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MUITO ALÉM DO TRATAMENTO DO TDAH

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A descoberta de meu TDAH se deu de forma absolutamente casual. Folheando uma daquelas velhas revistas de sala de espera de consultório, deparei-me com uma entrevista nas páginas amarelas de uma Veja de 2009, onde a Dra. Ana Beatriz Barbosa da Silva conta sua vida e sua descoberta como portadora de TDAH . Vi um filme da minha vida. Terminei de ler a entrevista com a certeza de ser um portador de TDAH. Mergulhei na internet, assisti a tudo o que existia sobre o assunto no Youtube, dissequei o site da ABDA e ali descobri o nome da única especialista em atendimento ao TDAH de minha cidade: Dra. Valéria Modesto Leal. Vinte e quatro horas depois eu estava diante dela com o diagnóstico positivo.

O TDAH E A AUTO CONFIANÇA

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É muito, muito difícil ser auto confiante quando se passou a vida inteira sendo chamado de peste, preguiçoso, egoísta, voado, elétrico, esquecido, etc,etc,etc. Quando crescemos - em idade - trazemos conosco toda essa bagagem de 'elogios' e estímulos. Não estou aqui para criticar ninguém ,muito menos meus pais. Eu mereci cada rótulo desses. O problema é que, na minha infância não existia TDAH ( não existia nem TV em cores ! ), muito menos tratamento. Um menino com eu fui, não era taxado de hiperativo, era taxado de peste, levado, mosquito elétrico, essas coisas. Mas isso mina a auto estima de quem é chamado assim. Quando essas características atravessam a infância e perduram por toda a vida. você começa a se achar incapaz, inferior, incompetente. A auto estima fica abaixo do pano de chão. A confiança no 'taco', imagina pra onde vai.

O TDAH E A DOR NO BOLSO.

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Dizem que a frase é do ex-ministro Delfim Netto, não sei, mas ele era um exímio frasista e essa frase parece com ele: ' o órgão mais sensível do corpo humano é o bolso'. Não para um TDAH. Gastamos mais do que devemos, do que podemos e 'do que queremos'. E assim como na procrastinação , ficamos com culpa, a consciência dói, dói. A cada conta que surge, pensamos: se eu não tivesse feito aquela viagem; ou, se eu não tivesse comprado aquela roupa... Mas, assim como na procrastinação, os dias passam, a dor da consciência some, e repetimos o erro anterior. Aliás, essa é uma característica típica do TDAH, não aprendemos com os nossos erros. A necessidade de usufruir imediatamente supera a 'lembrança da dor'  passada. Mesmo que o passado tenha acontecido há apenas uma semana.

O TDAH E A IMATURIDADE DAS SOLUÇÕES MÁGICAS.

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Viver à espera de um milagre! Esse é um sentimento recorrente na vida de um portador de TDAH. Esperamos o messias, o salvador da pátria. Vivemos à expectativa de que algo aconteça e mude o rumo de nossas vidas. Uma repentina oferta de emprego em uma empresa maravilhosa, sem cobranças e com altos salários; a princesa (ou o príncipe) encantado ao dobrar a esquina, linda, compreensiva, inteligente, perfeita, rica, independente, equilibrada; encontrar um dinheiro em local inesperado que nos salve daquele aperto em que nos encontramos; ser descoberto pela globo - ou pela seleção brasileira - e surpreender o mundo com um talento que nem a gente mesmo sabia que tinha. Soluções mágicas, essa é a verdade. E imediatas.

AÍ VOU EU!

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Quando tudo parecia perdido, renascer. Quando a queda parecia definitiva, reerguer. Quando parecia estar paralisado, retomar. Quando parecia ter chegado ao fim, recomeçar. Quando tudo parecia destruído, reconstruir. Quando tudo parecia rompido, reatar. Quando parecia ter desistido, reassumir. Quando parecia ser o fim, ressurgir. Quando parecia derrotado, reagir. Quando tudo parecia um caos, reorganizar. Quando parecia em desespero, refletir. Quando parecia abandonar, reencontrar. Quando a chama parecia morrer, reavivar. Quando parecia a morte, reviver. Assim é a vida do TDAH.

HIPERATIVIDADE NÃO É MÁ ÍNDOLE!

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Estive pensando nas 'loucuras' que fazia quando criança. Creio que é a primeira vez que faço isso. Jamais entrei numa aventura com a noção de qual seria o resultado. As coisas aconteciam. E como aconteciam! Eram apenas fruto de atitudes inpulsivas, comportamentos inconsequentes. Uma sucessão de atitudes dessas, fatalmente desaguavam em consequências desastrosas. Me expus ao risco inúmeras vezes, jamais com a noção exata daquele risco. Andava de bicicleta como um louco, apostava corridas com carros, descia ruas sem freio. Hoje, sinto um 'medo retrospectivo' por muitas das coisas que fiz.

ESCOLHAS

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A vida é feita de escolhas. Basta escolher. Entre abismos. Entre caminhos. Entre desconhecidos. Entre incógnitas. Entre (in)felicidades. Entre dores. Entre amores. Entre risos. Entre vidas. Escolha! Atire-se. Caminhe. Conheça. Descubra. Desfrute. Sinta. Ame. Ria. Viva. Opte! Em seu último dia, em seu último momento, quando nada mais será possível fazer, você saberá se valeu a pena! Então, será indiferente! Não será você a escrever, e muito menos, será você a ler, o que estará gravado em sua lápide!