O TDAH E A AUTO PUNIÇÃO






Muitas vezes, mas muitas vezes mesmo, eu me pego procurando soluções auto punitivas para meus problemas.
Soluções que não solucionam o problema, mas me punem como uma forma de amenizar a culpa que trago por tê-los causado. Principalmente se envolvem outras pessoas.
As vezes não acredito na sequência de reveses que se sucedem em minha vida, principalmente na vida material. Nesse mês de março meu carro apresentou um problema no motor e foram exatamente duas semanas de despesas, amolações e falhas até que a coisa fosse solucionada. Isso é normal? Claro, pode acontecer com todo mundo, mas comigo a recorrência dessa sucessão de situações que se complicam é tão grande, que muita gente que me cerca já me mandou ir a uma benzedeira, centro espírita, igreja...
Nessas horas me dá uma imensa vontade de me afastar das pessoas, de romper relacionamentos e me isolar na minha própria falta de sorte, ou incapacidade de gerir a vida, ou carma, ou destino, ou consequências do TDAH, ou que quer que seja isso.
Nesse episódio do carro passei tanta raiva e frustração - e despesas inesperadas - que num dado momento pensei até em romper meu relacionamento como forma de livrar minha namorada dessa criatura azarada. Sempre me lembro nessas horas de um personagem de desenho animado que tudo dava errado pra ele, e que repetia sempre: Oh, céus! Oh, vida! Oh, azar!
Pois é, em outras épocas pode ser que eu fizesse isso mesmo. Já tive esse comportamento mais de uma vez. Hoje não, 'diagnostiquei' minha auto punição, respirei fundo e segui em frente. Procurei não perder a paciência, nem comigo, nem com o mecânico e muito menos com a namorada que nada tinha com isso. Tento (e tenho conseguido) racionalizar essas questões, tirá-las do nível pessoal ou metafísico. E creio que consegui.
O primeiro diagnóstico do meu carro apresentava um orçamento de mil e cem reais. Quase tive um treco. Qual foi minha opção? Procurei um mecânico conhecido, barateiro, mas com uma estrutura e um conhecimento menores. Gastei menos da metade, mas passei uma raiva desgraçada até que ele descobrisse o real defeito do carro. O primeiro mecânico estava com a razão, acertou no diagnóstico logo de cara, mas sua proposta era trocar 'metade' do motor do carro. Tipo assim, trocar uma janela inteira por que o vidro quebrou. Corri o risco de passar pelo que passei ao optar por um mecânico experiente, mas tecnologicamente ultrapassado. Mas paguei a metade do preço e o carro está ótimo.
Assim que consegui evitar minha auto punição, racionalizando minhas questões.
E assim tenho agido ultimamente, quando enfrento uma maré negativa, tento racionalizar olhando pra trás e tentando enxergar se essa situação não é fruto de atitudes e escolhas passadas minhas. Colheitas daquilo que plantei.
O interessante do tratamento do TDAH, é que alguns sintomas permanecem , mas nossa capacidade enfrentá-los e lidar com eles mudam.
Não me permito mais me auto punir. Tenho uma doença que já me puniu o suficiente, não precisa da minha colaboração.
O importante é enxergar o que causou a situação e corrigir onde for possível, onde não puder mais ser corrigido, enfrentar as consequências e evitar de plantar as mesmas sementes desastrosas de antes.
Oh, tratamento!
Oh, mudança!
Oh, solução!

Comentários

  1. Oi Alexandre?

    Conheci seu blog na sexta feira. De lá para cá, tenho lido todos os posts e comentários, este blog foi o melhor que encontrei até agora. Os comentários dos leitores são incríveis. Tudo o que passei está escrito aqui! Fico lendo e relendo porque já passei por quase todas essas situações.
    Agora já são quase 2 da manhã. Vou vir aqui outro dia para contar um pouco de mim.
    Ana Cecília

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    1. Bom dia, Ana Cecília!
      Obrigado por suas palavras, elas funcionam muito para a manutenção do blog, pode acreditar.
      Sim, todos temos comportamentos parecidos. depois ainda tem gente que fala que TDAH não existe. Os comentários são o meu combustível. Com eles aprendo, choro, rio e me servem de companhia nos momentos mais sofridos. No final do ano passado, quando achei que estava no fundo do poço, minha única fonte de prazer e satisfação era o blog e os comentários. Por isso respondo a todos com o maior prazer. Cada um de vocês é um amigo, um confidente, um terapeuta.
      Obrigado de coração e volte, volte mesmo.
      Abraços
      Alexandre

