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O TDAH, A PERFEIÇÃO E O PERFECCIONISMO

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Alguns dias atrás escrevi um post sobre a perfeição. Nele eu dizia que nós TDAHs não deveríamos almejar ou não almejamos a perfeição, mas sim o suficiente ou o razoável. Não queremos a perfeição, queremos apenas concluir o necessário; eu disse naquele post. Num dos comentários, um atento leitor chamou minha atenção para um post meu de maio do ano passado. Nele eu abordei o perfeccionismo. Aparentemente eu dizia o oposto do que disse acima. Mas não! Quando eu abordei a questão do perfeccionismo, eu chamei a atenção para uma auto sabotagem em nossas tarefas, nossos sonhos. Para exemplificar: eu amo escrever. Tenho vários esboços de livros, para adultos e crianças. Um livro de contos inteiro; e um esboço, ou um rascunho de um romance que é minha grande paixão. Pois é, o perfeccionismo do TDAH entra aqui. Esse livro jamais estará pronto, nunca atingirá o ponto de me satisfazer por que eu sonho em ser prêmio Nobel de literatura; e não apenas escrever um livro. Eu quero ser um Gab...

O TDAH E AS PERDAS

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Viver é perder! A cada escolha pressupõe-se uma perda. A cada passo adiante, deixa-se algo para trás. A cada passo atrás, deixa-se de ganhar algo que viria adiante. Alice, minha amiga do excelente blog: ALICE LUTA DIARIAMENTE CONTRA OS JAGUADARTES, retornou ao blog com um texto triste e sofrido. Perdeu uma amiga amada, mudou de emprego e cidade, afastou-se da família e dos amigos. Quanta perda... Fiquei pensando nisso. Quanta perda; a família que ficou, o emprego que já conhecia, a cidade a qual já estava acostumada, isso sem falar na perda de uma pessoa amada que é insubstituível, mas nunca é por nossa escolha. E estou me perguntando: Como escolher? O que é perda ou ganho? Alice conseguiu um novo emprego, um novo desafio, novos horizontes e a possibilidade de novas conquistas. Mas como abrir mão das histórias e pessoas passadas? Largar tudo e seguir é um ato de impulsividade? Ou ficar e abrir mão de possíveis novas conquistas é um ato de covardia e medo? Largar uma pseudo ...

TDAH EM FUGA DA VIDA...

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Uma palavra... Um gesto... Um silêncio... Pouca coisa, quase nada. E nosso mundo desaba... Pernas e braços adquirem um peso jamais sentido. Mover-se é um desafio. Parecemos viver em câmera lenta num mundo que segue a mil por hora. O teto parece querer nos esmagar; até respirar parece difícil. Fugir nos parece a única alternativa. Mas fugir pra onde? Fugir de quem? E a vida? E as responsabilidades? E os filhos? E os pais? E vamos nos arrastando. O causador, ou causadores, daquele estado de ânimo deplorável parecem continuar flanando alegremente pela vida; completamente alheios ao enxovalhamento causado em nossas almas. É isso! Na alma! Não é um desânimo apenas físico, não! A alma está ferida! A mente está entorpecida! O que fazer, meu Deus? Agrido? Emudeço? Aceito? Um confronto titânico agita a nossa mente. Agredimos e podemos perder o emprego. Falamos umas verdades e os companheiros/ companheiras nos abandonam. Recordamos que, da última vez que isso aconteceu, ...

