O TDAH E O PLANEJAMENTO







O que é planejamento?
Não faço a menor ideia.
Nem nunca consegui entender pra que serve um planejamento se a vida é tão cheia de surpresas e desvios.
Como prever as reações de todas as pessoas envolvidas em nossas vidas?
Qualquer planejamento de vida deve incluir o marido/esposa/mãe/pai/irmãos e irmãs/ filhos e filhas, patrão/empregado/sócio/consumidor/governo/concorrentes; enfim variáveis demais que devem se comportar de acordo com nosso planejamento pra que ele dê certo. Ontem falei das multas, eu tinha um planejamento pra esse dinheiro e as multas sugaram o dinheiro e o planejamento. Tudo bem, não era assim um PLANEJAMENTO, mas tinha uma ideia prática do que fazer com o dinheiro, que me levaria a um alívio financeiro significativo. As multas adiaram tudo. Inclusive transformaram o alívio em sufoco.
Como se pode planejar o futuro num país louco como o Brasil? Onde tudo muda a todo o instante?
E planejamento de longo prazo? O que estarei fazendo daqui há cinco anos?
Sei lá, não tenho a menor ideia.
Cinco meses? Também não.
Nas menores e mais simples das coisas: eu queria ir com a namorada ao show do Elton John em BH dia 09 de março. A grana acabou (as multas de novo). Se minhas ideias funcionassem eu teria uma bela folga em março. Mas ou pago as multas ou fico sem carro, não tenho escolha.
Conta o folclore do futebol que antes de um jogo de copa do mundo o técnico do Brasil chamou o craque Garrincha e explicou pra ele como deveria jogar. Ao final da explicação Garrincha perguntou: tudo bem, mas o senhor combinou isso tudo com o time deles?
Minha filha mais velha formou-se em Turismo e fez estágios em alguns hotéis da cidade e região e adorou trabalhar em hotel. A título de intercâmbio morou seis meses nos EUA onde trabalhou em hotéis e restaurantes ( além de passear pra caramba). Ao retornar ao Brasil, ela descobriu que existe um curso de hotelaria na Suíça considerado o melhor do mundo.
Fomos atrás das informações e o custo era muito acima do que eu podia pagar. A própria Deborah me fez a proposta: pai me mande pra Aspen na alta temporada de inverno que faço mais da metade desse dinheiro.
Assim fizemos. Banquei a segunda viagem dela pros EUA e ela foi trabalhar em Aspen (uma estação de esqui famosíssima). Ao pisar em terras americanas explodiu a crise econômica de 2008.O movimento em Aspen caiu mais de 60% e minha filha, junto com todos os trabalhadores temporários, foi demitida.
A crise de 2008 impediu o mestrado em hotelaria da minha filha. Tudo bem, ela voltou ao Brasil seguiu outros caminhos, mas o planejamento do que ela sonhava foi pro espaço.
Não consigo absorver quando as pessoas dizem que é preciso planejar.
Juro que não entendo muito. Imagino que se eu aplicar todas as variáveis possíveis ao meu planejamento ele vai virar uma loteria e não mais um planejamento.
Se chover, faço isso; se der sol, aquilo; se ventar demais, aquilo outro; se tiver cerração, sigo esse caminho.
Será que é assim?
E se for um ciclone, um terremoto, sei lá uma chuva daquelas de Friburgo. Tá tudo ali?
Aberto a ensinamentos.

Comentários

  1. Minha forma de planejamento sempre foi vendo o lado pessimista de tudo que eu fosse fazer para poder ter aquela sensação de "controle" da situação, tentando prever a maioria das coisas ruins que pudessem vir a acontecer e já criando planos B para a maioria delas. Quase todo mundo me critica por ter esse tipo de visão sobre as coisas, mas no final eu percebi que todo esse "planejamento" negativo, era uma forma inconsciente de tentar vencer a procrastinação, caso contrário eu me sinto impelido de começar determinada ação.

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  2. hahaha Muito bom! Escutar as pessoas falarem em planejamento, na verdade, tenho que admitir, me causa considerável irritação! Já me cansa só de seguir os passos mentalmente do que a pessoa está me descrevendo. rs
    Posso estar falando besteira, não sei. Mas creio que muita gente tem objetivos e traçam metas pra chegar lá (planejam). Se algo dá errado, automaticamente encontram atalhos ou recursos pra chegar onde haviam intencionado (planejado), ou pelo menos o mais próximo possível. Nós não. Temos sonhos/objetivos. Surgem as surpresas (quase sempre desagradaveis rs), os problemas, daí olhamos pra um lado, olhamos pro outro, olhamos pra trás, e em alguma dessas direções encontramos outro sonho/objetivo e lá vamos nós de novo!
    Talvez o ponto não seja bem o tal de "planejamento" (que tanto nos encafifa rs), mas o objetivo definido e a disposição de procurar meios (mutáveis) pra se chegar nele.

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  3. Oi Viviane!
    Interessante, meio dia para as surpresas.
    Não havia pensado nisso. Por exemplo, a OI me deixou sem internet dezembro inteiro, e agora estou de novo. Aí só posso escrever e responder os comentários no trabalho.
    Aí atraso meu trabalho.
    Acho que vou planejar meio mês, em lugar de meio dia. rsrsrs
    Abraços e obrigado
    Alexandre

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  4. Oi Celso!
    Parece a minha vida.
    Como cometi esses mesmos erros e como eles voltam pra me assombrar.
    Às vezes lembro de atitudes assim e perco até o sono imaginado quando esse bumerangue vai voltar.
    É terrível.
    Também tenho usado meu celular e a agenda do hotmail.
    Valeu, amigo, obrigado pela participação.

    Alexandre

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  5. Oi Lua!!!!!!
    Que legal vê-la aqui de novo.
    Pois é, minha amiga, a vida insiste em sair do meu controle.
    Gostei muito do que disse a Ana Beatriz ali em cima. Ao nos depararmos com os obstáculos, não mudamos as estratégias, mudamos as metas ou os sonhos.
    Adorei seu comentário e fico feliz que não tenha nos abandonado.
    Vamos continuar lutando por nossas vidas e por nossa felicidade.
    Obrigado de verdade!
    Um beijão
    Alexandre

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  6. Oi Isa!!!!
    Dureza, minha amiga.
    Existe gente que planeja mesmo, de verdade?
    As vezes acho que tudo isso é ficção. É moda.
    Enfim, sei lá.

    Abraços
    Alexandre

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  7. Nossa, Adryanna!, Calma, menos. rsrs
    Fiquei até emocionado.
    Mas, em primeiro lugar temos de ser condescendentes com nossas falhas. Temos uma doença, não somos irresponsáveis.
    Temos de nos tratar, sem tratamento passamos a ser irresponsáveis.
    E devemos criar estratégias para cumprir as coisas. Não deixe de anotar, esmo que adie, elas estarão ali para lembra-lhe que precisam ser feitas.
    Abração e obrigado
    Alexandre

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  8. desculpa os
    erros
    de
    digitação, acho que meis dedos não acompanham a velocidade da
    minha
    mente na hora de
    digitar. Acabo comendo ou trocando algumas letras. Da próxima vez vou revisar
    o texto antes de
    publicar, agora já foi rs
    obs; meus dedos, tentei concertar, mas
    o editor
    n tá aceitando.

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