O TDAH QUE FALA BALEIÊS: Um manifesto pela aceitação e respeito.
Nota de Atualização (Dezembro de 2025): Continuo querendo falar baleiês. Mas hoje, entendo que não preciso da permissão dos "trouxas" para isso. Aprendi que o mundo só nos respeita quando paramos de pedir desculpas por sermos quem somos. Continue a nadar.
O Direito de Esquecer
Sim, eu quero falar baleiês!
E quero o direito de esquecer, ou não me lembrar, sem dor.
Sim, e quero seguir a correnteza do TDAH e ir aonde ela me levar.
Quero rir de mim mesmo; quero me olhar no espelho sem culpa; quero parar de me acusar, ou de me arrepender.
Sim, eu quero falar baleiês!
E quero que as pessoas me entendam. Quero poder falar do meu TDAH sem que as pessoas desconversem.
E quero o direito de esquecer, ou não me lembrar, sem dor.
Sim, e quero seguir a correnteza do TDAH e ir aonde ela me levar.
Quero rir de mim mesmo; quero me olhar no espelho sem culpa; quero parar de me acusar, ou de me arrepender.
Sim, eu quero falar baleiês!
E quero que as pessoas me entendam. Quero poder falar do meu TDAH sem que as pessoas desconversem.
Ser Alternativa, não Problema
Quero deixar de ser um problema, e passar a ser uma alternativa.
Quero passar a mão sobre meu corpo e ver as cicatrizes desaparecerem suavemente.
Sim, eu quero falar baleiês!
E quero muitas Dorys ao meu lado.
Quero que minha memória falha deixe de ser folclórica ou tragicômica, para ser apenas um momento normal na vida de seres humanos falhos. Como todos são.
Quero que o TDAH deixe de ser um rótulo, para ser um direito.
Sim, eu quero falar baleiês!
E quero renascer a cada queda, e ter ao meu lado quem me apoie e me ajude.
Quero poder ser eu mesmo, em casa, na escola, no trabalho, sem ter que me esforçar para encobrir as falhas que denigrem minha imagem.
Sim eu quero falar baleiês!
O Fim do Julgamento dos "Trouxas"
E quero parar de ter minha vida e minha conduta pautada pelos 'trouxas', que nada sabem de TDAH, que nada sabem de dor, que nada sabem de quedas, que nada sabem de renascimento.
Sim, eu quero falar baleiês!
E quero que o mundo me respeite.
Quero não, exijo!
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"Para que o respeito se torne realidade, precisamos de informação. Conheça seus direitos e entenda melhor o transtorno através daABDA - Associação Brasileira do Déficit de Atenção ."

O texto ficou muito legal, apesar da utopia, mas mostra muito bem a angústia de lidar com uma doença que para muitos no entorno parece que é um desejo de quem a porta, sei lá, uma mascara, mas com certeza algo que ninguém gostaria de ter, independente do grau de prejuízo.
ResponderExcluirOi Rodrigo, sim é uma utopia, mas as vezes eu tenho uma enorme vontade de ser TDAH em tempo integral.
ExcluirEssa espécie de vida dupla é realmente angustiante. É cansativo estar em alerta por quase 24 horas por dia.
Obrigado
abraços
Alexandre
Alexandre, como somos generalizas, eu entendi perfeitamente o seu texto, e, como sempre, você está de parabéns.
ResponderExcluirMas, cá pra nós, o abestado e desconectado aqui teve que dar uma "googada" para saber que diabos era "falar baleiês". kkkk, mas agora entendi, é o do filme "Procurando Nemo".
Nunca viu a Dory? Ela é um peixe que fica esquecendo as coisas igual a um TDA-H
ExcluirÉ que sou muito intelectualizado para assistir Nemo.
ExcluirOs meu preferidos ainda são "Piu-piu e Frajola", "Pica Pau", "Jambo e Ruivão", e o mais intelectual de todos, "Lip e Hard", que era a dupla formada por um leão super otimista e para quem tudo ia dar sempre certo, e uma hiena super pessimista, que vivia dizendo "oh vida, oh dor, oh azar...".
