TDAH - A EMPOLGAÇÃO VIROU VERGONHA (NOSSO FÓRUM FOI CANCELADO)
Nota do Autor (2025): > Este texto é a continuação de um post onde eu convocava todos para um Fórum Nacional. O evento não aconteceu, e o motivo — pelo menos a minha parte nele — é uma das histórias mais dolorosas e reais sobre como o TDAH sabota nossas melhores intenções. Se você já prometeu algo e não cumpriu por pura confusão mental, este texto é para você.
Acabei de ler no blog da Avoada que o Fórum Nacional de TDAH foi cancelado; provavelmente por falta de doações que viabilizassem o projeto.
Descobri através do projeto desse Fórum uma entidade interessantíssima chamada BENFEITORIA, que nada mais é do que uma 'empresa' que tenta viabilizar projetos através de doações na internet. Um sistema tão legal que eu pensei em apresentar um projeto para transformar meu blog em um portal de discussão sobre o TDAH, com chat ao vivo, multi participações, videos e etc.
Mas aí, o TDAH se manifestou com toda a sua força!
Fiquei empolgadíssimo com a BENFEITORIA e com o Fórum, tão empolgado que me inscrevi como doador, mas tão empolgadíssimo que me inscrevi para doar um dos valores mais altos disponíveis. Claro, não era nada absurdo, eu poderia pagar mesmo sabendo que atravessava naquele mês um de meus maiores apertos financeiros do ano.
Depois de tudo gerado, inclusive o boleto de pagamento, percebi que o tal boleto tinha vencimento para daí a dois dias e não para o dia do meu pagamento. Uma ira santa apossou-se de mim e, imediatamente, enviei um email para a BENFEITORIA; nele eu narrava minha enorme vontade de participar da viabilização do Fórum Nacional de TDAH, mas esbarrava numa impossibilidade burocrática, numa falha tecnológica que impedia que o boleto fosse datado para o dia 5 do próximo mês. Claro que isso foi dito em linguagem educada, mas eivada daquela enfase típica do TDAH.
Dois dias depois, recebo no meu celular um email polidíssimo se desculpando pelo inconveniente e um novo boleto em anexo com a data de vencimento que eu precisava.
Ai meu Deus, que droga! Isso não podia ter acontecido!
No momento em que recebi o email eu estava desesperado com minhas contas, estava em meio a uma ginástica mental/financeira pra fazer o dinheiro dar para as contas regulares e ainda me aparece esse boleto.
Confesso que me deu até uma certa raiva da tal BENFEITORIA e do Fórum de TDAH. Mas racionalizei; foi minha escolha, eu preciso dar minha contribuição e encaixei aquele boleto nas minhas contas.
Ainda faltavam uns dez dias para o fatídico dia cinco. Um dia que mistura a alegria de receber o salário com a tristeza de constatar que ele nunca dá pra todas as minhas fantasias e sonhos. Mal dando pra realidade. Até que o dia cinco chegasse fiquei maldizendo aquele boleto, minha empolgação irresponsável, o TDAH que me gerou aquela empolgação infantil e até mesmo a BENFEITORIA que aceitou meu pedido de prorrogação do boleto. Por diversos momentos decidi não pagar aquela m.... daquele boleto, largar pra lá; mas eu pensava no Fórum e no meu blog. Como vou apresentar um projeto se não paguei o boleto de doação a que me propus? Por fim decidi atrasar uma das contas regulares e pagar o boleto da BENFEITORIA. Não contei isso pra ninguém, já não tenho fama de bom administrador, com mais essa agora...
E chegou o dia cinco. Confesso que não sei responder com sinceridade se tive tanto trabalho assim, ou se me enrolei propositalmente, o caso é que não consegui pagar as contas no meu horário de almoço como faço habitualmente. Deixei pra pagar à noite.
Moral da história: o caixa eletrônico se recusou a receber o boleto da BENFEITORIA com uma mensagem ridícula, do tipo: HORÁRIO ULTRAPASSADO PARA ESSE TIPO DE DOCUMENTO.
Uma raiva quase homicida tomou conta de mim, me deu gana de destruir aquele caixa eletrônico, de insultar aos banqueiros, aos bancários que fecham as agências tão cedo, bater a cabeça na parede...
Resignado, nada fiz. Saí do banco com o rabo entre as pernas e pensando em pedir arrego à BENFEITORIA e um terceiro boleto.
Jamais o fiz. Fiquei imaginando as pessoas da BENFEITORIA me criticando, rindo da minha incompetência, fiquei com vergonha, e larguei pra lá. Desnecessário dizer que jamais apresentei o projeto do blog, também por vergonha.
Fiquei com tanta vergonha que nunca mais acessei o site da BENFEITORIA com receio de ser 'reconhecido' e ridicularizado por aquele sistema que eu critiquei e que me atendeu tão bem.
Só quem é portador de TDAH entende a tortura por que passamos ao tomarmos essas atitudes idiotas, infantis, incompetentes e que nos deixam rastros de dor e vergonha.
