UM TDAH PERFEITO







Nota de Atualização (2026)

A medicina personalizada reforça que o sucesso no TDAH é medido pela qualidade de vida e não pela ausência total de sintomas. A ideia de          "Um TDAH Perfeito" foi substituída pelo conceito de "Neurodivergência Funcional", onde o foco é o ajuste do ambiente e a autocompaixão, exatamente como este texto propõe há anos.



Imagine o seguinte cenário: você vai ao médico, um bom médico, e após criteriosa consulta ele te diagnostica como portador de TDAH. Receita de Ritalina/Venvanse/Concerta debaixo do braço e um misto de euforia, perplexidade e dor na alma por saber-se doente.

Sem pensar demais você inicia o tratamento e uau! Que maravilha, que remédio fantástico! Sua concentração melhorou, sua produtividade aumentou, você ganhou uma memória de elefante de uma hora para outra, você não se sente mais aquele pano de chão usado. Nada disso! A vida é bela! Você é uma Ferrari em altíssima velocidade, e sob controle!

A Ferrari e a Derrapagem

E então sua Ferrari derrapa e bate. O mesmo erro de sempre! Você esqueceu de novo. Você adiou de novo. Você disse o que não devia, de novo. Um profundo desânimo toma conta de você. Mas e o tratamento? E o controle?

Os dias passam e você percebe que as características positivas se mantêm, você segue trabalhando, você ainda se mantém no horário. Nem tudo foi tão ruim assim. E você falha de novo! A mesma falha!

Uma tremenda frustração invade a sua alma. E você duvida do seu médico, duvida do seu remédio, duvida do seu psicólogo, de sua terapeuta. Duvida de você mesmo. Uma imensa vontade de abandonar o tratamento. Para que encher a cara de remédio controlado se continua cometendo os mesmos erros? O desânimo volta, a desconfiança em você mesmo volta, volta toda a insegurança pré-tratamento. E a Ferrari volta a ser aquele fusca 1966 que você se sentia antes.

O Ótimo e o Muito Bom

Uma vez vi uma palestra do Professor Marins e ele disse que: "FOCAMOS O ÓTIMO E DEIXAMOS PASSAR O MUITO BOM". Nada mais TDAH; e ele falava sobre empresas e empresários. Mas essa é a essência da autossabotagem: mirar o impossível! Mirar o inatingível! Mirar a perfeição!

Você jamais vai atingi-la. Nem como TDAH nem como "normal". Ninguém é perfeito! Você vai continuar errando sim! Vai continuar esquecendo sim! Mas muito menos do que antes. Com menor frequência, com menor intensidade, com menor gravidade.

Estratégias de Enfrentamento Diário

Não acredite em milagres. Eles não existem no tratamento do TDAH. O que existe é um dia após o outro, uma caminhada diária com momentos tranquilos e outros nem tanto. O importante é você tratar-se e saber-se portador de um transtorno e, como tal, se preparar para enfrentá-lo.

Quem tem colesterol alto precisa restringir alguns alimentos, fazer exercícios; o diabético precisa abrir mão do açúcar, essas coisas. Você precisa conhecer a sua doença para enxergá-la agindo e aprender a combatê-la.

  • Crie estratégias para lembrar-se de compromissos;

  • Pense dois segundos antes de dar aquela resposta;

  • Confira mais de uma vez seu trabalho antes de entregá-lo;

  • Adiante seus relógios, crie maneiras de diminuir o peso da sua vida.

E o principal: perdoe-se se você errar

Todo mundo erra, TDAH ou não.


Leia Também

  • Sou TDAH, e daí?: Como o diagnóstico pode ser a chave para mudar sua vida.

  • 12 Sintomas do TDAH em Adultos: O guia completo da minha convivência com os sintomas do transtorno.

  • A Insegurança Mental Criativa: Transformando o caos em ideias potentes.


O tratamento do TDAH é multimodal (médico, terapia e hábitos). Saiba mais no site oficial da ABDA: Associação Brasileira do Déficit de Atenção.



FAQ - Perguntas Frequentes

1. Por que o remédio não impede que eu cometa erros de TDAH? 

O remédio melhora a função biológica (foco e controle de impulsos), mas não apaga hábitos de uma vida inteira. O tratamento é uma ferramenta, não um milagre.

