ZÉ BUSCAPÉ. O ISOLAMENTO DO TDAH.





Ganhei esse apelido das minhas filhas.
Para quem nao se lembra, Zé Buscapé era um desenho que contava a estória de uma família de ursos extremamente anti-social. Zé Buscapé era o chefe dessa família e só se levantava de sua rede para atirar em qualquer visitante que aparecesse em seu sítio.
Pois é, fiquei com essa fama.
E faço jus a ela.
Eu que fui um adolescente extremamente sociável, aos poucos fui me retraindo, retraindo até me transformar num ermitão.
Deixei de comparecer a eventos em que eu (no caso minha empresa) era um dos patrocinadores. Eventos importantes, cheio de pessoas que eram meu público alvo. Não fui. Fiquei em casa assistindo TV. Minhas filhas quase me mataram quando souberam.

Não tenho nenhuma desculpa plausível. Não fui por uma preguiça de ver gente, de ficar conversando. Eu queria ficar em casa, quietinho, fazendo o que eu queria e gostava.
Imagine uma loja de tintas que patrocina um evento da maior loja de móveis e estofados da cidade. Uma loja caríssima, de renome nacional, voltada para o público A. Além da mostra de decoração da loja, existe uma revista com a fotografia dos ambientes, exibe a logomarca dos patrocinadores e um super coquetel de inauguração. Só gente chique, clientes em potencial e muitos deles já haviam comprado em minha loja. Eram meus conhecidos. Nada adiantou. Não fui e pronto.
Ontem, pequisando sobre TDAH, encontrei em um site chamado "www.tdahemfoco.com.br" um texto com o título: TDAH causa isolamento ao longo da vida. Muito interessante. Aborda a questão do sentimento de inadequação, da sensação de ser menos, de ser inferior, que acaba levando ao isolamento, meio como forma de autopreservação.
Confesso que este é um sentimento difícil de se definir. Não sei exatamente se é essa a razão, não quero cair na tentação de colocar todos os meus defeitos na conta do TDAH. É uma ótima solução para não tentar melhorar outras características ruins que certamente tenho. E que não são culpa do TDAH.
Mas, voltando ao assunto. Não consigo definir se é esse sentimento de "ser menos" o que me levou a esse isolamento, mas eu tenho esse sentimento. Um sentimento de que minha vida é um erro. Tudo meu é mais difícil, mais complicado, mais pesado. O fato de não ter conseguido terminar nenhuma faculdade e o pior;  falei minha vida inteira que gostaria de ter sido professor de História mas, nos últimos tempos, tenho tido vontade de fazer faculdade de Publicidade. Aos 50 anos, mudando de vocação dá um sentimento estranho demais.
Será essa a causa de meu isolamento?
Tento buscar as razões mas não encontro.
Só sei que evito aceitar convites, sei que não comparecerei.
O mais estranho; se vou gosto! Me dou muitíssimo bem, gosto de conversar, modéstia a parte, sou ótimo de papo, alegre, divertido, simpático. Mas quebrar a inércia, sair de casa para encontrar quem quer que seja, isto é muito, mas muito, pesado.
Gosto do meu mundo. Da minha casa. Das pessoas que escolhi para conviver.
Quando comprei minha tv de plasma falei para minha esposa: agora é que não saio de casa nem amarrado.

Comentários

  1. Ei, eu te conheço! vc é tipo eu só q na versão masculina.Estou lendo sem parar e me identifico muito com tudo q vc diz .So descobri q o que eu tinha era TDAH quando fui tirar a carteira de motorista . Sou uma pequena tempestade q ganha proporçoes gigantescas . Tô tentando me reduzir a um simples grãozinho de areia e quem sabe me tornar inexistente.
    De qualquer forma obrigada .Nunca tinha encontrado um site tão bom sobre TDAH como o seu .Parabéns.

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    1. Que legal, Avoada!
      Está passeando pelos meus velhos textos!
      Fico feliz de ver isso.
      Abração
      Alexandre

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    2. gente.. pelo visto essa carteira pega todos nós. eu também descobri assim!

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  2. Obrigado, muito obrigado.