Releio isso em 2025 e a dor daquela 'vergonha' ainda é nítida. Mas hoje eu me perdoo. Se você, que está lendo isso, também se sente um 'farsante' ou um 'incompetente' por não ter pago um boleto ou cumprido uma promessa, saiba: é o transtorno, não o seu caráter. O portal que eu sonhei lá atrás não nasceu naquele dia, mas nasceu aqui, em cada pessoa que lê este blog e entende que não está sozinha.
" Para informações científicas sobre o TDAH consulte o site da ABDA - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO DÉFICIT DE ATENÇÃO

PARTE I
ResponderExcluirEssa raiva toda nunca resolveu nada. Pelo contrário, só cria tendência a agir da forma errada. O TDAH tem essa tendência. Acontece que ele sabe que não é para agir assim, e por isso, SOFRE! Vive no impasse, na tentação de agir dessa forma, procurando um culpado, que não é a outra pessoa, e tampouco ele mesmo. Chega disso!
Que tal perceber que esse sofrimento pode ser trocado pelo "sofrimento" de se treinar a calma, a SUAVIDADE?!
Que tal treinar a calma, sofrer com isso um pouco, mas seguir em diante, percebendo que aos poucos você está conseguindo ficar calmo?
Falar isso parece que soa como algo simples. E é. Só que o é no entendimento. Viver isso é sofrido, por isso muita gente rejeita, e corre para o remédio.
Não vou dizer que não se deve toma-lo. Pelo contrário. Ele ajuda, e muito! Acontece que as pessoas querem resolver as coisas automaticamente. Querem que o remédio faça o milagre, mesmo que dure meses. Talvez a resposta nem esteja no remédio, mas na própria pessoa.
Já há esses questionamento por parte de muitos psicólogos. A revista Cult deste mês já tem muitos questionamentos acerca dessa questão.
Então procure se informar sobre isso, sobre as estratégias de como manter a calma, e resolver as coisas com suavidade. Experimente-a! Não será de uma hora para a outra, de um dia, nem de uma semana para a outra que as coisas se resolverão.
Você perceberá que as coisas melhoram, mas não se resolvem, de fato.
Acontece que melhorar já é algo que se deve buscar, independente da pessoa, se tem ou não algum problema, e qualquer que seja o problema, melhorar é preciso!
Resolver o problema não sei se resolverá, mas tomar consciência de que as coisas devem ser resolvidas com calma, já ajuda, e muito, o TDAH. Treinar sua mente para que as coisas se resolvam com calma é tarefa, principalmente, do TDAH.
Na verdade isso ajuda qualquer pessoa, porém, em especial, o portador dessa dificuldade de se olhar para fora, ao invés do que ele faz sempre, que é olhar para o que a mente dele vive projetando na "tela".
Procure olhar para fora. As coisas estão aí, são reais, têm cheiros, cores, temperaturas, texturas. Procure diminuir essa "vinda" à mente, mas não se esquecer completamente da própria mente. A mente é uma ferramenta, ela não é você.
"Vá" para fora, olhe para fora. Use seus sentidos, tato, paladar, olfato, para experimentar o real. Observe as coisas, suas características.
Eu sei, e todo mundo sabe, que você já faz isso, mas amplie isso. Amplie! Essa é a ideia. O TDAH precisa fazer esse exercício. Acredite, isso ajuda! É uma estratégia que tem lá sua eficácia.
Interessante seu comentário. Eu após o diagnóstico já consegui me policiar e reduzir muitíssimo meus ataques de fúria. Alguma raiva é inevitável, principalmente nesses momentos em que falhamos pela enésima vez.
ExcluirAbraços
Alexandre
A questão talvez não seja só a TDA, a mente boicota o que ela realmente nao quer, como vc tava deixando de pagar uma conta para pagar o boleto, tá com dificuldade financeira e etc, seu próprio inconsciente se encaminhou de automáticamente executar o que melhor seria para sua autopreservação, instinto de sobrevivência.
ExcluirTrecho da matéria na revista Cult deste mês
ResponderExcluir"Ora, suponho que o que foi sucesso para a medicina pode levar estruturalmente a saúde mental à falência. Peguemos, por exemplo, a situação familiar problemática: os pais brigam (violentamente), ou há problemas de depressão ou de vício.
Essas diferentes situações podem induzir grandes angústias nas crianças, bem como um investimento maciço de energia física nos mecanismos de defesa, para que a atenção não seja continuamente pega por essa ameaça de drama. Associados, essas angústias e seus mecanismos de defesa podem, portanto, levar a problemas – de sono, alimentação, de comportamento na escola etc. -, quer dizer, uma série de sintomas que poderiam se qualificar como transtornos ou fobias.
No quadro parcialmente descrito, a tendência médica atual, prescrita pelo DSM, a tendência médica atual, prescrita pelo DSM, é, então, a de recortar e isolar esses transtornos do resto do vivido. Ora, tatar o transtorno ou a fobia sem levar em consideração seu contexto etiológico faz com que se perca o sentido do sintoma.