São os desenhos do tempo do Alexandre, este aí do Nemo é coisa nova, não sei como ele assistiu, Alexandre deve ter visto por causa dos filhos dele.
Mas esse é obrigatório para todo TDA-H por causa justamente da Dori.
ExcluirVou assistir e dar u parecer técnico fundamentado.
ExcluirCaramba, que diálogo intelectual! Está muito acima do meu nível! kkkkkkk
ExcluirVai aprendendo Walter. Claro que assisti por causa da minha filha, mas adorei. Amo a Dory.
Esse post surgiu de um comentário sobre o Estatuto do TDAH, em que a leitora pergunta se iríamos falar baleiês. Na hora pensei: Mas eu QUERO falar baleiês. E esse negócio ficou borbulhando na minha caraminhola até sair.
Entenderam?
Aliás gosto muito também de Pink e o Cérebro.
E cá entre nós, eu também quero dominar o mundo.
Abraços
Alexandre
Sai pra lá, Alexandre, com esse papo sério. Aqui a gente está falando "baleiês". Sim, eu quero falar Baleiês. rsrsrs
ExcluirPode ser que o TDA-H seja sim um dom, mas muito mal trabalhado e que se tornou um vício. A pessoa vicia já desde criança nas sensações fortes que ela tem por conta das imaginações fantasiosas, quase tão prazerosas quanto o sexo, criando dentro de si um frenezi tão forte que é difícil realmente de fazer algum tipo de jejum, mesmo que brando, para que se diminua esse vício e a pessoa possa se prender ao real de forma mais perene.
ResponderExcluirEu acho que o que ocorre é o seguinte: nenhum TDA-H é preguiçoso, e se fosse, ocorreria o que falaram acima, ou seja, conseguiria deixar de ser, já que no fundo é uma pessoa normal. Pessoa essa que em algum momento da vida começou a imaginar coisas e gostou, por ser uma pessoa criativa a sua cabeça realmente criava coisas mais interessantes dentro dela, de forma que a própria realidade não a instigava muito. Portanto, pela busca desse prazer, dessas sensações, a pessoa entrou em um vício, mas ninguém a avisou das consequências que ela teria, que seria a dificuldade de se "olhar para fora" e ver as cosias sem tantos pensamentos, sem aquela "cortina translúcida" de pensamentos que se intercala com a realidade que entra pelos olhos e torna tudo semi real, semi virtual, além de nos deixar como um barrichelo, para trás, não consegue seguir o que todo mundo entende, pois estamos o tempo todo com uma cabeça fugidia, muito mais fugidia do que preguiçosa, criando um simulacro de que somos assim e de que isso não tem cura. Claro, as comorbidades podem existir e serem coisas a parte, com causas diferentes, mas que não deixam de influenciar a vida da pessoa, aumentando a confusão da p... toda.
ResponderExcluirEste é um comentário de um outro post do Alexandre.
ResponderExcluirNão acredito nessa conversa de DOM do TDAH. Já ouvi isso milhares de vezes. Quem afirma isso esquece só foca em uma faceta da doença. E a impulsividade incontrolável? A procrastinação? O sentimento de inferioridade? A inconstância na vida?
ResponderExcluirEsse papo de DOM é um "me engana que eu gosto". Nada mais,
Abraços
Alexandre
Eu só sei que encontrei o meu caminho, a anos atrás estava em profunda depressão por causa do TDA-H mesmo nem sabendo que tinha, além de outros problemas, hoje eu estou alegre e contente, encontrei o meu caminho e posso dizer sem medo, o TDAH me proporcionou o caminho, posso ser procrastinador, desatento, impulsivo e instável emocionalmente, ( todos os defeitos) eu aceitei de bom grado, sei que a minha criatividade, sonhos e desejos vale a pena pagar o preço ''ruim'' Se por acaso no futuro eu cair do ''castelo'' que seja uma dor única e dolorosa ao contrário de uma dor amena e constante.. Hoje eu não me vejo inferior a ninguém, pra dizer a verdade, muito pelo contrário.
