O TDAH INQUEBRANTÁVEL
Não sei quem sou, nunca soube...
Não sou futuro; nem presente. Sou ausência...
Não sou coragem; medo muito menos. Sou liberdade...
Memória sei que não sou; nem tampouco esquecimento. Sou incômodo...
Sim, incômodo. Incomodo a você, incomodo a mim mesmo, incomodo à sociedade em geral. Essa sociedade que me ignora, que finge não me enxergar, que não quer me ouvir.
Mas eu grito, me debato, me imponho.
Me imponho com meu silêncio, minha reclusão, minha rebeldia, minha inconstância, minha volatilidade.
Quem não me engole, tem de me aspirar; quem não me tolera, tem de me carregar.
Estou aí, à volta de quem não me quer, não me acredita, não me respeita.
Minha vida errante, minha memória claudicante, minha impulsividade incontrolável, até agridem. Mas o que mais incomoda, é essa capacidade TDAHDIANA de se restaurar, se reerguer, de renascer. A infinita - e talvez infantil - capacidade de sacudir a poeira, ignorar as feridas e os andrajos, e de cabeça erguida e sorriso no rosto, seguir o caminho.
Ao nos reerguermos com esse sorriso e de cabeça erguida, damos a eles o argumento de que, na verdade, somos um bando de cretinos.
Mas não, somos sobreviventes de nós mesmos, da nossa doença, da nossa auto destruição.
Ergo-me agora pela enésima vez; o coração que ontem sangrava, cicatrizou. A dor lancinante, desapareceu. O medo, dissipou-se. Uma nova vida nasceu. Sem exagero, cada amanhecer é uma nova vida para o TDAH.
Quem pode suportar tamanha visão?
Onde está aquele farrapo humano de ontem?
Jaz ali, onde o corpo esteve caído até ontem. Hoje não mais; hoje sou novo, resplandecente, confiante...
Ninguém de fora entende tamanha mudança. Mas você, que é igual a mim, sabe; sabe que a força está dentro de cada um de nós. Sabe que o TDAH que nos derruba, é o mesmo que nos dá força para nos reerguermos.
Enquanto isso, os trouxas choram e rangem os dentes.
Que fiquem assim, é o que eles merecem...

Texto brilhante!
ResponderExcluirCair, levantar, recuperar, reerguer, renovar, superar... Verbos que os TDAHdianos (adorei o nome!) conhecem bem.
O que os outros pensam de nós? Ah! "Os outros são os outros e só..."
Abraços!
Cláudia
Este é um daqueles textos que calam fundo na alma. Perfeito ... absolutamente perfeito.
ResponderExcluirDigo apenas que hoje vivo nesta dualidade: Sempre otimista porque ciente de que terei forças para me reerguer, renovar, superar; sempre pessimista porque ciente de que irei cair novamente.
Este ciclo contínuo me cansa ...
Parabéns.
Olá Leonardo,
ResponderExcluir1) A droga (tarja preta) é o Metilfenidato, que é vendida por dois laboratórios diferentes, um sob o nome de Ritalina e o outro sob o nome de Conserta.
2) No início, tem uma fase de ajustamento da dose que, se for muito baixa, você não sente nada; se for muito alta, você ficará muito ansioso.
3) Efeitos colaterais mais relatados (aqui neste blog): Perda de apetite e, consequentemente, perda de peso; queda de cabelo; dor de cabeça.
4) BEM DOSADO, você ficará raquítico e careca, mas jamais largará a medicação. kkkkkk, pois ela é maravilhosa. (os efeitos colaterais passam logo) Ela não cura o TDAH, que não tem cura, mas vai te dar foco de levar uma conversa racional, o dia todo, sobre qualquer assunto, por mais chato que seja; você vai conversar encarando, olhos nos olhos, o seu interlocutor; vai te dar disposição de fazer tudo, inclusive de ir àquelas festas super chatas; enfim, no meu caso, quando eu comecei a tomar, foi tão bom que pensei: "meu deus, felicidade é vendida em pílulas? ninguém me disse isto antes..."
