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FELIZ ANO NOVO, TDAH!

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Feliz Ano Novo! Desejo que em 2014 você se aceite! Que você se perdoe! Que você se trate! Desejo, sinceramente, que no ano novo você abrace o novo. E que esse novo seja você mesmo! Deixe de se criticar; deixe de se diminuir; deixe de se desvalorizar. Abrace com carinho e admiração esse ser humano que a tantos anos luta para ser respeitado; abrace esse ser humano valente e destemido que se reergueu um sem número de vezes, mesmo quando a queda parecia definitiva. Deseje a essa pessoa que você acaba de descobrir, que ela enfim reconheça seu próprio valor e não se sinta mais inferiorizada. Abrace essa nova pessoa e descubra o quão sensível, carinhosa e legal ela pode ser. Basta que você a enxergue. Desejo que você procrastine suas dores, que você seja impulsivamente feliz, e que você esqueça -completamente -  tudo aquilo que te fez triste e inseguro. Mas não vamos nos esquecer de 2013; deixe para o ano velho, como presente, todos os seus medos. Mesmo aqueles mais profu...

TDAH: EU NÃO CONSIGO SAIR DE MIM MESMO

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O que nos leva, Walter Nascimento, a ficar paralisados num sofá, diante da TV, ou simplesmente inventar um motivo qualquer para não conviver com pessoas de quem gostamos? E por que, Walter, as pessoas não respeitam nossa vontade de recolhimento? Ao contrário, insistem em nos chamar, em reforçar nosso constrangimento. Sempre tem alguém que se julga especial ou diferente, que acha que seus argumentos farão a diferença; e insistem ainda mais. Eu não sei com você, amigo Walter, mas comigo, quanto mais insistem, mais eu empaco. Sim, esse é o termo, empacar. Como um burro velho, eu empaco e nada, nem ninguém, me faz mudar de ideia. Mas por quê? Não sei. Costumo usar a expressão 'preguiça de gente' pra definir essa necessidade de isolamento, essa vontade de não ir a encontro de pessoas que, como você disse em seu comentário, eu posso nutrir um carinho especial. E o pior, Walter, essa inércia não é indolor. De maneira alguma; não ir ao encontro dessas pessoas dói, incomoda,...

O TDAH ESTRANGEIRO

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Não pertenço a esse mundo; muito menos a esse tempo. Não pertenço a esse corpo; muito menos a essa alma. Estrangeiro de mim mesmo. Deslocado de minha vida, vasculho mundos, almas, tempos que me caibam. Sequer sonho em ser acolhido, no máximo ser aceito. Deixar de ser estrangeiro. Deixar de ser deslocado. Deixar de ser pitoresco. Deixar de ser reconhecido. Atingir a finalidade suprema: ser anônimo. Imperceptível. Invisível. Apenas ser... Sem rótulos.

O TDAH DILACERADO!

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Castelos na areia... Perenidade efêmera... Eternidade passageira... A longevidade de um átimo... A espessura do vento... O calor glacial... Um freio no tempo... Esse sou eu! Ergo castelos na areia e torço contra as ondas, e o vento, e a chuva. Invisto no efêmero e espero que seja perene. Tantas expectativas... Tanta ansiedade... E a onda chega... E o vento ruge... E a chuva corrói... Sob o manto glacial do meu rosto a raiva ferve... Arrependo-me pela enésima vez ... Anseio atirar-me contra o tempo... Anseio atirar-me contra o vento... Anseio atirar-me contra o mar... Mas só consigo atirar-me contra o muro... De novo, o muro... De novo... O muro... E como dói...

O TDAH AUSENTE

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Não me acuse de ter Déficit de Atenção. Nada disso. Eu não me esqueci daquilo que você disse outro dia; eu não estava lá. De nada vale você dizer em que posição eu estava sentado, em qual cadeira da sala, ou como eu segurava a xícara de café; eu não estava lá. Se você não me conhece o bastante para saber que eu estava ausente, você não me conhece. Eu simplesmente não estava lá. Se o assunto só interessa a você, se só diz respeito a você ou aos seus sentimentos, preste atenção: eu posso viajar. Posso me desgarrar ainda que permaneça diante de você. Quem sabe se você dançar enquanto fala.  Ou dramatizar suas maçantes palavras. Ou eu não estarei ali para ouvir. E você não pode me acusar de Déficit de Atenção, não se fala pra quem não está presente; talvez seja até falta de educação. De sensibilidade é, com certeza. Às vezes viajo, vou longe, embalado pela cantilena da sua voz e pelo ritmo incessante de seus lábios; ah como viajo... Se você me acusa de Déficit de Ate...

TDAH, PERDOE-SE!

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   Claro, sempre haverá um ex marido ou uma ex namorada que o acusará de ser mau caráter, de usar o TDAH para tripudiar sobre os sentimentos alheios... E aí eu lhe pergunto: quem , com ou sem TDAH, nunca errou, nunca pisou na bola com um(a) ex? Quem o acusa de usar o TDAH é santo(a)? Ora, sejamos sinceros: todo mundo erra; todo mundo, em algum momento,  magoou alguém, foi insensível, impulsivo, grosseiro. Não vá se apequenar por essas acusações torpes, quem o acusa, usa o TDAH para espezinhá-lo, tentando fazer crer que você é uma pessoa sem caráter e não doente. O simples fato de tentar descaracterizar uma doença biológica, reconhecida mundialmente pela OMS, é uma prova de que o(a) acusador é uma pessoa sem caráter e tenta piorar ainda mais o sentimento de inferioridade típico do transtorno. Portanto, irmão TDAH, perdoe-se! Você é mais impulsivo do que os não TDAHs. Você é mais desatento do que os não TDAHs. Você, ao contrário dos seus detratores, tem enorme...

BOAS FESTAS, TDAH ?

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Esse é mais um post inspirado por um comentário do amigo Diego Bueno.Em seu comentário, Diego afirma estar a cada dia mais isolado, menos sociável e, com as festas de final de ano esse comportamento anti social só faz aumentar. Isso é TDAH? A tendência ao isolamento, sim, faz parte do TDAH.  A vontade de se isolar que cresce com as festas de fim de ano, mesmo estando sob tratamento, acredito que não; imagino que a culpa é da sociedade atual em que vivemos. Esse frenesi que paira no ar, essa felicidade forçada que nos obriga a dar um presente a um colega de trabalho que detestamos, ou a frequentar aquelas festas abominavelmente maçantes onde imperam o cinismo e a hipocrisia, só aumentam nossa tendência ao enclausuramento. Vivemos uma época anti TDAH por excelência! Nossas características comportamentais não se coadunam com as exigências da sociedade atual. Apenas para citar um exemplo: somos péssimos sob pressão e, nunca, jamais em tempo algum a sociedade pressionou tanto ...