ResponderExcluirEsse e o meu depoimento, de um TDA-H criticado desde dos 3 anos de idade pelo transtorno, simplesmente eu dei um ''foda-se'' as criticas alheiras, ninguém e obrigado a aceitar o transtorno muito menos como um DOM, mas eu considero.. Cada um segue sua estrada.
Abraço.
Ok, só que o jeito que você colocou mereceu a resposta que o Alexandre já colocou acima. Você agora só confirmou aquela frase que todo mundo já sabe:
ResponderExcluir"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é"
"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é,'' Exatamente, a delicia do meu TDA-H Para alguns e produto do '' me engana que eu gosto'' quando se provou apenas o gosto amargo do transtorno. O Alexandre só confirmou que só vivencia o gosto amargo do transtorno.
ResponderExcluirNão.
ResponderExcluir"Quero poder ser eu mesmo, em casa, na escola, no trabalho, sem ter que me esforçar para encobrir as falhas que denigrem minha imagem."
ResponderExcluirResumiu tudo nesta frase Alexandre!
E o anônimo que me desculpe, sou advogada e só eu sei o quanto o TDAH não combina com o direito. Primeiro pq é uma profissão formal, o que nos faz ficar tensos e nos policiar o tempo todo. Segundo porque as ideias nunca surgem no momento certo, assim sua criatividade dificilmente será aproveitada para ser o melhor refutador de argumentos; principalmente se tiver que pensar rápido.
Então, pelo menos no meu caso, o TDAH não foi um dom, mas sim um transtorno que criou muitos obstáculos na minha carreira.
Mas, é claro que, apesar do TDAH tenho qualidades e consegui superar muitos deles. Então, acredito mais nas minhas habilidades natas desassociadas do TDAH, do que este seja um dom.
Dons para mim são bênçãos e acho difícil desejar a um ente querido que ele tenha TDAH. Então, pra mim, são termos incompatíveis.
Contudo, respeito as opiniões contrárias.
Humanos em sua ''virtude'' mais predominante está o lado revoltado consigo mesmo, pessoas que não param se sofrer, de reclamar, de chorar, de pedir mais, o eu próprio e ignorado, o anseio de tentar fugir de si, anseio de escapar da própria personalidade, das falhas, dos limites que não pertence assim mesmo.
ExcluirAceitar a si mesmo e aceitar seu corpo, suas capacidades, seus limites, suas glorias, suas derrotas e vitórias, quando não se aceita a si mesmo vive em uma vida amargurada, deprimente, chata, ingrata, sofredora.
Pessoas que buscam a felicidade ao mesmo tempo que ignora o mais importante de tudo, seu eu, querem ultrapassar o lago ao paraíso quando rejeita o barco do seu eu, vão ficar paralisadas sem direito a transporte, olhando e desejando o paraíso da felicidade quando nem saber nadar.
E muito mais fácil querer se colocar no lugar de vitima do que aceitar as próprias imperfeições, quando se vive no meio da multidão está atrelado ao subjetivismo dos padrões formais e aceitos como ''normais'' no meio cotidiano, não conseguir a meta do subjetivismo cotidiano e um sofrimento.
Se liberte, sua gloria, sua sorte está em você, a oportunidade de nascer foi dada, sua vida seu eu, não podemos deixar terceiros nós dominar, cada eu e um presente da vida, do nascer.
Ninguém irá aceitar nossas falhas, porém, se não aceitar nossas imperfeições vamos viver no caos do sofrimento, uma via de mão dupla que por onde escolher andar será atropelado. já que uma via não e nossa propriedade vamos aceitar a nossa via e andar sem sermos esmagado pelo nosso eu insatisfeito.