CONCLUSÃO: Vá correndo procurar um médico, MAS UM COM EXPERIÊNCIA EM TRATAMENTO COM TDAH, e tome logo a sua medicação, pois um novo mundo lhe espera.
OBS: Talvez tenha exagerado no otimismo, mas que com a medicação sua vida vai melhorar, lá isto vai.
Grande abraço.
Desculpe, o nome certo é "Concerta", com "c".
ResponderExcluirAlexandre,
ResponderExcluirVocê conhece a história de Sissifu? Pois é. Metade eu sabia, a outra metade eu fui buscar no Google.
Na mitologia grega, um tal de Sissifu recebeu dos deuses uma punição para, durante a eternidade, rolar uma grande pedra de mármore com suas mãos até o cume de uma montanha, sendo que toda vez que ele estava quase alcançando o topo, a pedra rolava novamente montanha abaixo até o ponto de partida por meio de uma força irresistível, invalidando completamente o duro esforço despendido.
Pois eu acho que o que os deuses deram a Sissifu foi o TDAH, e não uma pedra de mármore. Eu me vejo muito na história de Sissifu, toda as vezes que consigo botar minha vida toda arrumada, eu mesmo dou um jeito de fazer a pedra rolar de volta morro abaixo.
É um tal de pedra pra cima, pedra rolando pra baixo, que realmente me cansa muito.
Abraço.
OBS: Comentário meio besta este meu, não foi? Também achei, mas deixa aí.
Oi Walter, conheço sim, inclusive em um dos posts mais antigos meus faço essa comparação. O TDAH é bem isso, uma 'maldição' que carregamos que dificulta demais nossas vidas.
ExcluirCom mais de cinquenta anos de vida, olho pra minha vida e concluo que chegar ao topo está cada vez mais difícil, pelas próprias limitações da idade, e já me dou por satisfeito se conseguir empurrar minha pedra até a metade da montanha,
Meio besta nada, abração, meu irmão.
Alexandre
Muito obrigado pelas dicas,tenho tomado Sertralina TB,mas como ela me deixa muito sonolenta,tomo à noite.Faz 3 meses q tomo a Rita,mas não todo dia,por causa da ansiedade e sede intensa,mas vou toma- la diariamente,creio q amenizar a os efeitos colaterais.
ResponderExcluirMas foi a melkhoir coisa q me aconteceu,ter conhecido a solução para estas dificuldades q enfrentamos sem a ajuda da Rita.
Amei o blog,leio sempre,não estou mais sozinha nesta!!
Obrigado por vcs existirem.
Abraçao.
Obrigado Walter. O difícil é que aqui na minha cidade não tem psiquiatra cadastrado no plano unimed. Se eu for no neurologista será bom tmb?
ResponderExcluirRS... É para quem descobriu ser TDAH há tão pouco tempo, parabéns... Entende muito sobre nossa vida "claudicante" .
ResponderExcluirCarol,
ResponderExcluirMe preocupa quando você diz "... ter conhecido a solução para estas dificuldades q enfrentamos ...".
A minha preocupação é porque a medicação faz um bem enorme, ajuda muito, mas, infelizmente, não é a "solução" não. O TDAH não tem solução.
Fique atenta e preparada, todos os dias, pois provavelmente a impulsividade e a procrastinação não serão resolvidos com a medicação.
Enfim, o TDAH é tinhoso, ele não se deixa vencer fácil não. Fique esperta.
Sucesso.
Kkk,me expressei mal,mas em vista do que eu não sabia nem o diagnóstico, o remédio tem me ajudado pacas,mas claro,o TDAH é tinhoso mesmo.