Não resta, senão, ao profissional uma aproximação essencialista: privado de uma reflexão sobre o sentido, ele se reduz a explicar o problema por uma predisposição (de personalidade, de genética, neural...) da criança. Isso fixa o problema para a criança, identificando-a a ele sem, no entanto, propor pistas reais, para além da medicação, de como se encarregar dele. Além disso, essa aproximação essencialista leva, por sua vez, à aspiração de determinar o perfil distintivo de crianças com o “mesmo” problema. Baseadas em questionários, às vezes mesmo em amostragens biológicas, as diferenças estatísticas são levantadas e os “transtornos de personalidade” emergem no DSM."
O problema maior, a resistência que estou percebendo é que vocês tratam o TDAH como uma doença. Nem se sabe se realmente é algum problema ou falha de ordem neurológica ou se é simplesmente um autossabotamento de uma pessoa que quer muita coisa ao mesmo tempo e nem percebe, acabando por não focar em nada por muito tempo, pois uma coisa leva à outra pela memória e a pessoa não para quieta.
ExcluirA pessoa quer todos os prazeres de uma vez e não consegue fazer nada direito, não olha para si mesma.
Procurem fazer uma auto observação, mas não a usual que já fazem, uma bem detalhada, de como você age em cada movimento, e observem as demais pessoas, como elas fazem as coisas com calma e sabem muito bem que dessa forma funciona.
Por isso elas nos estranham tanto. Para elas é óbvio que devemos fazer as coisas com calma, pois da forma que fazemos não resolve. Nunca resolveu!
Pode ser que não consigam se tornar perfeitamente normais, mas acredite, esse problema de mente barulhenta não é só nos TDAH's, muita gente que consegue se concentrar normalmente acaba por se distrair comumente, sofrendo acidentes até.
Em templos budistas há todo um ambiente propício para que se faça meditação, além de exercícios que exigem concentração. E isso para NÃO portadores de TDAH!!!
Se eles conseguem ficar calmos durante as sessões, é uma facilidade deles.
Se você não consegue, não quer dizer que não deva tentar. É um exercício. Não deixem essa alternativa de lado sem antes EXPERIMENTAR!
Suavidade e paz, palavras importantes também.
Quando digo doença, quero dizer como algo que é causado por um erro genético do cérebro. Como algo que só um remédio cure, sem ajuda da própria pessoa. O Remédio não cura, apenas faz alguma coisa no cérebro para que você consiga ter mais foco, limpar mais os pensamentos, diminui o barulho.
ExcluirPara mim que vocês estão entendendo o problema como algo imutável, talvez. Não sei se é assim que entendem. Daí parece que por isso vocês criem resistência. Talvez não seja um problema realmente do cérebro, mas da própria forma que a pessoa encara a realidade, tendendo sempre à ir para a mente, em imaginações, coisas virtuais. Talvez ela nem esteja fugindo da realidade por medo, apenas porque encara a realidade dessa forma, indo para a mente.
Lembrem-se, o FUturo e o Passado não existem. O que existe é o presente. É nele que devemos ficar. E já ficamos, porém, nossas mentes criam imaginações (no presente) sobre coisas que já aconteceram ou estão para acontecer. E não sabemos lidar com isso a não ser fazendo o de sempre, que é ficar imaginando coisas. No virtual. Não no real.
Por isso, devemos aprender a olhar para fora, e ampliar cada vez mais esses momentos. Porém é um grande vício nosso ficar sempre saindo do real e ir ao imaginário, então essa prática leva tempo.
Eu trabalhava com coisas que não me interessavam muito. Eram coisas que eu gostava, mas não me prendiam tanto como outras.
ResponderExcluirCom as outras eu tenho muito mais facilidade, muito mais interesse! Eu aprendo com muito mais rapidez, mas mesmo assim eu procrastino. Pelo menos procrastino menos!
O negócio é achar a área dentro da atividade que mais desperta o seu interesse. Ou As áreas.
Outras dicas são:
Observar quanto tempo você leva para fazer cada coisa dentro da atividade. Cada coisa mesmo! Mas não é para ficar decorando. Deve-se fazer isso com o bom senso. Observe e veja se é muito tempo ou pouco tempo.
Mas não caia naquele negócio: é tranquilo, faço rápido.
Pergunte-se porque você está deixando de fazer aquilo. Pergunte-se o que eu estou realmente querendo fazer agora que me desvia tanto para que eu não faça o que eu me propus a fazer no momento, e que é o mais importante, na verdade?
Mas não é só para se perguntar e pronto. Você deve realmente descobrir o que é. Descobrindo, você se pergunta o seguinte:
Posso fazer isso agora?
Quanto tempo demorará essa atividade?
Ela vai me atrapalhar?
Eu não posso fazer isso depois?
Se você chegar à conclusão de que você pode realizar essa atividade e que não tem problema algum em faze-la, então vá.