Se anseia ser você mesmo em todos os lugares e porque não não aceita a si mesmo, pois você e você independente de terceiros, as falhas sempre vão vim, as criticas também, a imagem falha irá te pertencer, aceite, aceite e aceite de bom grado, ninguém nesse mundo está querendo captar nossas qualidades, eles querem nossas falhas, nossos erros, assim, será uma ótima oportunidade de se sentir melhor frente ao outro, humanos perversos, quando se aceita a nós mesmo aceitamos tudo do nosso eu sem sofrimento, sem a imagem refletida da critica alheira, o subjetivismo social deve ser esmagado.
A você Aline mate essa formalidade, não tente passar por alguém que não é, suas ideias, sua formação, sua qualidade e mais importe que a formalidade, deixe o ( eu ) seu escapar, criticas? que venha, não podemos sofrer por algo que e nosso, que aceitamos, o nosso ( eu ) e muito valioso para aceitar criticas de pessoas invejosas que sempre querem nosso pior.
As ideias sempre vão vim, já que e advogada sabe que seus amigos profissionais pensam, as estratégias, se coloque no lugar do seu concorrente, tente pensar no que ele irá pensar, no que ele irá falar, assim, estará pronta para refutar uma ideia do seu concorrente quando se já pensou e analisou antes mesmo do seu concorrente falar. Difícil? Claro que é, ninguém e o melhor profissional na sua área se não lutar para ser o melhor a cada dia.
Superar as qualidades e imponte, mais superar as falhas e mais importante, as falhas do seu ( eu ) deve-se aceita e superar, jamais ignorar como algo inoportuno, se não tem como, o modifique, o transforme, pegue suas falhas e transforme em qualidade, a natureza sempre tem seus dois lados ou mais, nenhuma falha tem apenas um lado, ao mesmo que aceitar que sim.
Se sua luta conta o TDA-H te ofereceu boas oportunidades, está no caminho certo, se sua luta contra o TDA-H serviu apenas para fugir dos problemas causados por ele, está no mesmo lugar.
Alexandre, como disse no começo do meu primeiro comentário O TDA-H pode ser um Dom para mim, para outros um tormento... Eu não vivo de filosofia do irreal, mas sim do real, minhas concepções não são românticas, são reais..Se você se aceita a si mesmo, aceita o que faz, aceita seu trabalho como algo bom, agradável, gosta do que faz certamente seu trabalho e mais que uma carga de horários a ser cumprida, é um prazer passar horas todos os dias na empresa, quando gostamos de trabalhar naquilo que trabalhamos e algo maravilho, a criatividade aumenta ainda mais, ainda mais em TDA-H's
ExcluirE claro que a maioria das pessoas não tem essa oportunidade de trabalhar no que gosta, depois de terem filhos, famílias, conta para pagar, o trabalho e uma obrigação a ser comprida independente de gostar ou não, o trabalho vira um rotina chata e cansativa. Infelizmente.
Falo por mim, as minhas procrastinações, minhas preguiças, inconstâncias, minhas impulsividades geralmente e naquilo que é acho chato, cansativo, irritadíssimo. Já fui demitido em todas empresas que trabalhei, pedi demissões em outras, fui um fracasso profissional por causa do TDA-H, Fiquei em depressão por um bom tempo por causa disso, ( analisando depois de anos, reconheci que NÃO nasci para trabalhar no comercio, com burocracia, exigências de padrões, clientes, metas para cumprir, rotinas e etc.. Meu TDA-H não permite, no final disso tudo, ( Eu acabei gostando muito desse meu jeito, jeito de ser, de viver, acabei me amando por ser um TDA-H) Hoje estudo para trabalhar naquilo eu eu sei que eu gosto, o que eu gosto? De tudo! Não nasci para trabalhar em uma coisa só apenas, nós TDA-H sabemos mais que ninguém que gostamos de várias coisas ao mesmo tempo, simultaneamente, várias ideias ao mesmo tempo, sendo assim, entendi porque não me dava em trabalhar no comercio de uma rotina estabelecida previsivelmente, isso me matava por dentro..
