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Mostrando postagens de setembro, 2024

O TDAH E A SUPERPOSIÇÃO DE SENTIMENTOS: AS MUDANÇAS RÁPIDAS DE HUMOR

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                                         Nota do Autor (Atualizada em 2025): Este texto nasceu ao som de Milton e Caetano. Ele descreve a velocidade com que o nosso humor flutua no TDAH. Muitas vezes somos chamados de superficiais ou instáveis, mas a verdade é que nossa atenção — e nosso sentimento — é como uma bússola perto de um imã: ela aponta para o estímulo mais forte do momento. Não é falta de profundidade, é excesso de presente. A Música como Gatilho da Memória Ao longe um som de flauta embala meus pensamentos - Travessia. Sim, a flauta toca Travessia de Milton Nascimento. A música icônica tão bem tocada me invade a alma e a tristeza de lembranças irremediavelmente perdidas me enche a mente.  Um desfile desconexo de pessoas e situações, sentimentos e decisões, escolhas e perdas. Principalmente as perdas dançam diante de mim. Quanta gente pelo caminho, quantas oportunidad...

O TDAH E O TEMPO

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Tempo... Me escapas Me surpreende  Me desgasta...  Esvai-se  Esboroa-se Evapora-se  Diante de mim...  Atônito  Indefeso  Humilhado  Perplexo  Eu que não te vi chegar Eu que não te vi passar  Restam as justificativas balbuciadas, que ninguém ouve ou crê.  Restam as desculpas Se ainda houver tempo...  Leia Também:                        65 Anos de Solidão : A saga do eterno recomeçar.                                            TDAH, Nunca se Entregue! : Para encontrar o equilíbrio após reconhecer a falha dos                              métodos comuns. Saiba mais sobre o TDAH e como conviver com seus desafios no site da ABDA: Associação Brasileira do Déficit de Atenção 

TDAH E A AUTOSSABOTAGEM: É POSSÍVEL SER FELIZ SEM MEDO?

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Nota do Autor: Quinze anos depois, percebo que "ser feliz na Faixa de Gaza" não era ingenuidade, mas uma estratégia de guerra. O TDAH ainda tenta sabotar o presente com culpas do passado, mas hoje sei que a felicidade não é a ausência de conflitos, é a capacidade de não se tornar um deles. A Felicidade como Tabu e Culpa Como ser feliz? É justo ser feliz enquanto pessoas próximas não o são? Ou o inverso, é justo sacrificarmos nossa própria felicidade em prol da felicidade de outrem? Existe felicidade e infelicidade? Ou existe apenas a vida? A felicidade está na moda? Devemos ser felizes na marra? A qualquer custo? Felicidade e alegria são a mesma coisa? É possível ser feliz com TDAH? E os sabotadores que trazemos em nossa cabeça? Pois bem, essas são as questões que pretendo não resolver nesse post. Não sei as respostas. Nenhuma delas. Quando Lula foi candidato à presidência pela primeira vez no já longínquo ano de 1989, sua música de campanha tinha como tema centr...