Acontece que essa decisão nos deixa inseguros, pois pode ser que esqueçamos que tínhamos que fazer aquela atividade importante e atrasar novamente, pois "meteremos" outra(s) coisa(s) no meio.
Então você deve também perceber isso.
No momento em que você estiver com a tentação de ir fazer outra coisa, perceba, tenha em mente o desenrolar comum que sempre ocorre.
Não fique nervosa, não se estresse com isso. Faça as coisas com suavidade. Faça a escolha com calma. Não brigue com sua mente. Ela está tentando mandar em você. Brigando com ela você não vai conseguir. Você deve trazer o que ela quer à sua CONSCIÊNCIA.
Que realmente deve decidir as coisas é a consciência. Se a mente decide, tornamo-nos impulsivos.
Se você traz as suas verdadeiras vontades á consciência, então você decide com calma, analisando as consequências, fazendo escolhas plausíveis, e não irreais, absurdas.
Acontece que são muitos tipos de atividades, portanto você deve exercer a auto observação, perguntar-se sempre para quê eu estou saindo da atividade principal e ir fazer outra qualquer que sequer tem real importância para mim.
Se você faz esse exercício, você reforça as sinapses no seu cérebro para que quando acontecer novamente você rapidamente seja avisada pelo seu cérebro de que você está fazendo novamente, e, naturalmente, com suavidade, faça a escolha certa.
E escolha certa é aquela que você quer, que sua consciência quer, não sua mente.
Concordo em gênero, número e grau. Apenas acrescento que sem medicamento nos tornamos quase reféns de nossos impulsos. A maioria de nós ainda precisa do remédio para controlar-se.
ExcluirAlexandre
Sim. Adorei as estratégias.Aliás aplicáveis para todo o ser, não especificamente para a mente com TDA. A finalidade da vida é tão somente a evolução, a iluminação do ser imortal.
ExcluirMas o que temos na atualidade para contornar o TDAH, é uma substancia segura, mas retrograda, criada a mais de 50 anos atrás, muito triste a ciência não ter inovado a respeito.
Agora sem dúvidas todas as estratégias, técnicas, terapias, exercício físico, análise comportamental, disciplina e agendamento de tarefas, não são tratamentos, mas atitudes que todo o ser humano deveria adotar em seu dia adia, é uma questão de qualidade de vida.
Aí nossas mentes vão dizer eu não consigo....vá tentando...um dia consiga...talvez com remédios...talvez simplesmente consiga.
SUMIDAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ResponderExcluirOnde anda você, Mari?????
Você tá fazendo falta, não pode sumir assim!
Abração
Estou feliz de te ver aqui de volta!
Alexandre
Se não conseguir, prepare-se antes. Tente dar uma relaxada.
ResponderExcluirEu consegui dar uma silenciada na minha cabeça a primeira vez quando antes de dormir.
Estava cansado, com sono, mas ainda com a mente bem ativa, então tentei parar de pensar o máximo possível. Mas não briguei com minha mente. Fiz isso com calma, sem me estressar caso ela começasse a "ir embora" novamente.
Quando ela começava a ir, eu a "puxava" de volta.
Só que eu estava deitado, e não sentado preocupado com postura, como no Zazen. Esse pensar em nada na verdade não era nada de nada mesmo, mas eu com a mente muito menos barulhenta, e, portanto conseguindo olhar "para fora". Só que no caso, como eu estava com os olhos fechados, esse fora era o escuro da pálpebra mesmo hahaha
Quando abri os olhos eu já não consegui o mesmo efeito. Tinha muita informação à minha volta. Estava escuro, mas eu conseguia ver o teto e algumas coisas à minha volta. Voltei a fechar o olho e consegui novamente.
Mas sua mente vai insistir, não adianta.
Eu ainda continuo postergando as coisas, é muito difícil mesmo, mas já consigo olhar para "fora" com muito mais facilidade.
Depois que eu consegui essa vez aí, comecei a tentar me treinar cada vez mais.
Só que eu acho que o segredo não está simplesmente em ficar tentando o máximo disso, e sim, em fazer com que você perceba o valor que tem olhar "para fora", pois assim, naturalmente, você irá se conscientizar de que a vida está realmente lá fora, no real, não no virtual, no imaginário.
Pelos sentidos, a memória enriquece, e a gente não se esquece tanto das coisas, compreende?
Nossa mente não reproduz as mesmas sensações. Não tem a mesma quantidade, logo, não forma a mesma quantidade de memórias.
Só que você precisa de suavidade, não brigue com sua mente, e o principal motivo disso eu acho que é que se você fizer isso, vai acabar gerando mais pensamentos, mais e mais. Se você não conseguir, vai acabar reclamando internamente disso e isso só alimenta mais pensamentos, ou seja, não é por aí.
Olhe para fora!
P.1
ResponderExcluirPerdoem-me pela crítica mas, embora eu reconheça a relevância das dicas, informações e recomendações citadas na prática, elas me parecem inúteis. Pelo menos para quem não está numa situação que favoreça "circunstâncias ideais" de vida.
