, velho amigo!
Não suma não, você faz falta.
Abração
Alexandre
Oi querido Alexandre!
ResponderExcluirEstou amando seu blog,agradeço a Deus por VC existir,me sentia verdadeiramente um peixinho fora d'agua,ate conhecer VC e esse povo .Descobri o TDHA pela internet,pois achava q tinha algum problema comigo,com 35 anos de idade,VC imagina como tinha experiências frustantes e repetitivas,procurei um psiquiatra e já estou fazendo o tratamento com ritalina,gracas a Deus ,me sinto uma mulher bem mais centrada e autoconfiante.VC tem email?Carol Rs
Nosssa o final ali me identifiquei muito. ta de parabéns o texto gostei muito.
ResponderExcluirabrass
Conheci alguém com TDAH há 2 meses e meio.
ResponderExcluirOs primeiros 15 dias foram maravilhosos. Os melhores dentre todas as relações que já tive. Isso fez eu me sentir seguro e me jogar de cabeça.
Mas de repente, da noite pro dia, a notícia de que gostava muito de mim, mas não estava pronta pra se relacionar.
A dor foi grande, me senti indo do Céu ao Inferno (a química dentro do nosso cérebro muda drasticamente, radicalmente).
Respeitei, aceitei e canalizei a dor para fazer por mim mesmo tudo o que me proporcionasse alegria e felicidade plena.
Passaram-se 3 dias e ela me procurou dizendo que estava com muitas saudades e ter se afastado de mim só a fez ficar pior. Que queria continuar sem rótulos (algo que eu não
criei - ela havia me perguntado dias antes se eu gostaria de conhecer seus pais e que pra isso eu precisaria pedi-la em namoro primeiro) e ir mais devagar.
Nesse mesmo dia ela me contou que havia sido diagnosticado com TDAH há 4 anos (hoje ela tem 25).
A partir daí o relacionamento prosseguiu com ela se isolando, eu me confundindo, mas buscando conhecer essa peculiaridade humana.
Foquei meus pensamentos de que essa situação poderia me fazer alguém maior, mais forte, mais maduro e principalmente me ensinar o valor do amor incondicional.
Sentir amor incondicional? Talvez o maior dos meus sonhos. Raros são os humanos que realmente amam, incondicionalmente, sem sofrer.
Mas, estava ali, diante de mim, o exercício, a prova.
Aceitei o desafio, fiquei mal, fiquei bem. Procurei um psiquiatra, me mediquei nos primeiros dias e no momento sigo apenas com TCC (terapia comportamental cognitiva).
A cada dia que se passava, eu me tornava uma pessoa cada vez mais compreensiva, inspirando otimismo e positividade nos pensamentos.
Deixando o jogo da sedução de lado quando ela se isolava, trabalhando minha humildade.
Certa vez pensei que deixando o orgulho de lado e me apoiando na humildade, Deus estaria do meu lado, pois essa energia é ajustada, enquanto o orgulho é coisa do EGO.
E foi bom. Procurei ela e acabamos por ter uma conversa esclarecedora e reconfortante.
A partir daí comecei a me sentir melhor e entender que ela tem as necessidades dela e eu, se quiser ficar ao lado dela, preciso aceitar, compreender e aprender a conviver.
Após 1 mês de relacionamento, o próximo que seguiu foi apenas de trocas de mensagens.
Algumas vezes eu a presentiei, enviando presentes direto pra sua casa. Ela dizia se sentir muito bem quando recebia esse tipo de carinho. Ficava impressionada como um
carinho podia mudar totalmente seu dia. Certa vez, inclusive, percebi que as flores que enviei deixaram ela bem por 1 final de semana inteiro.
E nesse último mês, muito mais procurei ela enviando mensagens reconfortantes do que ela me procurou. E sempre, deixando o orgulho de lado, inspirando otimismo e
positividade nos pensamentos, confiando em minha boa intenção, foram colhidos bons resultados.
Ela ficava impressionada como poderia haver alguém tão compreensivo no mundo. Que eu parecia entender ela. Que eu sou o homem mais maravilhoso que ela já conheceu.
Que se estivesse bem, ficaria todos os dias ao meu lado.