2. O que fazer quando sinto vontade de abandonar o tratamento?

 Lembre-se da frase do Professor Marins. Avalie o "muito bom" que você já conquistou em vez de focar apenas no "ótimo" inatingível.

3. Qual o papel do autoperdão no TDAH? 

O autoperdão evita o ciclo de desânimo que leva ao abandono do tratamento. Aceitar que errar é humano permite que você continue tentando.































































Imagine o seguinte cenário: você vai ao médico, um bom médico, e após criteriosa consulta ele te diagnostica como portador de TDAH.
Receita de Ritalina/Venvanse/Concerta debaixo do braço e um misto de euforia, perplexidade e dor na alma por saber-se doente.
Sem pensar demais você inicia o tratamento e uau! Que maravilha, que remédio fantástico! Sua concentração melhorou, sua produtividade aumentou, você ganhou uma memória de elefante de uma hora pra outra,  você não se sente mais aquele pano de chão usado. Nada disso! A vida é bela! Você é uma Ferrari em altíssima velocidade, e sob controle!
E então sua Ferrari derrapa e bate. O mesmo erro de sempre! Você esqueceu de novo. Você adiou de novo. Você disse o que não devia, de novo.
Um profundo desânimo toma conta de você. Mas e o tratamento? E o controle?
Os dias passam e você percebe que as características positivas se mantém, você segue trabalhando, você ainda se mantém no horário. Nem tudo foi tão ruim assim.
E você falha de novo! A mesma falha!
Uma tremenda frustração invade a sua alma. E você duvida do seu médico, duvida do seu remédio, duvida do seu psicólogo, de sua terapeuta. Duvida de você mesmo.
Um imensa vontade de abandonar o tratamento. Pra que encher a cara de remédio controlado se continua cometendo os mesmo erros? O desânimo volta, a desconfiança em você mesmo volta, volta toda a insegurança pré tratamento. E a Ferrari volta a ser aquela fusca 1966 que você se sentia antes.
Uma vez vi uma palestra do Professor Marins e ele disse que: FOCAMOS O ÓTIMO E DEIXAMOS PASSAR O MUITO BOM. Nada mais TDAH; e ele falava sobre empresas e empresários.
Mas essa é a essência da auto sabotagem: mirar o impossível! Mirar o inatingível! Mirar a perfeição!
Você jamais vai atingi-la.
Nem como TDAH nem como 'normal'. Ninguém é perfeito!
Você vai continuar errando sim! Vai continuar esquecendo sim! Mas muito menos do que antes. Com menor frequência, com menor intensidade, com menor gravidade.
Não acredite em milagres. Eles não existem no tratamento do TDAH.
O que existe é um dia após o outro, uma caminhada diária com momentos tranquilos e outros nem tanto.
O importante é você tratar-se e saber-se portador de uma doença e como tal se preparar para enfrentá-la.
Quem tem colesterol alto precisa restringir alguns alimentos, fazer exercícios; o diabético precisa abrir mão do açúcar, essas coisas. Você precisa conhecer a sua doença para enxergá-la agindo e aprender a combatê-la. Crie estratégias para lembrar-se de compromissos; pense dois segundos antes de dar aquela resposta; confira mais de uma vez seu trabalho antes de entregá-lo; adiante seus relógios, crie maneiras de diminuir o peso da sua vida.
E o principal: perdoe-se se você errar.
Todo mundo erra, TDAH ou não.

Comentários

  1. Bom dia Lídia!
    Muito bom seu depoimento em favor da Ritalina e da necessidade de se manter o tratamento ao longo do tempo.
    Minha médica diz que a Ritalina não tem 'efeito memória' ou seja, ela é completamente eliminada pelo organismo e TDAH não tem cura. Parou de tomar retorna ao estágio pré tratamento.
    O mais legal do seu depoimeno é a persistência e disciplina em manter uma vida equilibrada e satisfatoria, você voltou à faculdade pra não ter que viver insatisfeita.Parabéns!
    Sensacional a história do seu pai com o livro do Gilberto. Ele nem deve ter acreditado quando sua mãe devolveu o livro. rsrsrs Você teve a quem puxar.
    Obrigado por seu depoimento
    Abraços
    Alexandre

