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Mostrando postagens de dezembro, 2014

TDAH EM EBULIÇÃO

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Já perdi a conta de quantas vezes assisti ao filme 'O Senhor dos Anéis'. Gosto tanto que me dei um box com os três filmes de presente num natal desses atrás. Volta e meia assisto novamente. Ontem assisti aos dois primeiros filmes. E sempre descubro novidades - afinal são nove horas de filme e um bom TDAH não se mantém atento por tantas horas - e ontem não foi diferente. Num diálogo entre Éowyn e Aragorn em que ela afirma não temer a dor e a morte, ele a questiona sobre o que teme: - Uma gaiola - responde Éowyn - Ficar atrás de grades até que o hábito e a velhice as aceitem. E a oportunidade de grandes feitos esteja além da lembrança e desejo.           Um pérola do TDAH! Mas sou assim, e odeio pensar em me conformar. Sou uma metamorfose ambulante, e essa metamorfose me construiu. Construiu uma personalidade complexa, mas riquíssima. Uma vida recheada de dores, mas transbordante de emoções, prazeres e vivências. Uma personalidade auto destrutiva...

O TDAH PARA O NOVO ANO

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Sabe o que eu quero pra 2015? Ser eu mesmo! Com TDAH e tudo! Quero dar de cara comigo em primeiro de janeiro próximo, e prometo não me deixar escapar. Olharei em meus olhos e reconhecerei meus sonhos adiados ou abandonados. Verei em seu brilho as grandes coisas com que sonhei e permiti que a realidade as enterrasse vivas. Mas não permitirei que morram sufocadas. Sonhos são para serem perseguidos a vida inteira. A realidade não tem o direito de matá-los.  Certamente o velho eu abraçará aquele que chega, mas em silêncio. O velho Alexandre não poderá contaminar o novo com sua dor, suas decepções e frustrações. Já basta o olhar sofrido e apagado com que fitará o recém chegado. Não! Não permitirei que fale, mas no abraço, aquele velho que parte levará no peito o calor da empolgação do novo eu. Seu calor cicatrizará feridas que ganhei ao longo desse penoso e interminável 2014. O velho eu caminhará sem sorrisos para o paraíso dos anos esquecidos; ou de triste lembrança...

O TDAH NÃO É PARA ESSE MUNDO

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Os portadores de TDAH seriam diferentes num mundo diferente? Os críticos do TDAH alegam - entre outras idiotices - que está havendo um excesso de diagnósticos, uma explosão de receituários de Ritalina, blá, blá, blá... Essa tal 'explosão' não seria um mero reflexo do 'novo' mundo em que vivemos? Sou péssimo sob pressão, nem um pouco competitivo e me descontrolo facilmente se preciso agir e pensar muito rapidamente... E esse é o mundo de hoje; alta pressão, alta velocidade e altíssima competitividade. Não é de se estranhar que os diagnósticos de TDAH tenham aumentado tanto. Uma doença que compromete a memória, o foco, dificulta o cumprimento de metas, a conclusão de cursos, a estabilidade dos relacionamentos, é absolutamente inadequada - quase incapacitante mesmo - numa época onde essas características são altamente exigidas e valorizadas, Não basta ser formado, é preciso ter mestrado, especialização e ser fluente em, pelo menos, um idioma. Abandonei duas fa...