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TDAH: VIVA A DIFERENÇA!

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  Quem acompanha esse blog sabe que eu não defendo as  'vantagens de ser TDAH'. São tão poucas e tão menores do que as desvantagens...   Mas numa época que se fala tanto em respeito às diversidades, jamais vi tanta intolerância com quem pensa e age diferentemente da maioria.   E nós, TDAHs, muitas vezes somos diferentes; inconscientemente diferentes.   E nessa época de intolerância , costuma aflorar uma característica meio kamikaze de nossa personalidade: Enfrentar os críticos. Eu pelo menos adoro...   Isso é gasolina nas chamas da intolerância.   Hoje prega-se a justiça pra se manter as desigualdades; discursa-se pela mudança que traga apenas o velho de volta.   Eu exijo o sagrado direito de ser diferente!   Quero saltar do rebanho sem ser patrulhado pelos donos da verdade.   Não aceito mais apelidos; não aceito mais sorrisos de falsa cumplicidade; não aceito que mudem de assunto quando falo...

O TDAH E O AMOR ETERNO: BODAS DE PRATA TDAH - É RARO, MAS ACONTECE.

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Cenário das Bodas de Prata de Walter e Simone " Nota de Atualização (Dezembro de 2025): Revisitando esta reflexão de 2016, percebo como a busca por estímulos do TDAH pode ser confundida com falta de afeto. Mas, como mostram os amigos Walter e Simone, o segredo não é a busca pela novidade em outras pessoas, mas a descoberta da intensidade dentro do mesmo relacionamento. O amor para o TDAH exige foco, mas quando encontra um porto seguro, torna-se a base necessária para a nossa estabilidade em todas as outras áreas da vida." A Mente Inquieta e o Desejo de Tudo Quanto dura a eternidade para um TDAH? Quanto dura aquele amor que juramos eterno? Estamos preparados para amores duradouros? Podemos viver com apenas um parceiro? Nossa mente inquieta e insatisfeita sempre sonha com vários parceiros; não, vários ainda é insuficiente, sonhamos com todos. Com os possíveis e mais ainda com os impossíveis; sonhamos com aqueles que podem nos fazer mais felizes, mas também com aqueles qu...

TDAH, NUNCA SE ENTREGUE! O GUIA PARA VENCER A AUTOSSABOTAGEM.

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Nota do Autor 2026 : Esse texto completa dez anos em fevereiro de 2026. Atualizo seu formato sem alterar nada em seu conteúdo,  não lutamos contra o transtorno, mas com ele, aprendendo a domar a força que nos derruba para que ela mesma nos levante. Ponto de Partida: A Aceitação Chega de lamentações! Afinal, temos uma doença incurável; porém tratável! Mas o tratamento não tem o mesmo efeito para todos... Mas o TDAH nos permite alternativas de sobrevivência, de evolução, de melhora na qualidade de vida. Como? Em primeiro lugar: Aceite-se TDAH. Você nasceu assim e acabou. Em segundo lugar: Conheça-se! Parece idiota, infantil, papo de auto ajuda, mas não é. Quem é você e quem é o TDAH na sua vida? A partir do momento em que você é diagnosticado como portador de TDAH mergulhe no conhecimento da doença, seus sintomas e as alterações que ele causa. Quando você conhece a doença, você passa a enxerga-la na sua vida, nas suas atitudes, nos seus sentimentos. O próximo passo é uma re...

