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O TDAH E OS PROJETOS ABANDONADOS

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Um comentário no blog dizia que deixar projetos inconclusos consome energia, desgasta... Deve desgastar mesmo, principalmente se a pessoa tem consciência de que o deixou sem conclusão. Não com um TDAH. E aí reside a principal confusão que um não TDAH faz ao tentar nos ajudar. Não temos consciência de que abandonamos os projetos, simplesmente eles são substituídos por novos sonhos, por novos projetos, por novas sensações... O projeto é sabotado por uma série de comportamentos erráticos que tomamos ao longo de sua construção. O abandonamos por que cansamos dele, por que enjoamos, por que o legal é projetar e não concluir. O sonho é  mais importante do que a obra. Muitas vezes elaborar o projeto já sacia o desejo por ele, não é necessário concluí-lo. O que sabota um projeto é a infinidade de caminhos mentais que se abrem durante sua elaboração. A cada passo, novas emoções se nos oferecem, são novas janelas, com novas e interessantes paisagens; que por sua vez, se abrem par...

TDAH NÃO É DESAJUSTE PSICOLÓGICO

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(Tirinha extraída do blog Jornal Tdah Dda) Em quase todos os posts eu recebo comentários bem intencionados de como melhorar nossas vidas através de atitudes, pensamentos, leituras, técnicas de memorização, meditação,etc, etc, etc... Claro, todas elas ajudam, auxiliam, reforçam, mas o que as pessoas não entendem é que NÓS NÃO TEMOS O CONTROLE TOTAL DAS NOSSAS MENTES. De nada vale um conselho para eu me organizar, pra limpar as gavetas, pra me livrar da culpa, minha mente não pensa assim; e pronto. Existem coisas que fiz no passado de que me envergonho até hoje; algumas são idiotas, infantis, mas quando lembro delas me sinto incomodado. Outras graves, de que me arrependo, mas não consigo esquecê-las. Não controlo isso. Locais que frequento, pessoas que convivo, músicas, livros, filmes, tudo isso me reporta àquele período da vida em que cometi esse ou aquele erro. Como controlar isso? É igual abandonar um vício, tudo te lembra o maldito... Alie-se a isso a culpa inerente ao TD...

TDAH: O QUE FAZER QUANDO NÃO SE PODE TOMAR RITALINA?

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"Quando a química falta, o autoconhecimento e o direito ao tratamento tornam-se os novos pilares."                      Nota do Autor 2026 Em 2026, o acesso judicial a medicamentos de alto custo para TDAH se tornou mais comum, mas a base continua sendo o que escrevi: conhecer sua própria mente. Sem entender como seu TDAH opera, remédio nenhum faz milagre sozinho. Lembrando que não sou médico ou psicólogo, sou um portador que relata sua própria experiência e sentimento. A Paula é hipertensa, não pode tomar Ritalina . A família da Maria do Carmo não a suporta quando está sob tratamento. E o Venvanse , a única opção ao Metilfenidato , é tão caro que impossibilita a grande maioria das pessoas de tomá-lo. E aí, o que fazer? Aceit o sugestões em nome de ambas... O Pilar do Autoconhecimento Na minha medíocre opinião, o que precisa ser feito é transformar aquilo que é complemento do tratamento medicamentoso em seu pilar central. TCC (Terapi...

UM TDAH SEM RITALINA: O RISCO DE INTERROMPER O TRATAMENTO POR CONTA PRÓPRIA.

