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Mostrando postagens de março, 2012

O TDAH E O MEDO DE DECEPCIONAR: Como vencer a autossabotagem social

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Nota de Atualização:  Em 2026, com a velocidade das conexões digitais, a pressão por "não falhar" só aumentou. Republico esta reflexão hoje para lembrar que a nossa "data de validade" para o sucesso não está escrita em pedra, e que reconhecer o auto-sabotador é o primeiro passo para desarmá-lo. A Certeza da Queda Em seu comentário sobre meu post anterior, minha web amiga Regina, menciona que prefere se retrair pois sabe que, mais dia menos dia, irá decepcionar as pessoas que convivem com ela. E quanto maior a expectativa das pessoas em relação a ela, maior a decepção que, certamente, causará. Bingo! É exatamente isso, quando será; a decepção, de que forma se dará? Isso não sabemos, mas que ela virá, virá. Creio que são tantas as quedas, tantas as frustrações acumuladas ao longo da vida que, internamente, temos a certeza de que não conseguiremos, em qualquer campo, em qualquer área, com qualquer pessoa. Não sei se isso é possível, mas imagino que temos tamanha ...

O TDAH E A FASCINANTE VIAGEM DE UMA VIDA DIVERGENTE

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                                                                                     Nota de Atualização 2026: A pressão pela "estandardização" da vida — via algoritmos e performance corporativa — tenta nos transformar em commodities. Republico este texto para reforçar que o TDAH não deve buscar a média, mas sim a sua própria faceta nesse caleidoscópio. Ser a "curva do vento" em um mundo de concreto não é um defeito, é a nossa maior vantagem competitiva.   A Sombra e o Caleidoscópio Viver, essa é a grande missão de nossas vidas. Viver bem, esse o nosso grande sonho de vida. Mas viver é muito mais do que isso. Viver é sonho e realidade, luz e sombra, amor e ódio, vida e morte. Onde entramos nisso? Entramos no sonho, na sombra, no amor e na morte. Sonhamos acordados...

O TDAH E A ESPERA

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EU ODEIO ESPERAR!!!!!!!!!!!! Qualquer coisa em qualquer lugar. Estou sem carro e ainda ficarei por alguns dias. No primeiro dia a pé, fui pro ponto de ônibus e fiquei esperando tranquilamente o ônibus de número indicado para minha rota. Ainda não eram sete horas da manhã. Passou um, passou mais um e outro e ainda, mais outro... Lá pelas tantas perdi a paciência e peguei o primeiro que descia rumo ao centro da cidade. Lotado! Lento e cheio de voltas, subia e descia serpenteando o bairro, na metade do caminho dei sinal e desci. Não aguentava aquele rame, rame sem fim. Foi minha estréia no coletivo  e péssima por sinal. Decidi assim radicalizar. Desço à pé. São cerca de cinco ou seis quilômetros que percorro em uma hora. Vou ouvindo música, cantarolando e devaneando pelas manhãs agradáveis dessa época do ano em Juiz de Fora. A volta é bem mais complicada. Depois de doze horas de trabalho,esperar um ônibus por trinta ou quarenta minutos ninguém merece. Subir a pé? Difícil. O tr...

TDAH- UMA ESPONJA EMOCIONAL

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                    Daria um bom filme; claro que um filme de Godard, Bergman ou Woody Allen. Aqueles filmes meio 'noir', em tons de cinza com a atmosfera até meio depressiva. Acompanhe o roteiro: a personagem principal é uma pessoa que, por onde passa, tem o poder de absorver o clima dos ambientes que frequenta. Altíssimo poder de absorção emocional. Essa capacidade é mais aguçada na tristeza do que na alegria. Nosso herói - ou heroína - se multiplica, se desdobra, renasce a cada mudança favorável de ambiente ou de companhia. Imagine uma flor que murcha e viceja várias vezes por dia. Eu sou assim e custei milênios para descobrir. Em geral o mau humor alheio afeta-me mais do que o bom humor. Há muito pouco tempo descobri isso, quantas vezes me sinto melancólico, triste, sem lugar e um simples mudar de ambiente muda meu humor. Isso aconteceu há menos de duas semanas. A namorada estava meio deprê, meio chateada, e eu entrei no ...