Definiria "circunstâncias ideais" como um conjunto mínimo de fatores que favorecem a luta dos que tem TDAH. Talvez a maioria das pessoas com esta condição possam de fato contar com alguém que lhes dê algum apoio na sua luta. Uma família, um pai, ou mãe (de preferência ambos), esposo/esposa, algum filho, irmão, ou amigo, qualquer um. Ou talvez condições financeiras para custear um bom tratamento, morar perto de algum grupo de apoio. Ter um emprego no qual possa desempenhar seu trabalho de forma minimamente funcional, o suficiente para garantir seu sustento e ter onde morar e como pagar suas contas.
Eu sinceramente desejo que todas as pessoas tenham algum tipo de suporte que as ajude a lutar e a reerguer-se após cada "tropeço". Porque sei que a disposição para recomeçar e lutar é também uma característica nossa. Não importa quão grande seja o tombo, a gente tem sempre disposição pra seguir em frente. E isso é incrível, pois essa disposição existe mesmo que o tombo tenha sido enorme, mesmo que a gente esteja em meio a uma enorme depressão, enfim, a despeito de toda e qualquer adversidade e quadro sombrio, temos esta força, esta capacidade de continuar tentando.
Mas como disse no início, e quem não tem nenhum ponto de apoio? E o adulto que só descobre sobre a sua condição quando já perdeu tudo? Inclusive a credibilidade, porque todos a sua volta o consideram muito inteligente e não conseguem explicar o seu fracasso a não ser como sendo uma falha de caráter? Este indivíduo "hipotético", ao longo de sua luta e inúmeras batalhas na tentativa de se reerguer, se tratar, e de reconstruir a sua vida (ou de construir vida nova) foi perdendo, a cada derrota sofrida, o apoio e a compreensão da família, dos amigos, dos empregadores... E agora encontra-se sozinho, sem recursos, desempregado, desacreditado, e pior, desmoralizado. Ele é um constrangimento ambulante para todos aqueles que um dia acreditaram nele. As pessoas ainda vêem a inteligência, a capacidade, mas não aceitam, não entendem, não acreditam que essa coisa chamada TDAH, possa ser realmente responsável por essa catástrofe. Faz mais sentido para elas, explicarem a historia que assistem como um típico exemplo de uma pessoa fraca, sem caráter, que não se esforça de verdade para fazer valer as oportunidades que lhe foram dadas. Esta pessoa é ingrata e por conseguinte, um mal caráter que abusou insensivelmente da boa vontade das pessoas a sua volta.
Posto isso, e diante deste cenário "hipotético", eu digo que algumas dicas de tratamento e ajuda que as vezes são propostas na prática, são absolutamente inviáveis. O sujeito (sobre)vive entre o pânico e a esperança. Ninguém pode ajuda-lo.
Eu gostei muito deste comentário. Eu sou tdah e me trato com medicamento. Antes eu tinha tentado de tudo para ser uma pessoa mais concentrada, mais centrada nas coisas. Eu tentei de tudo mesmo, mas a unica coisa que faz diferença é o remedio. Seria bom se houvesse outras alternativas ou terapias que RESOLVESSEM DE FATO os sintomas mais comuns do tdah como desatenção e procrastinação.
ExcluirAnna
Não acho que os medicamentos, disponíveis hoje no mercado, sejam retrógrados. Uso ritalina que é o mais comum, e não tenho queixas. Também discordo deste discurso que a medicação deixa as crianças dóceis e quietas....
ExcluirAnna
Eu já tentei meditação (MT), que é, pelo que sei, uma das formas mais fáceis de se meditar. É muito difícil, desgastante. Mas acho que, com persistência, assim como uma dieta equilibrada específica para quem tem TDAH, acompanhamento terapêutico, apoio familiar (emocional, ou de um grupo de TDAH), um trabalho que lhe de uma sensação mínima de realização/valoração, um lar para morar... enfim, todas essas coisas são essenciais e surtem enorme efeito, sim. Quem sabe, talvez possam até de fato eliminar a necessidade de medicação (algo inimaginável pra mim, neste momento).
ResponderExcluirEu lhes digo portanto o seguinte. Se vocês contam com algum tipo de apoio, qualquer que seja, mesmo que não seja a lista completa que eu citei, sejam muito gratos e valorizem isso. Saibam que para além dos esforços necessários para a sua estabilização, melhora, felicidade, está a necessidade de conservar estes pontos de apoio. Se vocês têm familiares e/ou amigos que lhes apoiam, reforcem estes laços. Digam para eles o quanto antes (e sempre que possível), o quanto vocês são gratos e reconhecem a ajuda que estão recebendo. Retribuam cada gesto de carinho, compreensão e paciência que estas pessoas tem para com vocês. Não é fácil para elas. E se elas se interessarem por aprender um pouco mais sobre TDAH, isso é amor (não confundir com aquelas outras pessoas que leram alguma coisa só pela curiosidade mórbida de poder entender melhor o show de horrores que pretendem assistir às suas custas).