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 "Sem o tratamento adequado, a vida se torna pesada, lenta e pegajosa." Nota do Autor 2026:  A  arrogância é um grande inimigo no tratamento do TDAH. A medicação é a ferramenta que mantém toda a engrenagem funcionando. Tentar ser produtivo sem ela é como tentar nadar em areia movediça. Sei lá por que, ou quando, achei que a Ritalina não estava fazendo mais efeito. Decidi do alto da minha sapiência e arrogância (sem consultar minha médica) que eu iria suspender meu medicamento. E assim fiz. Por coincidência co meçara alguns meses antes a tomar um complexo vitamínico, o Centrum Select; minha médica me disse que isso poderia me ajudar a me manter sem a Ritalina , quando a informei que já estava há uns três meses sem remédio. A Sabotagem Silenciosa Mas o TDAH é ladino, inteligente. Os sabotadores que me fizeram acreditar que a Ritalina era desnecessária, me ajudaram a esquecer de comprar o Centrum. Passei a tomá-lo com enormes intervalos e passava semanas sem tomar quand...

TDAH CONTRA O TEMPO

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Os minutos escorrem pelas mãos, as horas evaporam diante dos olhos, os dias se consomem sem que percebamos. E o ano passou... E a vida passou... E nos escapou... Adiamos projetos, postergamos sonhos, relevamos prioridades... Sempre pode ser para amanhã... A semana que vem ainda está tão distante! Planejar? Como, se tudo parece inatingível, longínquo... Mas chega; nos atropela, e ficamos ali, atordoados, incrédulos, atônitos. Abalroados por uma realidade que chegou de chofre, sem nos avisar, subitamente, saltando dias, engolindo horas... Ahhh, o tempo! Esse facínora que nos rouba as delícias da procrastinação; esse inimigo que tanto nos subtrai da vida. Como é difícil nossa convivência: Nunca sabemos quando está longe ou próximo. Qual o tempo de adiar, quando urge, ou simplesmente quando é hora de viver o presente. Deixe estar; uma hora haveremos de dominá-lo, prendê-lo e trazê-lo para o nosso mundo. Um mundo de pequenas urgências e grandes adiamentos, mas que fun...

TDAH: UMA VIDA JOGADA NO LIXO?

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Recebi o email da Adriana dizendo ter quarenta e um anos de vida jogados no lixo, em razão do TDAH. Forte, não? Isso me impressionou muito. Então eu tenho cinquenta e quatro anos jogados no lixo também? Afinal, mesmo sob tratamento, temos uma doença incurável e o máximo que conseguimos é amenizar alguns dos sintomas. Tudo bem então, quem se trata não tem a vida atirada no lixo, mas ela fica ali perto, caída ao lado da lixeira; sujeita às mesmas contaminações e aos mesmos desprezos dedicados ao lixo. Seria isso a minha vida? A nossa vida? Não me conformei com isso. Com certeza alguns anos, determinados períodos, são dignos de serem atirados na primeira lata de lixo que aparecer. Mas todos estamos sujeitos a isso na vida, mesmo aqueles não portadores de TDAH. Mas quando olho pra trás, acho até que fiz muita coisa da minha vida. Afinal, carrego nos ombros(ou na minha cabeça) meu principal inimigo; ainda assim estou aqui; de pé, me preparando para novos desafios. Jamais ...

TDAH - A PRIMEIRA VEZ A GENTE ESQUECE...

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A primeira vez a gente nunca esquece? Pois eu não me lembro nem da primeira, nem da segunda, nem da terceira... Quantas vezes abro um celular para consertar e parece que nunca o vi na vida... É estranho, mesmo que eu já tenha solucionado problemas semelhantes, sempre me parece que é a primeira vez. De repente, um insight me faz lembrar que já passei por aquilo, e que talvez eu a tenha registrado em algum lugar. Agora, nesse exato instante, enquanto escrevo esse post pensei em uma forma de auxiliar minha memória: filmar meu trabalho e salvar no youtube. Pena que vou me esquecer de que pensei nisso. Ou então, vou gravar os primeiros dez aparelhos que eu consertar, e depois me esqueço; outra possibilidade é que, posso filmar, salvar no youtube, e não registrar quais os celulares filmei e depois não conseguir encontrá-los... Enfim, um caos! Assim é a minha vida, um eterno recomeço. Claro, as linha gerais eu me lembro, mas aquele detalhe, aquele macete que facilita e faz a difer...