TDAH E O FIM DOS RELACIONAMENTOS: POR QUE MATAMOS O FUTURO ?
Nota de 2026: Recebi o e-mail da "K" há alguns anos, mas as "Ks" e os "Alexandres" continuam surgindo. No TDAH, o medo da rejeição é tão visceral que preferimos implodir o castelo do que esperar que alguém nos peça para sair. Se você vive terminando o que mal começou, ou se sente um "vazio frio" após longos anos, este texto é um espelho necessário.
TDAH: O Fim dos Relacionamentos e a Autossabotagem
Após
sermos diagnosticados portadores de TDAH, tendemos a botar na conta do
transtorno todos os nossos problemas, falhas e idiossincrasias. Isso é
normal; às vezes por ainda conhecermos pouco o TDAH, noutras por que é
melhor para as nossas consciências culparmos uma doença e não nosso
caráter.
Em diversas ocasiões o que teremos é uma soma de tudo.
O Mistério do Luto Seletivo
E aí recebo um e-mail
de K que afirma estar desconfortável com suas reações ao fim de
relacionamentos rompidos por iniciativa dela. Antigos e duradouros são
deixados para trás sem dor, sem remorso. O último, de poucos meses e
pouco contato real, ainda dói.
Antiguidade
e longevidade não significam amor. A facilidade com que acabou
demonstra isso. O contrário também vale. E isso não é TDAH. Isso é
vida!
A Equação TDAH: Esquecimento vs. Culpa
Mas,
quando acrescentamos o TDAH a essa equação temos alguns resultados
interessantes:
- Esquecemos mais fácil do que a maioria;
- Nos culpamos mais do que a maioria.
Então, se estamos dispostos a esquecer, deletamos
e seguimos nosso caminho sem olhar para trás; mas, se não temos certeza daquilo que fizemos, ou se não queríamos aquele fim, sofremos N
vezes mais. Nos culpamos e nossa mente repassa aquilo milhões de vezes
por dia até a exaustão mental.
O Gatilho da Rejeição: Por que dói agora?
Disso
tudo, o que mais me chamou atenção no relato de K é o que ela não
percebeu: os dois grandes relacionamentos que ela terminou e pouco
sentiu, foram aqueles que os parceiros NÃO queriam o fim do
relacionamento. O que a fez sofrer foi justamente aquele em que seu
companheiro concordou com o rompimento.
Claro que pouco sei sobre as reais razões e o verdadeiro comportamento de K, mas no seu e-mail
ela deixa transparecer que 'instigou' seu último namorado ao término; e
ele terminou.
Nada mais TDAH do que expor-se ao risco, à auto imolação,
à expor a própria vida à tragédia. E depois ficar choramingando por
colher aquilo que plantou.
O Futuro não é uma adivinhação, é uma construção
Creio,
K, que você está sofrendo pelos motivos errados. Nenhum de seus
namorados são seus verdadeiros problemas; o TDAH sim. Não se preocupe tanto com suas reações após o fim dos relacionamentos. O que deve te faz
sofrer é seu comportamento inexplicável de terminar com namorados
antevendo que tais relacionamentos não terão futuro. Com esse tipo de
comportamento não terão mesmo. O futuro, K, não existe; ele é construído
diariamente por cada pessoa, por cada casal, por cada gesto, por cada
intenção. Imaginar que este ou aquele relacionamento não terá futuro é
decretar seu fim antecipado. Só tem futuro o que queremos que tenha. E
você deixou claro que 'matou' antecipadamente cada um deles.
Um Conselho para o Presente
O
que posso dizer? Para que você aproveite esse período sozinha para
conhecer-se, conhecer bem o transtorno e viver o presente. Você não tem
bola de cristal para adivinhar se esse ou aquele relacionamento terá
futuro. Isso tem muita cara de autossabotagem.

Eu sempre me saboto pensando que algo não tem futuro, no momento está acontecendo no meu emprego meu comportamento é muito parecido com a k. O bom é poder enxergar essa armadilhas conhecer seu inimigo(você mesmo).
ResponderExcluirEu sou mãe de um adolescente de 13 anos com TDAH e estou me superando todos os dias...
ResponderExcluirDesde seu nascimento e logo em seguido os sintomas, pois chegou passar 72 horas sem dormir.
Estou no meu terceiro casamento, e todos os três terminados por eles não conseguirem conviver com meu filho e as brigas se tornam grandes e eu me separo.