Eu nasci para dar ideias, produtos inovadores, ser palestrante, ser ''terapeuta'' amador, filosofo, escritor, pintor, cantor, a engenharia irá proporcionar os produtos inovadores, a filosofia, a literatura, a filosofia em geral, a arte todo o resto. ( Eu NÃO nasci para ser um homem de uma coisa só) Mesmo que eu não consiga o sucesso profissionalmente nem o reconhecimento, estarei sendo o que eu amo, porém, irei lutar muito para conseguir.
Também descobrir que meu TDA-H me impossibilita de casar, namorar, pois não gosto de rotinas, de obrigações, dê satisfação pessoal da minha pessoa, gosto de ser Livre, ( também me amo por ser assim ) prefiro ficar isolado com meus pensamentos que com uma parceira, amigos praticamente nem tenho ( É gosto ) Sou aquele tipo de pessoa que só ver os amigos duas vezes por ano. Ter filhos nem pensar.
O TDA-H me tirou muitas coisas que a maioria das pessoas costuma viver, praticar como normais, porém, tive que escolher, o eu me aceitava do jeito que sou, ou ficava amargurado durante toda a minha vida por ser um fracasso socialmente, profissionalmente, sendo que poderia tirar algo muito Bom do TDA-H, e estou fazendo isso.
Tenho apenas 21 anos, sou jovem, corajoso, corajoso de chegar em uma pagina de um blog e de certa maneira contrapor uma centenas de pessoas que pensam de uma maneira sobre algo já vista como certo, e dizer o que eu penso, até mesmo, a ousadia de debater com o dono do Blog. Esse sou eu.
Outro dia, li que você tem muitos escritos de ( literatura infantil se não me engano ) que gostaria de publicar, porém, receoso com a perfeição e não sabe se publica ou não, publica, nada e perfeito, muitas criticas boas e ruins vão vim, e melhor ser criticado do que ser ignorado.
Ola, meu amigo!
ExcluirNada tem a ver com idade, aos 21 anos eu já tinha uma estrada longa. Mas tem muito com a condição sócio econômica, as escolhas de vida, as necessidades. Eu também odeio o comércio, mas estou nele nos últimos vinte anos. Aos 22 anos minha namorada ficou grávida, casei e precisei sustentar. Abandonei duas faculdades, mudei de cidade três vezes e de esposa outras quatro vezes. Como vê sou um típico TDAH, na inconstância sentimental, profissional e escolar. Você falou dos meus escritos, não posso parar de trabalhar para correr atrás disso, nem de transformar o blog num livro - como muitos leitores já sugeriram - preciso ganhar o pão do dia a dia e o TDAH só atrapalha. Imagine minha luta para domar minha mente durante dez horas por dia; ou meu esforço para me obrigar a fazer uma série de coisas sem graça e sem sentido, mas que preciso fazer; ou chegar no horário impreterivelmente. Cara, é muita luta. Por isso não acho o TDAH um dom. Somos altamente criativos, mas não conseguimos colocá-la em prática. Minha imaginação é fertilíssima, mas jamais me serviu pra nada prático.
Mas nada disso impede de você usar o TDAH a seu favor, se a vida te der condições pra isso. Por isso retiro o bem vindo ao mundo real e substituo por: BEM VINDO AO MEU CAÓTICO MUNDO TDAH...
Abraços
Alexandre
Sabe que eu já pensei nisso!
ExcluirClaro que não saiu do pensamento.
Minha mente fervilha 24 horas por dia..
Tem razão
Obrigado
Alexandre
Eu me identifico com você, eu também não sou para ficar em rotinas, mas também não consigo levar uma coisa só de vez, tenho que começar várias. E esse é o grande empecilho do TDA-H. Querer tudo é uma coisa, fazer cada coisa de uma vez é outra. Existe um descompasso do pensamento com a realidade e um vício em se manter nele, já que a imaginação nos leva logo onde queremos com muito mais rapidez e segurança do que na realidade frustrante em que vivemos. É difícil largar esse prazer.
ResponderExcluirO que você está falando não é novo, você não parou para pensar que, por ter uma centena de pessoas aqui, a grande maioria já leu e já pensou essas coisas.
