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TDAH, INIMIGO ÍNTIMO

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Em 2026, vivemos na era do "descarte" rápido de relações e empregos. Para o TDAH, essa tendência é um veneno, pois valida nossa inclinação natural de enxergar monstros onde existem apenas desafios. Republico este texto para alertar sobre o "Inimigo Íntimo": aquela voz que distorce a realidade para nos dar uma desculpa confortável para romper. O autoconhecimento é a única arma capaz de drenar esse abcesso antes que ele exploda e destrua o que levamos anos para construir. A Gestação de uma Tragédia É como um abcesso, começa como um pequeno grão e com o tempo enche-se de pus até romper numa explosão de consequências imprevisíveis.  De repente, um sorriso do cônjuge -que antes era lindo - transforma-se num esgar irônico e ofensivo. A sabedoria do chefe soa num belo dia como arrogância humilhante. A voz desagradável de um único professor começa a contagiar todo o curso.  Sem que o portador perceba, a mente TDAH começa a fomentar pensamentos, conclusões e i...

TDAH E A DIFICULDADE EM LIDAR COM O NÃO: POR QUE VIAGENS CAUSAM CONFLITOS?

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Nota do Autor (2026): Atualização: A dificuldade com o "não" é, na verdade, uma falha na flexibilidade mental. O imprevisto quebra o roteiro rígido que criamos para nos sentirmos seguros fora do nosso "ninho". Em quase todas as viagens surgem imprevistos e surpresas desagradáveis. Alguns portadores não sabem lidar com essas situações e chegam a criar resistência a viagens, o que pode causar problemas se o cônjuge ou a família gostam de viajar. Tem cheiro de conflito no ar. ​Mas vamos lá: será mesmo que o problema está nos imprevistos de uma viagem? Ou na viagem em si? ​O Isolamento como Mecanismo de Defesa ​Uma das características marcantes do TDAH é a tendência ao isolamento. Seja por críticas recebidas ao longo da vida ou simples fastio de gente, muitos de nós detestam interação social. Odiamos sair da segurança do nosso ninho. Imagine a tortura em que se transforma uma viagem em família. Não pela família, mas por todo o entorno: praias lotadas, pessoas que pu...

TDAH: POR QUE A DESATENÇÃO É MUITO MAIS DO QUE UM SIMPLES ESQUECIMENTO?

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Nota de 2026 : Relendo este texto, sorrio ao lembrar do celular "perdido" na mala, mas fico sério ao lembrar do contrato mal lido. A desatenção no TDAH é um custo invisível que pagamos em dinheiro, tempo e relacionamentos. Hoje, mais do que nunca, reitero: o diagnóstico não é um salvo-conduto para o erro, mas o manual de instruções para pararmos de nos autoflagelar. Desatenção é muito mais que esquecimento. Desatenção é olhar sem ver, escutar sem ouvir, ler sem entender...     Escrevi um post semana passada sobre um novo sintoma que descobri sobre o TDAH. Até descobrir que foi desatenção minha, e não um novo sintoma.    Eu tinha que entregar o celular de uma cliente e o coloquei na mala. Chegando ao destino não encontrei o celular entre as minhas coisas. Fiquei arrasado, na minha mente eu me via colocando o aparelho entre roupas macias para protegê-lo. Pensei, minha mente está criando situações. E escrevi sobre isso. Horas depois a namorada encontrou o ce...

O TDAH E A SÍNDROME DO AVESTRUZ : A VONTADE DE SUMIR APÓS MAIS UM ERRO.

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Nota do Autor (Atualizada em 2025): Escrevi este texto em um dia de cansaço profundo. A "Síndrome do Avestruz" é aquele desejo de enfiar a cabeça na areia para não encarar as consequências da nossa desatenção. Releio isso hoje e vejo o quanto o diagnóstico tardio nos sobrecarrega com o peso de erros passados. Se você se sente "trôpego" pelas cobranças da vida, saiba que essa exaustão tem nome e tem tratamento. Você não está sozinho nessa "convulsão mental". Depois do milionésimo erro por desatenção, inocência ou negligência, a pessoa começa a acreditar que quem está certo é o avestruz: a qualquer ameaça enfia a cabeça na areia para não ver as consequências... É isto; a maior recorrência na vida de um portador de TDAH são as infinitas repetições de erros, muitas vezes tolos mas de consequências sérias. E aí a pessoa começa a se questionar quanto a tudo; à vida, aos tratamentos, aos medicamentos, à sua própria escolha de vida... Não há remédio que cure...

SOU TDAH! E DAÍ?

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Nota do Autor 2026: O  entendimento sobre o TDAH evoluiu de um simples "transtorno de déficit" para uma compreensão mais ampla sobre a neurodivergência . Hoje, o foco não está apenas em "corrigir" o indivíduo com medicação, mas em como o ambiente (trabalho, escola e casa) pode ser adaptado para acomodar mentes que funcionam de forma diferente. Ser diagnosticado com TDAH pode ser um divisor de águas na vida; ou nada. O que fazer com este diagnóstico? ​Pode ser uma belíssima justificativa para erros passados e futuros. Pode ser a chave para uma mudança de vida. Mas, na maioria dos casos, não serve para absolutamente nada. Esperar por milagres ou contos de fadas é uma característica típica do TDAH. Ao ser diagnosticado e tomar meia dúzia de comprimidos de Ritalina, e não acontecer o milagre, o remédio é abandonado e o diagnóstico esquecido. E a vida se arrasta como sempre. Quase nunca volta à mente a existência do transtorno; a não ser para justificar atitudes injus...

TDAH PARALISANTE

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Quando o barulho mental é tão alto que o corpo perde o comando Nota do Autor (2026)   Este texto descreve a exaustão de lutar contra o próprio cérebro. A paralisia não é preguiça; é o resultado de uma mente que processa tudo ao mesmo tempo e acaba travando o corpo. Escrevi isso para que você saiba que não está sozinho no sofá, mas que o "amanhã" só muda quando paramos de esperar que as circunstâncias externas (o diploma, o novo emprego) resolvam o conflito que está dentro de nós.

MITOS SOBRE A RITALINA: ENTRE A MÁ-FÉ E A IGNORÂNCIA NO TDAH

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Nota do Autor 2026: Este texto foi escrito em resposta a uma onda de desinformação que, infelizmente, ainda ressoa em 2026. A "demonização" do Metilfenidato ignora a realidade dolorosa de quem vive sem foco. Hoje, mais do que nunca, precisamos defender o tratamento baseado em evidências. O maior perigo para um TDAH não é o remédio; é a negligência disfarçada de ideologia. Tem circulado um texto no Facebook, aliás, voltou a circular porque é um texto antigo publicado por uma revista chamada Saber Viver Mais, escrito por Roberto Amado, com base em informações de um site chamado Antropo Sofy e replicado por outra página chamada Resiliência Humana (ufa), chamando a Ritalina de droga, de similar à cocaína, da classe das anfetaminas... Ritalina não é "Cocaína Legal" Um amontoado de asneiras sem fim. O texto certamente foi escrito por uma pessoa que não tem a menor ideia do que é ser portador de TDAH. Nunca conviveu com uma criança hiperativa e acaba por produzir ...