O TDAH INQUEBRANTÁVEL
Não sei quem sou, nunca soube... Não sou futuro; nem presente. Sou ausência... Não sou coragem; medo muito menos. Sou liberdade... Memória sei que não sou; nem tampouco esquecimento. Sou incômodo... Sim, incômodo. Incomodo a você, incomodo a mim mesmo, incomodo à sociedade em geral. Essa sociedade que me ignora, que finge não me enxergar, que não quer me ouvir. Mas eu grito, me debato, me imponho. Me imponho com meu silêncio, minha reclusão, minha rebeldia, minha inconstância, minha volatilidade. Quem não me engole, tem de me aspirar; quem não me tolera, tem de me carregar. Estou aí, à volta de quem não me quer, não me acredita, não me respeita. Minha vida errante, minha memória claudicante, minha impulsividade incontrolável, até agridem. Mas o que mais incomoda, é essa capacidade TDAHDIANA de se restaurar, se reerguer, de renascer. A infinita - e talvez infantil - capacidade de sacudir a poeira, ignorar as feridas e os andrajos, e de cabeça erguida e sorriso n...