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SEU PARCEIRO É TDAH? VEJA AQUI 7 ESTRATÉGIAS DE CONVIVÊNCIA

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Nota do Autor (Atualizada em 2025): Escrevi estas dicas para responder a uma leitora, mas elas se tornaram uma das bases do blog. Conviver com o TDAH exige uma dança precisa entre paciência e limites claros. Hoje, em 2025, reforço: o transtorno explica muitos comportamentos, mas o tratamento é o que torna a convivência saudável. Se você ama alguém com TDAH, este guia é para você. Uma leitora me pediu algumas dicas de estratégias de boa convivência com o marido TDAH. É algo tão simples que não deu para respondê-la nos comentários, tive que fazer um post inteiro. A primeira estratégia, e a que reputo como a mais importante, é o conhecimento! CONHECIMENTO: Conheça a fundo a doença do seu/sua parceiro(a). Se você conhece os sintomas do transtorno, saberá reconhecê-los quando se deparar com eles. Reconhecerá a procrastinação, a impulsividade, a desatenção, a falta de foco, a eterna insatisfação, a insegurança, a baixa auto estima... Muitas brigas serão evitadas se você, não TDAH...

VIVA A RITALINA! O DIA EM QUE A MÚSICA VOLTOU A TOCAR.

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                                                                       Nota do Autor (Atualizada em 2025): Este relato de 2012 descreve um dos mitos que mais assombra quem recebe o diagnóstico: a dependência química. Ficar sem o remédio por esquecimento me provou que a única coisa que "volta" são os sintomas, não uma crise de abstinência. Lembre-se: Este é um relato pessoal. O TDAH é um transtorno neurobiológico e o tratamento deve ser sempre guiado por um médico. Claro, os detratores da Ritalina vão cair de pau em mim. Aqueles que não acreditam no TDAH também. Mas quem, precisando, já tomou sabe a diferença que faz. Minha namorada diz que o efeito da Ritalina transparece no meu semblante. Pareço até mais jovem. Achei divertido, mas exagerado. Passei uma semana bastante complicada, problemas profissionais,...

TDAH POBRE COITADO

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O "torpor" do TDAH: quando o peso do mundo nos faz sonhar com saídas impossíveis.  Nota do Autor 2026                                                                                              Este post de 2017 toca em um ponto sensível: a regulação emocional. Análises científicas recentes confirmam que a disforia sensível à rejeição e a baixa tolerância à frustração alimentam esses ciclos de "paralisia" descritos no texto. O Padrão Mental da Vítima Ba sta uma situação um pouco mais complicada, basta um pouco mais de pressão e o padrão mental se repete: — E se eu, no auge dessa pressão a que estou submetido, tivesse um infarto ou um AVC? Seria perfeito, todos os problemas cessariam... Quem de nós jamais se fez de vítima , que atire a primeira pedra...

O TDAH E A MENTE INCONTROLÁVEL

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Enquanto o corpo permanece na sala, a mente percorre caminhos imprevisíveis — entre atenção, emoção e dispersão. Nota do Autor (Atualizada em 2025): Este texto foi escrito "dentro" de uma palestra, enquanto minha mente lutava para se manter presente. Decidi mantê-lo assim, fragmentado, porque é exatamente assim que o cérebro TDAH funciona: um rio caudaloso de pensamentos que nunca seca. Hoje, entendo que essa "Nárnia" mental é exaustiva, mas também é onde nasce nossa criatividade. Se você se perde no tempo e no espaço como eu, este relato é para você. A Voz que Desaparece Aos poucos a voz do palestrante vai desaparecendo e meus olhos apenas veem seus lábios se movimentando. Já não estou mais ali, pelo menos mentalmente. Começo a imaginar esse post enquanto assisto a uma palestra. Ocasionalmente volto e ouço fragmentos do que ele diz, suas próprias palavras te m o dom de me despertar a mente para outros assuntos. E sigo divagando... Lembro-me de que sempre assisti ...

TDAH DE CABEÇA ERGUIDA

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Volta e meia surgem comentários no blog contra a existência ou contra a necessidade do tratamento do TDAH. Respeito a todos e não apago nenhum desses comentários, respondo-os e deixo muito clara a minha opinião. Hoje recebi um comentário sobre minha resposta num post anterior; nela o Anônimo dizia que o importante era viver a vida. Depois de 47 anos de sofrimentos descobriu-se TDAH e agora vive a vida de cabeça erguida. Essa é a questão; de cabeça erguida! Ser TDAH não desmerece ninguém, não condena ninguém, não diminui ninguém. Só torna nossa vida mais difícil e complicada. Em absoluto me envergonho de ser TDAH; se me envergonhasse não assinaria meu próprio nome nesse blog e muito menos contaria as mazelas da minha vida para milhares e milhares de pessoas. Não; muito pelo contrário, acho que ser TDAH valoriza a minha vida, minhas conquistas e minha trajetória. Supero as barreiras que todos enfrentam e mais aquelas que o meu TDAH me impõe. Noutros comentários, as pessoas ...

O TDAH COBRA A CONTA

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Já escrevi, no mínimo, três posts sobre a necessidade de nos perdoarmos dos erros cometidos no passado. Em dezenas de outros posts menciono essa atitude como fundamental para um bom convívio com o TDAH. Mas tem momentos em que isso é muito difícil. Meu primeiro registro na Carteira de Trabalho data de 01/03/1979. Exatamente, trinta e oito anos, três meses e vinte e três dias. Nesse período o Brasil teve nove presidentes - um morto e dois depostos - seis moedas, retomou a democracia e as eleições diretas, ganhou duas copas do mundo, perdeu Ayrton Senna, Elis Regina, Gonzaguinha, Renato Russo, Cazuza... Perdemos o rumo e nossa identidade como povo;  conhecidos como uma população cordial, nos tornamos violentos e intolerantes. O mundo mudou demais em trinta e oito anos; foram quatro papas e infindáveis presidentes e primeiros ministros. Incontáveis guerras e conflitos, muitos deles em nome de Deus. Ou usando-o como desculpa. Tsunamis, vulcões, desastres aéreos... E o onze ...

TDAH: NINGUÉM MANDA EM MIM, NEM EU MESMO...

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Nota do Autor (2026) Escrevi este texto para ilustrar a natureza indomável do cérebro com TDAH. Muitas vezes, a ruptura não é uma escolha consciente, mas uma resposta a um sistema neurológico que satura e explode. Entender essa dinâmica é o primeiro passo para não se tornar refém das próprias reações. A frase original e completa é: "Minha família já sabe, ninguém manda em mim. Nem eu mesma." Essa frase, dita por uma amiga, é um primor de definição do TDAH. Ninguém manda em um TDAH. E não é por arrogância ou rebeldia; somos "dirigidos" por nosso curto-circuito cerebral. Podemos seguir as regras obedientemente por muito tempo. Mas um dia, sem nenhum aviso prévio, aquela regra se torna um acinte. E não a obedecemos mais. Ainda que isso custe um emprego ou um relacionamento, nada impede a ruptura. A Subversão do Comportamento Nosso cérebro subverte nosso comportamento, nossas convicções e nossos sentimentos de uma hora para outra. Para quem não tem o transtorno, isso as...