Eu hoje dou muito mais valor a vida. Aos meus olhos, quem tem um mínimo de paz, um lugarzinho que seja para descansar sua cabeça à noite, sem medo de ser despejado, ou de não ter o que comer, essa pessoa já tem muito. Se tem o respeito das pessoas que lhe são mais próximas, é um afortunado. E, se tem alguém que lhe ame, então é verdadeiramente abençoada. Meus conceitos mudaram. Já fui muito ambicioso. Hoje, estas coisas que citei, por mais simples que possam parecer, são os verdadeiros diamantes da vida. Não precisamos de luxo, de grande conquistas, ou reconhecimento social para ser feliz. Só precisamos de respeito, compreensão, amor e da oportunidade de podermos também retribuir um pouco do tudo o que recebemos, de podermos dar uma, a nossa humilde contribuição para um mundo melhor. Nem que seja só por fazer alguém mais feliz por um instante.
Eu quero a minha dignidade de volta.
Olá, acho muito válido o que você diz, porém realmente as dicas acima pouco servem para quem já não consegue se reerguer pela pouca confianças que as pessoas agora conseguem depositar.
ExcluirDesconheço sua idade, mas não desista. Tente mesmo assim as dicas acima com aquilo que já tens. Quando tiver alguma folga, tente, não desista!
Se você conseguir melhorar e se tornar uma pessoa confiável no sentido de conseguir prometer serviços e realiza-los, talvez as pessoas ainda ficarão com dois pés atrás mesmo, porém você também pode até mudar de cidade, quem sabe? Mudar de emprego...
Vida nova!
Mas não desista, vá trabalhando seus anseios, suas vontades. Demora, mas você vê a melhora a cada semana, ou até menos.
Pode ser que você desanime em alguns momentos, portanto, não crie grandes expectativas. Contente-se apenas com o que já conseguiu, e que de agora em diante algo já mudou, e para melhor.
Nesse momento é hora de resolver outras vontades minhas, outros anseios.
Entendo perfeitamente o que disse e imagino como está se sentindo pq sinto o mesmo. E olha que eu posso contar com o apoio do meu marido, mas meu pai, irmãos e familiares também pensam que sou fraca e com pouco controle emocional. E isso machuca muito, principalmente pq sabemos o qto temos q ser fortes para enfrentar tamanho preconceito e ignorância.
ExcluirMas, uma coisa q me ajudou um pouco foi fazer uma lista de distribuição de responsabilidades pela permanência de algumas doenças e "suposto" fracasso profissional. Com ela pude perceber q, ao contrário de quem me critica, eu fiz e faço tudo para melhorar. Olha como montei ela:
Busca por informação das minhas limitações - Aline 10 - família 0.
Soluções para superar ou lidar com as limitações - Aline 10 - família 0.
Procura de auxílio profissional - Aline 10 - família 0.
Apoio no tratamento - Marido 10 - família 3 (apoio parcial da minha mãe).
Indicação de CULPADO pelas consequências na minha saúde, em razão do tdah e dpac - Aline 10 (me culpei)- família 10 (ALINE AS USA COMO MULETAS).
Real culpado por eu não aceitar as "oportunidades" oferecidas pelo meu pai - Aline 0 - pai - 10.
Dizer que a culpa por eu continuar com problemas de saúde é minha. Aline (tenho procurado tratamento e fazer o indicado) e família (não buscam informações e nem me perguntam como me sinto com tudo isso, fingem q nada acontece).
Persistência e perseverança - Aline 10 - família 0 (desconfiam dos resultados do tratamento).
"Solidão, é triste estar com meus pais e irmãos e continuar sentindo que estou só. Mais uma vez a INVISIBILIDADE dos meus problemas se faz presente, mais uma vez tenho que enfrentar sentimentos e emoções dolorosas e confusas sem a ajuda deles. Assim foi na minha infância e adolescência, até conhecer meu marido... Foi quando Deus percebeu que precisava de um fiel escudeiro para me acompanhar nas batalhas. E não me mandou um soldado qualquer, mas sim um com grande experiência em lutas, pois a vida dele também já estava cheia delas. E, neste momento, ganhei um forte aliado, que me equipou com a melhor arma de combate: o amor!"
Espero ter ajudado,
Continue firme,
Abraços,
Aline.
Obrigado pela defesa!
ResponderExcluirEsse cretino posta estes vídeos todos os dias, eu excluo ele volta. São vídeos primários e ridículos sobre anti psiquiatria.
Essa criatura deveria tratar sua obsessão antes de vir encher o saco dos outros com essas baboseiras.
Um grande abraço e obrigado por sua contribuição
Alexandre
Puxa Alexandre !, poderia ter pedido ajuda para os integrantes do grupo, afinal este forum é de todos nós! Trabalhar em grupo, ao menos em dois sempre me ajudou com o TDAH. A partir de hoje então estamos jutos e misturados. Conte comigo.
