TDAH, UMA ARMA PODEROSÍSSIMA A NOSSO FAVOR








"Temos que aceitar que temos "armas poderosíssimas" que a maioria dos "atentos" não tem!! "
Essa frase acima é de uma leitora, que é médica, que em seu primeiro comentário afirmou ter dois anos e seis meses de vida. O tempo em que foi diagnosticada como TDAH.
Ao ler essa frase me de um estalo: uai, não é que ela tem razão!
E aí emendo com uma afirmativa recorrente de meu amigo 'Frank Slade': o TDAH que nos derruba é o mesmo que nos dá força para nos reerguer.
Pensem comigo, nossa vida é subir uma ribanceira empurrando uma enorme pedra, e conseguimos subir. Imagine se subirmos essa mesma ribanceira sem a pedra! E o que vai fazer a pedra sumir, ou ter seu peso reduzido é o tratamento.
Os 'atentos' não estão acostumados a enfrentar os sabotadores como nós, não sabem armar estratégias para burlar a desatenção, não tem a nossa capacidade de se encontrar em meio ao caos de nossa desorganização, os 'normais' não possuem nossas armas para conter a procrastinação.
Certa vez assisti a um filme chamado Perdas e Danos. No filme um político inglês de projeção, envolve-se com a noiva do próprio filho. A descoberta da infidelidade da noiva com seu pai acaba por provocar a morte acidental do rapaz. As consequências são as piores possíveis; a carreira de político acaba ali, o seu casamento também, o relacionamento com a noiva do filho também. Mas a certa altura, numa conversa com sua ex futura nora, ele ouve a seguinte frase: cuidado com as pessoas sofridas; elas sabem sobreviver.
Podemos adaptar essa frase para nossas vidas: abram alas para os portadores de TDAH, eles sabem sobreviver!
Aproveito a carona do comentário de MariJu para relembrar as palavras de minha coach Luciana Fiel em nossa última reunião do Mente Confiante: o que nós precisamos é dar ênfase ao reforço positivo. E foi isso que a MariJu falou, enfrentar o TDAH nos dá armas e forças muito além do normal. O exercíco do TDAH nos dá músculos aptos para a vida, para os desafios da vida atual.
Se conseguirmos reduzir o peso dessa pedra teremos músculos altamente qualificados para superarmos os 'atentos'.
Não que seja importante superar os 'normais', o mais importante é nos sabermos preparados para competir nessa vida louca que todos nós, TDAHs ou não, levamos hoje em dia.
Levantemos a cabeça e saibamos extrair o positivo daquilo que nos dificulta a vida.

Comentários

  1. De várias formas, o treinamento para convicenvia com o tdah me ajudou mais que o normal, várias vezes bolo soluções para coisas intrigantes, sendo que no início, eu não fazia idéia de como resolver as coisas....

    As vezes eu ando refletindo sobre minha vida, e ontem mesmo eu pensei... se eu não tivesse TDAH, como teria sido minha vida...

    resultado, seria apenas mais um homem feio no mundo.... e só...

    Mas com TDAH, eu sou um homem feio com um grande potencial....

    Tenho 23 anos, mas não faço idéia das coisas grandiosas que ainda terei capacidade de fazer até o findar de minha vida...

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  2. Só tenho a dizer que esse mundo TDAH é foda. Muitas vezes eu o odeio. Ao contrário de vc Alexandre, eu dormiria o dia, a noite inteira. Ando sem ânimo para absolutamente nada. Acho que estou em crise existencial rsrsrs. E também acho que se algum dia eu realizasse o sonho de ganhar na Mega (claro para isso assim como vcs eu teria que jogar, mas mesmo passando em frente a lotérica direto, eu não consigo entrar, fico pensando, já que eu não vou jogar os números certos, pra que então vou ficar quebrando a minha cabeça?) enfim, se um dia eu ganhasse, eu tenho quase a certeza que eu não continuaria sendo humilde, boazinha e tudo o mais... Eu iria fazer tudo o que eu quisesse :( Não me orgulho disso... É acho que hj o TDAH está me vencendo, mas como legítima TDAH, eu vou me levantar... Mas valeu o desabafo. Abraço.

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  3. Nossa, MariJu, lendo assim ficou ainda mais difícil. rsrsr
    A parte de magoar as pessoas que amamos me incomoda tanto. Essa semana posso ter destruído meu quarto casamento por falar o que não deveria e ela não merecia. Vamos deixando os cadáveres ao longo da estrada.
    Creio que nossos sonhos é que nos alimentam e nos dão energia pra continuar seguindo em frente.
    Alexandre

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  4. Frank, estou aguardando ansiosamente pelo dia em que você vai vir me avisar. kkkkkkk
    O problema do TDAH é esse, no papel (ou no PC aqui no nosso caso) é tudo tão simples...
    Na vida real é um pouco mais difícil, né.
    Quando eu olho pra trás fico pensando: como cheguei aos 52 anos? É muita luta, muito tombo, muita decepção.
    Sempre me lembro de uma entrevista que fiz e o cara do RH da empresa falou assim: rapaz você tem um potencial enorme! Poucas pessoas aos 21 anos tem um currículo como o seu.
    Pois é, ficou nisso. No potencial.
    Triste, né?
    Um abraço amigo, some não!
    Alexandre

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  5. Alexandre, Tudo bem?
    Desculpe-me, por ter ido tão fundo na ferida, mas como vivo com a sensação de que não fiz bem feito, ou que podia ter feito melhor, ou que podia ter sido melhor... Talvez tenha pintado um cenário bem mais soturno no post...

    Espero que as coisas estejam melhores com sua esposa...

    Me esforço muito para tentar ser uma esposa melhor e me ajudou muito quando, ainda muito no princípio da relação, entendi que não é porque meu marido não tem TDAH que ele não tem defeitos. Parece óbvio, mas a percepção de que nós dois temos que nos esforçar para sermos melhores um pro outro foi determinante para nos trazer ao longo dos anos... Assim, não precisava ser vítima quando sabia que também suportava seus desastres!
    Digo que olhamos para o mesmo horizonte, mesmo sendo bastante antagônicos. Time de futebol, religião, gosto musical, percepção estética, viemos de culturas familiares adversas, temos habilidades sociais distintas...
    Tudo isso nos difere, mas nada disso não nos afasta! Meu marido tem que me perdoar, assim como eu tenho que perdoar a ele!!

    Grande abraço,

    MariJu.

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  6. PARABÉNS DANNY!!!
    JÁ ESTIVE LÁ E ADOREI, VOU RECOMENDÁ-LA NO BLOG.
    OBRIGADO PELA CITAÇÃO E DISPONHA.
    ABRAÇOS
    ALEXANDRE

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  7. Me envolvi com um homem TDAH e notei que ele vivia em uma realidade virtual, nos sonhos que eram só dele. Isso me fazia sentir sozinha. Talvez o potencial que TDAHs pensam ter não seja tão bacana. O sentimento de afunilamento pode ser frustrante para quem se sentia ilimitado em possibilidades, mas talvez seja só uma impressão.
    Além disso ele trabalhava excessivamente, 16-18h/dia (o q também me fazia sentir só) e por isto ganhava promoções. Em um ano os colegas deixaram a empresa, provavelmente não queriam detonar suas vidas pessoais, como ele fez com a nossa.
    Foi minha experiência.

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