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  3. Puxa, fico honrado com isso.
    Obrigado principalmente por seus comentários, eles são muito importantes pra mim.
    Um abraço
    Alexandre

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  4. Fábio, e no meu caso, quanto mais o tempo passa, mais eu me isolo. Hoje já consegui me isolar mais do que quando escrevi esse post.
    E não estou vendo muita solução...
    Um abraço
    Alexandre

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  5. Bom dia,Aline!
    Na verdade eu já pensei em fazer um post sobre esse assunto com o título: Zé Buscapé morreria de inveja!
    Verdade, meu isolamento aumentou muito nos últimos seis meses, uma infinita vontade de ficar só e quieto. Mas, ano novo vida nova, eu decidi ainda no final do ano passado me obrigar a sair de casa e rever amigos e família. E na verdade tem sido muito bom.
    Cheguei ao limite e precisei sacudir a poeira. Jamais serei do tipo que me expõe o tempo todo, gosto da solidão e de estar comigo mesmo, e só escrevo quando consigo me isolar. Isso já aconteceu em locais públicos, mas é mais raro.
    Vou ler seu texto, gosto muito do que você escreve.
    Abraços
    Alexandre

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  6. Olá Alexandre, a pouco menos de 1 mês descobri seu blog, e sinceramente.. está sendo um grande apoio. ..

    Meu tratamento, esta a completar seu 4° mês.. estou na fase de testes de medicação, e não está sendo nada facil.

    De todos os seus post, o que mais me tocou foi esse **estou em lágrimas rs**

    Eu sempre fui aquela menininha criada pra ser uma grande mulher, educada, com boas notas, comunicativa, muito sociavel.. mas em meio disso tinha a esquecida, a irresponsavel, desinteressada..o potencial que se auto boicotava!

    Descobri meu TDA, atraves do meu irmão, que é TDAH.. e hoje vejo cada detalhe, caracteristica, atitude, erro que tomei, é parte dessa caracteristica; mas SEMPRE fui criticada pelo negativismo, pelo esquecimento, pela desatenção.. e vejo que isso foi me lapidando aos poucos..

    Ultimamente tenho percebido que não saio mais.. que ficar nesse meu pequeno grande mundo tumultuado é bom..Tinha medo de acabar entrando em uma depressão.. mas fico tranquila em saber que não é esse meu destino, e que posso continuar optando por essa valvula de escape ..

    JAMAIS DEIXE DE ESCREVER PLEEEASE :D

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    1. Bom dia, Jhenifer!
      Desculpe não tê-la respondido antes, nem sei por que não o fiz.
      Acabamos aceitando os rótulos, nos deixando esmagar pelas críticas. Essa observação final, a respeito do seu nome diz tudo, 'pra não perder o costume'. Fomos tão rotulados que nos rotulamos, nós mesmos nos criticamos. Pense, Jhenifer, quantas pessoas com e sem TDAH podem ter cometido a mesma desatenção que você? Mas temos de nos criticar, temos de manter nossa sina. Muito triste né?
      Ainda sou muiiiito assim. Mesmo com a Ritalina.
      Acho que o diagnóstico do TDAH adulto tem essa dificuldade adicional, criamos nossos mundos, nossas maneiras de sobreviver e nenhum remédio é tão potente a ponto de mudar tudo isso.
      Abraços
      Alexandre

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  7. Muito interessante seu texto. Eu diria que tenho preguiça também de ir aos lugares. Só de pensar em ficar mais de 2 horas no mesmo lugar já me deixa ansiosa. Fui diagnosticada há 3 anos. Tenho 45 e posso dizer que me entendi somente depois desse diagnóstico e melhorei com o tratamento. Mas essa coisa social me incomoda, tem a coisa de se achar menos, mas eu acho que o que mais pega mesmo é como disse a amiga acima o esforço mental. Quando eu ia a churrascos eu tinha horror a ficar mais de 2 horas falando com as mesmas pessoas. Enjoava logo, arrumava um jeito de ir embora ou se fosse em família eu me isolava num programa interessante de TV ou numa leitura ainda mais se o evento fosse entediante.
    Muito legal seu blog. Eliane

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  8. Sabe que é isso que mais me cobro, Eliane!
    Quando eu saio eu adoro, morro de rir, sou ótimo de conversa. Mas prefiro ficar em casa, sempre.
    Falei no comentário acima, ao ser diagnosticado adulto, enfrentaremos uma barreira a mais no tratamento: nossas próprias estratégias e defesas pra sobreviver. Criamos hábitos e formas de vida muito difíceis de serem rompidas. Aja terapia !
    Abraço
    Alexandre

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  9. Calma, não se puna, temos uma doença não somos psicopatas.
    Se auto odiar em nada vai colaborar, perdoe-se e tente mudar o rumo de sua vida.
    Trate-se, essa é a melhor solução!
    Abraços
    ALEXANDRE

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  10. Não entendi, Silvia, você piorou depois do diagnóstico?
    Em geral somos assim por culpa do TDAH e não do tratamento.
    Não faça do TDAH um problema a mais em sua vida.
    O tratamento é uma libertação encare dessa forma.
    Outra coisa, não fique falando pra todo mundo que você é TDAH, a maioria das pessoas não entende e nos sentimos ainda pior.
    Abraços
    Alexandre