ResponderExcluirAbraço
Outra coisa que me chamou bastante atenção foi o fato de você se declarar um ex ateu e hoje já aventar a possibilidade de Deus existir, assumindo que sua " incredulidade" em Deus era, na verdade, apenas uma forma de desafiá-lo.
ResponderExcluirAlega também que adquiriu essa consciência quando chegou à meia-idade... Bem, eu tenho 26 anos e graças a Deus adquiri esta consciência esta semana... Eu questionava muito algumas coisas sobre Deus que eu não entendia.
Mas as dificuldades da vida me mostraram que meus questionamentos não me trariam benefício algum e que o mais sábio seria aceitar as coisas como são me colocando na posição de ser inteiramente dependente de Deus.
Me lembrei uma vez de um versículo que li na Bíblia no Livro de Jó que dizia o seguinte " quem contendeu com ele e teve paz?" ( Jó 9:4). Também me lembrei de outro versículo que li, o qual diz o seguinte: clama a mim que responder-te-ei e te anunciarei coisas grandes e firmes que não sabes.( Jeremias 33:3), ou seja, a conclusão que tirei disso tudo é que Deus não se nega em se dar a conhecer a ninguém desde que tenhamos humildade para isso, já que o clamor denota um ato de humildade e eu me senti muito melhor depois que compreendi todas essas coisas e passei a descansar nessas promessas bíblicas porque Deus exalta o humilde e resiste ao soberbo.
Fabiola, você afirma que com a maturidade os defeitos do TDAH podem ser corrigidos. Pois bem, diga para mim e para o Alexandre, ambos passados dos 50, com que idade vem a tal maturidade? Estou ansioso por saber, para ver quando eu vou poder viver sem os mesmos erros de quando tinha ... sei lá, desde sempre.
ResponderExcluirSe aos 50 anos me considero um vencedor? Sou obrigado a dizer que sim. Consegui ter e, mais difícil, manter uma família (O Alexandre, na ultima contagem já estava com 9 ex-famílias e ... subindo. Hiiiii, hoje estou tomando todas as liberdades possíveis com o meu guru); Consegui manter uma média no meu trabalho, enfim, consegui chegar muito mais longe que muitos dos meus amigos e colegas de infância e escola, alguns deles muito mais estudiosos e focados do que eu.
Mas consegui isto, primeiro, deixando um número enorme de cadáveres pelo caminho, todos eles abatidos pelo meu TDAH, minha "irresponsabilidade" e, entre estes mortos, vários foram eu mesmo. Quantas vezes morri de vergonha de meus atos ..., quantas culpas eu carrego... infinitas.
Em segundo lugar, consegui tudo isto não pelo fato de SER TDAH, mas APESAR DE SER TDAH. Toda as quedas que o TDAH de deu, por não me destruírem, me fortaleceram, ao ponto de hoje os meu conselhos sobre "crises", "caos", "reconstrução"e "recomeço" valerem uma boa grana.
Agora vem a parte da argumentação que é covardia, é quando eu apelo para a minha idade. Covardia porque, sendo bem mais velho que você, eu posso usar este fato e você não tem como rebater. São as vantagens de ficar velho..., rsrsrsr.
Vamos a ele:
Pois bem, o Alexandre escreve de forma tão bonita e tão profundamente sobre o TDAH por dois motivos: um, porque ele tem um dom, este sim, um dom, o da escrita. Isto, infelizmente, não é do TDAH. O textos do Alexandre são verdadeiras poesias, quando lemos sentimos algo calar fundo na nossa alma.
Mas, outro motivo, que interessa de perto, é que o Alexandre, passados dos 50 anos, igual a mim, e à muitos outros TDAHs velhos, já viram todo o caos e a destruição do que é ser TDAH. Ele fala, muito infelizmente, com conhecimento de causa.
Vocês, TDAHs ainda jovens, têm algo que me foi roubado: o conhecimento da doença. Em mim, isto só veio já perto dos 40, quando muito da minha vida tinha se perdido. A medicação, de forma regular, demorou um pouco mais, a terapia, para quem já está nesta situação já não funciona ... enfim, nos resta, burros veios, se agarrar na medicação mesmo e em terapias alternativas, tipo "coach", etc.