Recentemente, veio o desabafo dela sobre porque estava isolada e não conseguia me ver. Uns kg a mais e ela começou a se sentir gorda. Ficou com vergonha de aparecer pra
mim. E quanto mais tentava sair dessa, mais se afundava consumindo açúcar e procrastinando, o que a deixava cada vez mais desesperada. Que era algo simples de se dizer, mas
difícil de entender. Medo de eu me afastar dela por achar isso uma grande bobagem.
continua...
parte 3...
ResponderExcluirMas vi aonde errei em um comentário acima:
Ana M25 de setembro de 2014 16:48
Pressionar um TDAH não é das melhores ideias. Nós mesmos já damos conta de nos cobrar e pressionar à exaustão e, quando aparece uma cobrança externa, por mínima que seja, ela certamente nos fará explodir, na tentativa de nos livrar rapidamente. Frustrar expectativas alheias é, para nós, muito dolorido. Se você conseguir viver com ele, sem cobranças e com reforço positivo (ao invés de cobrar, ressaltar os pontos positivos dele), creio que pode ter um bom relacionamento! Esperto ter ajudado em algo.
(essa Ana M daria uma boa namorada com TDAH, pois eu vi que ela se esforça em seu auto-conhecimento e eu tenho a compreensão que ela precisa quando quer voltar, rs...)
Enfim... me distanciei... e parei de seguir em todas as mídias sociais... independente do que ela pense, dessa vez eu fiz por mim... pra me ajudar a esquecer.
E dessa vez, por mais que eu saiba que existem outras possibilidades, estou enfiando na minha cabeça que ela pode nunca mais voltar e que eu preciso me amar em primeiro
lugar. Me amar muito. Afinal, ninguém dá o que não tem. E se eu não tiver amor por mim mesmo, como vou conseguir dar amor incondicional pra alguém? (na possibilidade
futura dela voltar e tudo ficar bem, rs... - tá vendo porque preciso de terapia comportamental cognitiva?)
Tá doendo, mas dessa vez estou apoiado em uma decisão dela e não em expectativas geradas em incertezas.
Dói, mas a ansiedade é menor.
To meio depressivo, me isolando do mundo, mas indo contra o que me derruba. Praticando cada vez mais atividades físicas e meditação. E parando de procrastinar certas atividades que me faziam bem, como cuidar das minhas plantas diariamente.
As festas se aproximam, primos e amigos convidando para viagens e eu sem ânimo para decidir. Esse FDS tem casamento de um primo inclusive, em outra cidade e eu ainda não sei se tenho ânimo pra ir.
Sabe o que é gozado?
Parece que os TDAHs são apaixonantes!
Parece que a ausência dos defeitos de casais normais, que causam tantas brigas fúteis e inúteis, tornam eles especiais.
A gente deixa de brigar, pra compreender.
Acho que eles nos ensinam a amar.
E por sentir o amor, queremos mais e mais.
Isso mostra que pra Deus tudo e todos são perfeitos (do latim, feito de amor).
Acho que determinadas pessoas sem tdah, segundo o que buscam na vida, cruzam com um tdah, no momento em que a prova é bem vinda. Para ambos.
Eu pedi pra Deus me fazer grande. Isso nunca foi tão real na minha vida, como agora!
Mas nessa grandeza, criei a coragem que precisava para desenvolver o meu amor próprio e quem sabe o incondicional.
Afinal, ninguém dá o que não tem!
Do contrário, a gente fica querendo colocar o outro dentro de uma caixinha, enquanto deveríamos apenas querer vê-lo bem. Sem esperar nada em troca.
Talvez ela volte... mas acho que não devo mais procurar... por mim... por ela... e pelo relacionamento (se tiver que desenrolar um dia).
Já li que TDAH odeiam os que se rastejam.
Também acredito, que mesmo ela com TDAH, se me amar de verdade, precisará fazer um pouco a parte dela também.
Nunca joguei com ela. E agora não é diferente. Agora realmente acho que estou fazendo o melhor. Cuidando de mim e confiante que brotarão as boas sementes que plantei nesse relacionamento. Seja a colheita com ela ou com a vida.
AAA, li seus comentários e acho que nunca vamos saber se a moça aí agiu com boa ou má intenção. Posso dizer por mim mesma que, mesmo tomando muito cuidado pra não magoar as pessoas, às vezes isso acontece e é sempre sem intenção. Siga nessa linha, aposte em você e, se a história com ela for rolar, vai rolar. A sua colheita por si é mais importante! Abs!
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