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  2. Bom dia, Fernanda!
    Não, não é só você que deixa a Ritalina.
    Por mais que saibamos de seus benefícios, por mais que acreditemos nos benefícios do tratamento, caímos na tentação de ficar sem ela. E erramos pela bilionésima vez.
    Vendo seu comentário lembrei que ainda não tomei a minha. rsrsrs
    Vamos lá.
    Obrigado pela lembrança e o comentário
    Abraços
    Alexandre

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  3. Boa noite Alexandre e leitores. Meu nome é Marcia.
    A coisa que eu mais queria era poder retroceder uns 15 anos na minha vida. Já fiz tanta burrada, tomei tantas atitudes sem pensar, já deixei de fazer coisas que deveria ter feito...

    Todo mundo diz que a gente só deve se arrepender daquilo que não fez. No meu caso é o contrário. Eu já me arrependi amargamente de coisas que fiz.
    Já abandonei 3 cursos de faculdade. Apesar de toda a minha dificuldade em acompanhar as aulas, sempre consegui entrar em universidades públicas.

    Cheguei a passar num concurso de banco, mas odiei tanto, mas tanto mesmo, que chegou a ficar insuportável para mim. Senti que se continuasse a trabalhar nesse banco acabaria entrando em depressão. Mas nunca me arrependi de ter largado esse emprego.

    Eu não sei o que acontece comigo. Eu luto para conseguir algo, e depois que eu consigo já não gosto mais.
    Já me foi receitado ritalina, começo e depois de um tempo largo. Não porque não seja bom para mim, mas porque, como disseram num comentário que acabei de ler, eu achava que já "tinha entrado no ritmo".

    Desde o começo desse ano, tenho tomado durante a semana, menos no sabado e domingo. Sem o remédio, não consigo ter disciplina, organização e principalmente concentração. Vou adiando tudo que posso, mesmo sabendo dos riscos. Já sofri consequências terríveis por causa dessa tal de procrastinação.

    Eu também me achava uma pessoa azarada. Mas sempre tive consciência, de que tudo o que eu sofria era causado por mim. Algumas vezes, eu começava a estudar para uma prova, quando faltava 15 minutos para começar!

    Todo início de ano, eu faço uma lista de metas. Neste ano, a minha principal meta é seguir meu tratamento religiosamente. Se eu conseguir me tornar mais disciplinada com as minhas responsabilidades, todo o resto vai acontecer.

    Cheguei num ponto triste, todo final de ano eu me perguntava: O que fiz de útil e proveitoso este ano? E eu não conseguia me lembrar de nada. Eu era uma espectadora vendo minha vida passar, sem conseguir influenciar em nada.

    Eu não gostava da idéia de depender de um remédio tarja preta, para poder viver direito. Mas vi que não vai ter jeito. Cheguei a conclusão que se eu não encarar o tdah como uma doença que precisa ser tratada, a minha vida vai passar e eu não vou nem notar.

    Alexandre e leitores, desculpem meu baixo astral de hoje. Apesar de todos os problemas, no geral sou uma pessoa mais animada. Mas tem horas que dá uma deprê que eu nem sei de onde surge kkkkk

    Alexandre continue com seu blog, tenha certeza que ele ajuda muitas pessoas que tem tdah. Precisamos desse espaço para "nos comunicar", já que tem muita gente que acha que tdah não existe.

    Marcia - Campos Novos-SC

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    1. Boa noite, Márcia!
      Esqueça o que passou, você nada pode fazer para mudar. Levante a cabeça e olhe pra frente.
      O que é o seu futuro? O tratamento, Márcia! Só ele ( com a sua colaboração)pode mudar a sua vida. TDAH não é brinquedo, é doença. Trate-a, sua vida vai melhorar muitíssimo. E você sabe disso. Não se sabote mais, você não merece isso. Sua vida não merece isso.
      Se eu puder fazer alguma coisa pra ajudá-la, conte comigo. Conte com o blog, conte com cada um de nós que faz esse espaço tão legal, útil e democrático.
      Vamos caminhar juntos, seu tratamento me estimula a tratar-me também, sua vitória aumenta o sabor da minha vitória.
      Vamos lá, Márcia, abrace a sua vida, ame-se mais, trate-se.
      Abraços e obrigado pelas suas carinhosas palavras.
      Alexandre