De tudo que eu disse, peço que grave apenas isto: Ter TDAH não é o fim do mundo: você, com o acesso à informação que você tem, medicada, se possível com terapia por quem entenda do TDAH, talvez consiga superar de forma mais tranquila ou aceitável do que nós, que não tivemos acesso a isto, MAS NÃO BRINCA COM O TDAH, NÃO.
Como eu disse, o TDAH não é o fim do mundo não, mas é perto, perto.
Por fim: Andam dizendo por aí que Albert Ainsten tinha TDAH. E daí? “Há, se ele tinha, então você também pode ser um vitorioso.” Tá, mas e se Hitler tiver tido, se Gengiskan, Calígula, ou qualquer outro abominável, ou serial killer tiver tido TDAH, vou ser “abominável” também? Detesto este argumento.
Ademais que eu conheço algumas pessoas que apresentam dificuldade em se relacionar e não têm TDAH...
ResponderExcluirMuitas vezes até o próprio se dar bem com todo mundo, conforme eu já disse em outro comentário, é fruto de uma desordem emocional. Tem gente que sente uma necessidade tão monstra de agradar os outros, que passa até por cima de si própria... Isso também não é bom e causa sofrimento, inclusive eu já vi psicólogos falando sobre esse comportamento...
Walter, nenhum ser humano está em perfeito equilíbrio emocional e mental... Sempre apresentaremos aptidões em uma determinada área e deficiências em outras... Ter TDAH é um dom? Não acho! Mas vai te dar aptidões para algumas coisas e inabilidade para outras, mas ser ser humano é isso: ter habilidades e inabilidades... As inabilidades nos causam frustrações, sofrimentos... Talvez e apenas talvez o que diferencia o TDAH das demais pessoas é que a gente primeiro conhece nossas inabilidades para depois conhecer nossas habilidades. A gente já começa a vida tendo que se superar...
Você diz que o Alexandre tem o dom da escrita. Bem, os que me rodeiam também pensam o mesmo sobre mim, inclusive eu suspeito, posso até estar completamente enganada, que a Clarice Lispector seja uma TDAH por conta de tudo que já li e assisti sobre ele. Caso lhe interesse, deveria assistir a última entrevista que ela deu no ano de 1977 ao jornalista Júlio Lerner disponível no Youtube.
Você diz que a habilidade que o Alexandre tem para escrever não é oriunda do TDAH, mas eu li um texto dele aqui onde ele falava que quando o TDAH quer escrever algo, ele não consegue esperar, coisa assim( não lembro em qual texto ele falou isso)...
Então eu acredito que provavelmente essa habilidade tenha origem no TDAH, sim, e inclusive eu também sou assim. Quando algo me é urgente, eu tenho que escrever e eu também já escrevi prosa poética que faziam muito sucesso entre aqueles que me eram mais próximos a ponto de tempo desses uma ex colega de faculdade pedi para eu reler algo que eu escrevi há tantos anos...
Já escrevi textos para blogs profissionais que foram um sucesso...
Você diz
Eu, quando mais jovem, achava que existia pessoas com vidas muito próximas da perfeição. Eu tenho uma amiga que antigamente eu pensava que era emocionalmente perfeita. Hoje que estou um pouco mais madura que naquela época, já percebo que ela tem alguns problemas, inclusive de convivência, embora não deixe isso transparecer...
Walter, que fique bem claro que eu não estou aqui menosprezando tudo o que já sofreu na vida até porque eu sou muito jovem e estou começando a viver agora e sei que você vai achar que estou errada, mas pessoas que estão com 40, 50 anos, ou seja, na meia-idade já acumularam alguma experiência de vida bem mais do que alguém que está na casa dos vinte e tanto.