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  2. Bom dia Letícia!
    Obrigado pelos elogios.
    Olha recebi um comentário esses dias de uma mulher que está passando exatamente pelo que você narra; estava ótima, tão ótima que parou com a BUP pra engravidar. Afundou completamente. Nem depilar mais ela tem ânimo. Ela disse no comentário que iria voltar ao médico e retomar o tratamento.
    Abraços
    Alexandre

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  3. Puxa Layse, que legal!
    Você tá sumida mesmo, espero que tudo esteja bem com vocês.
    Essa matéria foi muito bem feita, muito completa.
    Mande um email mesmo, gostaria de saber como vão as coisas.
    Sou vencedor não Layse, todos somos. Luto muito, falho muito, mas não desisto. Assim como você com seu filho e todos que têm e convivem com essa doença.
    Um abração pra você e sua família.
    Obrigado pelas palavras, me dão muita força
    Alexandre

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  4. Eu fiquei um tempo sem passar por aqui, porque havia cansado de ficar lendo sobre tudo isso e não resolver nada na minha vida. O que adianta saber o que você tem, como você funciona, se você não faz nada pra dar um jeito?

    Hoje fui em mais um psiquiatra, ele fico 10 minutos e me dispensou... Eu não sei me expressar direito. Se eu falar que acho que tenho isso eles me acham soberbo por chegar com o diagnóstico pronto.

    Eu não gosto da ideia de tomar remédio mas só de pensar em uma possibilidade de estruturar minha vida me dá vontade de experimentar.

    Como tomar o remédio se não ninguém pra te receitar?
    Será que o remédio vai adiantar alguma coisa?
    Será que eu tenho realmente isso?

    Estou muito confuso...

    Marcos (Caco)

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    Respostas
    1. Bom dia Caco!!
      Tá sumido mesmo, meu amigo!
      Faz isso não, você é parte importante da história desse blog. Sempre gostei de suas opiniões.
      Olha, amigo, eu cheguei na minha médica afirmando o que eu tinha. Eu tinha passado quase 24 horas ininterruptas pesquisando, fiz centenas de testes e fui lá apenas pra confirmar e buscar minha receita, (que ela não leia esse comentário rsrsrs).
      Creio que o ideal é que antes de marcar a consulta você se informasse com a secretária ou com a clínica se o médico trata de TDAH. De nada adianta você ir a um médico que faça parte do grupo dos que não acreditam na existência da doença.
      Eu também não gosto de tomar remédio. Tem dia que a vontade é de jogar no lixo, mas fazer o quê? Ainda não tem nada que substitua.
      Some não, meu amigo, esse blog ainda existe por que um dia você fez a diferença num momento difícil da minha vida.
      Um abração agradecido
      Alexandre

      Excluir
  5. Alexandre, eu já conheço teu blog há bastante tempo, sempre quis participar fazendo um comentário, mas me dava uma preguiça !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Hoje fiquei pensando na minha vida antes e depois que comecei a tomar ritalina. Queria contar um pouco da minha experiencia, mas pelo amor de Deus, também não quero endeusar o remedio e fazer apologia ao uso.

    Bom, vou me formar no final deste ano em Agronomia.
    Acabei tbem perdendo um ano por conta de dificuldades em aprender e tbem porque eu faltava demais.