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  4. Bom dia Vanesca!
    Acalme-se, tomar qualquer atitude do jeito que você está pode ser pior.
    Creio que o melhor é você tentar rememorar a consulta, as reações e as palavras da médica. Afinal ela pode ter razão.
    Se ainda assim você estiver em dúvida ou insatisfeita, procure outro profissional. Não existe exame que comprove a existência de TDAH apesar de ser um problema orgânico. Alguns casos podem ser comprovados através de tomografia (se não me engano).
    O diagnóstico deve ser fechado após uma consulta minuciosa, detalhada, aplicação dos testes. Minha primeira consulta durou praticamente 3 horas. E as posteriores nunca menos de uma hora.
    Não aceite menos, se você não acreditou na médica, no diagnóstico dela, procure outra(o).
    Eu sei exatamente pelo que você está passando, já tive loja e agia como você (apesar de jamais abri-la com um minuto de atraso) apenas meu corpo estava presente. Observei imóvel o desmanche de uma empresa que chegou a faturar 500 mil reais num mês. Simplesmente eu não tinha forças pra reagir. Longe da loja eu tinha milhares de ideias ao entrar ali uma letargia se apossava de mim e eu desanimava.
    Não vou falar pra que voce se levante, anime-se e enfrente a situação por que eu sei o que você está arrastando.
    Se seu marido, ou sócio, ou contador, sei lá, se você tem uma pessoa próxima com aguçada visão empresarial, exponha com franqueza sua situação e ouça a opinião dela se vale a pena ou não insistir no negócio. Eu não ouvi essa pessoa e perdi 800 mil reais em menos de um ano. Ele me falou pra fechar em julho quando eu tinha um milhão de estoque; eu achei que dava pra salvar e fechei em março seguinte com duzentos mil reais de estoque. Sinta a diferença.
    Você não tem uma pessoa pra colocar na loja nesse momento?
    Uma pessoa que faça o operacional, abra a loja e feche no horário correto, essas coisas.
    As vezes um afastamento pode ser interessante.
    Pense na sua vida, na sua saúde.
    Você precisa ser muito honesta consigo mesma agora.
    Repense sua consulta, honestamente, a médica foi incopetente, desinteressada ou apenas não disse o que você queria ouvir?
    Estou sempre aqui, Vanesca, use e abuse desse espaço, ele é feito por você também.
    Abraços e boa sorte
    Alexandre

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  5. Boa noite Alexandre:

    Você disse num comentário acima a palavra "letargia", era bem assim que me sentia. Isto foi uma constante na minha vida. Que eu me lembre, desde a minha adolescência sofri por causa da falta de atenção e concentração. Eu era um verdadeiro "fracasso" nos estudos.

    Reprovei 2 anos seguidos no 2º grau. Mas a minha maior dificuldade era com matemática, física e química. Em matérias teóricas sempre fui boa aluna, nem precisava estudar muito.

    Sempre gostei e soube da importância dos estudos na vida de alguém. Só eu sei o tanto que sofri quando pegava exame todo ano, sentava na mesa para estudar e minha cabeça ficava voando. Eu tinha um sentimento de culpa muito grande, ficava me achando um lixo.

    Nos meus empregos e estágios, eu tinha tanto medo de errar alguma coisa que chegava a ficar com as mãos tremulas e suar frio.
    Passei boa parte da minha vida achando que minha cabeça era fraca e que era burra. Isto devastou minha minha vida, as vezes eu nem fazia planos para o futuro, porque achava que eu não tinha capacidade para nada.

    Depois de algumas tentativas, consegui passar no vestibular, mas fui entrar entrar justamente num curso de engenharia, mesmo sabendo das minhas dificuldades em exatas.

    Passei pela mesma situação que muitos leitores comentaram aqui. Eu mais reprovava do que passava. Por fim, me toquei, que eu já estava me "acostumando" e me "conformando" em ir mal e não estava tomando nenhuma atitude.
    As pessoas viviam me dizendo "presta atenção", "você tá entendendo?", "nossa! como você é parada!".

