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AFOGANDO-SE EM TDAH

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Afogamento; creio ser essa a melhor figura de linguagem para descrever aqueles momentos em que, mesmo sob tratamento, afogamo-nos no TDAH. De repente, a vida que caminhava bem, desanda; a memória falha de tal maneira que nos esquecemos, até mesmo, de tomar os remédios. Todo aquele esforço que fizemos para esconder a desatenção cai por terra após uma desastrosa sequência de falhas infantis. A velha concatenação de fatos ressurge com toda a sua força: falhas de memória, queda de produtividade, desânimo, desespero, e a vida afunda no TDAH. Enquanto a vida submerge nas velhas estruturas do TDAH,tentamos desesperadamente nadar de volta à superfície. O desespero é um péssimo companheiro; parece que quanto mais lutamos, mais submergimos. Ao redor, o oceano infinito das derrotas conhecidas e experimentadas. E o silêncio! O silêncio que precede à morte. A enésima morte em vida. A derrota parece inexorável; crônica de uma morte anunciada, porém, inevitável! E de repente, uma pequena...

O TDAH E OS ACIDENTES DE TRÂNSITO

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Acabei de ler no UOL, os resultados de uma pesquisa que relaciona o portador de TDAH sob tratamento e a redução dos acidentes de trânsito. Um estudo publicado na revista científica JOURNAL OF THE AMERICAN MEDICAL ASSOCIATION PSYCHIATRY, realizado com 17000 ( dezessete mil ) pessoas entre os anos de 2006 e 2009 constatou que o HOMEM portador de TDAH quando medicado com os remédios indicados para o tratamento do transtorno, se envolve 41% menos em acidentes de trânsito do que aqueles portadores não tratados. Esse estudo financiado pelo CONSELHO SUECO DE PESQUISA e pelo INSTITUTO NACIONAL DE SAÚDE INFANTIL E DESENVOLVIMENTO HUMANO DOS ESTADOS UNIDOS (NICHD) traz questões importantíssimas sobre o TDAH, que vão muitíssimo além da questão do trânsito, foco do estudo. Em primeiro lugar, mostra o quão nós brasileiros somos atrasados, também, na questão do TDAH. Enquanto chovem comentários, perguntas e insinuações - nesse blog - sobre a não existência do TDAH, no exterior órgãos...

O QUE É SER TDAH?

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É ser luta. Derrota ou vitória, jamais entregar-se. É ser dor. Ainda que na alma, jamais entregar-se. É ser intenso. Ainda que esgotem-se as forças, jamais entregar-se. É ser mutante. Ainda que fechem-se os caminhos, jamais entregar-se. É ser queda. Ainda que pareça definitiva, jamais entregar-se. É ser paixão. Ainda que queime, jamais entregar-se. É ser fogo. Ainda que consuma, jamais entregar-se. É ser gelo. Ainda que quebre, jamais entregar-se. Enfim, TDAH é isso. Um caleidoscópio de emoções. Um sem número de vidas em uma única vida. E jamais entregar-se.

TDAH EM MUDANÇA CONSTANTE

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Magalhães Pinto disse certa vez que a política é como a nuvem, a cada vez que você a olha ela está de um jeito. Eu sou como as nuvens. Lindo isso né... Já fui comunista, capitalista, ateu, empresário, comerciário, bancário... Já sofri por muito pouco, já fiz sofrer; mesmo quando não tinha intenção de fazê-lo. Já amei e odiei a humanidade. Sonhei com meu consultório médico; sonhei com meu escritório de advocacia; sonhei com minhas turmas de alunos de história e filosofia. Mas não ficou só nisso; sonhei com uma mega livraria; sonhei com uma rede de lojas de tintas; sonhei com uma vida de andarilho pelo mundo afora. Eu e meu sax! Alguns desses sonhos conquistei; outros, estive muito próximo e atirei fora. Mas acima de tudo, jamais me entreguei. Comecei uma nova profissão aos cinquenta anos, uma que jamais imaginei exercer - e me apaixonei -mas tive de interrompê-la contra minha vontade; mas por minha culpa. Não me assusto mais se acordo uma nova pessoa a cada manhã, e ao dormi...

FELIZ ANO NOVO, TDAH!

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Feliz Ano Novo! Desejo que em 2014 você se aceite! Que você se perdoe! Que você se trate! Desejo, sinceramente, que no ano novo você abrace o novo. E que esse novo seja você mesmo! Deixe de se criticar; deixe de se diminuir; deixe de se desvalorizar. Abrace com carinho e admiração esse ser humano que a tantos anos luta para ser respeitado; abrace esse ser humano valente e destemido que se reergueu um sem número de vezes, mesmo quando a queda parecia definitiva. Deseje a essa pessoa que você acaba de descobrir, que ela enfim reconheça seu próprio valor e não se sinta mais inferiorizada. Abrace essa nova pessoa e descubra o quão sensível, carinhosa e legal ela pode ser. Basta que você a enxergue. Desejo que você procrastine suas dores, que você seja impulsivamente feliz, e que você esqueça -completamente -  tudo aquilo que te fez triste e inseguro. Mas não vamos nos esquecer de 2013; deixe para o ano velho, como presente, todos os seus medos. Mesmo aqueles mais profu...

TDAH: EU NÃO CONSIGO SAIR DE MIM MESMO

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O que nos leva, Walter Nascimento, a ficar paralisados num sofá, diante da TV, ou simplesmente inventar um motivo qualquer para não conviver com pessoas de quem gostamos? E por que, Walter, as pessoas não respeitam nossa vontade de recolhimento? Ao contrário, insistem em nos chamar, em reforçar nosso constrangimento. Sempre tem alguém que se julga especial ou diferente, que acha que seus argumentos farão a diferença; e insistem ainda mais. Eu não sei com você, amigo Walter, mas comigo, quanto mais insistem, mais eu empaco. Sim, esse é o termo, empacar. Como um burro velho, eu empaco e nada, nem ninguém, me faz mudar de ideia. Mas por quê? Não sei. Costumo usar a expressão 'preguiça de gente' pra definir essa necessidade de isolamento, essa vontade de não ir a encontro de pessoas que, como você disse em seu comentário, eu posso nutrir um carinho especial. E o pior, Walter, essa inércia não é indolor. De maneira alguma; não ir ao encontro dessas pessoas dói, incomoda,...

O TDAH ESTRANGEIRO

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Não pertenço a esse mundo; muito menos a esse tempo. Não pertenço a esse corpo; muito menos a essa alma. Estrangeiro de mim mesmo. Deslocado de minha vida, vasculho mundos, almas, tempos que me caibam. Sequer sonho em ser acolhido, no máximo ser aceito. Deixar de ser estrangeiro. Deixar de ser deslocado. Deixar de ser pitoresco. Deixar de ser reconhecido. Atingir a finalidade suprema: ser anônimo. Imperceptível. Invisível. Apenas ser... Sem rótulos.