COACHING - UMA SUPERDOSAGEM DE RITALINA




O pré julgamento é quase inevitável quando nos deparamos com o desconhecido.
Por mais que tentemos ser isentos ou que não queiramos criar expectativas, acabamos formando opiniões a respeito de quase tudo o que vamos enfrentar ou experimentar pela primeira vez.
Eu não sou diferente. Formei um pré julgamento a respeito do coaching e, como quase todas as opiniões pré concebidas, estava completamente errada.
O coaching tem me surpreendido. Temos, eu e minha coach, prospectado fundo minha vida. Tenho, com orientação da Luciana, buscado fundo tudo aquilo que ao longo desses 50 anos tem transformado minha vida num fardo pesadíssimo de carregar.

A sessão de hoje foi particularmente esclarecedora e motivadora. Conseguimos juntos, identificar vários comportamentos que atuaram - e continuam atuando - para sabotar minha vida. O mais interessante é que, vários deles eu encarava como um raciocínio racional, uma forma de pensar inteligente e/ou incomum. Foi muito legal ir dissecando, ou confrontando, esses raciocínios e enxergá-los da forma como eles são: pensamentos de auto sabotagem com o objetivo de manter-me paralisado, imóvel, nessa vida que só me trouxe insatisfação até hoje.
Outra coisa que identifiquei, foi a forma negativa como me enxergo. Minha opinião própria é muito ruim. Sem perceber, emito opiniões negativas a meu respeito o tempo todo, sobre os mais variados assuntos.
O coaching, e minha coach, também tem sido responsáveis pelo desmanche de uma forma de pensar simplista, quase infantil com que encaro algumas questões. Assim como em outros campos e momentos da minha vida, imaginei que a Ritalina pudesse ser minha princesa encantada; ou melhor, minha fada do dente. Aquele ser mágico, que com um único toque transformaria minha vida da água para o vinho. Isso só existe na ficção infantil. Na minha vida, cabe a mim atuar e transformar, se eu quiser transformá-la. Do contrário, conviverei com minha insatisfação até o fim dos tempos.
Em determinado momento, pesou sobre meus ombros a responsabilidade de carregar sozinho minha própria vida, mas depois, quando discutimos juntos, eu e minha coach, eu consegui enxergar que eu já faço isso; de forma inconsciente e da maneira errada. Com os resultados errados.
Saio da sessão de coaching extremamente motivado, com a mente clara e desperta. O equivalente a uns 200 miligramas de Ritalina. A cada nova sessão me sinto mais responsável e mais capaz de dirigir, sozinho, minha vida. Muito interessante e legal o processo do coaching. E surpreendente.

Comentários

  1. Olá Alexandre, li o seu blog num ATO DE DESESPERO. Estou pesquisando há anos sobre o tema. Tento encontrar um especialista que me ajude, mas as consultas variam entre R$ 700 e R$ 800. Um absurdo!! Mas como arcar com um valor tão alto de uma simples consulta, para uma professora que tem mais conta pra pagar do que dinheiro para receber.Como podem médicos tirar vantagem do sofrimento alheio? Isso é o nosso país. Ouço falar na Ritalina, queria ao menos ter a chance de tomar e tirar minhas conclusões. Me sinto como uma areia movediça "quanto mais eu mexo mais afundo em mim..." Desculpe o desabafo, mas quem melhor que um TDAH para entender outro.

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  2. Alexandre, também estou muito chateada, pois descobri que meu esposo tem TDAH, mas liguei para uma clinica do Rio e para obter um laudo com uma equipe de médicos custa 2.350,00 não temos a mínima condição de pagar esse valor, queria entrar em contato com vc para saber informações de médicos aí em Juiz de Fora, pois da minha cidade até aí deve ser umas 2 horas.Aguardo contato.

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  3. Oi Pat, perdoe-me a demora em responder. Estou em pleno desenvolvimento em uma nova profissão que tem me absorvido demais.
    Em Juiz de Fora, com certeza será mais barato. Acesse os sites da dra.valeriamodesto.com.br e da lucianafiel.com.br; ambas são as artífices de todo o bom momento que estou vivendo. Boa sorte, contem comigo.
    Abraços

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  4. Eu também acho que os preços das consultas e sessões estão muito caros. Eu até tenho vontade de ir a um psicólogo ou psiquiatra, mas tenho dó de gastar dinheiro. Ainda mais que atualmente não sou independente financeiramente.

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