    Eu já não estava mais aguentando aquela situação. Eu vivia pensando em desistir de tudo. Mas onde arrumar coragem para abandonar uma vaga de faculdade pública num curso de engenharia? Daí sim as pessoas iriam me achar louca de vez. E também não desisti porque sabia que iria me arrepender.

    Uma vez comecei um curso de Solid Works, um software que ensina a desenhar peças mecânicas. Paguei 800,00 a vista, e quando faltava 8 horas/aula, para terminar o curso, não fui mais. Foi assim com curso de Auto Cad, curso de Inglês, até de mandarim....Eu abandonava e não sabia o porque tava fazendo aquilo. De novo eu me sentia um lixo porque não estava agindo com sensatez.

    A minha auto estima estava tão abalada, eu tentava de tudo para mudar meu comportamento, e nada resolvia. Comecei a ficar com fama de desinteressada e preguiçosa, e isto me fazia chorar quase todo dia.

    Ha uns 3 anos atras, vi que meu último recurso seria procurar um médico. Pois eu sozinha não conseguia. Fui preparada para começar a tomar esses remédios de depressão e ansiedade. O neuro me fez umas perguntas, eu falei que o maior problema da minha vida era a dificuldade com os estudos, que eu demorava muito a aprender. Ele me receitou ritalina 10mg, e que foi a salvação da minha vida.

    Além da minha concentração melhorar muito, consegui ter mais facilidade nos estudos, até aqueles comportamentos de parar as coisa pelo meio, não cumprir minhas responsabilidades, deixar tudo para ultima hora, tudo isto acabou.

    Como eu sei que o remédio me faz funcionar melhor, nunca esqueço de tomar. Faço acompanhamento médico até hoje. Consegui me recuperar aos poucos na faculdade, e hoje minha vida está bem melhor.

    Desculpe eu ter escrito um texto tão longo, eu sou muito detalhista!!!!!!!

    Ana Paula

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  6. Alexandre boa tarde. Só resolvi procurar um médico quando eu já estava próxima dos 30 anos. Minha vida antes, era uma confusão de pensamentos, exatamente como um leitor falou acima. Eu era tida como pessoa inteligente, apesar de nunca ter sido boa aluna. Nunca tive um emprego bom, mas também não procurava, na verdade eu tinha muito medo de mudanças, tinha medo de trocar um emprego ruim por um pior. Resumindo eu era uma pessoa que tinha medo de tudo. Eu nunca tive iniciativa de arriscar em algo.

    E como eu estava dizendo... Só resolvi procurar ajuda médica, quando percebi que aquela situação não era normal. Via as pessoas ao meu redor só indo pra frente, se formando na faculdade, arrumando empregos melhores, e comigo nada acontecia. Mas também eu sabia que o meu comportamento não ajudava muito. Eu sabia que tinha que mudar e não conseguia.

    Eu era uma pessoa bem parada e sossegada, isto me angustiava. Tudo que eu começa eu largava pela metade. No fim até minha mãe falou que eu tinha que mudar aquele meu jeito.
    Primeiro procurei um psicologo, depois de uma conversa ele me enviou a um neurologista, que me receitou ritalina.
    Depois que fui diagnosticada como tdah, e vi que existia remedio, fiquei até feliz. Pode parecer besta isto que escrevi. Mas sim, eu fiquei feliz, porque vi uma oportunidade de mudar algo em mim, que sem ajuda do remedio eu nunca iria conseguir sozinha.

    Minha vida se arrastava antes. Nada dava certo, eu me sentia a pessoa mais azarada do mundo. E as criticas das pessoas me deixavam pior ainda.
    Faz quase 2 anos que estou me medicando, e só me fez bem. Até voltei a faculdade, estou fazendo uns concursos. Parece que estou vendo um futuro bom pra mim, coisa que antes não via.
    Agora tenho 32 anos, e parece que só agora, me sinto fazendo parte do mundo. Me sinto uma pessoa mais normal, com a cabeça no lugar, mais responsavel, me sinto mais capaz de cuidar da minha vida.

    Gostei muito de encontrar seu blog. Estou lendo até as postagens e comentários mais antigos, eu achava que isto só acontecia comigo, que era uma caracteristica da minha personalidade. Ainda bem que existe tratamento. Agora acredito em mim.

