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Mostrando postagens de janeiro, 2014

AFOGANDO-SE EM TDAH

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Afogamento; creio ser essa a melhor figura de linguagem para descrever aqueles momentos em que, mesmo sob tratamento, afogamo-nos no TDAH. De repente, a vida que caminhava bem, desanda; a memória falha de tal maneira que nos esquecemos, até mesmo, de tomar os remédios. Todo aquele esforço que fizemos para esconder a desatenção cai por terra após uma desastrosa sequência de falhas infantis. A velha concatenação de fatos ressurge com toda a sua força: falhas de memória, queda de produtividade, desânimo, desespero, e a vida afunda no TDAH. Enquanto a vida submerge nas velhas estruturas do TDAH,tentamos desesperadamente nadar de volta à superfície. O desespero é um péssimo companheiro; parece que quanto mais lutamos, mais submergimos. Ao redor, o oceano infinito das derrotas conhecidas e experimentadas. E o silêncio! O silêncio que precede à morte. A enésima morte em vida. A derrota parece inexorável; crônica de uma morte anunciada, porém, inevitável! E de repente, uma pequena...

O TDAH E OS ACIDENTES DE TRÂNSITO

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Acabei de ler no UOL, os resultados de uma pesquisa que relaciona o portador de TDAH sob tratamento e a redução dos acidentes de trânsito. Um estudo publicado na revista científica JOURNAL OF THE AMERICAN MEDICAL ASSOCIATION PSYCHIATRY, realizado com 17000 ( dezessete mil ) pessoas entre os anos de 2006 e 2009 constatou que o HOMEM portador de TDAH quando medicado com os remédios indicados para o tratamento do transtorno, se envolve 41% menos em acidentes de trânsito do que aqueles portadores não tratados. Esse estudo financiado pelo CONSELHO SUECO DE PESQUISA e pelo INSTITUTO NACIONAL DE SAÚDE INFANTIL E DESENVOLVIMENTO HUMANO DOS ESTADOS UNIDOS (NICHD) traz questões importantíssimas sobre o TDAH, que vão muitíssimo além da questão do trânsito, foco do estudo. Em primeiro lugar, mostra o quão nós brasileiros somos atrasados, também, na questão do TDAH. Enquanto chovem comentários, perguntas e insinuações - nesse blog - sobre a não existência do TDAH, no exterior órgãos...

O QUE É SER TDAH?

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É ser luta. Derrota ou vitória, jamais entregar-se. É ser dor. Ainda que na alma, jamais entregar-se. É ser intenso. Ainda que esgotem-se as forças, jamais entregar-se. É ser mutante. Ainda que fechem-se os caminhos, jamais entregar-se. É ser queda. Ainda que pareça definitiva, jamais entregar-se. É ser paixão. Ainda que queime, jamais entregar-se. É ser fogo. Ainda que consuma, jamais entregar-se. É ser gelo. Ainda que quebre, jamais entregar-se. Enfim, TDAH é isso. Um caleidoscópio de emoções. Um sem número de vidas em uma única vida. E jamais entregar-se.

TDAH EM MUDANÇA CONSTANTE

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Magalhães Pinto disse certa vez que a política é como a nuvem, a cada vez que você a olha ela está de um jeito. Eu sou como as nuvens. Lindo isso né... Já fui comunista, capitalista, ateu, empresário, comerciário, bancário... Já sofri por muito pouco, já fiz sofrer; mesmo quando não tinha intenção de fazê-lo. Já amei e odiei a humanidade. Sonhei com meu consultório médico; sonhei com meu escritório de advocacia; sonhei com minhas turmas de alunos de história e filosofia. Mas não ficou só nisso; sonhei com uma mega livraria; sonhei com uma rede de lojas de tintas; sonhei com uma vida de andarilho pelo mundo afora. Eu e meu sax! Alguns desses sonhos conquistei; outros, estive muito próximo e atirei fora. Mas acima de tudo, jamais me entreguei. Comecei uma nova profissão aos cinquenta anos, uma que jamais imaginei exercer - e me apaixonei -mas tive de interrompê-la contra minha vontade; mas por minha culpa. Não me assusto mais se acordo uma nova pessoa a cada manhã, e ao dormi...