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  11. Desculpe o termo mas é uma sacanagem falarem que estamos nos fazendo de vítima.
    Lutamos tanto...
    Sabe o que acho pior, é que em geral, as pessoas que nos 'amam' preferem achar que somos cretinos ou preguiçosos do que admitir que temos uma doença.
    Lute, trate-se, trate do seu filho e tenha a certeza de que você pode mudar a sua vida e a dele.
    Conte com o blog, comigo e com nossos amigos.
    Você não está sozinha!
    Abraços
    Alexandre

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  12. Cara, há um 1 mês faço uso de Ritalina. Ainda bem q percebi agora que não era só um preguiçoso, enfim, tbm sou TDAH.

    Eu vivo completamente isolado e tenho 25 anos.
    Moro sozinho e trabalho em casa. Tenho um filho pequeno q fica comigo semanalmente. Fora ele, posso ficar semanas sem ver e falar com ninguém, nem com minha família. Ja fiquei mais de 1 mes sem ver ninguém conhecido, sem falar com ninguém. E antes fosse uma depressão, mas não sinto falta nenhuma de gente, nem de namorada (que não tenho no momento e está em segundo plano nas minhas prioridades).

    Que conselho vc me daria?! Eu estou bem assim, mas e a longo prazo, fico imaginando eu com 50 anos e sem ninguém.

    Tenho um enorme respeito por pessoas mais velhas do que eu, acho q Todas, sem exceção, tem muito a ensinar os mais jovens. Muita gente da minha idade não vê desta maneira, e é uma pena a arrogância dos jovens.

    Falar em namorada, sinto que minha libido diminuiu significativamente depois do uso de Ritalina. Aconteceu isso com vc?

    Um grande Abraço

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  13. É, estou no mesmo barco que vocês. Não sei se tenho TDAH, pelo menos nunca fui diagnosticada. Ao contrário, tive diagnóstico de bipolar tipo II em 2011 mas, como disse em outro post, não sei se é só isso o que me acontece. Existe algo mais. Bom, enfim, o fato é que o isolamento também me atinge e confesso que adoro, me culpo, claro!. Mas tenho prazer em ficar só, no meu canto, com minhas coisas, horas a fios, dias e dias sem por o pé na rua. Concorco com a Aline quando diz que o isolamento é uma forma de defesa e sobrevivência, acho mesmo que é uma estratégia que nós usamos, consciente ou inconscientemente para conseguirmos um pouco de paz. Mas também creio que o isolamento é uma maneira de conseguirmos ser quem realmente somos. Eu, pelo menos, me sinto assim. Quando saio de casa, especialmente para eventos que envolvam muitas pessoas, acabo vestindo uma máscara que oculta o que está acontecendo dentro de mim. Quando estou lá, gosto de conversar, de rir e fazer os outros rirem (coisa que, por sinal, faço bem, rs). Mas, por outro lado, é muito difícil disfarçar o turbilhão que acontece dentro da minha cabeça. Meu pensamento se divide em milhões de pequenas partes... uma que presta atenção em cada grupo de conversas que está rolando ali, outro que olha e analisa a decoração tentando imaginar como foi feito tudo (amo estética e mais ainda replicar as coisas que acho bonitas)para fazer igual. Outra parte começa a ter mil ideias, para mil coisas diferntes que posso fazer com tudo aquilo que estou absorvendo naquele momento. Explico: sou artista plástica e designer, então sempre que vou aos lugares minha mente tem novas ideias, mill projetos, baseados naquilo que estou vendo. Vai desde um móvel novo, até novas formas de fazer uma escultua ou algo assim. Enquanto tudo isso acontece dentro da minha cabeça, a pessoa está falando comigo, ou achando que está falando comigo, e eu necas de prestar atenção, até que ela diga: "concorda comigo?" e eu sou obrigada a concordar mesmo sem ter a menor noção do que a dita cuja está falando. Já passei por tantas saias justas...
    Desisti da carreira de engenheira química para fazer artes visuais e a duras penas consegui me formar como artistaplástica. Tudo para ficar em casa, trabalhar em casa, me isolar. Tambem sinto que estou pior a cada ano porém, não tenho esse sentimento de inferioridade. Ou pelo menos nãoacho que tenha. Ao contrário, muitas vezes me acho até especial, sentimento que quase sempre convive com a culpa. Exemplo: "me sinto especial, mas ora bolas, será que é certo eu me sentir assim? Se sou tão especial, porque minha vida é um caos? Tenho 38, não constitui familia, não tive filhos, não casei, nem casa eu tenho, voltei a morar com minha mãe. Que tipo de vida é esta? Aonde vou parar assim? Vou acabar numa dessas comunidades alterntivas auto-sustentáveis que vivem isoladas na mata..." Este último pensamento me agrada muito, rs. Construí meu mundo dentro de casa. Meu ateliê, minha oficina no fundo do quintal, meu escritório com os computadores e livros que tanto adoro. Aí você me pergunta, "mas vc não tem vida social?" Tenho sim, socializo com minhãe e meus 12 cães e 2 gatos. Não preciso sair de casa. Mas me culpo por isso, e essa culpa me corrói. Se fosse tentar achar uma frase pra descrever o que sinto sobre essa questão do isolamento, eu diria que é "uma felicidade ácida". Abçs

