O TDAH PULSANDO DE CULPA!
Mais que uma tatuagem, a culpa é uma cicatriz em nossas almas. Uma cicatriz inchada e latejante a nos lembrar de sua existência. Os erros passados desfilam em nossos olhos. As críticas pretéritas ainda ecoam em nossos ouvidos. Os olhares acusatórios pesam como uma cruz em nossas costas. A culpa; sempre ela, gêmea xipófaga do TDAH; unidos pela mente, pelo coração, pela alma. Ao contrário do que dizem nossos detratores, o TDAH não é insensível; muito pelo contrário, impelidos por um desejo incontrolável, por uma impulsividade indômita, erramos continuamente e acabamos eternamente torturados pela culpa. Uma culpa pulsante, viva, interminável. Velhos erros dançam diante de nós, como a oferecer-se para que os escolhamos como pares novamente. Aquela palavra final que jamais deveria ter sido dita, volta à nossa mente, sempre na superfície oferecendo-se para ser repetida. e a repetimos. E a velha cicatriz pulsa, a velha dor nos aterroriza e juramos não experimenta-la de novo. ...