    Terminei o ensino medio, fiquei 3 anos parada antes de iniciar a faculdade.
    Foram 3 anos perdidos na minha vida. Eu iniciava curso de idioma, informatica, curso pre vestibular, mas eu nunca conseguia ir até o final. Eu simplesmente largava, e nem sabia o porque.
    Na minha familia, tios, tias, primas, me viam como uma pessoa pouca batalhadora. Eu tinha que ficar quieta, porque não era mentira.
    Eu era aquela pessoa que ficava acordada a noite inteira, e no outro dia levantava ao meio dia. Eu não gostava de sair de casa, não gosta de ver gente. Eu adiava tudo, eu sempre inventava uma boa desculpa pra deixar pro outro dia.
    Eu pensava que toda aquela preguiça, aquela vontade de só ficar em casa, podia ser depressão, mas eu nunca tive nenhum sintoma, e apesar de todo aquele caos na minha vida eu não era triste.
    Quando eu entrei na faculdade, a primeira coisa que me alegrou, foi o fato, de eu me obrigar a ter um horario e uma obrigação a cumprir.
    Mas eu inventava os motivos mais ridiculos pra faltar. Eu ficava em casa, deitada na cama olhando pro teto e tomando cafe.
    Essa atitude me envergonha muito, eu tinha um remorso tão grande que acho que so quem tem esse disturbio pode me entender.
    No final do primeiro ano, só passei em 1 materia. Reprovei na maioria por falta.
    Eu tinha aula de manha e a tarde, eu quase nunca ia de manha porque não conseguia acordar.
    Eu sabia que estava agindo errado, eu sofria por causa disto, mas eu não conseguia mudar. Eu me sentia muito mal por ser vista como uma preguiçosa pelos outros, Sentia remorso de ver meus pais pagarem todo curso que eu queria, mas nunca terminava.
    Eu ja tinha ouvido falar em tdah, tinha vontade de procurar um medico. Mas tambem tinha medo de ouvi-lo falar que eu era normal, e que toda aquela minha preguiça era falta de vergonha na cara mesmo.
    No final do primeiro ano eu fui. Eu estava em ferias quando comecei a tomar ritalina, mas comecei a estudar tudo o que eu tinha estudado durante as aulas e vi que o remedio realmente funcionava, porque a principio, eu não acreditei que o " meu caso" era pra ser tratado com remedio.

    Eu consegui mudar algumas coisas em meu comportamento, que antes eu já tinha tentado sozinha, mas não conseguia.
    Comecei a ficar mais centrada , responsavel. Eu não sei se a palavra "responsavel", é a mais indicada, mas foi assim que eu me senti.
    Eu já conseguia acordar na hora certa, e nunca mais faltei, conseguia prestar atenção nas aulas, minha cabeça não ficava mais no mundo da lua.
    Hoje em dia sou até mais respeitada pelos professores, acho que ele viram que eu mudei pra melhor. Fiquei até mais participativa nas aulas, consigo até fazer pergunta inteligente!!!!!!!
    Eu não costumo falar pra todo mundo que eu tomo remedio pra concentração, algumas amigas proximas até sabem.
    Aos poucos consegui desfazer aquela impressão ruim que as pessoas tinham de mim.
    Tenho certeza que se eu não tivesse me tratando, acho que já teria ate abandonado a faculdade.
    Ainda bem, que consegui resolvi isto a tempo.

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  6. Bom dia, Sandra!
    Obrigado pela força, suas palavras me ajudam a manter a motivação.
    Olha, eu não acredito muito em tratamentos alternativos. Já me sugeriram um monte de coisas, outro dia até estimulação do cérebro por choques elétricos. Um troço parecido. Ou mesmo pessoas que defendem que somos os salvadores da humanidade e quem quer nos tratar quer impedir que revolucionemos o mundo. rsrs
    Muitas coisas podem ajudar ou acelerar o efeito do tratamento; coaching (melhora foco, organização, ensina a priorizar) terapia (a comportamental é a que possui os efeitos mais rápidos) psicanálise (acredito que em adultos é muito útil pois acumulamos frustrações e outros sentimentos ao longo da vida de lutas0 e outras técnicas como meditação podem ser úteis. Mudar o estilo de vida pode ajudar, estou mudando radicalmente minha vida. Eliminar problemas e situações doloridas e constarngedoras no dia a dia.
    Li qualquer coisa que o xadrez ajuda principalmente às crianças.
    O que eu acho é que ainda não dá pra abrir mão do remédio. A nossa doença é química, parte dos neurotransmissores que produzimos se perde, ou seja, esse neurotransmissor tem de ser reposto ou essa perda tem de ser impedida de acontecer.
    Não a meditação ou xadrez que resolva isso.
    Muitas coisas ajudam principalmente no adulto quandom criamos um m onte de estratégias e comportamentos paliativos para conviver com nossas falhas.
    Espero tê-la ajudado e obrigado por participar.
    Um abraço
    Alexandre

