AFOGANDO-SE EM TDAH
Afogamento; creio ser essa a melhor figura de linguagem para descrever aqueles momentos em que, mesmo sob tratamento, afogamo-nos no TDAH. De repente, a vida que caminhava bem, desanda; a memória falha de tal maneira que nos esquecemos, até mesmo, de tomar os remédios. Todo aquele esforço que fizemos para esconder a desatenção cai por terra após uma desastrosa sequência de falhas infantis. A velha concatenação de fatos ressurge com toda a sua força: falhas de memória, queda de produtividade, desânimo, desespero, e a vida afunda no TDAH. Enquanto a vida submerge nas velhas estruturas do TDAH,tentamos desesperadamente nadar de volta à superfície. O desespero é um péssimo companheiro; parece que quanto mais lutamos, mais submergimos. Ao redor, o oceano infinito das derrotas conhecidas e experimentadas. E o silêncio! O silêncio que precede à morte. A enésima morte em vida. A derrota parece inexorável; crônica de uma morte anunciada, porém, inevitável! E de repente, uma pequena...