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EU TOMO RITALINA PARA TDAH: RELATO SOBRE DEPENDÊNCIA, MITOS E BENEFÍCIOS.

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"A medicação não muda quem você é, ela apenas permite que você seja quem sempre quis ser." Nota do Autor 2026:  Escrevi este texto há anos e, em 2026, minha posição continua a mesma, agora com mais maturidade. O remédio não é uma "muleta", é a lente que corrige uma visão embaçada. A ciência evoluiu, mas o preconceito infelizmente ainda caminha devagar. Lembrando sempre que não sou médico ou psicólogo, meus relatos são como portador de TDAH. Sim, eu tomo Ritalina diariamente. Há três anos. Imagine o sofrimento que vou passar se tiver que parar de uma hora para outra! Nenhum! Eu paro aos domingos e feriados. Não tomo aos sábados à tarde e nunca tive o menor sintoma de síndrome de abstinência. A Ritalina não causa dependência ; quem afirma o contrário, ou é desinformado ou age de má-fé. Não sou médico, não sou psicólogo, nem enfermeiro; sou um paciente que faz uso contínuo e que já está cansado de ler as besteiras que os pseudoentendidos falam. O Mito da Abstinênci...

O TDAH QUE ARDE

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Que vida é essa feita de dor e sombra? De suor e lágrima? De sal e fel? Que vida é essa que dilacera a alma? Que sangra... Que queima... Que arde... Que arde... Que arde.. Que arde no peito como chama... Que arde na alma como lava... Que purga a dor com o calor da chama... Que cicatriza o peito que sangra, cauterizando a alma que chora... Que vida é essa que a chama que corrói, destrói e dói... É a mesma que cauteriza e impele a andar, amar... Que vida é essa que o fel e o sal valorizam o açúcar e o mel? Que vida é essa que queima de prazer? Que arde de amor? Que vida é essa? Sei lá, é a minha vida...

O TDAH, BELCHIOR, ELIS E A VIDA

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De repente, todo o peso do mundo parece estar sobre mim. Não é tristeza, nem cansaço, nem mesmo desânimo. É o peso de uma vida inteira, um engano inteiro. No rádio do carro toca " COMO NOSSOS PAIS" , na inesquecível interpretação de Elis Regina. Essa sensação de uma vida errada, alicerçada em um sem número de escolhas erradas; e, quando as escolhas se mostraram acertadas, faltou disciplina e persistência para manter o caminho escolhido, é ampliada ao ouvir essa linda música. Mais do que a letra da música, o destino de seu autor e de sua intérprete é responsável por essa sensação. O autor, Belchior, depois de uma longa carreira de sucessos (mais como autor do que como cantor) desapareceu, largou tudo: carreira, família, amigos, e um monte de dívidas, chegando a ser procurado pela polícia. Parece que por causa de uma mulher que ele conheceu recentemente. Elis Regina morreu de overdose no auge de sua carreira. Drogava-se, ao que tudo indica, para enfrentar sua inseg...

TDAH: A FRAUDE DA FRAUDE (A ciência prova que o transtorno é real)

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" Nota de atualização (Dezembro de 2025): Revisitando este texto de 2014, percebo como a luta contra o preconceito e o negacionismo do TDAH continua atual. Este post é um manifesto em defesa da ciência e um desabafo contra aqueles que tentam deslegitimar o sofrimento de quem vive o transtorno na pele. O TDAH não é uma 'escolha', é biologia. " Muito se diz sobre a existência ou não do TDAH. Acho esse assunto um saco, mas é inevitável. Principalmente quando temos um chato que fica postando, aqui no blog, vídeos sobre a anti psiquiatria e contra o TDAH. Esses dias recebi no Facebook um link para uma matéria num site de Portugal chamado Ciência Hoje. Confesso que ando um pouco cético sobre esses textos e vídeos sobre TDAH; a maioria deles é uma mera repetição ou é uma grossa besteira. Como eu já havia recebido um interessante da 'minha' Ana, resolvi conferir esse texto enviado pela Suelen. E me surpreendi tanto ou mais do que com o texto sobre o trânsito....

AFOGANDO-SE EM TDAH

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Afogamento; creio ser essa a melhor figura de linguagem para descrever aqueles momentos em que, mesmo sob tratamento, afogamo-nos no TDAH. De repente, a vida que caminhava bem, desanda; a memória falha de tal maneira que nos esquecemos, até mesmo, de tomar os remédios. Todo aquele esforço que fizemos para esconder a desatenção cai por terra após uma desastrosa sequência de falhas infantis. A velha concatenação de fatos ressurge com toda a sua força: falhas de memória, queda de produtividade, desânimo, desespero, e a vida afunda no TDAH. Enquanto a vida submerge nas velhas estruturas do TDAH,tentamos desesperadamente nadar de volta à superfície. O desespero é um péssimo companheiro; parece que quanto mais lutamos, mais submergimos. Ao redor, o oceano infinito das derrotas conhecidas e experimentadas. E o silêncio! O silêncio que precede à morte. A enésima morte em vida. A derrota parece inexorável; crônica de uma morte anunciada, porém, inevitável! E de repente, uma pequena...

O TDAH E OS ACIDENTES DE TRÂNSITO

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Acabei de ler no UOL, os resultados de uma pesquisa que relaciona o portador de TDAH sob tratamento e a redução dos acidentes de trânsito. Um estudo publicado na revista científica JOURNAL OF THE AMERICAN MEDICAL ASSOCIATION PSYCHIATRY, realizado com 17000 ( dezessete mil ) pessoas entre os anos de 2006 e 2009 constatou que o HOMEM portador de TDAH quando medicado com os remédios indicados para o tratamento do transtorno, se envolve 41% menos em acidentes de trânsito do que aqueles portadores não tratados. Esse estudo financiado pelo CONSELHO SUECO DE PESQUISA e pelo INSTITUTO NACIONAL DE SAÚDE INFANTIL E DESENVOLVIMENTO HUMANO DOS ESTADOS UNIDOS (NICHD) traz questões importantíssimas sobre o TDAH, que vão muitíssimo além da questão do trânsito, foco do estudo. Em primeiro lugar, mostra o quão nós brasileiros somos atrasados, também, na questão do TDAH. Enquanto chovem comentários, perguntas e insinuações - nesse blog - sobre a não existência do TDAH, no exterior órgãos...

O QUE É SER TDAH?

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É ser luta. Derrota ou vitória, jamais entregar-se. É ser dor. Ainda que na alma, jamais entregar-se. É ser intenso. Ainda que esgotem-se as forças, jamais entregar-se. É ser mutante. Ainda que fechem-se os caminhos, jamais entregar-se. É ser queda. Ainda que pareça definitiva, jamais entregar-se. É ser paixão. Ainda que queime, jamais entregar-se. É ser fogo. Ainda que consuma, jamais entregar-se. É ser gelo. Ainda que quebre, jamais entregar-se. Enfim, TDAH é isso. Um caleidoscópio de emoções. Um sem número de vidas em uma única vida. E jamais entregar-se.