    ResponderExcluir
  7. Oi Alexandre, meu nome é Wallace, 37 anos, sou mineiro de Juiz de Fora, e fui diagnosticado, ontem, com TDAH. O curioso para mim é que eu estou MUITO feliz por descobrir que tenha essa doença. Isso é estranho? Parece que foram tirados 10 toneladas de peso que eu carregava durante toda a minha vida. Parece que as coisas começam a fazer sentido pra mim. Vejo que meus atrasos, minha atitudes impensadas, minha compulsividade, minha falta de compromisso, tudo isso contra a minha vontade e me fazendo sofrer tanto, não eram apenas traços de um comportamento infantil ou imaturo, mas de alguém que durante todo o tempo precisava de ajuda. Não quero esconder meus erros e minhas falhas atrás da doença, quero apenas ser compreendido e assumir somente aquilo que seria normal pra qualquer pessoa, com TDAH ou não. O médico me receitou Ritalina LA 10mg e terapia cognitiva com uma psicóloga. O remédio tomei ás 06:30h e estou esperando o resultado. A psicóloga só consegui marcar para a próxima semana. É muito bom saber que existe esse espaço onde discutem pessoas que entendem o que se passa na cabeça de um TDAH. Gostaria de sugerir algum post que fale sobre como a família de um TDAH pode ajudar no acompanhamento do tratamento dessa doença. Grande abraço e desculpe se me alonguei demais (acho que o remédio ainda não fez efeito ... rsrsrs).

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  8. Olá, é normal sintomas de TDAH "piorarem" com a idade? Sempre tive todas as características de TDA (Sem hiperatividade). Mas quando eu era criança, mesmo não sendo boa aluna, eu adorava aprender e ler, era muito curiosa para aprender coisas novas. Mas no fim da minha adolescência começou a minha falta de interesse total por tudo (dizem ser características do TDAH e tenho esse desinteresse até hoje). E as procrastinações, na minha infância, nunca adiava minhas obrigações, mas hoje em dia as procrastinações estão cada vez piores.

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  9. Depacote e Bup são usados para tratamento de TDAH, eu tenho e entrei em uma depressão profunda e muita variação de humor. Comecei com o mínimo de Depakene (praticamente a mesma coisa que Depacote) e já foi o suficiente para me tirar do estado grave que estava, e agora comecei com Bup, muito cedo para saber os efeitos dele para mim... os efeitos variam de pessoa para pessoa e pode levar até meses para começar a fazer efeito. Então tenha calma pois não será do dia para noite. Além do que você pode ter o TDAH com Bipolaridade sim. É muito dificil diagnosticar por tudo se misturar. E se nada mudar depois de um tempo procure outras opiniões e médicos diferentes.

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  10. Ricardo estou exatamente na mesma situação que você! E é extremamente desgastante, a gente vive em um looping eterno, e a vontade de tentar novamente diminui, cada dia mais, pelo medo de começar mais uma coisa que não
    vai terminar. Eu já tentei 12 projetos/trabalhos diferentes e todos comecei extremamente empolgada e com garra para depois de um tempo desanimar e desistir e eu tenho so 27 anos... Estou completamente perdida, com depressão e variação de humor constante. Sou formada em Adm mas não sei o que eu faço, gosto de muitas coisas e ao mesmo tempo não tenho o animo para começar e desistir novamente, sem contar que não tenho currículo muito consistente já que não tive foco para seguir um tipo de carreira e me especializar... as coisas começam a perder o sentido e a desesperança invade. Estou me tratando com psicologa e psiquiatra mas ainda é muito recente para dizer... Tenho dias bons e dias ruins mas enquanto não descobrir o meu proposito e o que devo fazer as coisas não vão mudar muito. A incerteza e não poder confiar em você mesmo é angustiante... nunca sei oq sou eu ou a química de meu corpo falando e o que devo dar ouvidos ou não... Minha esperança é que os remédios me ajudem a equilibrar as coisas para conseguir resolver minha vida e aos poucos trabalhar o TDAH para dentro do possível ter uma vida mais normal.

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