Então será que você também não está depositando todas as suas frustrações na conta do TDAH não, como se agora você tivesse um bode expiatório para justificar todas as suas frustrações? Eu sei que muita coisa é fruto do TDAH mesmo, mas apesar de termos nascido com esse transtorno, também nascemos com o que, na impossibilidade de usar uma terminologia técnica porque não sou especialista em comportamento humano, usarei uma mais grosseria a que denominarei de predisposição natural, a qual é intrínseca e, ao mesmo tempo variável de ser humano para ser humano, sendo responsável pela maneira como cada um lida com os fatos da vida.
Fabiola, me lenhei. Entrego os pontos. rsrsr
ResponderExcluirAchei que ia lhe mandar um texto bomba de grande, mas, comparado ao seu, foi um traque que deu ¨xabu¨
Enfim, respeito suas opiniões,que sei sinceras e bem fundamentadas, mas, como disse divirjo de alguns pontos.
Doravante, quando for debater com você, vou ser mais precavido, vou procurar focar em um único tópico.
Grande abraço e bom final de semana.
OBS: adorei o seu ato de indiferença com o abestado. Foi 1000.
Não tenho essa facilidade pra me reerguer que vocês tem. Cada vez que cometo um erro muito feio, parece que uma parte de mim vai sumindo aos poucos. Repito os erros por falta de atenção, mas esquecer o que fiz, não consigo. Perco cada vez mais o entusiasmo, e fico cada vez mais apática , alienada e inexpressiva. Quando criticam minha capacidade, também vou me desanimando. Quando faço de tudo pra ajudar alguém,e de repente a pessoa me diz que sou muito cruel e mau-caráter, que nunca quis ajudar em nada... vejo que tudo que fiz foi inútil, e perco o interesse em ajudar outras pessoas que precisam. Não faço planos, nem ligo mais pro que acontece no mundo. Cada vez que erro feio, meu desinteresse por tudo só aumenta, e não consigo dar a volta por cima como vocês .
ResponderExcluirOi Carol, oi Walter. Tenho o transtorno de humor como comorbidade do TDAH, andei tomando a sertralina durante cerca de um ano; foi bom, mas preferi tentar controlar meus acessos de fúria a continuar a tomar.
ResponderExcluirAbraços
Alexandre
Boa tarde, Gabriel!
ResponderExcluirCom certeza! Já falei sobrei isso dentro de posts sobre outros temas, mas vou pensar em algo sobre isso. Concordo com você em gênero, número e grau. Meu pai é um grande exemplo; acredito que ele seja portador; com as atuais exigências acredito que ele não teria o sucesso profissional que teve. O mundo era mais lento, menos competitivo e mais solidário.
Eu me sinto um ET, hoje em dia pois sou péssimo em competitividade.
Vou pensar nisso Gabriel, e seja bem vindo ao nosso mundo.
Abração
Alexandre
Thiagããããão, é issssooooo aêh garoto.
ResponderExcluirChega me arrepie com seu depoimento.
Pois foi Igualzinho a mim quando comecei a tomar a medicação, sem falar que passei a conversar com os outros olhando nos olhos, e não mais com a cabeça baixa.
A minha auto stima foi lá pra cima.
E você vai ter muitas outras boas notícias.
Só não esqueça que a medicação não vai resolver tudo. Aproveite o bom momento seu, a força nova, e procure identificar o que ela não melhora para você e busque outras formas de solucionar
Grande abraço.
Oi Anônimo,
ResponderExcluirA medicação "LA" quer dizer longa ação, ou seja, é para a medição e sendo liberada aos poucos no seu organismo e manter você com a mesma dosagem por, pelo menos, 12 horas.
Assim, fique atento, se ela ficar fazendo uma variação muito grande não é normal não, converse com o seu médico sobre isto.