E cada coisa que nós queremos é uma coisa. O Alexandre pelo que já ouvi falar vive trocando de mulher, rs, mas com relação aos livro a história parece ser realmente outra. São motivos diferentes, consequências diferentes, objetivos diferentes.
Por falar na nomenclatura, porque em Português é Transtorno e em Inglês é Desordem (Disorder)?
ResponderExcluirTranstorno, apesar de não estar errado, não parece ajudar a entender muito a doença como ela parece funcionar, pois para mim é uma confusão na cabeça realmente, em que a pessoa não tem autoconhecimento e fica vagando, procurando se entender e entender o mundo à sua volta e isso deixa tudo fora de lugar, pois a pessoa não consegue encaixar as peças direito, portanto, criando uma desordem.
Sim Aline, se a pessoa anseia uma vida normal como relacionamentos duradouros e com filhos que seja feita a sua vontade, quem sou eu para discordar? Só sei que as pessoas não aceita nós pelos que somos, mas sim pelo que ofereceremos. Uma pessoa com TDA-H em casamentos por ex e com filhos terá muitos problemas pessoais, em que seus companheiros na maioria das vezes não aceitará esse modo diferente de viver de um TDA-H.
ResponderExcluirAinda acredito que os maiores profissionais em qualquer área são os menos formais, os mais diferentes em diferentes aspectos, pessoas que inovam no mundo intrapessoal e interpessoal, quem sabe dê uma ''olhada'' nos melhores advogados que conhece e perceberá isso neles.
Ao questionador da nomenclatura do TDA-H, a psiquiatria e a psicologia tendem de uma forma sistematicamente a separar, a organizar diferentes aspectos comportamentais e neurocientíficos cada ser humano, sendo assim, pessoas que não tem um padrão social, comportamental e cultural igual a da maioria das pessoas são visto como ''transtornados'' ou até mesmo doentes, cada sociedade tem seus padrões se não se encaixa neles são vistos como anormais quando são normais no sentido biológico, TDA-H não e doença é ( comportamento ). Os TDA-H's tem ( baixa inibição latente ) onde enxerga ou observa comportamentos e objetos de forma mais apuradas que os ''normais'' tendo um autoconhecimento muitas das vezes muito superior as outras pessoas daí que entra a criatividade, porém, se a pessoa possui ( baixa inibição latente ) com QI baixo isso irá prejudicar nas imensas informações recebidas em seu cérebro dificultando a organização das informações recebidas, o que muitas das vezes pode prejudicar o autoconhecimento chegando em alguns casos a realmente uma doença mental.
Anônimo, você ainda não está ajudando da maneira que quer. mas continue, essa inibição latente foi algo que para mim ajudou bastante, mas você não explicou muito bem, tive que pesquisar. Você demonstra ser alguém estudioso e com vontade de ajudar, por favor, continue visitando-nos.
ResponderExcluirVocê já leu "O Poder do Agora", de Eckhart Tolle? Ele fala sobre a inexistência de Passado e Futuro, e que o importante mesmo é o óbvio PRESENTE, o Agora. Nós ficamos muito tempo também planejando coisas e viajando no nosso passado, além de fantasiar. Isso tudo são coisas boas, mas que nós, independente de sermos TDA-H ou não, utilizamos de maneira irracional, desordenada.
oi,aqui é o sail,estou tendo agora pensamentos suicidas,meu dia foi normal na escola,brinquei ate com um colega,mas minha mae piorou as coisas. Eu faltei no curso essa semana e ela descobriu e começou com os discursos dela,nem escutei,ela saiu,estou sozinho em casa,meu pai e um irmão viajaram semana passada voltam hoje a noite. Eu to mal,muito mal,e o pior e que eu nao tenho coragem pra falar,eu sei que preciso criar,mas os pensamentos estao bloqueando. eu escrevi um pequeno texto a pouco,mas nao foi enviado,nele disse que não vou aguentar,principalmente se ficar em casa novamente sozinho,ops,minha mae acabou de chegar,ainda bem que consegui esconder as lagrimas e ela nem olhou pra mim e nem pra corda que acabei de jogar no chao,pq como disse ela esta brava. acho que nao vou me entregar,hoje,pra morte,pois tenho planos. cheguei a conclusao que estou ficando louco,na verdade,sempre fui sem parafuso,mas agora esta mais forte ainda,e sei que logo isso vai desabar,desculpem,nunca queria escrever isso,pois é pessoal,mas nao sei,estou perdendo o controle,eu nao queria morrer,mas perdi a vontade de tudo. nao tenho vontade p nada,é estranho,eu quero viver,mas nao consigo ter forças pra continuar.