ResponderExcluirOlá, bom dia Alexandre. Sempre que venho comentar fico com vergonha: os comentários daqui são alto nível, e eu só venho aqui pra desabafar sobre o caso do meu esposo...rs. Bom, ele começou o tratamento, e estamos tentando nos adaptar a tudo de novo, e embora seja difícil, o que nos dá força é seu blog. Saber que não somos os únicos tentando nos adaptar ao mundo é muito bom, nos deixa mais seguros. Bom, quanto ao texto, sempre nota 10!!! Se vc soubesse que se encaixou direitinho comigo vc iria rir pra caramba... Às vezes tenho o dinheiro na conta, mas não sei, fico protelando uma vida inteira pra entrar na internet, depois no banco, digitar as sua milhões de senhas, enfim, fico cansada só de pensar, porém depois, fico fazendo milhões de malabarismos pra poder pagá-las, rs. Beijos a todos.
ResponderExcluirCom as renovação de atitudes mentais, melhora-se 50%.
ExcluirSiga as sugestões descritas no blog. Com o remédio mais uns 20%. É isso aí, ter disciplina, horário certo para acordar e dormir, agenda, cronograma do dia e inventário a noite. Exercício físico, hobby, sexo, allimentação saudável e por aí vai.
Oi Aninha, pelo amor de Deus, não se envergonhe; todas as nossas discussões são baseadas em nossos problemas pessoais. Assim como o seu; esse é o objetivo do blog: trocarmos experiências que nos engrandeçam.
ExcluirAlém do remédio, Aninha, a melhor dica que posso dar a seu marido é: policie-se, vigie-se. Todas as decisões e atitudes dele devem ser analisadas à luz do TDAH.
Ele precisa avaliar se aquela atitude ou sentimento são dele ou são fruto da doença.
E enfrentá-la.
Abraços, boa sorte e conte com a gente
Alexandre
A psiquiatria e psicologia deveriam aprofundar mais nos estudos das comorbidades do surto por exemplo a médica que atropoleu um casal de irmãos em minas gerais. O criminoso nato etc.
ResponderExcluirPara o DDA seria os cietistas descobrirem um medicamento que supra a substancia que falta no cerebro.
Todos os outros "tratamentos" em verdade são atitudes que o ser humano devem seguir como qualidade de vida, como escolha própria.
É claro que essas coisas devam ser feitas por qualquer pessoa. Acontece que ser humano é muito acomodado. Se não está incomodando o problema da mente, então ele deixa pra la.
ResponderExcluirO TDAH tem um problema realmente, e que incomoda, e muito!
É primordial que ele exerça esse policiamento, porém não se deve fazer com muita rigidez, e sim com o coração, de forma que aquilo esteja escrito em sua mente automaticamente, porém com consciência.
Muito bom, comente como está sua vida, quantos por centos você acha que ela melhorou, essas coisas.
ResponderExcluirObrigado.
Realmente to chegando a conclusão que é desapegar com consciência. Seguir vivendo, na simplicidade, deixando vir a tona todos os conhecimentos, a maturidade em pleno desabrochar. Exercício físico regrado, estudo, trabalho, com calma, tranquilidade, uma coisa de cada vez. Sem problemas, sem rotulações, sem drama, sem transtornos.
ResponderExcluirTo me alimentando de 3 em tres horas, tomando um comprimido de complexo vitaminico, 1 vitamina c, e rita comum mesmo, corrida 3 vzs na semana, e relaxamento e meditação antes de dormir, cházinho de melissa tbm. isso aí simplicidade.
Se tiver algo a acrescentar, diga! Se não tiver, e concordar, compartilhe com mais pessoas.
ResponderExcluirCompartilhe, por favor.
É assim q eu penso
ResponderExcluirNão é estranho, é normal... Você aceitou o problema, tomou alguma consciência do fato, e está buscando algum objetivo...
ResponderExcluirNas sessões que fiz, o psicólogo levantava essas questões sobre todo mundo ser igual. Realmente, não devemos ser todos iguais, o TDA-H menos ainda, até porque ele nem consegue...
É isso mesmo, perdi as esperanças aceitei o tdah, e isso meio que me libertou. Percebi que estava buscando coisas que não queria realmente, sonhos que não eram meus. Só assim pude tomar alguma atitude pra sair da inércia, coisas pequenas como mudanças na alimentação, prática de exercícios, o tratamento que eu não fazia direito, essas coisas que vcs falaram aí em cima. Dicas muito boas, ler o blog ajuda bastante, tbm.