Outra coisa, mesmo sendo a mesma substância, o METILFENIDATO, tem ela pela marca RITALINA e a CONCERTA (laborados diferentes), às vezes a mesma dosagem, por laboratórios diferentes, produzem diferentes resultados.
O meu filho, com a LA da CONCERTA (20mg) teve dor de cabeça, e, com a mesma dosagem da RITALINA, não sentiu nada.
Ajuste com seu médico.
OBS: Você e Thiago aí de cima alegraram minha tarde. Encontrei com dois dos MEUS IGUAIS se medicando, se ajustando, produzindo, ... felizes,
Obrigado a vocês dois.
Walter, obrigado pela força e dicas...
ResponderExcluirNa minha cabeça tenho um filme da minha vida, onde sempre o que eu fazia era pior.
Depois de um tempo cheguei a conclusão de que era uma pessoa diferente e passei a gostar disso. Todos falavam que eu era engraçado, gente boa, etc...
Muitas vezes tenho baixa autoestima, mas durante anos converso comigo mesmo no espelho, graças a essa técnica, renasço das cinzas rs.
Agora tenho esse novo poder nas mãos e o céu é o limite!!!
Tomava ritalina e depois passei para o venvanse, mas quando eu voltava na médica minha pressão sempre ficava alterada e eu não tenho problema de pressão alta. Um dia fui sem tomar o remédio, e minha pressão estava 14/10 e ela decidiu suspender essa medicação e indicou wellbutrin, mas quando eu media minha pressão em casa, dava no máximo 13/9. Eu perguntei a ela se poderia tomar algum remédio que regulasse minha pressão já que não queria e nem quero parar de tomar o venvanse, pois apenas com esses remédios que consegui estudar de verdade, mas ela disse que não tem outra possibilidade. O que eu poderia fazer? Aceitar e tomar um remédio que pode não funcionar?
ResponderExcluirOlá Anônimo,
ExcluirO aumento da pressão aumento é um efeito colateral bastante comum em quem toma o Metilfenidato. No meu caso, ela subiu de uma média de 13 para 14, até 15.
Fui a um cardiologista e disse: ¨Dr. Baixa esse treco aí com uma medicação, porque sem meu CONCERTA eu não fico de jeito nenhum.¨
Resultado, de muito a minha rotina é: Acordar e jogar pro bucho dois comprimidos, um para regular a cabeça (Concerta), e o outro para regular o coração. Eu, inclusive, já deixou os dois tipos de comprimidos em um frasco só.
SUGESTÃO: Faça o mesmo, ou seja, EXIJA UMA SEGUNDA OPINIÃO DE UM CARDIOLOGISTA.
Muito obrigado, Walter. Mas a médica que receita o venvanse não quer deixar eu tomar um remédio psra pressão, dizendo ela, tomar um remédio por causa de outro é coisa de português. Estava mesmo pensando em ir num cardiologista.
ExcluirCara, não para não o Metilfenidato, e vá a um cardiologista para baixar a sua pressão por outra medicação.
ExcluirSomente se ele, o cardiologista, disser que você tem uma "cardiopatia grave" e que você vai morrer se tomar o Metlfenidato, somente aí, você considere parar, caso contrário, véio, vá por mim, sem a medicação tamo "fú fú" da vida.
OBS: desculpe-me pelo modo descontraído, mas, brincando, levo a vida à sério, e, quando é TDAH, levo mais a sério ainda.
Texto realmente brilhante, e confesso que sim, é assim que me sinto. Quase todos os anos é a mesma coisa, sempre faço merda e destruo muito do que construí(amizades, relacionamentos, etc), mas desanimar não faz parte do cotidiano, não permanentemente, se machucar faz parte mas sempre reergo. É assim que vivemos e sinceramente acho essa virtude fascinante, é bom ver que outras pessoas conseguem superar isso tudo também.
ResponderExcluirPS: seu blog tem me ajudado muito na convivência com a doença, consigo agora sentir menos raiva de como sou e aceitá-la melhor. Agradeço