O TDAH NUMA EXPLOSÃO DE FANTASIA

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Onde mora a realidade em mim? Em algum pequeno escaninho de minha mente, penso eu. De resto... Sou fantasia! Em alguns períodos, chego a crer que a realidade venceu, derrotou a fantasia. Qual nada! Como fênix, a fantasia renasce e toma seu lugar em minha mente. Não sou real, não nasci para a acre realidade. Minha mente é um caleidoscópio de inebriantes imagens, palavras e sentimentos desconexos, irreais, mas que se concatenam criando sonhos carnavalescos e luxuriantes. Ah, que alegria sentir minha alma invadida pelas imagens oníricas do TDAH. Um sentimento de alegria, quase euforia, me invade o peito. Uma enorme vontade de sair correndo, abraçando a tudo e a todos. O sonho me faz viver! Aí dirá meu lado real: cuidado, isso é uma auto sabotagem! Ao que responderei: auto sabotagem é a minha realidade; o meu trabalho; meu dia a dia. Não vou me desconectar. Não é isso! Apenas terminei de ler um livro fantasioso, irreal e inacreditável, como eu sou. Como é o meu TDAH! Como é m...

TDAH - AMANHÃ SERÁ DIFERENTE...

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Não sei por que me imobilizo. Deixo-me parar e observar a vida de longe. Cumpro com extrema responsabilidade e empenho com minhas obrigações. E só. O resto, vejo seguir ao longe... Já não participo da vida política, no passado participei de partidos políticos e campanhas presidenciais. Hoje não me imagino fazendo isso. Não pratico esportes. Joguei futebol, lutei judô, fiz atletismo e natação. Hoje limito-me a assistir futebol pela TV. E só futebol. Já gostei de vôlei, desinteressei-me, fórmula um também. Já passei fins de semanas inteiros diante da TV assistindo filmes. Hoje, quase não os assisto, desinteressei-me. Quando vejo, até gosto e penso em assistir mais; só penso. Já fui extremamente sociável. Já tive a casa cheia de amigos. Saía muito. Hoje, não mais. Prefiro ficar sozinho, na minha casa. Quebrar a inércia é quase impossível. Uma missão hercúlea, digna de um semi Deus. Mesmo no trabalho, existem coisas que me paralisam, imobilizam... Não consigo ser multifac...

O TDAH EM QUEBRA CABEÇA

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Como num quebra cabeça interior, milhares de pecinhas que se encaixam- ou não – formando um todo absolutamente incoerente. Parte Vesúvio; outra, lago dos cisnes. Parte luxúria; outra, religião. Cabeça racional; coração, explosão. Olhos imperscrutáveis; alma em exposição. Mãos crispadas de ódio; pés dançando de júbilo. Coração apertado de medo; peito aberto que enfrenta. Raciocínio lógico; atitude infantil. Alma sangrando; sorriso que brilha. Olhar ao longe; pés que retroagem. A vida pela frente; comportamento, destruição. A vida destruída; comportamento, ressurreição. Onde todos se entregam; levanto-me do chão. Quando tolda-se a lua; rompo o breu. Quando vem a calmaria; encapelo-me. Quando tudo parece findar; Reinvento-me. Recomeço-me. Reencontro-me. Reformo-me Reviro-me. Retomo-me Realimento-me Renasço-me. Enfim...

TDAH ASSOBERBADO

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Esta é a quarta tentativa de post de hoje. Os outros três tinham um cunho negativo e de auto flagelação por falhas recentes. E comportamentos negativos... Mudei de ideia. Estou afastado do blog e me recrimino por isso. Estou afastado do sax e me recrimino por isso. Estou muitíssimo recluso e me recrimino por isso. Mas por que estou assim? Fui promovido na empresa em que trabalho. Estou em treinamento e avaliação nas últimas cinco ou seis semanas. Antes fazia um trabalho operacional externo, com liberdade e pouca cobrança; hoje, sou responsável por uma unidade da empresa e todos os problemas que isso acarreta. Interessante que na função para a qual fui contratado, não consegui o êxito que esperávamos, eu e meu empregador. Apesar disso fui promovido por minha dedicação, seriedade e, sempre segundo meu empregador, por ter vestido a camisa da empresa. Fui guindado a uma função muito mais abrangente do que a que exercia anteriormente, e ao contrario daquela, essa nova função me ...