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Mostrando postagens de julho, 2015

TDAH SEM PASSADO OU FUTURO

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Não me apego ao passado. As casas em que morei. As mulheres que amei. Os caminhos que percorri. As fendas em que caí. As trevas que rompi. Tão pouco me importa o futuro. Se radioso ou sombrio. Se alegre ou triste. Se farto ou parco. A mim pouco importa. Um dia ele há de chegar. E eu o enfrentarei; seja ele qual for. Os mais afoitos imaginarão: Ah, ele vive o presente... Que presente é esse que num átimo vira passado? Que presente é esse que num instante é atropelado pelo futuro? Um futuro que insiste em ser o oposto daquilo que sempre imaginei? Não! Vivo no meu tempo. Na minha realidade. Pairo sobre a realidade como numa aeronave. Uma aeronave que jamais aterrissa; Que jamais toca o solo. Um solo em que jamais andei... Serei aquele que quase aterrissou; Que quase andou; Que quase viveu...

TDAH: ONDE HABITA O INDOMÁVEL

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" Nota de Atualização (Dezembro de 2025): Escrevi este texto em um momento de profunda introspecção. O que descrevo aqui é a nossa capacidade única de habitar outros mundos quando o mundo real se torna insuportável ou monótono. Hoje, entendo que essa 'mente indomável' é a nossa maior liberdade, mas também o nosso maior desafio. Revisitando estes versos, vejo que o TDAH não é apenas sobre o que esquecemos, mas sobre os detalhes ínfimos que escolhemos — mesmo sem querer — eternizar." Não me torture! Não me lembrarei da dor. Em minha mente estará gravada a gola puída de sua camisa; ou a falta que sinto de assistir mais um episódio de Julie Lescaut. Não me prenda! Não me lembrarei da prisão. Em minha mente estará gravado o tamborilar da chuva no telhado; ou os ladrilhos mal assentados da parede. Não me ameace! Não me lembrarei do medo. Em minha mente estará gravada a música que toca ao longe; ou a manchete de uma revista de fofoca que vi na banca. Não me abandone! Nã...