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HOJE MORRI UM POUCO!

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Hoje morri um pouco! Como em toda as mortes, sofri! No instante final, revi minha vida. Os sorrisos que trocamos. As lágrimas que caíram. Os prazeres que sentimos. Hoje morri um pouco! Uma morte lenta. Uma morte anunciada! Mas nem por isso, menos sofrida. Nada mudou! Apenas morri um pouco!

AS LOUCAS IDEIAS DE UM TDAH!

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Nota de Atualização (2026):  Reviso este texto de 2011 e sorrio. Quinze anos depois, a fila de ideias na minha porta continua grande. Algumas eu deixo entrar, outras ainda se perdem, mas continuo agradecendo por ter uma mente que, mesmo sem freios, nunca está fechada para o novo. A Odisseia de uma Ideia Brilhante Essa noite eu tive um sonho. Um sonho real e, como todos os sonhos, abstrato. Sonhei que eu era uma ideia, uma grande ideia. Eu buscava incessantemente uma cabeça para entrar. Como era difícil! Eu, uma ideia brilhante, fascinante, não encontrar uma única mente aberta a mim. Vagava de cabeça em cabeça, de alma em alma, ninguém me queria. Pior, ninguém me notava. Por vezes achei ter encontrado a mente ideal. Mas, foram apenas lampejos.   Não fui reconhecida. Não desisti, continuei vagando na aridez das mentes. Ninguém imagina como pode ser desértico o clima de certas cabeças. Cabeças concretas, sólidas, impermeáveis a qualquer novidade. Outras não, a ment...

TDAH: A SENSAÇÃO DE VIVER EM AREIA MOVEDIÇA

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Nota do Autor (2026): Reviso este texto de 2011 sob a luz de novas cicatrizes e vitórias. A sensação de "areia movediça" ainda ressoa, mas hoje reafirmo: o diagnóstico é a corda, mas a força para subir continua vindo da nossa própria coragem de não desistir. Dedico este post à Raquel, uma leitora que enviou-me um comentário indignado com a classe médica e sofrido sobre  sua convivência com o TDAH . No meio de seu comentário ela cita sentir-se em uma areia movediça. É uma figura de linguagem perfeita. Creio que todos os TDAH's sentimos essa mesma sensação em algum momento da vida. A você Raquel, minha solidariedade e minhas vibrações de que você vai encontrar a corda que há de tirá-la dessa areia movediça.   A Ilusão do "Quando eu me formar, tudo melhora" Imagine-se aos vinte, vinte e poucos anos, cheio de sonhos, esperanças e coragem para enfrentar a vida. A hora de começar a trabalhar, ser independente se aproxima. Os estudos vão chegando ao fim , começa...

TDAH EXAGERADO, DO "8 OU 80": QUANDO O MEDO É O ÚNICO FREIO.

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Nota de Atualização 2026: A maior vitória do tratamento não foi a "calma", mas a segurança. Hoje não preciso mais ter medo de mim mesmo. O exagero ainda faz parte de quem eu sou, mas agora ele é canalizado para o que me faz bem, sem o risco de eu me perder no caminho. Sem Meio-Termo Exagerado! Eu sou mesmo exagerado! Esse sou eu. Eu e quase todos os TDAH's do mundo. Não sou uma pessoa de meios-termos. Ou amo, ou odeio. Na minha adolescência comecei a perceber essas características passionais da  minha personalidade. Aos quatorze anos aprendi a fumar e, em poucos meses era um fumante inveterado. Apaixonei-me eterna e mortalmente uma dúzia de vezes e, em todas elas, mergulhava de corpo e alma afastando-me dos amigos e até da família. Comecei nesta época a perceber esse tipo de comportamento e a temê-lo. A Intuição do Descontrole Nunca mencionei isso a alguém, mas já naquela época eu sabia que era diferente dos meus amigos. Eu não conseguia ter absoluto controle so...

COACHING - UMA SUPERDOSAGEM DE RITALINA

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O pré julgamento é quase inevitável quando nos deparamos com o desconhecido. Por mais que tentemos ser isentos ou que não queiramos criar expectativas, acabamos formando opiniões a respeito de quase tudo o que vamos enfrentar ou experimentar pela primeira vez. Eu não sou diferente. Formei um pré julgamento a respeito do coaching e, como quase todas as opiniões pré concebidas, estava completamente errada. O coaching tem me surpreendido. Temos, eu e minha coach, prospectado fundo minha vida. Tenho, com orientação da Luciana, buscado fundo tudo aquilo que ao longo desses 50 anos tem transformado minha vida num fardo pesadíssimo de carregar.

UM TDAH AFOGADO EM IDÉIAS

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Imagine o seguinte cenário: Você está desempregado, possui algum capital e uma grande vontade de montar seu próprio negócio. De cara, além do capital você tem a posse de alguns veículos de carga (motos com baú, triciclos e picapes leves). Bem, a primeira idéia que te vem à cabeça é montar uma empresa de entregas rápidas para aproveitar os veículos que você tem. Mas, uma empresa de moto entrega não era exatamente o que você sonhou. Qual o seu maior sonho? Uma livraria... Seu sonho é ter uma livraria e um café. Você começa a pesquisar quanto capital você precisa, ponto comercial, montagem, etc. Um nome lhe vem à cabeça. Não existe na internet nem um site com aquele nome. Você registra o nome e continua sua pesquisa. Você começa a enxergar que a livraria que você quer vai consumir todo o seu capital e que terá como concorrentes empresas do porte da Livraria Leitura , Livraria Saraiva e Nobel. Bate uma insegurança, a idéia começa a esfriar.

QUEM SOU EU ? TDAH, IDENTIDADE E ESCOLHA.

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Nota de Atualização 2026: Em um mundo saturado de algoritmos que tentam prever cada passo nosso e rótulos que insistem em nos encaixar em caixas diagnósticas, a pergunta "Quem sou eu?" torna-se um ato de resistência. Republico este texto para lembrar que, para além do transtorno e das expectativas sociais, existe uma essência que só se valida através da escolha e do desejo. No final das contas, o TDAH é parte do que enfrentamos, mas não é a soma do que somos. Sou o que sinto ou o que me ensinaram a sentir? Sou meus desejos ou a culpa que me foi inculcada? Sou meus sonhos ou os pesadelos que me foram impostos? Sou minha busca ou a caixa em que fui colocado? Sou minha capacidade de amar ou o amargor da insatisfação? Sou paixão ou repressão? Sou criatividade ou fúria? Sou a vida que ferve ou a letargia que corrói ? Sou o meu caminho ou sigo a rota que me foi indicada? Sou o que quis ou o que fizeram de mim? Sou o que sou ou a imagem que fazem de mim? Sou quem eu quer...