O TDAH E A VERDADE: QUANDO O PENSAMENTO SE TORNA REALIDADE

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A Usina Infindável de Memórias O que é verdade? Não sei... De verdade? Hoje existem fatos que não sei ao certo se existiram, se os vivi, ou se são apenas sonhos ou criações fantasiosas de uma usina infindável de sentimentos, sensações e memórias. Repeti tantas vezes as mesmas histórias que hoje acredito nelas. Mas elas aconteceram? Claro. Que sim, ou que não? Bem, aí já não sei responder. Mas afinal, pouco importa. Se vivi ou não, é problema meu. Se sinto, vivi. E ponto final. Mas terei vivido? Por que duvido de mim mesmo, de meus sentimentos, da minha história de vida? Sei lá, ás vezes me bate uma dúvida danada. Fico a recordar de fatos  e sentimentos e me pergunto: fulana existiu? ciclano fez, realmente, parte da minha vida? Amei tanto assim? Sofri isso tudo mesmo? Como posso estar aqui hoje, escrevendo um blog, andando, vivendo? Onde estão os pedaços de mim que ficaram pelo caminho? Como e onde estarão as pessoas que um dia foram fundamentais em minha vida?...

TDAH, UMA BATALHA ENTRE ANJOS E DEMÔNIOS: Impulsividade e autoconhecimento.

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( Nota de atualização 2025: Este texto discute a importância de reconhecer as próprias limitações e como o autoconhecimento, longe de ser algo abstrato, é a ferramenta que nos permite decidir entre o impulso destruidor e a preservação de quem somos.) Mais um post surgido dos comentários dos leitores do blog. Em dois comentários diferentes, dois leitores me levaram a pensar no mesmo tema: o auto conhecimento. Afinal de contas, o que é isso? Isso serve pra alguma coisa? Sempre relacionei auto conhecimento com um chinês de longas barbas, túnica branca e morador de uma erma gruta no interior da China. E sinceramente, nunca achei que isso tivesse qualquer utilidade prática. Mas aí veio o diagnóstico de TDAH e eu descobri um sujeito que é meu xará, tem a minha cara e por enorme coincidência enfrenta os mesmos problemas que eu. Descobrindo o "Eu" vs. O TDAH Eu me descobri. Passei a prestar atenção em mim, em minhas reações, em meus comportamentos e isso aos poucos vai esculp...

TDAH UM RADAR SEMPRE LIGADO

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Hoje tive que cumprir uma das missões mais chatas do dia a dia, pagar contas no banco. Segunda feira dia cinco é certeza de fila. Aqui estou eu jogando paciência para matar a espera, não gosto de conversar em fila em geral os assuntos são muito chatos e sem graça. Com a paciência passo o meu tempo e espanto os 'conversados'. Mas mesmo concentrado na paciência, o radar não desliga: duas moças em um rapaz conversam animadamente umas dez pessoas adiante, riem, gesticulam e imitam andar a cavalo ou coisa parecida. Atrás de mim uma senhora bufa, resmunga e se remexe tanto que acaba por me esbarrar, imaginei que seu esbarrão fosse um motivo pra puxar conversa e só meneei a cabeça em sinal de desculpas. Até que eu a vi: uma mulher com uniforme de uma empresa saia e casaco iguais,óculos escuros na cabeça ajudando a prender o cabelo crespo amarrado em rabo de cavalo; boa aparência, mas nada demais. O que me perturbou nela foi o acessório que trazia: ela trouxe um banquinho de alumín...

O TDAH E O DOM DA RECUPERAÇÃO

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Os portadores de TDAH são conhecidos pela má memória, principalmente nas coisas diárias, na vida prática. Eu tenho essa memória péssima no dia a dia mas ela pode ser prodigiosa em outros aspectos; lembro-me de letras de músicas de trinta anos atrás, de detalhes de propagandas que via na TV preto e branca da minha infância, sou excelente fisionomista e, se eu me concentrar, sou capaz de buscar nomes inteiros de pessoas com quem convivi há décadas e nunca mais vi. Mas existe uma outra espécie de memória que me impressiona muito. Uma espécie de desprendimento do passado, seja ele bom ou ruim. Não o nego ou tento esquecer, ele simplesmente se acomoda em algum canto da mente e para de me incomodar. Certa feita, conversando com meu advogado ele disse usar meu exemplo a todos os que atravessam problemas financeiros graves como eu. Segundo ele eu não me abati nem física nem psicologicamente, sigo minha vida como se nada tivesse acontecido. Esse é o ponto! Isso é normal? Um cara de 50 a...