ResponderExcluirmaravilhoso OUTRA MARIA, isso mesmo...cuidar das plantas que não exigem muito a ñão ser agua, e retirar as ervas daninhas, evitar doces, álcool, fazer exercício físico, e descobrir uma área na profissão que a gente ame, eu descobri, mas mesmo assim, agora no inicio do outono aqui em Port tive uma depressão profunda...mas mesmo com depressão lavei roupa, cuidei das plantas, casa mais ou menos em ordem e sempre fui fazendo alguma coisa, bjo grande a todos...ah, eu adoro canto gregoriano, e o ADIEMUS, não sei se conhecem, tentem o you tube MARIA BONITA se ainda me aceitam dee volta
ResponderExcluirMARIA BONITA DIZ ALEXANDRE, aqui em Portugal, a gente quando faz alguma coisa "errada" diz que meteu o pé na poça kkkkkkkkkkkkkkk adorei a foto da abobora, é a minha cara kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk a abobora da cincerela esburrachada no chão kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, esquenta não cara, to com o pessoal ai em cima, quem nunca errou atire a primeira pedra, o belo da nossa doença e a nossa solidariedade e compreensão, seu blog é fantástico mesmo, parabéns, Maria Bonita de volta se ainda for aceita, bjks a todos <3
ResponderExcluirEstava sentindo sua falta dos seus comentários! Se mudou para Portugal?
ResponderExcluirNão. Já estou aqui há anos
ResponderExcluirOi Rafa P. voltei simmmmm, também tinha falta de vocês, andei muito pra baixo, mas agora to chic de novo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...olha, to gostando muito de ver a galera mais otimista em relaºão a doença...temos que aprender a viver com ela pois será sempre parte de nós...para mim, o tratamento tem sido uma bençao, embora eu tenha depressões de matar, mas vamos lutando simmmmmmmmmmmm, todos nós temos varias e enormes qualidades interiores, somos pessoas que lutam por ser melhores seres humanos com uma garra maravilhossa, eu acho vocês todos deste blog fantásticos, com todas os grilos, erros e acertos, é um pessoal que briga muito por ser melhor, por ajudar o outro, isso é maravilhosoooooooooooo, e devemos isso ao nosso aimigo principal oo ALEXANDRE SCHUBERT, que Deus o abençoe muito e sempre, somos todos especiais, muito especiais kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, adoroooooooooooo MARIA BONITA
ResponderExcluirBem prof Rubens Godoy, na verdade não percebemos o que estamos fazendo - pelo menos comigo é assim - os dias vão passando, os fatos vão se sucedendo e a gente vai se enrolando neles. É assim que funciona comigo.
ResponderExcluirSó percebi a realidade quando li do cancelamento do Fórum.
Abração e obrigado pela participação
Alexandre
Oi Maria Bonita, que bom que está de volta. Apareça mesmo quando estiver pra baixo, é assim que podemos ajudá-la.
ResponderExcluirVocê faz parte desse blog é por mais que se ausente estará em sua casa. É só abrir a porta e entrar, sem precisar de pedir licença.
Abração
Alexandre
O auto policiamento é fundamental, mas não creio que devamos usar o coração; precisamos de um mínimo de dureza e firmeza pra enfrentarmos nossos sabotadores e nossos impulsos.
ResponderExcluirAbraços
Alexandre
Suavidade!
ResponderExcluirEu pensava assim, e para mim pelo menos não adiantou. Quando experimentei fazer as coisas com mais maleabilidade, as coisas funcionaram melhor.
ResponderExcluirPorém, claro, é algo novo, com o qual não sabia lidar muito bem. Mas tentei, pois até então nada havia adiantado realmente. Rigidez leva a frustração maior. Maleabilidade não, pois ali a filosofia de vida é: não deu por aqui, vou tentar por outro caminho. Ao passo que se eu sou muito rígido, é por que escolhi apenas um único caminho, e é só nele que eu vou ficar, ois tenho certeza de que ele é o único, o melhor. Então você fica dando murro em ponta de faca. Pode muito bem ser que aquele não é o único, porém você o considera como tal, porque diz que já experimentou outros e aquele ali é o único que deu certo.
Ocorre que não necessariamente você já tentou todos. Olhe em sua volta quando estiver com mais pessoas. Elas fazem tudo com calma (não todas, claro), e conseguem resolver com calma. Muitas quando tentam algo e não dá certo, dizem: paciência, não deu. Vou tentar de outra forma. E simplesmente tentam.
Nós nos sentimos muito inseguros, pois é na forma que escolhemos que deu certo, é sobre ela que eu sei. Já conheço esse caminho, então é aqui que vou ficar.
Não vou tentar outra coisa, pois já tentei várias, e não deu certo. Só que do jeito que está, por melhor que esteja em relação às outras formas, ainda não está bom.
Não é a toa que no Oriente se pregue cada vez mais esse tipo de prática milenar. MILENAR.
Mas você já se perguntou exatamente os porquês que a levam ficar sempre na sua?
ResponderExcluirQuestione-se e veja se aquilo não tem alguma solução melhor.
É vergonha?
É medo?
É o quê?
Trabalhe essas causas, essas decisões. Procure algumas alternativas. Não queremos ser pessoas melhores? Então.
Não diga não se não tentou.
Se você se relaciona já com algumas pessoas, pergunte-se porque se relaciona com elas. O que elas têm que lhe criam interesse para se relacionar com elas?
Busque mais pessoas que são assim também.
No meu caso é uma preguiça terrível de gente.
ResponderExcluirkkkkkkkkkkk
Abraços
Alexandre