    Cléo

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    1. Bom dia, Cléo!
      Eu também fiquei muito feliz quando descobri que tinha TDAH. Na verdade me senti liberto de uma prisão. Eu me achava um cretino, idiota, incapaz. Saber-me doente foi muito melhor do que me achar fraco de caráter e personalidade.
      Parabéns por sua iniciativa e persistência. A vida tratada é muito melhor.
      Obrigado por seu depoimento positivo e construtivo, precisamos de mais comentários assim. As pessoas que nos leem precisam saber que a ritalina é benéfica e o tratamento é positivo.
      Abraços
      Alexandre

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  7. Fui mal diagnosticada no inicio e sofri muito com tratamentos inadequados. Tive uma época q além da ritalina eu tomava um anti-depressivo tambem, mas q era usado inclusive para tdah. Ele me fazia bem. As vezes o tdah nos deprime e temos q lidar com as comorbidades

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  8. Quando a maré vem... ela vem!!! rs É tipo praia de tombo, se a gente não souber sair do mar que nem surfista caiçara (que infelizmente não é meu caso), o jeito é lutar pra sair rolando e se arrastando como bolinho empanado (que infelizmente é meu caso hahha). O desgaste é grande, já perdi trabalho e xiii tanta coisa por causa dessas ondas...
    Mas como você disse, tratamento, mudança, solução! É isso aí! To quase pra comprar uma prancha! :p
    Grande abraço, Alexandre!!!!

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  9. Oi Alexandre, como vai? Acompanho o seu blog a algum tempo e ele me acalma muito. Não sou TDAH mas meu marido é. Ainda não foi diagnosticado mas estamos atras desse médico que acredita nessa doença. Não tenho como descrever o que senti quando soube que tudo que vivia, todo desgaste, frustação, comparação, etc.... era consequencia do TDAH. Penso que ainda estamos um pouco distantes do dia em que ele conseguirá agir como vc agiu,pois como disse, ainda estamos atras do diagnostico e um tratamento financeiramente possivel. Sinto muita falta, mas muita falta mesmo de conversar com pessoas que convivem com tdah e com os que são tdah tb. A vida de quem convive tb é muito complicada e desgastante e acho muito necessário trocar experiencias e aprender! Infelizmente aqui em BH não encontrei nada do tipo. Desculpe a falta de objetividade mas é um assunto de que estou tão cheia e tenho tanta necessidade de colocar pra fora... que fica até dificil começar. Enfim, parabéns pelo blog e pela disciplina no seu tratamento.

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  10. Oi Fernanda, obrigado por sua opinião e depoimento. Essa é a essência desse blog, ajuda mútua.
    Obrigado mesmo e um abraço
    Alexandre

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  11. Bom dia, muito legal seu blog. Dei uma passadinha lá mas vou voltar para aprender sobre esse tema que eu desconhecia.
    Acredito que o blog é uma ferramente de desabafo tanto pra quem o escreve quanto pra quem lê e comenta.
    Muito legal!
    Temos comportamentos semelhantes e acabamos tendo trajetórias de vida parecidas. Mas graças a Deus existe tratamento.
    Um abração e obrigado por sua participação e novas informações
    Alexandre

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  12. Vanesca, bom dia!
    Cuidado, seja mais fria na hora de analisar a situação da sua loja.
    Pense se hoje, com suas atuais características e momento de vida você vai ter forças para sair desse buraco. Melhor perder os anéis que os dedos.
    Ouvi de minha coach que eu deveria assumir para mim mesmo que não tenho perfil de administrador, de empresário. Saí de lá com raiva dela por ter me dito aquilo. Depois em casa, com calma, pensei a respeito e concluí que ela está certa. Não tenho a dureza e a frieza necessária para ser um empresário. Estou buscando novas alternativas de vida.
    Abraços
    Alexandre

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  13. Isso é muito duro de dizer e de ouvir.
    Você se trata?
    Toma remédios?
    Acho que uma terapia ajuda muito nesses casos.
    Pense em sua vida, reavalie seus comportamentos e experimente pequenas mudanças. Uma de cada vez, quem sabe se sentirá melhor.
    Tente um único gesto e veja como se sentirá. Se for bom, repita até que faça parte de você e só então de o segundo passo.
    Mas procure ajuda científica, médica, nossa vida só melhora quando cuidamos de nós mesmos.
    Abraços
    Alexandre

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