ResponderExcluirNão sei se será a última, difícil prever isso. Você sempre ficará tentado a comentar algo, a corrigir ou a ajudar alguém.
ResponderExcluirE não use tantos parênteses. Eles não estão cabendo ao uso que você está querendo dar a eles. Talvez sejam aspas o que você quer.
E, uma coisa que pode funcionar, não de uma hora para a outra, mas gradualmente, é você tentar não pensar em nada, ficando apenas com um burburinho no fundo da mente. O negócio é não projetar nada na mente, apenas fechar os olhos e olhar para o fundo preto do olho, mas sem aquela cortina. Olhar para o escuro mesmo, e não pensar em nada. Será mais fácil se você já estiver mais cansado, no fim do dia, quando você já pensou demais durante o dia inteiro, daí a mente consegue se acalmar com mais facilidade. O negócio é olhar para fora, mesmo que não seja tão prazeroso quanto nossas imaginações.
Sabe o que que eu acho? Acho que a nossa mente é algo que cria coisas sozinhas. Veja nos nossos sonhos, ela trabalha a memória não é? Ela trabalha sozinha. Eu não me lembro de ter dado esse comando a ela quando eu era um feto ou um bebê.
ResponderExcluirNesse caso aí era uma mente bastante forte que simulava coisas de forma bastante real. Eu acho que com o TDA-H ela cria coisas que nos dá prazeres e nós nos deixamos levar, daí ficamos viciados nesse comportamento dela. Precisamos vencê-la, mas sem deixar de utilizá-la. Talvez perceber os padrões das coisas que ela cria nos crie um alerta para que digamos um não quando ela está começando a atrapalhar em determinado momento.
kkkkkkkkkkk
ResponderExcluirAmigo, você é muito TDAH. Esse adendo ao seu comentário é a nossa cara. Aquela vontade quase invencível de destruir tudo, chutar o balde...
Aqui, desde que não se ofenda a moral de ninguém, todos os comentários são aceitos e bem vindos. Muitas vezes eu respondo um pouco mal educadamente (como foi no seu caso) por que já recebi muitos iguais e ando cansado dessa campanha anti TDAH. Mas não é o seu caso, você tem bons motivos para ter suas crenças e eu te respeito por isso.
Continue por aqui, mas adote um apelido qualquer para que saibamos com quem estamos conversando, e que não é mais um aventureiro qualquer querendo encher o nosso saco.
Abração
Alexandre
Sail,
ResponderExcluirToda vez que eu encontro com uma alma de um TDAH dilacerada, eu sempre tenho uma dúvida: coloco no colo e faço carinho ou chuto os bagos?
E falo sobre a alma dos outros e sobre a minha mesmo.
Sail, tudo que li sobre a síndrome de Asperger (por sua culpa), me diz que não, você não é Asperger, você é TDAH.
A primeira diferença é que no Asperger, como sintoma clássico, existe a presença de uma inteligência notavelmente superior, e, no seu caso, se você tivesse esta inteligência toda não estava aí falando desta bobagem de suicídio.
Você está demonstrando claramente um sintoma TDAH, criando um drama gigantesco na sua cabeça (pobre de mim..., coitado de mim ..., meu pai não tem dinheiro ..., o dia está muito quente ..., o dia está muito frio ..., hoje é segunda ... terça ... quarta....,) por um assunto absolutamente banal.