TDAH EM PONTO DE MUTAÇÃO

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Não sou inconstante, sou mutante. Metamorfoseio-me a cada nascer do sol. Não mudo de ideia ou de opinião; mudo de alma. Mudo de valores, de dores, de amores, de vida, de intenções... Mas mudo, principalmente, de mim mesmo. Não consigo ser o mesmo de ontem, aquela pessoa extinguiu-se com a luz do sol. Quem hoje abre os olhos ao amanhecer pouco se recorda daquele que deitou-se na noite anterior. Parece piada, figura de linguagem... Mas não! Esse sou eu. Guardo as experiências vividas, os sentimentos vivenciados, os aprendizados adquiridos num cofre inexpugnável dentro de mim; somente através de uma fresta consigo recuperar centavos daquilo que deveria saber. Tal qual um menino que 'rouba' as moedas de seu pequeno porquinho de plástico. Com um pouco de sorte em determinados dias consigo extrair um pouco mais; noutros, como esqueci qual a maneira mais eficiente de extrair moedas, acabo chacoalhando-o nervosamente e me contento com parquíssimas migalhas caídas ao léu. E qu...

O TDAH E A TRAGÉDIA QUE LIBERTA

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Todo TDAH sonha com soluções mágicas pra vida. Mas não sonhos comuns como ganhar na mega Sena ou encontrar um pote de ouro no fim do arco-íris.  Não, esse tipo de sonho soluciona a questão financeira, mas não desaparece com a angústia que nos aperta o coração; não aquieta a mente desvairada que salta de um assunto a outro, de um desejo a outro até quase o esgotamento; ganhar dinheiro não apaga o nosso sentimento de culpa ou elimina a absurda sensação de inadequação - um sentimento de estar sempre na hora errada, no lugar errado e dizendo coisas inapropriadas. Todos queremos ser ricos, ou pelo menos livres das aflições financeiras, mas isso não minimiza a impulsividade nefasta; a grana por si só não é capaz de equilibrar nosso humor instável; muito menos apaziguar os constantes sobressaltos que sofremos ao menor ruído.  Como a Mega Sena poderá restaurar nossas memórias claudicantes?  Talvez o dinheiro até multiplique os projetos abandonados... Não! Nossos sonhos m...

O TDAH E BENTO RODRIGUES

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TDAH é uma mistura de milagre com desastre. O milagre do renascimento. O milagre da superação. O milagre da volta por cima. O milagre prenhe do desastre! No silêncio do amanhã repousa pacientemente o próximo desastre. Não tem remédio; não tem terapia; não tem tratamento. O desastre virá! Mas virá mesmo? Não é possível impedi-lo? Claro, sempre é possível. Mas é preciso percorrer um longo e árduo caminho. É preciso aprender a enxerga-lo; antevê-lo; entendê-lo. Precisamos levantar o véu do presente imediato e vislumbrar as consequências futuras. Talvez  não vejamos o próximo desastre com a devida gravidade, por que confiamos excessivamente de que o milagre da recuperação virá. Mas e se um dia ele não vier? E se o desastre atingir proporções Mariânicas? Aquele tipo de desastre que inicia arrasando uma pequena vila e vai agigantando-se até contaminar o oceano, deixar um rio à beira da morte e populações inteiras sem água e sustento! E tudo por negligência! Tudo por n...

O TDAH PRECISA DE AJUDA

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Conversando com a amiga Ana Paula de BH, soube que ela havia contratado uma organizadora para 'destravar' um trabalho que precisava fazer, mas que vinha procrastinando a tempos. Até aí, normal para um TDAH. O que me chamou atenção nisso tudo foi quando ela disse que só agiu após "reconhecer que precisava de ajuda externa". Sim, parece tão simples; mas não é. Parei de fumar em julho de 1998 após 24 anos de dependência absoluta do cigarro. Tentei parar inúmeras vezes, algumas delas com êxito de até uma semana. Mas sempre voltava. Só comecei  parar de verdade quando reconheci que sozinho jamais iria conseguir. E esse reconhecimento foi a chave para o sucesso; procurei ajuda especializada e parei definitivamente. Esse foi o caso da Ana Paula. Por meses ela lidou com esse trabalho de reorganização de sua vida profissional sem sucesso. Por várias vezes levantou pela manhã decidida a resolver tudo de uma vez por todas. Só que não! O desânimo se apoderava, a procrast...