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  14. Boa noite, agradeço ao Alexandre e a cada um que se identificou com suas palavras e escreveu algo sobre a sua própria experiência de vida. Estava ansioso, me cobrando quando ia começar a sair mais até me deparar com as mensagens de todos vocês, que benção! Enquanto eu lia foi passando um filme pela minha cabeça e percebo claramente a libertação que foi para mim o diagnóstico e o tratamento. Como é bom ser livre das amarras do que seria o "socialmente correto", ficar horas ansioso esperando chegar o horário da festa/reunião de amigos, ter que beber para suportar e aliviar a barra de ter aquele monte de gente e estímulos ao meu redor, estar ali ( excelente companhia, mas por dentro só imaginando o meu quarto, meus livros, meu canto de tranquilidade e silêncio). Chega; acho que todos nós aqui já nos maltratamos demais (seja física ou mentalmente) acredito que está na hora de enxergarmos mais a nós mesmos e os nossos reais desejos e anseios. Abraço a todos.

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  15. Todos falam das pessoas com TDAH, mas ninguém comenta sobre a dificuldade de conviver com vocês, TDAH! O quanto é difícil entender e aceitar esse isolamento todo e não nos sentirmos desprezadas. Meu marido é igualzinho a você e não me conformo em ser casada e ter que fazer tudo sozinha. Vem o sábado, vem o domingo e ele na mesma posição - em cima da cama vendo televisão ou jogando no seu i-phone. Nunca quer fazer nada! Gostaria de leu um post escrito pela sua esposa. Tenho curiosidade em saber se todas as esposas sentem o mesmo que eu.

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    1. Olá.

      Aparentemente, sim. Eu sou da mesma espécie do seu marido e o que você disse parece ter sido escrito por minha esposa. Até pensei que fosse ela, só percebi que não era porque eu não tenho um i-phone. :)

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  16. Eu tenho TDAH descobri a pouco tempo ja fui ao medico e ele me receitou Ritalina 10mg. Mais tipo 2 coisas,
    1-Gostar de ficar Sozinho.
    2-Ser estressado, ao ponto de brigar com todo mundo
    não tenho isso, mais acho que nem todo mundo tem as mesmas coisas né, e quanto a Ritalina 10mg esta dando certo até o momento a unica coisa é por que eu tomo ela de manha ai na hora que eu preciso de mais concentração é na parte da noite, mais ai as vezes falha a concentração. e o fator da hiperatividade e impulsividade acho que não alterou muito estou quase a mesma coisa. Temo em pedir ao medico para aumentar as vezes que tomo a Ritalina e não conseguir dormir a noite. a Ritalina em min funciona como uma carga bem grande tipo eu não sinto sono nem muito menos fome... alguém ai se identificou comigo?

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  17. Olá Alexandre. Eu já tinha visto seu blog há um tempo e esses dias procurei até que encontrei novamente. Gosto muito. Eu não sou diagnosticada. Estou com a consulta marcada pra daqui uns dias e isso (aliado ao turbilhão que tem sido minha vida nos últimos meses - anos) tem me feito pesquisar e pensar muito no tal TDAH. Minha desconfiança despontou na época que estava estudando para uma seleção bem complicada. E de lá pra cá me vejo em praticamente todos os relatos de TDAH's.
    Eu tenho percebido muitas semelhanças nessa questão do isolamento. Eu sou envolvida com muitos compromissos e pessoas e estou numa situação de só sair quando realmente é obrigado, mas quando saio acho muito bom e só falto não voltar. Mas é sempre estressante só imaginar em levantar da minha cama, me arrumar, encarar pessoas, conversas longas (às quais eu nem sempre tenho foco e paciência pra ouvir).
    Voltando ao assunto da minha consulta, eu estou bem apreensiva. Acho que coloquei muita expectativa nisso. Tipo, "E se não for?! significa que eu sou louca de verdade", "E se for?! eu vou ter que assumir esse problema e deixar de usá-lo como desculpa pra tudo, afinal ele será, oficialmente, parte de mim." Como foi essa fase pra você?

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