Veja o desenho animado , "Lip e Hard", que era a dupla formada por um leão super otimista e para quem tudo ia dar sempre certo, e uma hiena super pessimista, que vivia dizendo "oh vida, oh dor, oh azar...".
Você parece a hiena, sempre dizendo "oh vida, oh dor, oh azar...". Se continuar assim você acabará realmente destruindo sua vida pessoal, profissional, amorosa, etc, por conta de algo que é infinitamente ridículo e desproporcional.
Isto é ser TDAH, sim. Sabe como eu sei, porque sou TDAH, com 50 anos, e ainda vivo lutando (e perdendo) contra este tipo de comportamento.
Sabe qual é a saída para isto? se souber me conte, eu não sei. Já tentei várias coisas, umas deram certo uns tempos, outras melhoraram alguns aspectos, mas "curar" este sintoma, nunca encontrei nada neste sentido.
O que sei é o que NÃO FUNCIONA, Não procure desculpas bobas, tipo: pai, mãe, etc.. Arranje um jeito de levantar e sair dessa. Você está fugindo de uma realidade boba, e criando um monstro na sua cabeça. Você sabe disto, e precisa encontrar na sua vida, na sua rotina,um jeito de encarar a realidade.
A fórmula é fácil de dizer, mas quase impossível de fazer, e nisso reside a nossa doença, em não conseguir executar algo tão simples.
Grande abraço irmão, e desculpe o exagero, mas eu estou numa situação parecida com a sua, e a minha raiva comigo mesmo é tão grande, que a minha vontade era chutar tão forte os meus bagos até eles saírem pela boca.
Esta raiva de mim mesmo eu extrapolei um pouco para você. Me perdoe, mas é a minha cabeça hoje.
às vezes escrevemos coisas com tamanha energia, tamanha Ira, e ao mesmo tempo tentando controlá-la, que parece que transparecemos, mas nem sempre. isso já ocorreu comigo uma vez. Quando escrevi, achei que aquela energia toda estava naquelas palavras. Quando voltei dias depois para lê-la novamente, era apenas um texto objetivo, não tinha AQUELA emoção.
ResponderExcluirEu pelo menos não senti essa raiva de que você fala Walter.
Eu entendo sua posição Anônimo, inclusive o fato de querer abandonar o blog e nossa discussão. Esse é um comportamento bem TDAH e não vou discuti-lo. O que nos diferencia é que encaramos o TDAH como uma doença e você não. Tenho um amigo de TDAH que compartilha de suas opiniões (chama-se Danilo e é ilustrador), inclusive ele me critica muito por encarar o TDAH como doença. Não quero apelar para a idade, mas tenho mais de 50 anos de uma vida chafurdando em areia movediça. Tudo o que fiz foi lutar para manter-me à tona. Fiz grandes, enormes besteiras, magoei pessoas que amava e acreditei em pessoas que não deveria. Andei na direção errada, sabendo que estava errada e abracei a tragédia só para experimentá-la. Cara, foram 50 anos muito difíceis, por isso encaro o TDAH como doença. Talvez, você se sabendo TDAH desde muito cedo consiga direcionar sua vida para um novo rumo e esse seja o verdadeiro caminho do sucesso. Mas, prepare-se, a sociedade nos cobra caminhos convencionais e mesmo dentro da sua família você vai ser apontado como o estranho, ou preguiçoso, ou maluquinho, ou o lesado, ou tudo isso. Se você conseguir suportar tudo isso, parabéns.
ResponderExcluirDe qualquer forma, adorei sua participação, você incendiou o blog e é assim que aprendemos: saindo da zona de conforto, do conhecido.
Obrigado
Abraços
Alexandre
Valeu amigo, obrigado.
ResponderExcluirAbração
Alexandre
Eu é que agradeço sua participação.
ResponderExcluirSem vocês para debaterem eu já teria desistido do blog.
Abração
Alexandre
Alexandre, amo a Dory! Não só por ela ser TDAH, mas por ter um coração bom. Acho a persistência e a diplomacia dela magníficas e típicas dos TDAH também! Amei seu texto e também quero falar baleiês!
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